Em Rimini, uma pequena cidade italiana, Moraldo, Alberto, Fausto, Leopoldo e Riccardo formam um grupo que nada mais faz do que passar o seu dia-a-dia em farras, conquistas amorosas ou estando numa qualquer esplanada ou salão de jogos. São sustentados pelos pais e não têm vontade nenhuma de trabalhar. No entanto, esse modo de vida acaba para Fausto quando engravida a irmã de Moraldo e, à pressa, é obrigado a casar. Uma responsabilidade que ele não quer, até porque a paixão libertina pelas mulheres continua acesa... O filme foi filmado nas cidades de Florença, Rimini e Viterbo, participou do Festival de Veneza de 1954 e venceu o Leão de Ouro.
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Já no terceiro filme de sua carreira e apenas aos 33 anos, Fellini dirigia Os Boas-Vidas e já apresentava uma maturidade surreal para o cinema. A história contada aqui além de original e bem envolvente, sem contar que reflete bastante a situação dos jovens de diversos momentos da história. “Deixa a vida me levar” e “vivendo por viver”, poderiam ser os lemas que servem como base para os personagens principais desse filme, todos sem nenhuma perspectiva de vida e com um imenso vazio por dentro.
Os aspectos técnicos são acima da média, mas o destaque fica por conta da fotografia, que sobressai ainda mais devido ao preto e branco, criando em cada cena, pelo menos um quadro que poderia ser emoldurado. Um ponto que não pode agradar os espectadores é o protagonista, pois em todo momento, tirando o desfecho, se mostra bem idiota e falho, mas isso é fundamental para a mensagem central do roteiro.
No geral, Os Boas-Vida é um longa não tão falado e sem o destaque de outras obras da filmografia de Federico Fellini, mas que apresenta grande qualidade e é um ótimo ponto para quem quer conhecer a carreira do diretor, sem começar pelos filmes mais óbvios.
*** (Bom)
Típico Fellini.
Sempre consegue exprimir muito bem a essência de uma classe média burguesa e toda sua futilidade imbuída.
Assistir suas obras quase sempre são um deleite para os olhos. Vale conferir, especialmente porque não se trata de um de seus clássicos consagrados e consegue se valer!
Fellini aborda o vazio de um grupo de amigos numa cidade pequena da Itália, todos sem empregos, sem perspectiva de vida, vivendo uma vida boemia, Fausto foi o primeiro a ter uma oportunidade de mudar e quase jogou fora, um dos personagens que mais me fez raiva na história, fiquei feliz no final pelo Moral do, sempre pareceu ser o mais sensato e normal do grupo, conseguiu deixar toda aquela sujeira para trás e tentar um vida nova, é um filme simples mas fácil de se identificar, todo mundo já teve a fase "boa-vida" de curtição e em determinado momento precisa amadurecer.
É um filme que fala sobre um grupo de jovens no pós guerra italiano , que vivem uma vida vazia , e com prazeres efêmeros., o filme marca muito as personalidades desses jovens , o mais canalha, o mais ético , o mais atirado , o sonhador.., um roteiro trivial , tudo se passa numa pequena cidade , Fellini mostra muito o cotidiano da sociedade Italiana do pós guerra, assim como em “ A Estrada da Vida” , mostra muito a cultura da época , o machismo ..,o papel da mulher , um bom filme, linda fotografia, o final é muito bom.,. onde mostra a chegada da maturidade .. Um retrato dos anos 50.
A “Juventude perdida” do pós segunda guerra e a cidade grande como um sonho de vida melhor são assuntos que foram trabalhados por vários diretores italianos e aqui o Fellini dá sua visão o tema. Tem todos os tipos de personalidades, desde o que está totalmente perdido até aquele que tem potencial, mas tem medo. Um prato cheio para análise psicológica. 28/09/2024