O filme relata as primeiras conquistas femininas de um jovem e a paixão que ele tem por seu pai. Um jovem provinciano vai a Paris para fazer um exame de admissão em uma grande escola e conhece uma garota com quem ele tem uma pequena aventura. Ele retorna à casa do pai, com quem decide morar, quando a garota de Paris chega. O jovem parte para os estudos em Paris e se envolve com outra garota.
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Não sou um conhecedor da obra de Garrel, falha minha. Fui assistir ao filme pensando que era uma coisa, no fim era outra completamente diferente, mas passou longe de decepcionar. Garrel cria aqui um mundo exclusivamente dele, e não é uma falha, que se passa em 2019, temos pouquíssimas cenas tecnológicas com celulares, uma sintonia meio anos 60... todo esse amálgama funciona perfeitamente. Luc é o típico gato cafajeste se olharmos para ele de maneira superficial, mas talvez estejamos completamente equivocados... ou não. É esta coisa ambígua que permeia o filme que fez eu gostar dele, nem tudo é preto no branco como a fotografia lindíssima. Adoro filmes com finais abertos, que não nos dão tudo de bandeja, este é um deles. Fica martelando durante dias e dias e dias depois. Indicado ao Urso de Ouro no Festival de Berlim, mas naquele ano o páreo estava duro.
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Homem pra mulher nenhuma.
Eu durante o filme: "Uau, como a fotografia dos filmes de Garrel é sempre tão linda!" "Mas a Djemila não troca de roupa?!" "Ok, o gajo é estúpido, mas a Geneviève também é irritante..." "E a Djemila que só trocou de roupa uma vez até agora!" "Que cena de dança linda e que música linda!" "Ok...então já percebi...o propósito do Garrel aqui é mostrar que os otários só se apaixonam por gajas ainda piores que eles..." "O velhote e a Djamila foram as únicas personagens decentes neste filme.."
Eu no fim do filme: "A sério que terminou assim?!".
Penso que isto explica minha experiência com o filme (bom nas categorias técnicas, mas não bom no conteúdo em si).
Filme que parece saído do final nos anos sessenta inicio dos anos setenta pela fotografia
branco e preto, pela atmosfera, os ambientes e a falta da tecnologia atual. Sinceramente
não sei dizer se gostei. Nota. 7/10
Assumo, de antemão, duas reações espectatoriais óbvias: o filme é uma obra-prima; e o protagonista é um cafajeste. Tinha (quase) certeza de que estas duas impressões se confirmariam desde a primeira seqüência, quando Luc surge em cena acompanhado por um piano melancólico característico... Entretanto, a duração um pouco maior desse filme - em relação aos filmes garrelianos imediatamente anteriores, pelo menos - demonstra que há algo de diferente quanto à trilogia autobiográfica do ciúme: aqui, não apenas os diálogos e atores são brilhantes, mas os enquadramentos exalam uma energia mui juvenil, em que o diretor distancia-se um tanto de suas próprias experiências românticas. Não fala sobre si mesmo, não se desculpa (ou se justifica familiarmente) por erros anteriores, mas conta uma estória, a ponto de haver até mesmo um narrador onisciente. De fato, o protagonista masculino é um cafajeste, mas é também atraente e merecedor culposo de nossa simpatia. O desfecho abrupto e trágico não é apresentado como punição, mas como mera constatação factual, de uma vida que, sob a lógica atéia, perde um pouco do sentido existencialista viciado. As três mulheres que orbitam em torno do personagem (ou ele que orbita em torno delas? Ou nós?) são fabulosas em suas distinções mui precisas de personalidades e caracteres gerais, não sendo por acaso que este filme ousa inserir uma ameaça racista nas ruas, por exemplo. Na França anacrônica do diretor, em que o celular não impede o envio de cartas ou a falta de comunicação durante uma espera no motel, os problemas contemporâneos não são ignorados pela hipertrofia do sentimentalismo e/ou da sexualidade. Como de praxe, muitas (e apenas) mulheres são mostradas nuas, porém, numa perspectiva quase adolescente, tamanho o vigor das imagens e enquadramentos: há um 'plongée' funcional sublime, por exemplo. Apesar de não ter favoritado este filme, em termos íntimos (visto que trata de uma situação tipicamente heterossexual, sob o ponto de vista masculino), é um dos melhores desta fase mais recente do diretor e uma das obras-primas do ano, uau! (WPC>)