Operação Final

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Operação Final (2018)
Operation Finale
Média do filme: 3.6 de 5 — baseado em 1416 votos
MÉDIAFILMOW
3.6
1416 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Chris Weitz
Data de lançamento 29 Ago. 2018 Outras datas
Duração 122 min (2h02)
Classificação indicativa de Operação Final: 16 - Não recomendado para menores de 16 anos
Status Streaming

Dirigido por

Data de lançamento

29 Ago. 2018

Duração

122 minutos Classificação indicativa de Operação Final: 16 - Não recomendado para menores de 16 anos
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Sinopse

Durante a Segunda Guerra Mundial, Eichmann foi o comandante responsável pela deportação em massa de Judeus aos campos de concentração. Após o fim da Guerra ele fugiu para a argentina, onde foi caçado e condenado por crimes bélicos. Peter Malkin é um agente da Mossad, o serviço secreto de inteligência de Israel, e responsável para levá-lo de volta a Israel para a sentença.

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Comentários 0
amigos querem ver
roqueronaldy
Roque Ronaldy
3 meses atrás

Excelente filme para uma tarde de domingo ou uma sexta feira a noite. Gostei do plano, mas alguns acontecimentos chega a ser hilário.

gilbertoabreu754
Luan
3 meses atrás

OPERATION FINALE
Direção: Chris Weitz
Ano: 2018
Assistido em: 06/06/2026

No final do ano passado, eu li um livro sobre Joseph Mengele, o Anjo da Morte, que para nós aqui no Brasil é uma figura mais conhecida do que Adolf Eichmann. O que ambos tinham em comum era o fato de serem dois dos piores nazistas de todos os tempos. O que mais me interessou durante a leitura desse livro, foi que uma parte muito considerável dele é dedicada à captura de Eichmann e, principalmente, à forma como ele foi auxiliado pelo governo peronista. Eu até já sabia da existência desse filme, mas só agora consegui assisti-lo. Cheguei esperando encontrar a dramatização de muitas das informações que obtive no livro sobre Mengele, só que não foi bem isso que encontrei.

Quinze anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, Peter Malkin integra uma equipe secreta enviada à Argentina para localizar Adolf Eichmann, um dos principais arquitetos da máquina de extermínio nazista. Após descobrir seu paradeiro, os agentes precisam monitorá-lo, capturá-lo discretamente e transportá-lo para Israel sem despertar suspeitas. Durante a missão, Malkin estabelece uma relação complexa com o prisioneiro, enquanto o grupo enfrenta riscos constantes que podem comprometer toda a operação.

Dizem que filho feio não tem pai. No caso da Solução Final, quando ela foi criada e implementada pelo governo nazista, creio que muitos homens do Reich gostariam de ostentar o título de seus idealizadores. Entretanto, após o fim da Segunda Guerra Mundial, todo mundo queria tirar o seu da reta. Como, infelizmente, figurões como, Himmler, Heydrich e outros já tinham morrido, sobraram Eichmann, Mengele e alguns peixes um pouco menores. Eles se tornaram a única esperança de que algum tipo de justiça fosse realizada. Eichmann logo se tornou o criminoso nazista mais procurado do mundo, especialmente após as mortes de Göring e Ribbentrop nos desdobramentos dos Julgamentos de Nuremberg.

Como disse, o livro sobre Mengele tem um capítulo muito importante dedicado a Eichmann e ao apoio que ele recebia do governo vigente na Argentina. E não só ele, mas inúmeros outros nazistas. Só que nada disso é mostrado no filme. Temos uma captura muito rápida e, depois disso, cenas intermináveis de Peter conversando com seu algoz e uma fuga muito enfeitada para que a história real se encaixasse no padrão de um longa hollywoodiano. Isso faz com que o roteiro nem arranhe a superfície do quão nefasta essa história realmente foi, resultando em uma obra fraca e sem grande apelo.

E aquela velha história se repete: quando o roteiro não consegue prender a atenção, ele acaba abrindo as portas para que outros detalhes, que normalmente passariam despercebidos, comecem a incomodar. Por exemplo, eu acho Ben Kingsley um ator sem igual, dono de performances maravilhosas, mas sua escalação aqui me parece completamente equivocada. Chris Weitz o escolhe por ser um ator extremamente respeitado e reconhecido, mas colocar um ator de origem indiana para interpretar um alemão, além de alguém cerca de vinte anos mais velho do que o personagem deveria aparentar, não passa despercebido. Kingsley não se parece em nada com o Adolf Eichmann do início dos anos 1960. Basta uma rápida pesquisa na internet para que toda a caracterização apresentada pelo filme desmorone. E, quando isso acontece, fica muito mais difícil embarcar na história.

Eu sou adepto da ideia de que, quando você vai contar uma história sobre algo muito pesado, algo que não pode ser esquecido, é preciso ser didático. É preciso enfiar o dedo na ferida. Quando falamos do Holocausto, para que algo tão terrível nunca mais aconteça, é necessário mostrar, é necessário escancarar o que foi a maldade do governo nazista. Ficar apenas em conversinhas e discussões do tipo "a minha família morreu por sua causa" não gera o impacto necessário. Quando você faz um filme sobre uma história dessas, sobre o que foi a Operação Finale, deveria mostrar ao público por que ela foi tão importante, por que levar Adolf Eichmann ao banco dos réus foi algo tão significativo.

Afinal, aquela foi a primeira vez que o mundo teve a oportunidade de ouvir sobreviventes do Holocausto contando suas próprias histórias. E nós sabemos que a memória é algo delicado, algo frágil, e que revisionismos acontecem. Portanto, toda oportunidade de expor esses acontecimentos deveria ser aproveitada. Apesar de Operation Finale não ser nenhum desastre, nem ruim, muito longe disso, sinto que seu maior problema foi justamente deixar inúmeras oportunidades passarem. E isso, para mim, é particularmente pior do que simplesmente fazer uma bomba cinematográfica.

gabriellucs
Gabriel
4 meses atrás

Legal, mas viajaram bastante nos acontecimentos. Inventaram tanta coisa que quase transformaram a captura do Eichmann em uma história fictícia.

jordisonfrancisco
Jordison
11 meses atrás

O diretor Chris Weitz aborda a busca pelo criminoso de guerra nazista Adolf Eichmann em 1960 em seu mais novo filme

Ben Kingsley interpreta Adolf Eichmann em Operação Final.

Era o final do outono em Buenos Aires quando Ricardo Klement levava uma rotina comum: pegava o ônibus para seu emprego como capataz em uma fábrica da Mercedes-Benz, e à noite voltava para sua esposa e dois filhos em casa no subúrbio. Contudo, sua vida aparentemente tranquila foi interrompida em 11 de maio de 1960, quando foi derrubado no chão, forçado a entrar em um carro, amarrado, silenciado e vendado. Sob ameaça de morte, foi levado a um local seguro para interrogatório. Apesar de a missão ter durado menos de dez minutos, ela foi resultado de meses de planejamento meticuloso, intensificado no final de março, quando se confirmou que Klement era, na verdade, Adolf Eichmann, um dos principais criminosos de guerra nazistas.

A operação corajosa foi conduzida por agentes do serviço de inteligência israelense, em nome do governo de Israel. Com receio de que o regime argentino pudesse frustrar a missão, eles decidiram não informar as autoridades locais. Eichmann, conhecido como o “Arquiteto do Holocausto”, seria levado a Israel para ser julgado por 15 acusações de crimes contra a humanidade e contra o povo judeu. Um ano depois, seu julgamento televisivo marcaria a primeira vez que o mundo testemunharia a extensão da barbárie nazista.

A narrativa da audaciosa operação de captura de Eichmann na Argentina é retratada em Operação Finale, novo filme dirigido por Chris Weitz, que estreia em 29 de agosto. A produção cobre toda a operação, desde a localização de Klement e a confirmação de sua identidade, até sua captura, os 11 dias de interrogatório, o retorno a Israel e o início do julgamento. O filme é uma aventura clássica de espionagem, focada nos detalhes de trazer um homem vivo para responder pelos horrores do Terceiro Reich. Contudo, as cenas entre Eichmann e Peter Malkin, um astuto, porém humano, agente do Mossad, são especialmente marcantes. Para que Eichmann fosse julgado em Israel, era necessário que ele consentisse, e Malkin assumiu a responsabilidade de obter sua assinatura sem recorrer à intimidação ou tortura. É essa tentativa de compreender Eichmann além de sua monstruosidade, mesmo após a perda de sua irmã e filhos nas mãos dos nazistas, que confere ao filme seu peso emocional e psicológico.

A trajetória de Weitz em Hollywood inclui roteiros, produções e direção de filmes de diversos gêneros, como American Pie, Um Grande Garoto, Crepúsculo: Lua Nova e Rogue One. Entretanto, esta é sua primeira incursão em um enredo de cunho histórico. Curiosamente, a história de Eichmann sendo levado à justiça ainda não havia sido retratada nas telas, mas o interesse de Weitz por esse episódio vai além do mero apelo cinematográfico. Para ele, Operação Finale tem um significado pessoal.

“Há bastante tempo queria explorar esse período por causa da história da minha família”, afirma Weitz em uma entrevista. “Meu pai, John, era um refugiado judeu-alemão que saiu de casa ainda criança, em 1933, mudou-se para a Inglaterra e depois emigrou para os Estados Unidos. Ele serviu no Exército e trabalhou para o OSS, antecessor da CIA. Sua especialidade era contraespionagem.”

O ex-espião construiu uma carreira de sucesso como estilista, famoso por suas gravatas de estampas ousadas e meias berinjela. Mais tarde, tornou-se romancista e historiador, escrevendo biografias de figuras nazistas notáveis, como “O Banqueiro de Hitler” (sobre Hjalmar Horace Greeley Schacht) e “O Diplomata de Hitler” (sobre Joachim von Ribbentrop).

“Eu ajudava a revisar os textos dele e a organizar sua biblioteca, então cresci rodeado por histórias históricas que fervilhavam na minha cabeça”, conta Weitz. “Meu pai faleceu em 2003. De certa forma, fazer Operação Finale foi uma oportunidade de nos reconectarmos.”

No caso de Eichmann, ele ingressou na SS em 1932, ascendeu na hierarquia até ser encarregado de criar centros de deportação em Viena e Praga. Em 1942, passou a coordenar a identificação, reunião e transporte de judeus para os campos de extermínio. Sua eficiência foi brutal: aproximadamente três a quatro milhões de judeus foram assassinados nos campos de extermínio, enquanto outros milhões morreram em trabalhos forçados, campos de concentração ou por execuções sumárias antes da implementação definitiva da Solução Final.

Após a guerra, Eichmann foi capturado pelas forças americanas, mas conseguiu escapar do campo de concentração e passou quatro anos vagando pela Europa e Oriente Médio sob identidade falsa. Em 1950, chegou à Argentina, que se tornou um refúgio para criminosos nazistas, como Josef Mengele.

Seis anos depois, o promotor judeu Fritz Bauer, de Frankfurt, recebeu uma denúncia anônima de que Eichmann estaria na Argentina. Ainda que o antissemitismo fosse forte na Alemanha Ocidental, Bauer optou por informar o Mossad, pois as autoridades locais poderiam não agir. Assim começou a caçada por Ricardo Klement.

Weitz e o roteirista Matthew Orton trabalharam para garantir uma abordagem rigorosa dos fatos. Para Orton, formado em Oxford em 2010, isso envolveu uma pesquisa extensa, que foi revisada por estudiosos do estúdio. Antes de escrever, ele leu todos os relatos disponíveis sobre a operação, incluindo depoimentos de Malkin, e entrevistou ex-agentes e familiares envolvidos. Apesar de a narrativa cinematográfica incentivar a dramatização, o respeito às vítimas do Holocausto foi a prioridade.

“Conheci sobreviventes, e isso reforçou minha responsabilidade de retratar a história de forma honesta, mostrando como realmente aconteceu, ao invés de negar ou distorcer os fatos”, explica Weitz. “Vivemos um momento perigoso, em que a compreensão da verdade está cada vez mais ameaçada.”

Weitz também contou com o auxílio de Avner Avraham, agente do Mossad há 30 anos e fundador dos arquivos da agência e de um museu relacionado. Como consultor técnico, Avraham forneceu detalhes específicos que enriqueceram a autenticidade do filme.

Na produção, algumas liberdades foram necessárias para ajustar detalhes históricos e encurtar linhas do tempo. Por exemplo, o período entre a primeira suspeita de Eichmann e sua captura foi ampliado, e o médico responsável pela operação, na realidade, era um homem, não um interesse amoroso de Malkin. Ainda assim, o filme mantém a fidelidade ao fato de que Eichmann foi realmente capturado na estrada, após uma abordagem com um carro quebrado, drogado e levado a um avião da El Al vestido com uniforme de tripulação.

“Sentia que precisava saber exatamente onde estávamos alterando a história, então usei liberdades apenas para criar suspense, sem mudar os desfechos”, afirma Weitz. “Por exemplo, há uma cena em que uma jovem judia é torturada na Argentina e tem uma suástica gravada no peito. Decidimos adiar essa cena para aumentar a tensão, mas sem alterar o resultado final. A maior parte do filme é fiel aos fatos.”

Weitz se mudou com sua família para a Argentina para filmar em locações reais. Uma cena importante, no início, mostra o filho de Eichmann conhecendo uma jovem judia, um encontro que acaba revelando a identidade do pai do criminoso. Essa cena acontece no mesmo cinema onde ocorreu o evento. Além disso, a floresta criada para representar a “floresta dos pesadelos” de Malkin foi ambientada em Bariloche, na Patagônia, às margens da Cordilheira dos Andes. Curiosamente, nas cenas mais tensas entre Eichmann e Malkin, a vegetação pode não ser totalmente visível devido às árvores, explica Weitz:

“Usamos câmeras para alterar as perspectivas nessas cenas, de modo que o público não tenha uma noção exata do tamanho do cômodo ou de seus detalhes, pois geralmente é escuro. O papel de parede tem um desenho de floresta, que serve para evocar os horrores aos quais Malkin está constantemente retornando. É uma estratégia para criar uma sensação de desorientação.”

O que também provoca desconforto — além de ser perturbador, repulsivo e desolador — é que o filme não é uma mera relíquia do passado. Ele é contemporâneo, como sempre. Enquanto as filmagens aconteciam, em 2017, ocorreu o comício “Unite the Right” em Charlottesville, onde Heather Heyer foi atropelada por um simpatizante nazista.

“Com o ressurgimento de movimentos autoritários de direita ao redor do mundo e o aumento do discurso anti-imigrante, o filme mantém sua relevância”, comenta Weitz. “Operação Final não é apenas uma peça de museu; ela tem algo a dizer sobre os dias atuais.”

O filme termina com a abertura do julgamento de Eichmann, uma das primeiras a ser transmitida ao vivo. Apesar de Eichmann alegar que não tinha autonomia e apenas cumpria ordens, foi condenado por todas as acusações. Em 31 de maio de 1962, Adolf Eichmann foi executado por enforcamento em Tel Aviv. Em 1975, Isser Harel, que comandou a operação na Argentina, publicou “A Casa na Rua Garibaldi”, o primeiro relato completo do ocorrido. Detalhes da missão secreta vazaram ao longo dos anos, e em 2012, uma exposição intitulada “Operação Finale”, curada por Abraham, foi inaugurada em Israel.

Recentemente, o filme foi exibido no Museu do Holocausto em Washington, D.C., e na Tolerância em Los Angeles. Para Weitz, a maior recompensa foi ver que a história, centrada na família, continua a despertar reflexões. No cinema de Buenos Aires, está em cartaz “Imitação da Vida”, estrelado por Susan Kohler, atriz e mãe de Weitz, que também participou como figurante em uma cena final.

wdc
WDC
½
1 ano atrás

Se o filme deixa a desejar em alguns pontos - a história é real e poderia ter sido abordad de forma muito mais rica, a atuação de Ben Kingsley como Adolf Eichmann já vale assistir.

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