No último dia da Segunda Guerra Mundial, Maciek (Zbigniew Cybulski), um jovem rebelde ligado à frente nacionalista, recebe a missão de assassinar Szczuka (Waclaw Zastrzezynski), um líder comunista. Perturbado pela transformação repentina de aliados em inimigos, ele decide aproveitar a vida por uma noite, quando se apaixona pela garçonete Krystyna (Ewa Krzyzewska) e pensa em desistir da luta.
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Sem lugar para indecisão e coração.
A fria objetividade ideológica, o vazio de tempos de devastação, alguma alienação e uma nascente melancolia.
Gosto do cenário, de mostrar uma Polônia exatamente no primeiro dia após a Segunda Guerra Mundial. Muitos comemoram, mas não sabem direito para onde ir após o fim do conflito; outros sabem o que "devem fazer" e, acho que podemos dizer isso, será que eles não são aqueles que mais estão perdidos?
Gosto também do clima geral e da atmosfera que mistura tons de felicidade com ares de mentira e algum oportunismo dos personagens.
Ainda assim, acho que o filme poderia ser mais poderoso nesse sentido.
Vemos que, quando aparece a possibilidade de leveza, um possível amor e algum respiro de vida, as coisas que antes eram as mais urgentes se mostram as menos necessárias. Os mais belos sentimentos podem nascer nos cenários mais destruídos.
O final é pessimista, não é tão bom assim (soa meio corrido e menos desenvolvido do que deveria), mas combina perfeitamente com um mundo no qual os últimos anos aniquilaram tantas vidas e o senso de humanidade.
Não achei um dos melhores filmes da história do cinema (não contem ao meu avô Scorsese, que acha isso), porém é um clássico obrigatório que merece ser visto.
Já havia visto Cinzas e Diamantes, mas senti que não tinha dado a devida importância na época. Resolvi rever depois de muitos anos e com um olhar mais maduro. Valeu muito a pena. O que vi foi uma obra com extrema qualidade artística e importantíssima em termos de linguagem.
As cinzas são o resultado da guerra e dos conflitos internos pelos quais a Polônia passava na época e os diamantes são os belos e honestos relacionamentos humanos tentando florescer no meio de toda essa turbulência, mas que infelizmente são encobertos pelas cinzas.
- fechando a trilogia da guerra do diretor, esse se passa exatamente no último dia da segunda guerra mundial
- um dos países que mais sofreu no conflito, devastado e sem saber como prosseguir
- fotografia inacreditável de tão boa
Situado no tempo das guerras de Napoleão, mostra como as guerras varreram o infeliz país polonês no início do século XIX. A história gira em torno da legião polonesa sob o comando do general Dabrowski, que então lutou ao lado de Napoleão com as esperanças do renascimento da Polônia. "Cinzas e Diamantes", de 1958, fecha com chave de ouro, a célebre e impactante trilogia de guerra do mestre Andrzej Wajda. Vi todos os filmes da trilogia no Centro Cultural SP, na década de 90. Atemporal!
Vencedor do prêmio da Federação Internacional de Críticos de Cinema no Festival de Veneza. Para entender a importância deste filme é preciso pensar que ele veio antes de clássicos como Acossado do Jean-Luc Godard ou do O Imprestável do Yoshishige Yoshida, praticamente criando um estilo entre o noir americano e a nouvelle vague francesa que estava em estágio embrionário. Wajda foi um dos maiores gênios do cinema, e extremamente subestimado, a crítica a Polônia comunista também serve para o mundo capitalista ocidental em sua hipocrisia. Um país quebrado, perdido e em derrota independente do resultado da guerra. O astro Zbigniew Cybulski, o James Dean polonês que teve um fim precoce como sua contraparte americana, dá um show, o desenrolar do personagem e o amor que floresce é tão improvável e por isso é tão real, que nos faz divagar sobre muitas coisas. A fotografia é maravilhosa, achei que o desfecho podia ser diferente, mas funciona. Da trilogia, prefiro o primeiro (Geração), mas vi faz muito tempo, preciso rever.
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