Prisioneiro do Passado

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Prisioneiro do Passado (1947)
Dark Passage
Média do filme: 3.8 de 5 — baseado em 236 votos
MÉDIAFILMOW
3.8
236 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Delmer Daves
Duração 106 min (1h46)

Dirigido por

Duração

106 minutos
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Sinopse

Vincent Parry (Humphrey Bogart) é um prisioneiro que escapa de San Quentin, pois quer provar sua inocência. Logo após a fuga ele tem que pegar uma carona, mas o motorista começa a fazer várias perguntas. Quando no rádio do carro informam a descrição de Parry este é obrigado a atacar o motorista, que fica desacordado. Vincent ainda não sabe o que fazer, até que surge Irene Jansen (Lauren Bacall), uma pintora amadora, que se oferece para levá-lo até São Francisco. Vincent fica no apartamento de Irene, que acompanhou o julgamento e nunca ficou convencida da sua culpa. Além disto o pai dela morreu na prisão sempre alegando inocência, tendo também acusado de matar a mulher. Após deixar o apartamento de Irene, pois acha arriscado ficar ali, Vincent pega um táxi. Sam (Tom D'Andrea), o motorista, lhe diz que sabe quem ele é, mas não o denuncia. Além disto lhe dá o endereço de Walter Coley (Houseley Stevenson), um cirurgião plástico, pois Vicente precisa mudar seu rosto, que está estampado em todos os jornais. Vincent vai até a casa de George Fellsinger (Rory Mallinson), seu melhor amigo, e lhe pede para ficar ali por uma semana. George concorda e naquela noite mesmo Vincent faz a cirurgia. Mas, ao voltar para a casa de Fellsinger, Vincent descobre que ele foi assassinado. Ele então faz uma caminhada de mais de 8 quilômetros pelas ladeiras de São Francisco, até chegar totalmente esgotado ao apartamento de Irene, que o acolhe e mostra o jornal que diz que eleé o único suspeito da morte de George. Durante uma semana Irene cuida de Vincent e, quando as bandagens são retiradas, ele é outro homem, pois a cirurgia foi muito bem feita. Mas isto não basta para ele, pois quer descobrir quem o incriminou.

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Comentários 0
amigos querem ver
ricky78
Ricky
½
5 meses atrás

Depois que me frustrei com, A Beira do Abismo, retorno a outro filme da dupla Humphrey Bogart e Lauren Bacall, em Prisioneiro do Passado, este sim superior ao anterior que tinha assistido. A trama noir é envolvente, o elenco coadjuvante é competente. E a câmera subjetiva do início já dá um clima de mistério e tensão a trama, que logo após os 40 minutos de película, vemos finalmente o rosto do personagem de Humphrey Bogart, criando empatia com ele, torcendo para ele descobrir e se safar de um crime que não cometeu. Por sua vez, Lauren Bacall está uma diva do cinema com olhos e bocas marcantes, que Delmer Daves fez questão de explorar em vários close'up. Resultado: bom filme da dupla, bom argumento, roteiro e diálogos, bem dirigido por Delmer Caves. Falta mais dois filmes de Borgart /Bacall para assistir.

Noir interessante, onde só depois de 40 minutos vemos o rosto de Bogart, após a cirurgia plástica do personagem principal. Bacall linda e envolvente, e Moorehead já dava uma de bruxa décadas antes de "A Feiticeira"!

rafinhaqq
rafinhaqq
½
11 meses atrás

“Dark Passage”, dirigido por Delmer Daves, é um filme noir que se destaca por sua originalidade e pelo modo como subverte algumas convenções do gênero. Desde o início, o longa chama atenção pelo ousado uso da câmera em primeira pessoa — uma escolha estilística incomum para a época e que serve perfeitamente à trama, colocando o espectador dentro da pele do protagonista, Vincent Parry (Humphrey Bogart). Essa imersão inicial é uma das partes mais interessantes do filme, criando uma sensação de tensão constante e empatia imediata com o personagem.

Humphrey Bogart, conhecido por seus papéis duros e imponentes, entrega aqui uma atuação surpreendentemente contida e humana. Vincent não é o típico “durão” do cinema noir e tampouco o tipo de homem rígido e impassível que o próprio Bogart costumava interpretar em outros filmes. Ele é vulnerável, sofre e, em certos momentos, chega até a tremer diante da pressão —

Comentário contando partes do filme. Mostrar.

especialmente na cena em que é interrogado pela polícia.

Esse detalhe mostra o quanto Bogart se permitiu explorar um lado mais frágil e emocional. É justamente essa abordagem diferente que torna sua performance tão marcante e uma das melhores de sua carreira fora dos papéis mais icônicos.

Lauren Bacall, por sua vez, aparece longe do visual clássico que a consagraria posteriormente, mas ainda assim está deslumbrante e carismática. É importante lembrar que ela ainda estava no início de sua carreira, o que torna seu desempenho ainda mais impressionante. Sua personagem, Irene, é fundamental para o desenvolvimento do enredo, não apenas como interesse amoroso, mas como alguém movida pela empatia —

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ela ajuda Vincent não por paixão imediata, mas por compreender o que é ser injustiçado, tendo visto algo semelhante acontecer com o próprio pai.

A química entre Bogart e Bacall, como sempre, é inegável e segura o filme do início ao fim.

O roteiro tem momentos muito bem amarrados,

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especialmente após a cirurgia plástica de Vincent — uma reviravolta que justifica de forma engenhosa o uso da câmera subjetiva no início. Quando finalmente vemos o rosto de Bogart através de uma foto no jornal, o impacto é grande. Há também pequenos detalhes curiosos, como o reencontro dele com o taxista, que não o reconhece, e o filme segue em frente sem precisar sublinhar a ironia da situação. Esses toques sutis ajudam a manter a narrativa fluida e envolvente.

Entre os coadjuvantes, vale destacar Agnes Moorehead como Madge, uma personagem irritante, manipuladora e essencialmente antipática — interpretada com intensidade pela atriz. Mesmo não sendo uma figura central, Madge ganha peso nas cenas em que aparece, e seu destino no final é um dos pontos de maior catarse do filme. Já o personagem Bob, ao confrontá-la, oferece uma das melhores e mais satisfatórias cenas de diálogo do longa.

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Também é impossível não sentir pena do vigia, que, sem querer, atropela o policial que estava perseguindo Vincent. A cena é angustiante — o homem claramente estava em pânico, enquanto o policial, autoritário e insistente, parecia não se importar com nada além de cumprir sua função.

Outro aspecto que merece elogio é a fotografia. As cenas na cidade de São Francisco são amplas, bem enquadradas e fogem do confinamento típico de muitos noirs da época. Há uma valorização dos espaços abertos, das ruas, das escadas e da arquitetura urbana, o que dá ao filme uma textura visual muito rica. A câmera não se limita apenas aos rostos — ela se abre para o cenário, reforçando o clima de fuga e isolamento do protagonista. É um trabalho de direção de fotografia que realmente enriquece a narrativa.

O desfecho também foge do padrão dos filmes policiais do período.

Comentário contando partes do filme. Mostrar.

Em vez de o protagonista provar sua inocência de forma pública ou heroica, “Dark Passage” termina de maneira mais melancólica e realista: Vincent foge discretamente, sob enorme tensão, e encontra refúgio ao lado de Irene.

É um final diferente, mais silencioso e maduro, que se encaixa perfeitamente no tom do filme —
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não há glória, apenas sobrevivência e um breve respiro de esperança.

Dark Passage pode não ser uma obra-prima nem um dos maiores filmes do gênero noir, mas é um trabalho competente, envolvente e com escolhas visuais e narrativas ousadas. O talento de Bogart e Bacall sustenta o longa com solidez — especialmente Bogart, que aqui mostra um lado raro de sua versatilidade. Mesmo sem atingir o mesmo impacto de seus títulos mais famosos, este é um filme que merece ser lembrado pela sua originalidade e pela forma como humaniza um tipo de personagem que, na maioria das vezes, o cinema da época preferia retratar como indestrutível.

Assistido em 28/10/2025

iltongod
ILTON GODOY
½
1 ano atrás

Um filme de noir com o melhor do gênero. Um casal envolvente (Bogart & Bacall), idas e vindas. O mistério do personagem principal que não mostra o rosto. Tomadas externas desnudando a cidade. Personagens secundários ricos, destaque pra Agnes, e seu descontrole emocional. Pra ver e rever, sempre.

[spoiler][/spoiler]

vagnerfoxx
vagnerfoxx
1 ano atrás

Bogart & Bacall, como não amar? Com uma atmosfera envolvente e inovadora pra época, "Prisioneiro do Passado", conta a história de Vincent Parry (Humphrey Bogart), um homem que escapa da prisão, sob pena de ter assassinado sua esposa. Acusado injustamente pelo crime, ele faz uma jornada desesperada pra provar usa inocência, mas se depara com uma conspiração inesperada e perigosa, onde os reais assassinos, são as pessoas que ele menos espera.

Dirigido por Delmer Daves, o longa apresenta (acredito) uma técnica que não era muito utilizada na época que foi "câmera subjetiva", estilo de filmagem que consiste em cenas filmadas na perspectiva do personagem, coisa parecida com o infeliz found footage. O personagem do Bogart, tinha a voz do Bogart, o corpo do Bogart, mas o rosto não. Após a fuga Vincent, ele faz uma cirurgia plástica, e ganha acreditem, o rosto do Bogart.

Lauren Bacall, aparece no filme como Irene Jansen, essas idealistas que conhece o caso, e acredita na inocência do condenado. A dupla se trombou no início, mas depois do azar de Vincent, eles começam numa relação de necessidade, mas que depois descamba para uma intensa paixão.

O assassinato é envolto em muito mistério, porque Vincent está foragido, mas outras mortes começam a ocorrer, fazendo dele quase top da lista da Interpol. A trama é bem movimentada, tem corre corre, porradinha da época e uma boa fuga. A direção do Delmer é bem competente, foi uma surpresa pra mim assistir um filme com essa técnica, mas confesso que não sou fã. Dei graças a Deus quando o protagonista fez a cirurgia, pois mudou o estilo de filmagem. Mas começa outro drama, porque são quase meia hora com o Bogart, parecendo uma múmia com aquelas faixas.

O desfecho da história me fez dar um títulos imaginários pro longa, algo como "Sem Saída", porque a vida do Vincent, foi pro saco. E a fuga pra outro pais provou isso. Embora o personagem não tenha conseguido provar sua inocência, o final mostrando Bogart & Bacall, numa cidade latina, foi incrível. Aquela cena me lembrou "Casablanca", "Uma Aventura na Martinica", "A Carta" e muita coisa do genero. Pra mim, os filmes Noir que tem histórias em outros países, ganham uma paixão sem limites, algo exótico e misterioso pra uma época, onde os mistérios do mundo estavam quase chegando ao fim.

A química entre Bogart e Bacall, é de outro planeta. É um raio que cai poucas vezes, e a marca que deixa você não esquece nunca!

clássico noir.

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Elenco de Prisioneiro do Passado

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Agnes Moorehead 10 162

Agnes Moorehead

(Madge Rapf)
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(Policial)
Bruce Bennett (I) 1 4

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(Bob)
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(Bartender)

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