Sambizanga

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Sambizanga (1972)
Sambizanga
Média do filme: 3.9 de 5 — baseado em 76 votos
MÉDIAFILMOW
3.9
76 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Sarah Maldoror
Duração 102 min (1h42)
Status Streaming

Dirigido por

Duração

102 minutos
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Sinopse

Domingos é membro de um movimento de libertação africano. Após acontecimentos sangrentos, ele é preso pela polícia secreta portuguesa, mas não trai os seus companheiros, mesmo sendo espancado até a morte na prisão. Sem saber que o marido está morto, a esposa de Domingos vai de prisão em prisão para tentar descobrir onde ele está.

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A Bola Preta

Comentários 0
amigos querem ver
mariohenriquebs
Mário
2 anos atrás

a representação de uma época, de um povo, de uma resistência

[24/03/2024]

danguichard
Daniel Guichard
½
3 anos atrás

Para além dos trajetos da esposa de Domingos, marcantes e com alma, me surpreendeu

Comentário contando partes do filme. Mostrar.

a cena em que o corpo de Domingos, morto, é colocado na cela, e os colegas cuidam de seu corpo e cantam em sua homenagem. Lindo demais, apesar de tão sofrido.


Filme importante e absoluto retrato da luta angolana contra o colonialismo tardio de Portugal. Um registro especial e bem dirigido.

sancheba
Henrique sanches
½
3 anos atrás

Que trilha sonora 🥺

Sambizanga é o nome de um bairro de operário em Luanda, Angola, no qual se localizava
uma prisão da ditadura colonial portuguesa, cujo um assalto, em 1961, constituiu o primeiro ato
coordenado de sublevação armada contra os portugueses. O filme pretende mostrar a
participação das mulheres na luta pela libertação por meio do ponto de vista de Maria. Ela
viaja do interior até Luanda à procura do marido, Domingos, um trabalhador exemplar
preso por razões políticas e torturado até à morte. O longa-metragem pretende mostrar a
crueldade da polícia política portuguesa e o sadismo dos seus elementos. Não há qualquer referência positiva aos colonos portugueses nem ao desenvolvimento eventual do território, habitual nas obras de propaganda do Estado Novo, projetadas não só em Portugal e «províncias ultramarinas», mas também internacionalmente, talvez porque não tenha nenhuma; Portugal foi um dos mais sanguinários invasores da África e um dos maiores, se não o maior, traficante de africanos para o Brasil e ponto. A sequência familiar, do início do filme – uma representação belíssima do amor familiar, com a refeição e o repouso que se lhe segue, mas também de uma grande fisicalidade – é o coração do filme. Se sublinha a paz familiar é para depois contrastar, o inferno, com o processo de prisão, sem culpa formada, de Domingos e a tortura a que este sucumbe enquanto Maria sofre a tortura do desespero, durante a sua busca pelo marido, antes de conhecer a dor da sua perda definitiva. Não obstante as necessárias adaptações da história para potenciar a perspetiva feminina, Sarah Maldoror assume a fidelidade ao romance de Luandino. Fui fiel à novela. Onde ele [Vieira] tinha um engenheiro branco que ajudava os negros, ou um mulato que era um torturador, respeitei a história. Naturalmente que ao fazer-se um filme há opções políticas. Fiz um filme de acordo com as minhas ideias políticas. Fiz uma escolha quando escolhi filmar este romance. Sambizanga foi pioneiro e distinguiu-se por três motivos: por ter prenunciado a criação de uma produção de cinema especificamente africana; por ser uma obra ficcional inspirada pelos movimentos de libertação africanos – no caso, específico, pelo angolano, e pela opção em assumir um ponto de vista feminino. Visualmente bem conseguido – com grandes planos notáveis –, bem montado, é fragilizado por um certo didatismo político embora a opção de Maldoror de filmar num registo íntimo a distinga de um cinema militante de vocação coletivista, dominante no período em que foi realizado. Há várias perspectivas com as quais podemos ver esse filme; ainda que o MPLA - O Movimento Popular de Libertação de Angola seja um ator coadjuvante é ele quem tem a missão de amarrar a trama. O importante é que esse filme não seja esquecido...principalmente em Portugal dos dias de hoje!

editado
pseudokane3
Wesley PC>
5 anos atrás

A trama central é muito boa, os dilemas de Maria em busca do marido preso, e as organizações sindicais que justificaram o caráter político de sua execução, mas as subtramas são expostas de maneira um tanto confusa, o excesso de personagens dificultou o entendimento nalguns momentos. Quando Elisa Andrade estava em cena, o filme crescia bastante. O desfecho é muito impactante e conduz-nos a reflexões que vão muito além do espectro narrativo. Amei a canção-tema. Mas este primeiro contato com o cinema maldororiano foi um tanto assustadiço! (WPC>)

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Elenco de Sambizanga

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Ana Wilson 0 0

Ana Wilson

(Narrator)
Benoît Moutsila 0 0

Benoît Moutsila

(Chico)
Dino Abelino 0 0

Dino Abelino

(Zito)
Domingos Oliveira 8 90

Domingos Oliveira

(Domingos)
Elisa Andrade 0 0

Elisa Andrade

(Maria)
Henriette Meya 0 0

Henriette Meya

(Bebiana)

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