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Quando a bela e inocecente jovem burguesa parisiense, Geneniève Le Theil, viaja para Dijon para resolver os problemas pertinentes a uma herança deixada pelo seu rico tio, sem querer abre a porta de outro quarto de hotel, e encontra um suicida perto da morte na cama. Mais tarde, Geneviève vai até o hospital e conhece Reanud Sarti, o depressivo alcoólatra que salvou. Então ela se apaixona por Renauld e o leva para seu apartamento em Paris, iniciando uma destrutiva, masoquista e corrupta relação com um homem muito abusado.
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"O Repouso do Guerreiro", é, talvez, o melhor trabalho cinematográfico de Brigitte Bardot. Ela entrega uma impecável atuação como a doce, melindrosa e inocente jovem burguesa.
Baseado no best-seller de Christiane Rochefort, foi adaptado por Roger Vadim, ex-marido e criador do mito de Bardot.
Embora divorciados, eles se reencontraram pela penúltima vez num filme barroco, com visual meio datado e kitsch. Nem mesmo Bardot exibe sua habitual nudez, que aqui é mais sugerida que mostrada.
Basicamente é um romance, sobre um homem - em termos atuais chamado de sociopata - que reluta em aceitar o amor que sente por Geneviéve, e o expressa de modo controversa que ela se sente humilhada e desprezada.
Para a época, o filme é requintado, com locações na Itália, erotismo discreto e pseudo-intelectualismos, além de uma aparição encantadora de Macha Méril, de origem russa. Brigitte já estava perdendo seu encanto de menina perversa, mas sempre foi competente como atriz, ainda que limitada. Um clássico cult que se tornou uma pérola do cinema francês. Adoro rever!
Um bom filme de Vadim sobre o ótimo livro de Christiane Rochefort. Acontece que o diretor e roteirista não conseguiu transpor nem metade da pesada carga sexual do romance, nem as terríveis violências cometidas por Renaud a Geneviève; o que terminou atenuando demais o roteiro ao ponto perigoso onde ele derrapa num sentimentalismo quase tacanho. Bardot e Hossein desempenham bem os seus papeis, embora seja impossível desenvolver qualquer empatia por Renaud, um personagem eternamente asqueroso. É um filme datado, mas não se engane; O repouso do guerreiro não é a história do triunfo do amor (burguês) romântico, é sobre as fronteiras da servidão humana. A cena final com a bela trilha de Michel Magne é memorável.
Personagens detestáveis, Brigitte Bardot incrível.
O filme só vale pela parte técnica e pela Brigitte Bardot, curto bastante a direção do Roger Vadim... e a Brigitte Bardot é simplesmente livre da necessidade de qualquer elogio. Mas os elogios ao filme em si param por aí, os diálogos são fracos, o relacionamento patético dos dois personagens é tão tosco, raso e mal construído que o desfecho horrível do filme consegue ficar mil vezes pior. Não recomendo, assista apenas se for fã da Bardot ou dos filmes do Vadim por pura curiosidade.
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Se o livro já é um dos mais aborrecidos, maçantes, personagens detestáveis, com os diálogos mais patéticos que já li; imagine então adaptar isso em um filme... Destaque pro Renaud, um dos personagens mais escrotos já inventado.