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Nikolai Rodchenko (Mikhail Baryshnikov) é um bailarino da União Soviética exilado nos Estados Unidos que é aprisionado pela KGB quando seu avião sofre uma pane e pousa em território soviético.
Lá tem contato com um bailarino americano, que desertou do exército na época da Guerra do Vietnã, foi morar em Moscou e está casado com uma russa.
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LIBERDADE INDIVIDUAL X REPRESSÃO: "O SOL DA MEIA-NOITE" (White nights, 1985) https://youtu.be/nFGKMBet9l8?si=ebJ30BLeom2q3o83
Juro que eu não sabia o que encontrar aqui: li e reli esta sinopse tantas vezes, pois não conseguia imaginar outro produto advindo dela, que não algo sumamente brega - e, de fato, o é. Minha mãe insistiu para ver este filme, e eu finalmente sanei esta pendência: típico exemplar oitentista sobre Guerra Fria, que serve-se de um pretexto atípico, o encontro entre dois profissionais de dança bastante distintos. De um ladfo, um desertor russo, elitizado, bailarino; do outro, um desertor norte-americano, pobre, sapateador. A abertura com o balé cocteauniano é soberba, e foi ótimo encontrar Helen Mirren e Isabella Rossellini em papéis primevos, com sotaque russo forçado (para que o inglês, então?). Jerzy Skolimowski é o vilão caricato que se esperava desse tipo de produção, cujo desfecho não funciona tão bem em sua conciliação precipitada. Mas o filme tem bom ritmo, bons números de dança, ótimo aproveitamento da eficiência corporal de Mikhail Baryshnikov... Lindos os cenários finlandeses que servem como emulação da Sibéria. Um filme estranho mas, ao mesmo tempo, assaz atrelado ao período em que foi realizado. Pitoresco. Foi bacana tê-lo conferido: a seqüência do acidente de avião é bastante exagerada. Filme 'kitsch', para dizer o mínimo! (WPC>)
Esse é um daqueles clássicos que ficou marcado em nossa memoria em especial por sua trilha sonora, Say You, Say Me. a historia do filme é boa e não é cansativa e reserva 2 supressas p final, vale a pena você assistir. (ja ia esquecendo da dublagem, clássica e nostálgica)
Sabe aquele tipo de filme que fez o maior sucesso? Ficou gravado em nossas memórias tendo figuras ilustres atuando nele, como o bailarino Mikhail Baryshnikov? E uma trilha sonora marcante (Say You, Say Me, de Lionel Ritchie que o diga) foi a melhor propaganda deste filme dirigido por Taylor Hackford outra figura icônica do cinema nos anos 80. Por incrível que pareça nunca tinha visto este filme antes. O enredo é audacioso por que acomete brigas polícias em tempos de guerra fria ente Estados Unidos e União Soviética, e a figura do bailarino refugiado de seu país de origem se vê aflitivo quando sofre um acidente aéreo e tem que ficar em solo russo. A partir daí, o personagem do bailarino faz alusão a uma propaganda estadunidense como a terra da liberdade, do consumo e do capitalismo e que 'o comunismo soviético' é o mal da humanidade. Em tempos de traidores lesa- pátria, talvez o filme venha a calhar! afastando-se da teia politica, a química entre Mikhail Baryshnikov e Gregory Hines foi muito boa! Pena que não teve mais cenas de dança dos com os dois, especialmente só som do Lionel Ritchie que foi a música mais marcante. O coronel soviético é patético fazendo um vilão cartunesco e estereotipado. Isabella Rossellini em sua estreia no cinema de sucesso com ótima bilheteria. E Helen Mirren está lindona e classuda. Tem suas incoerências, porém se for assistido pelo prisma da nostalgia, é um bom programa!
27.05.1989