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Sinopse
Jerry Corbett (Fredric March) é um alcoólatra que nunca superou a perda de seu antigo amor, Claire (Adianne Allen). Ele se casa com Joan (Sylvia Sidney), mas sua felicidade conjugal é abalada quando Claire surge novamente em sua vida.
Este talvez tenha sido o filme mais amargo produzido por Dorothy Arzner a respeito de um casamento. Aqui ela aborda a felicidade e o declínio de um casal com muitas diferenças, a começar pela diferença social. Outro fato interessante é o álcool ser praticamente um protagonista junto aos personagens e um elemento essencial, talvez sem ele a história poderia não acontecer, Em todos os filmes de Dorothy Arzner que vi até o momento, ela questiona o papel da mulher na sociedade e neste isso está bem mais latente, principalmente o papel de uma mulher no casamento, o que se espera dela e a personagem acaba quebrando algumas regras quando se permite agir da mesma forma que o marido. Por ser um Pre-Code já espera-se um final moralista, mas por incrível que pareça ele não me incomodou, muito pelo contrário eu achei condizente com a história. Outro fator interessante é a condução da rivalidade feminina, estamos acostumados a vermos mulheres se enfrentando por causa de homens, principalmente nos Pre-Code, mas nos filmes de Dorothy não há isso, a responsabilidade dos erros é jogada no colo de quem os causou, no caso os homens.
No início, parecia uma mero antecessor de clássicos do George Cukor ou Ernst Lubitsch - visto que possui alguns elementos em comum com NÚPCIAS DE ESCÂNDALO ou QUE SEBA VOCÊ DO AMOR? - e, como tal, sabendo que o filme era dirigido por uma mulher, irritei-me um pouco: há algo de subvencionamento machista nas entrelinhas, por mais que esta fosse a convenção dominante entre as obrigações de gênero 'screwball' nesta época hollywoodiana. Estava realmente irritado, inclusive pelo modo indulgente como a subsunção alcoólatra era apresentada, não conhecia ver aquilo como romântico. Até que, de repente, um baque dramático: a "modernidade" daquele casamento deixa de ser voltado à comédia e converte-se num drama inaudito, com um desfecho fortíssimo para os padrões do período. A cena final, com um uso mui peculiar da palavra 'baby', chocou-me: termina de modo suspenso, restaurando a crença no amor como chave dolorosa para enfrentar as mazelas do alcoolismo (e/ou de qualquer outro vício). Sylvia Sidney é uma deusa e Frederic March esforça-se para fazer jus ao seu charme. Numa revisão, com as expectativas sedimentadas, tudo indica que este filme funcionará bem mais: a Dorothy Arzner esforça-se sim, faz a diferença, do seu modo. Seu ponto de vista inconformado importa, parabéns! (WPC>)
Drama romântico divertido e com uma história linda e comovente. As atuações são ótimas, mas em especial a que cativa mesmo é a da personagem de Sylvia Sidney (1910-1999), que encarna uma Joan fofa e carismática, cuja atitudes são capazes de nos comover, além de que a sua forma de se expressar conquista facilmente quem está assistindo o filme.
Este talvez tenha sido o filme mais amargo produzido por Dorothy Arzner a respeito de um casamento. Aqui ela aborda a felicidade e o declínio de um casal com muitas diferenças, a começar pela diferença social. Outro fato interessante é o álcool ser praticamente um protagonista junto aos personagens e um elemento essencial, talvez sem ele a história poderia não acontecer, Em todos os filmes de Dorothy Arzner que vi até o momento, ela questiona o papel da mulher na sociedade e neste isso está bem mais latente, principalmente o papel de uma mulher no casamento, o que se espera dela e a personagem acaba quebrando algumas regras quando se permite agir da mesma forma que o marido. Por ser um Pre-Code já espera-se um final moralista, mas por incrível que pareça ele não me incomodou, muito pelo contrário eu achei condizente com a história. Outro fator interessante é a condução da rivalidade feminina, estamos acostumados a vermos mulheres se enfrentando por causa de homens, principalmente nos Pre-Code, mas nos filmes de Dorothy não há isso, a responsabilidade dos erros é jogada no colo de quem os causou, no caso os homens.
Esperava mais, queria que ela tivesse arraçado com ele.
Estou um pouco revoltado, não achei que ela se impôs em momento nenhum, a única coisa que ela quis foi magoar ele do jeito que ele a magoava.
No início, parecia uma mero antecessor de clássicos do George Cukor ou Ernst Lubitsch - visto que possui alguns elementos em comum com NÚPCIAS DE ESCÂNDALO ou QUE SEBA VOCÊ DO AMOR? - e, como tal, sabendo que o filme era dirigido por uma mulher, irritei-me um pouco: há algo de subvencionamento machista nas entrelinhas, por mais que esta fosse a convenção dominante entre as obrigações de gênero 'screwball' nesta época hollywoodiana. Estava realmente irritado, inclusive pelo modo indulgente como a subsunção alcoólatra era apresentada, não conhecia ver aquilo como romântico. Até que, de repente, um baque dramático: a "modernidade" daquele casamento deixa de ser voltado à comédia e converte-se num drama inaudito, com um desfecho fortíssimo para os padrões do período. A cena final, com um uso mui peculiar da palavra 'baby', chocou-me: termina de modo suspenso, restaurando a crença no amor como chave dolorosa para enfrentar as mazelas do alcoolismo (e/ou de qualquer outro vício). Sylvia Sidney é uma deusa e Frederic March esforça-se para fazer jus ao seu charme. Numa revisão, com as expectativas sedimentadas, tudo indica que este filme funcionará bem mais: a Dorothy Arzner esforça-se sim, faz a diferença, do seu modo. Seu ponto de vista inconformado importa, parabéns! (WPC>)
Drama romântico divertido e com uma história linda e comovente. As atuações são ótimas, mas em especial a que cativa mesmo é a da personagem de Sylvia Sidney (1910-1999), que encarna uma Joan fofa e carismática, cuja atitudes são capazes de nos comover, além de que a sua forma de se expressar conquista facilmente quem está assistindo o filme.