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Data de lançamento
13 Nov. 1987Duração
Num futuro autoritário, um homem erroneamente julgado culpado deve tentar escapar de sua execução pública, que será realizada durante um popular programa de televisão onde prisioneiros são perseguidos até a morte por excêntricos gladiadores.
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Um dos filmes que sempre me fascinaram é "O Sobrevivente" (1987), estrelado por Arnold Schwarzenegger. Esse longa, em minha opinião, é frequentemente negligenciado na filmografia de Arnold. Quando olho para listas que destacam seus melhores trabalhos, percebo que "O Sobrevivente" nunca figura entre eles, o que me parece uma grande injustiça.
A ambientação distópica do filme realmente me cativa, assim como a crítica social embutida na narrativa. A forma como a mídia manipula a população através da programação de entretenimento é alarmante, transformando o cotidiano em um espetáculo enquanto as dificuldades se acumulam ao redor. Sempre houve maneiras de distrações para manter o povo alheio às suas realidades, um exemplo clássico disso é o Coliseu, na Roma Antiga. E, se observarmos o presente, as similaridades são inegáveis. Hoje, temos a informação à disposição, mas muitos ainda optam por permanecer na superficialidade dos conteúdos que consomem.
Além disso, o filme é uma verdadeira diversão! Schwarzenegger mergulha de cabeça em seu papel, trazendo um humor afiado, falas memoráveis e aquele carisma de herói de ação que se tornou sua marca registrada. Seu físico impressionante é outro ponto alto; este talvez seja um dos filmes onde ele brilha em sua melhor forma.
María Conchita Alonso também brilha com seu talento e beleza. Os Stalkers, cada um com uma habilidade única, proporcionam combates eletrizantes e sequências de ação que ficam gravadas na mente do espectador.
Outro ponto que merece destaque é a performance de Richard Dawson como Damon Killian. Na vida real, ele também era um apresentador, e sua atuação é simplesmente brilhante. Ele transforma cada cena em um espetáculo à parte!
"O Sobrevivente" se destaca como um extraordinário filme de ação, recheado de perseguições e elementos de ficção científica, com a essência vibrante dos anos 80. Arnold estava no seu auge, a trama apresentava uma crítica pertinente, e a narrativa era extremamente envolvente. Definitivamente, esse filme mereceria mais reconhecimento entre os grandes clássicos da carreira de Schwarzenegger.
PS: O Richard Dawson foi convidado pelo próprio Arnold Schwarzenegger para atuar no filme já que os dois eram muito amigos. Também atua Sven Ole-Thorsen, um dos grandes amigos do Arnold.
Sendo um grande fã de Arnold Schwarzenegger e de filmes de brucutu dos anos 80, sou suspeito para avaliar, mas o filme é legal demais, embora algumas coisas não tenham envelhecido bem, levemos em conta a época de lançamento. A mensagem sobre a alienação que a tv causa nas pessoas é feita de forma rápida, mas certeira. Todo o filme possui um ritmo apressado, algo bem comum em produções do período, hoje tendo que se perder (ou seria usar?) meia hora do filme pra explicar em miúdos certas questões do roteiro. As cenas de ação são meia boca, as vezes, as conveniências, também. Me recordei de corrida mortal e de um outro filme sobre um reality show em que se joga diversos criminosos em uma ilha pra se redimirem e conseguirem liberdade através de uma disputa entre si, o que dá pra perceber que esses dois filmes mais recentes se inspiraram neste aqui. Toda a ignorância do publico em consumir o embate através da tv remete ao zoológico com seres humanos que são os realities shows, tais quais BBB, A fazenda e similares. A televisão fazendo o povo esquecer de lutar, enquanto torce por um bando de jagunço televisivo. A Deepfake, termo atual, mas que se encaixa perfeitamente em uma cena desse filme, me fez lembrar sobre as discussões que temos hoje sobre inteligência artificial. Assistido pelo mercadoplay 17/18/09/ 00:36
Na revisão, percebi que a interpretação do Arnold Schwarzenegger é bem mais canastrona do que eu lembrava (inclusive, com um sotaque estranhíssimo). A premissa enredística é muito boa (2017 enquanto "futuro"), mas o filme prefere acelerar-se na ação que permitir a reflexão, o que, obviamente, n]ao anula a intensidade das situações e a denúncia distópica - já tão evidente e abundante, hoje em dia. Passa muito rápido (e isto é tanto um elogio rítmico quanto uma reclamação discursiva) e possui uma trilha musical marcante do Harold Faltermeyer. Marcou a minha pré-adolescência, de tanto que era reprisado na TV Bandeirantes, mas só o consegui vê-lo depois de adulto. Gostei - e consegui o DVD, por acaso. Uau! (WPC>)
A ideia, vinda de um conto do Stephen King, é bemmais interessante que o filme, de produção meia boca, atuações canastronas e diálogos e frases de efeito vergonhosos. Pouco tempo depois, Arnold se tornaria um super astro em definitivo, com filmes como O Vingador do Futuro , Exterminador do Futuro 2 e True Lies.
30.10.2008