Os métodos de cura pouco ortodoxos de Paracelso são contestados pelos médicos tradicionais e pelo rico comerciante Pfefferkorn. Mas quando Paracelso ajuda a conter a peste e cura a filha de Pfefferkorn, os habitantes da cidade aprendem a valorizar seus méritos.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
A associação entre ano e país de produção leva-nos a adentrar a sessão com muita desconfiança, o que fica ainda mais suspeitoso no desfecho algo triunfalista, com a frases de efeito em defesa da "vontade e das necessidades do povo". A despeito disso, Werner Krauss está maravilhoso como o protagonista e, em razão de eu estar lendo um romance que aborda tangencialmente o ideário de Paracelso, apaixonei-me pela abordagem, pela descrição do personagem, pelas situações reconstituídas (mesmo que sob a égide da inacurácia histórica), pela trilha musical, pela ambientação expressionista e pelo modo como somos manipulados a torcer pelo protagonista, vítima de algumas injustiças que foram corrigidas pelo tempo (tanto que o filme foi produzido em celebração ao quadringentésimo aniversário de seu falecimento). O que enfada é a subtrama paralela envolvendo o romance entre um assistente do médico e a filha de um ricaço, mas, exceto por isso, adorei a estranheza deste filme, percursor da coreografia de "Thriller", como bem notaram... (WPC>)
Assisti em 03/03/1979, sábado, no canal 2 (TV Guaíba, na época, pelo que lembro). Anotei na ficha que o documentário é monótono.
o filme é praticamente uma beatificação de Paracelsus que ignora seu lado boêmio-iconoclasta e o episódio onde queima os livros de Galeno e Avicena em praça pública realçando o lado científico e regido por um ascetismo religioso e romantizado (embora faça justiça ao fato da perseguição acadêmica)
Em alemão com legenda em francês no YT: https://www.youtube.com/watch?v=RE61tp6uHUs