A vida do professor aposentado Vítor Falcão estava dentro da normalidade até o dia em que abriu a porta para o surpreendente Arthur, vítima de um terrível trauma familiar.
O veterano Othon Bastos, um dos meus atores favoritos, que completou 91 anos, é a atração desse filme motivacional que conta ainda com o bom desempenho do ator Emílio Orciollo Netto. Eles interpretam respectivamente dois professores que se encontram de maneira inesperada; o primeiro é aposentado e vive com o filho médico num apartamento de luxo, enquanto o segundo abandonou a carreira após uma tragédia familiar e hoje faz entregas de comida. O destino unirá os dois para uma extraordinária amizade. Rodado em locações de Goiânia, com cenas que exibem a cidade e seus pontos turísticos, o filme independente traz reflexões sobre os baques da vida, a velhice, o suicídio, o destino e o poder transformador da amizade. Simples na forma, sem muita estratégia técnica, foi produzido pela Fata Morgana-Olhar Cinematográfico de Goiânia, escrito e dirigido por Alberto Araújo, com produção executiva de Debora Torres, e tem distribuição da California Filmes. Araújo havia trabalhado com Othon Bastos em ‘Vazio coração’ (2013), ao lado de Murilo Rosa, um filme que gosto muito e assisti na época no Anápolis Festival de Cinema. POR FELIPE BRIDA - BLOG CINEMA NA WEB
Eu juro que tento ser indulgente em relação ao que vejo e que, surpreendentemente, Othon Bastos está muito à vontade aqui, mas ter suportado este filme até o final foi uma das atividades mais hercúleas a que me submeti em muito, muito tempo. Não nego que, por mais que tenham sido apresentados sob o signo da platitude, os dramas das pessoas ricas aqui apresentadas sejam válidos, mas o diretor simplesmente não sabe o que filmar: opta por ângulos redundantes, diálogos idiotas e/ou desnecessários e, para piorar, comete aberrações ao inserir efeitos cômicos sempre que a empregada doméstica fala algo. Para piorar ainda mais, o filme parece uma versão audiovisual das Páginas Amarelas das antigas listas telefônicas. Há tanta publicidade, mas tanta, que, de repente, o dono de uma vinícola em Paraúna, começa a elogiar a qualidade de suas uvas e aparece imagens dos coletores, dos produtos, dos galões onde se guarda o vinho... `É de assustar de tão ruim, infelizmente. Fora que o professor de Sociologia não cita sequer uma obra que tenha lido, além de ser estapafúrdio o motivo que ele alega para ter aceitado o emprego de entregador de aplicativo. Enquanto documentário involuntário sobre a pseudodiplomacia das elites do Centro-Oeste, merece ao menos um décimo! (WPC>)
O veterano Othon Bastos, um dos meus atores favoritos, que completou 91 anos, é a atração desse filme motivacional que conta ainda com o bom desempenho do ator Emílio Orciollo Netto. Eles interpretam respectivamente dois professores que se encontram de maneira inesperada; o primeiro é aposentado e vive com o filho médico num apartamento de luxo, enquanto o segundo abandonou a carreira após uma tragédia familiar e hoje faz entregas de comida. O destino unirá os dois para uma extraordinária amizade. Rodado em locações de Goiânia, com cenas que exibem a cidade e seus pontos turísticos, o filme independente traz reflexões sobre os baques da vida, a velhice, o suicídio, o destino e o poder transformador da amizade. Simples na forma, sem muita estratégia técnica, foi produzido pela Fata Morgana-Olhar Cinematográfico de Goiânia, escrito e dirigido por Alberto Araújo, com produção executiva de Debora Torres, e tem distribuição da California Filmes. Araújo havia trabalhado com Othon Bastos em ‘Vazio coração’ (2013), ao lado de Murilo Rosa, um filme que gosto muito e assisti na época no Anápolis Festival de Cinema.
POR FELIPE BRIDA - BLOG CINEMA NA WEB
Eu juro que tento ser indulgente em relação ao que vejo e que, surpreendentemente, Othon Bastos está muito à vontade aqui, mas ter suportado este filme até o final foi uma das atividades mais hercúleas a que me submeti em muito, muito tempo. Não nego que, por mais que tenham sido apresentados sob o signo da platitude, os dramas das pessoas ricas aqui apresentadas sejam válidos, mas o diretor simplesmente não sabe o que filmar: opta por ângulos redundantes, diálogos idiotas e/ou desnecessários e, para piorar, comete aberrações ao inserir efeitos cômicos sempre que a empregada doméstica fala algo. Para piorar ainda mais, o filme parece uma versão audiovisual das Páginas Amarelas das antigas listas telefônicas. Há tanta publicidade, mas tanta, que, de repente, o dono de uma vinícola em Paraúna, começa a elogiar a qualidade de suas uvas e aparece imagens dos coletores, dos produtos, dos galões onde se guarda o vinho... `É de assustar de tão ruim, infelizmente. Fora que o professor de Sociologia não cita sequer uma obra que tenha lido, além de ser estapafúrdio o motivo que ele alega para ter aceitado o emprego de entregador de aplicativo. Enquanto documentário involuntário sobre a pseudodiplomacia das elites do Centro-Oeste, merece ao menos um décimo! (WPC>)