Após a Segunda Guerra Mundial, algumas prostitutas de Tóquio se unem em um código estrito: nada de cafetões, atacar qualquer um que entre em seu território, defender o prédio abandonado que chamam de lar e punir quem se entregar por prazer ou amor.
crítica ao Japão pós guerra... “Retrato da miséria espiritual do Japão derrotado pós segunda guerra a partir de um grupo de prostitutas independentes. Uma ausência completa de pertencimento, a transformação de cada relação pessoal numa disputa de poder pronta para ser capitalizada. A irmandade aqui tem pouco da solidariedade que encontramos em muitos filmes de gueixa É um filme panorâmico de um pais em ruínas" Visto em 12.01.25.
Um deleite visual, com vários exercícios de linguagem cinematográfica que dão à obra um aspecto próprio. As cores vivas com a trama pesada criam um contraste belíssimo, e as liberdades artísticas tomadas por Suzuki, que passeia por elementos do teatro, deixa tudo mais fascinante. Um conto sobre a destruição do Japão pós-guerra, o sentimento contra os Estados Unidos e as diversas lutas para sobreviver ao caos generalizado e manter-se ainda humano.
Uma Tóquio mostrada como um "favelão" pelo diretor Suzuki ,num período exatamente depois do fim da Segunda Guerra e com o esperado e criativo uso das cores e de imagens sobrepostas ,trazendo uma trágica trama romântica entre prostitutas e criminosos. É quase como se a mensagem do filme fosse de que naquele ambiente tão duro a regra era ser sub-humano e quem quebrasse essa "lei não escrita" pagaria caro. Um filme realmente memorável.
"Se nossos corpos custam o mesmo preço de um pedaço de carne.... Estamos comendo para vender nossos corpos ou vendendo nossos corpos para comer? Para que estamos vivendo?"
Gate of Flesh traz uma nação destruída, de todas as formas. Tanto no lado emocional como no lado financeiro. Todos estão perdidos, tentando se adaptar a uma situação de miséria extrema pós guerra. Em meio a toda aquela imoralidade, percebemos que todas as prostitutas querem ter uma vida normal. Casar com alguém que amam, e construírem uma família. Estou impressionado com o trabalho visual de Seijun Suzuki em seus filmes. É tudo detalhado, e com misturas de cores que dão gosto de assistir.
crítica ao Japão pós guerra... “Retrato da miséria espiritual do Japão derrotado pós segunda guerra a partir de um grupo de prostitutas independentes. Uma ausência completa de pertencimento, a transformação de cada relação pessoal numa disputa de poder pronta para ser capitalizada. A irmandade aqui tem pouco da solidariedade que encontramos em muitos filmes de gueixa É um filme panorâmico de um pais em ruínas" Visto em 12.01.25.
Um deleite visual, com vários exercícios de linguagem cinematográfica que dão à obra um aspecto próprio. As cores vivas com a trama pesada criam um contraste belíssimo, e as liberdades artísticas tomadas por Suzuki, que passeia por elementos do teatro, deixa tudo mais fascinante. Um conto sobre a destruição do Japão pós-guerra, o sentimento contra os Estados Unidos e as diversas lutas para sobreviver ao caos generalizado e manter-se ainda humano.
Uma Tóquio mostrada como um "favelão" pelo diretor Suzuki ,num período exatamente depois do fim da Segunda Guerra e com o esperado e criativo uso das cores e de imagens sobrepostas ,trazendo uma trágica trama romântica entre prostitutas e criminosos. É quase como se a mensagem do filme fosse de que naquele ambiente tão duro a regra era ser sub-humano e quem quebrasse essa "lei não escrita" pagaria caro. Um filme realmente memorável.
"Se nossos corpos custam o mesmo preço de um pedaço de carne.... Estamos comendo para vender nossos corpos ou vendendo nossos corpos para comer? Para que estamos vivendo?"
Gate of Flesh traz uma nação destruída, de todas as formas. Tanto no lado emocional como no lado financeiro. Todos estão perdidos, tentando se adaptar a uma situação de miséria extrema pós guerra. Em meio a toda aquela imoralidade, percebemos que todas as prostitutas querem ter uma vida normal. Casar com alguém que amam, e construírem uma família. Estou impressionado com o trabalho visual de Seijun Suzuki em seus filmes. É tudo detalhado, e com misturas de cores que dão gosto de assistir.
as panteras estão diferentes