Os Confins do Mundo

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Os Confins do Mundo (2018)
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Média do filme: 3.4 de 5 — baseado em 82 votos
MÉDIAFILMOW
3.4
82 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Guillaume Nicloux
Data de lançamento 10 Maio 2018 Outras datas
País de origem França 🇫🇷
Duração 103 min (1h43)
Status Em Breve

Dirigido por

Data de lançamento

10 Maio 2018

Duração

103 minutos
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Sinopse

Indochina, 1945. Robert Tassen, um jovem soldado francês, é o único sobrevivente de um massacre em que seu irmão morreu diante de seus olhos. Cego por vingança, Robert embarca em uma busca solitária e secreta por assassinos. Mas seu encontro com Mayi, uma jovem indochina, vai perturbar suas crenças.

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Minha Vida com Shurastey | Teaser Oficial

Minha Vida Com Shurastey

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Guillaume Nicloux é o diretor daquela extraordinária comédia O Sequestro de Michel Houellebecq, na qual o famoso autor criou o que foi um camafeu bizarro de 94 minutos como ele mesmo, e também o drama agridoce de outono Valley of Love, com Isabelle Huppert e Gérard Depardieu. Agora ele trouxe um filme sobre a guerra do Vietnã extremamente confiante e inegavelmente bem feito, com algo do Pelotão de Oliver Stone, exceto com os franceses no papel da força de ocupação condenada, que na década de 1940 precedeu o dos EUA. O filme usa o termo "Indochine" ou "Indochina" nos títulos de abertura, uma frase da era colonial, agora bastante carrancudo, e anterior ao sudeste asiático moderno. Fui forçado a admitir que o Nicloux monta um filme brutalmente violento, mas persuasivo, mergulhado em seu período e cenário; embora a violência possa ser suspeitosamente macho, e incidentalmente flerta com a fantasia sub-miss-Saigon orientalista muito complicada da misteriosa prostituta vietnamita, cujo propósito submisso é mostrar a qualidade dinâmica da estrela do chumbo masculino, atormentando-se com obsessão erótica, romantismo trágico e auto ódio. Há também um pequeno e absurdo papel para Depardieu como o escritor expatriado todo-sábio e onisciente que serve como a consciência adormecida do jovem anti-herói (ainda que pessoalmente considere Depardieu como um péssimo ator). Gaspard Ulliel é provavelmente ainda mais conhecido por interpretar o jovem Hannibal Lecter em Hannibal Rising, em 2007. O desmembramento brutal e a violência deste filme talvez o tenha feito o elenco certo na mente de Nicloux - cabeças cortadas e partes do corpo hackeadas estão para sempre sendo depenadas na nossa frente - e a primeira foto mostra Ulliel dando-lhe o Lecter completo enquanto ele olha maniacamente para a câmera. Ele interpreta Robert Tassen, um jovem oficial do exército francês no Vietnã em 1945 que testemunhou seu irmão sendo torturado e morto pelas forças invasoras japonesas com a cumplicidade do Viet Minh. Ele é baleado e jogado em uma cova aberta com todos os outros corpos, presumivelmente mortos, até recuperar a consciência e, de alguma forma, se manejar para fora do horrível poço enquanto o soldado supervisor sai para fumar um cigarro. Depois de desmaiar na selva e de ser tratado de volta à saúde pelos aldeões, Tassen, de alguma forma, volta à cidade e voluntaria-se para o serviço ativo. Sua nova missão é formar uma unidade de comando de vingança com camaradas de origem local e vários soldados vietnamitas que são (nocionalmente) leais aos franceses. O objetivo deles será enganar os guerrilheiros insurgentes com sua própria astúcia - e finalmente matar o líder Viêt Minh. Tassen forma uma amizade de amor e ódio com Cavagna (Guillaume Gouix) e também tem uma espécie de respeito pelo escritor civil e sábio Saintonge, jogado principalmente na posição sentada por um Depardieu um pouco ridículo e muito corpulento. Mas ele se apaixona pela prostituta demente Maï (Lang Khê Tran), que em sua inescrutável beleza leva Tassen à distração. O filme tem lá algum valor, mas eu quero é que invasores se fodam...

gilbertoabreu754
Luan
½
4 anos atrás

LES CONFINS DU MONDE
Direção: Guillaume Nicloux
Ano: 2018
Assistido em: 19/03/2022

A Primeira Guerra da Indochina, temos que admitir que esse não é um conflito “famoso”, eu sei que posso estar cometendo um crime, mas a consequência dessa disputa se tornou muito mais relevante historicamente. Na escola nós vemos muito sobre a Segunda Guerra Mundial, e logo em seguida sobre a sua “filha” a Guerra Fria, e nesse meio ficamos sabendo um pouco sobre a Guerra do Vietnã, mas nenhum professor entra em muitos detalhes sobre o início desse último conflito, para dizer a verdade as escolas do Ocidente (pelo menos as escolas públicas brasileiras e pelo que já me informei as escolas americanas também) praticamente ignoram toda a parte histórica do Oriente, é como se tudo que ocorresse um pouco além do Meridiano de Greenwich não fosse importante, como se não fosse parte da nossa sociedade. E Hollywood então, essa faz questão de ignorar aquilo que não lhe convém, eles não querem nem saber de uma guerra onde a França entrou para defender os seus territórios coloniais, isso não é glamouroso, e principalmente não teve envolvimento direto dos americanos (não nesse momento), logo não vamos ver isso em grandes blockbuster, mas sim nessas produções mas artísticas europeias que dificilmente vão ganham o mundo.

Robert é sobrevivente de um massacre onde seu irmão e seus companheiros de arma morreram, mas engana-se quem pensa que ao receber essa nova chance ele tiraria isso como uma lição e buscaria por uma vida nova, o jovem quer vingança e para isso ele se enfia no meio da selvas vietnamitas em busca do responsável pela morte de seu irmão, sua cunhada e de seus compatriotas.

A história apresentada não é das mais interessantes e nem das mais originais, sejamos honestos, já vimos isso de vingança inúmeras vezes, o grande diferencial do drama de Guillaume Nicloux, é que ele se propõe a ser mais realista, não temos uma glorificação da guerra como Hollywood faz, não vemos soldados heroicos e bravos lutando contra o mal como por exemplo Steven Spielberg mostra em seu “Saving Private Ryan” (1998), aqui temos muitas cenas de violência, muita cenas de sexo e nudez, ao ponto de você se questionar se o diretor não inclui esse tipo de sequência apenas para chocar. Não consegui identificar uma necessidade real de apelar tanto, é possível sim mostrar uma guerra mais “in natura” sem precisar transformar o filme em um desnecessário banho de sangue, fora isso o final ficou completamente aberto e contemplativo, nos deixando subentender o que acontece com o Robert após os créditos subirem. A ideia é boa mas a execução não foi tão primorosa a ponto de funcionar, dando a sensação de que o resultado estava incompleto

Fiquei muito triste com o falecimento do Gaspard Ulliel no último mês de janeiro, conheci seu trabalho quando ele interpretou o jovem Hannibal Lecter em “Hannibal Rising” (2007), e de lá para cá eu sempre esperava o momento que ele iria estourar em Hollywood, infelizmente isso não ocorreu, mas ele continuou se dedicando ao cinema francês (uma pena esse não ser tão divulgado aqui no Brasil), mas o ator nos entrega uma boa interpretação, bem balanceada, provando que ele era um jovem com muito talento e que fará muita falta. Ainda vale destacar o trabalho do recentemente caído em desgraça Gérard Depardieu.

No geral “Les Confins du Mond” é controverso, quem gosta de algo mais elaborado, com personagens mais cativantes, com o desenvolvimento mais rebuscado pode se decepcionar com a crueza, e objetividade do longa. Assim como também pode se chocar com o quão gráfico ele consegue ser, mas críticas à parte, é inegável que a obra é muito distante daquilo que é produzido em Hollywood para o gênero de guerra, retratando um conflito não muito “badalado” na sétima arte e trazendo uma abordagem bem diferente do convencional.

editado
saviorandy
Sávio
½
5 anos atrás

Ótimo filme do bom diretor Gillaume Nicloux, exibido na última semana dos realizadores de Cannes. Traz uma visão não inédita, mas pouco comum de uma guerra, e no caso, uma guerra pouco explorada. O bom personagem de Gaspard Ulliel sofre com algumas inquietações muito duras, e ainda encontra a dor de uma paixão em meio a isto. As cenas com Depardieu são sempre excelentes, espetáculo de ator. O longa ainda conta com o ótimo Guillaume Gouix. Também tem uma aura muito bacana e uma fotografia bela. Final aberto para mais um bom exemplar do cinema francês.

valcinema
Valdeci
5 anos atrás

Um retrato bastante cruel de um conflito ainda pouco explorado pelo cinema. Bom filme.

davidlima
David
6 anos atrás

O ponto alto do filme é a transformação do protagonista. Também gostei pelo filme fugir nos filmes habituais de guerra e nos entregar algo mais realista.

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Elenco de Os Confins do Mundo

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Gaspard Ulliel 57 766

Gaspard Ulliel

(Robert Tassen)
Gérard Depardieu 33 1,5K

Gérard Depardieu

(Saintonge)
Guillaume Gouix 3 13

Guillaume Gouix

(Cavagna)
Lang Khê Tran 1 1

Lang Khê Tran

(Maï)
Aïtor de Calvairac 0 0

Aïtor de Calvairac

(Soldat)
Anthony Paliotti 0 0

Anthony Paliotti

(Capitaine Sirbon)

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