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Depois de vinte e dois anos internado em um sanatório, Norman Bates (Anthony Perkins) é considerado apto para se reintegrar à sociedade. Ele então retorna à velha mansão e ao seu motel, mas algumas pessoas o consideram ainda perigoso e tentam evitar sua reintegração na sociedade.
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A gente vê de maneira nítida a queda de qualidade em relação ao primeiro filme, e embora seja uma sequência canônica, a gente vê o abismo de diferença de um filme dirigido por Hitckoock e uma sequência dirigida por um outro diretor.
Mas falando sobre o filme, surpreende positivamente apesar das limitações.
Psicose 2 é uma sequência que não precisava, mas apesar de tudo, é uma sequência competente, no geral, vale a pena.
Infelizmente é bem abaixo da qualidade do primeiro e acima de tudo uma continuação bem desnecessária.
O filme não tem nenhuma cena marcante como as cenas do primeiro, as cenas de morte que tem no filme que deveriam ser o auge são bem ruinzinhas e o final também é bem ruim.
Mais de duas décadas depois de “Psicose” (1960), numa época tomada pelo cinema slasher, Hollywood se debruçou em um novo capítulo de sangue do personagem Norman Bates, voltando a ser interpretado pelo sinistro Anthony Perkins. A história também segue 20 anos após os assassinatos no Motel Bates; Norman é liberado de um hospital psiquiátrico, já reabilitado. Ele retorna ao motel da família e também passa a trabalhar na cozinha de um restaurante, tentando reconstruir a vida. Mas logo se vê sob tormento ao receber estranhos telefonemas e cartas supostamente vindas de sua falecida mãe, Norma. Enquanto tenta provar sua sanidade, assassinatos brutais ocorrem a poucos passos dele, levantando dúvidas sobre a recuperação de Norman e de quem está por trás dos crimes. Paralelamente surge na história uma garota chamada Mary (Meg Tilly), garçonete que trabalha com Norman no fast food, e ainda Lila (Vera Miles), que retorna 20 anos depois em busca de respostas da morte da irmã, Marion Crane (que no original foi interpretada por Janet Leigh). “Psicose II” surpreendeu ao não ser apenas uma continuação oportunista, mas uma obra tão densa quanto a original, que explorava a fragilidade psicológica de Norman. Ele está reabilitado, mas a voz da mãe volta a ecoar em sua mente, enquanto ele a vê parada todos os dias na janela de casa o observando. Dirigido pelo australiano Richard Franklin, discípulo de Hitchcock e realizador dos filmes de terror e suspense “Patrick” (1978) e “Enigma da estrada” (1981), o filme vai para a linha do terror sanguinário – tudo o que Hitchcock economizou de violência lá, por ser outra época, Franklin descamba aqui, com cenas horrorosas de esfaqueamento, típicas do slasher movie que predominava naquela época. O personagem central é retratado como um atormentado, dividido entre o desejo de normalidade e os fantasmas do passado. Anthony Perkins entrega uma atuação intensa, humanizando Norman sem perder o caráter ameaçador. O filme conquistou fãs ao oferecer uma narrativa sólida e intrigante, e é para mim uma das boas franquias com continuações sólidas (como “O poderoso chefão” e os dois primeiros “Tubarão”). A atmosfera sombria e melancólica reflete o peso dos anos sobre o protagonista, e como o seu interior ainda é abalado. O roteiro foi escrito por Tom Holland, que mais tarde dirigiria “A hora do espanto” (1985) e “Brinquedo assassino” (1988). Foi rodado em grande parte nos cenários originais da Universal, preservados desde 1960, e guarda a ambientação do original, com um desfecho aterrador e cheio de dúvidas, que seria um convite para novas continuações (o que aconteceu). Disponível em DVD Universal Pictures, acaba de sair em Bluray na caixa “Coleção Psicose”, da Versátil Home Video, que contém dois discos, reunindo “Psicose III”, “Psicose IV: O começo” e o remake de Gus Van Sant “Psicose”, de 1998. No box, mais de quatro horas de extras, cards colecionáveis e um livreto de 44 páginas. Também está disponível para aluguel em streamings como Prime Video, Claro TV e Apple TV. POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema-naweb blogspotcom
E não é que é bom...
Filme 08 de 2026
Inacreditável como esse filme tem qualidade, ele não é nem de longe uma tentativa de ganhar rios de dinheiro usando o primeiro filme, ou pode até ser, mas foi uma tentativa muito bem trabalhada. Tem um roteiro bom, atuações fodas como do próprio Perkins, que é o vilão protagonista, tem personagens interessantes.
O trabalho se direção,arte e fotografia também são fantásticos.
Esse é de fato um dos poucas continuações que são um brilho.