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Data de lançamento
4 Set. 2015Duração
Jack (Jacob Tremblay), um espirituoso menino de 5 anos, é cuidado por sua amada e devota Ma (Brie Larson). Como toda boa mãe, Ma se dedica em manter Jack feliz e seguro, cuidando dele com bondade e amor, e fazendo coisas típicas como brincar e contar histórias. Sua vida, entretanto, é tudo menos normal – eles estão presos – confinados em um espaço de 10 m² sem janelas, o qual Ma chamou eufemisticamente de “O Quarto de Jack”. Ma criou todo um universo para Jack dentro de O Quarto de Jack, e ela não parará por nada para garantir que, mesmo neste ambiente traiçoeiro, Jack seja capaz de viver uma vida completa e satisfatória. Mas, enquanto a curiosidade de Jack sobre a situação em que vivem cresce, e a resiliência de Ma alcança um ponto de ruptura, eles ensaiam um arriscado plano de escape, o que os leva a ficar face-a-face com o que pode ter se tornado a coisa mais assustadora: o mundo real.
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Triste
E se o mundo inteiro coubesse dentro de um quarto… e depois, de repente, não coubesse mais?
O roteiro acompanha uma mãe e seu filho vivendo em cativeiro, mas o mais impressionante é que não trata aquele espaço apenas como prisão. Para Jack, o quarto é literalmente o universo inteiro. É casa, escola, playground, planeta e realidade. Ele cria uma inversão brilhante, enquanto que para a mãe aquele lugar representa horror, para o filho representa segurança. Basicamente a prova de que o mundo não é apenas o que existe mas também é o que conseguimos compreender dele.
O mais bonito é como o filme trata maternidade sem idealização exagerada. O amor entre mãe e filho é real, profundo e poderoso, mas também é cansativo, difícil e cheio de momentos de fragilidade.
No fim, você passa anos aprendendo a sobreviver, finalmente encontra uma saída, descobre que a liberdade também assusta…e percebe que recomeçar pode ser tão difícil quanto escapar.
quem não chora com esse já morreu por dentro
Embora O Quarto de Jack (2015) tenha uma premissa forte, senti que o desenvolvimento foi genérico e que dilui a tensão situacional.
Enquanto a primeira metade do filme é de tensão psicológica e um drama intimista, a segunda parte, que aborda a vida após o resgate, é onde eu acho que o filme perde a força. A ousada e arriscada fuga de Jack e Joy é o clímax da narrativa. No entanto, o filme comete um erro estrutural ao dissipar a tensão dramática que era tão envolvente e, em vez disso, focar em um longo e por vezes previsível desfecho. O avô do menino desaparece...