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Duração
Visão sombria de um futuro (indefinido) em que a humanidade enfrenta uma nova era glacial e tem como principal entretenimento um jogo (o quinteto do título) em que a morte dos jogadores é a grande diversão.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Achei um filme estranho, modorrento, com uma linguagem "distante", meio confusa, mas não na trama, mas na FORMA com que Altman escolhe conta-la.
Altman faz aqui um exercício de paciência, tentado botar seu "sonho" para dentro da tela, mas quase nos põem pra dormir no nosso próprio sonho, com tanta leseira desnecessária.
Ele, pelo visto não refinou muito sua ideia, pois, até as coisa "sem pé nem cabeça", dignas de sonho ficaram. Deixou algumas para dar um impressão de passarem uma mensagem maior/mais profunda, mas não dizem muita coisa, ou quase demais, ou apenas, nada mesmo.
A trama é inconstante, tanto no "storytelling", quanto em ritmo, quando acerta, acerta bem, te prende. Quando erra, erra feio, e fica complicado acompanhar a coisa toda com a escolha narrativa que tem. Parece haver um filme dentro do sonho, mas não saiu bem como ele queria.
Fora que, o filme é feio, "pobre", pouco atrativo, tanto em locações e figurino, quanto na sua direção, já se apresentando "datados". Com cenários que parecem ter sai saído de algum episodio "especial de terro" do seriado "Chapolin", com figurinos estranhos, e uma câmera com um efeito de "gelo/sonho/claustrofobia/desolado", que parece filmada por aquele "olho mágico" de porta. Muito esquisito, em um efeito de escolha duvidosa, que pra mim foi só incomodo, felizmente aparece em algumas cenas. Mas dá pra ver uma pobreza e baixo orçamento pulsando por todo o canto. O que não é demérito, mas aqui o trama é seu maior calcanhar de Aquiles.
O roteiro é "estranho", parece amarrar seus buracos com um barbante fino. Porque ele tem um mistério para se desvendar, mas ele não é tão misterioso assim, ou instigante, além de parecer fazer um esforço hercúleo pra deixar tudo mais cansativo e desinteressante de se ver. Trama muito frágil.
Seus personagens parecem perdidos, mas não pela situação em que se encontram, os atores mesmo parecem perdidos e desperdiçados. "Paul Newman", faz "Essex" ("É sexy", pros íntimos), e parece aborrecido, destoado, e doido para que as filmagens acabem logo. Não explora nem uma unha do seu talento e fica renegado ao "piloto automático".
Outros atores também fazem o mesmo. Mas o filme tem a façanha de ser tão esquisito e incomum, que para alguns podem até prender, talvez, não de uma forma satisfatória consciente, mas inconscientemente incomum, pra saber no que "vai dar isso tudo". A impressão que se dá é que, Altman sonhou, esqueceu metade desse sonho quando acordou, e "emendou" algumas ideias por cima, pra tentar dar algum sentido a mais para o plot.
O filme já começa e não te apresenta absolutamente nada. "Quem são os personagens?", "Que ano estão?", "Para onde estão indo?", "O que estão fazendo?", "O que aconteceu, ou está acontecendo?". Se vê que o mundo está acabado, o frio glacial tomou conta de tudo, pessoas não tem mais esperança e estão morrendo, "Rottweilers" comem os cadáveres das pessoas pelas ruas. O jogo de morte parece ser a única forma das pessoas se sentirem "vivas". Falando parece uma excelente ideia, mas a execução achei muito aborrecida, cansativa, arrastada, "confusa" e inconstante. Por vários momentos você fica, "caramba! que filme feio da peste! (visual), e "onde ele quer chegar com esse plot e esses personagens?". Tendo momentos que talvez fique até disperso, pensando em qualquer outra coisa. Falha em ser efetivo no contar de sua trama e deixar ela mais imersiva. Uma pena, tinha "potencial". Enfim.
Bizarro demais as escolhas do diretor aqui pra a mesma, parecendo mais um "ensaio bruto" filmado, do que algo realmente pronto, finalizado, contado com firmeza no material. Mas eu ainda consegui ver e chegar até o final. Dando um entretenimento irregular, 1 estrela e meia,
Não sei se veria isso de novo. Mas foi visto. "O Único Sci-fi do Paul Newman". Não me admira que não tenha feito outro. O filme foi um fracasso financeiro, uma bomba na critica e pro publico. Ficando só com a gente mesmo, "loucos garimpeiros", pra redescobrir essas ""pérolas"" peculiares. Não recomendo. Mas se tem esse perfil "curioso". Se municie de paciência e Boa sessão.
Visto: 07-05-2025
só tem otário no filmow
E essa sinopse cheia de spoiler?
PELO AMOR DE DEUS.
É uma pena que o único filme de ficção científica estrelado por Paul Newman tenha sido tão ruim. A montagem é monótona, o roteiro sem profundidade, o elenco no "piloto automático". E por que a tela com as bordas embaçadas durante quase todo o filme ? Não há uma única cena ou diálogo memorável.