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Sinopse
Um professor consegue emprego em uma escola de um bairro pobre em Nova York. Recebido com hostilidade, ele terá que enfrentar uma rotina dominada por gangues, delinqüentes, estupros e muita violência.
Blackboard Jungle de 1955, no Brasil Sementes da Violência. É um bom filme, mas tem alguns pontos que me incomodam.
Como o fato dos rapazes não terem o mínimo de abertura, praticamente nenhum. A demora na evolução da relação entre eles também pesa. Ao meu ver, essa relação nunca chega a um ápice — ela só apresenta uma melhora gradual e contida. Falta um momento mais marcante de virada ou de conexão real entre professor e alunos. Além disso, a classe é mostrada como se todos fossem ruins ou problemáticos, mesmo que alguns melhorem com o tempo. Mas geralmente não é assim na vida real. Poderia ter alguns alunos interessados de primeira, que já chegassem com alguma disposição para aprender. Isso daria mais equilíbrio à turma e tornaria o retrato mais realista.
Nesse sentido, Gregory Miller (Sidney Poitier) se destaca. Foi uma grande atuação.
Seu personagem era o único realmente disposto a baixar a guarda e mostrar algum tipo de abertura, o que acaba fazendo dele o aluno mais interessante e humano da turma.
Grande atuação de Poitier, lenda!
Outro fato é o diretor Mr. Warneke (John Hoyt) ser um puta cuzão. Conhecendo o material humano difícil que ele tinha sob sua responsabilidade, em nenhum momento dá respaldo de verdade aos professores. Ele parece mais preocupado em manter as aparências do que em apoiar quem está na linha de frente. A cena com Dadier (Glenn Ford)
no suposto caso de racismo foi ridícula e só reforça essa postura omissa e injusta da direção.
Enfim, entendo os temas delicados e o retrato cru que o filme quis mostrar sobre violência, indisciplina e o choque cultural dentro da escola. Mas acho que poderiam ter sido um pouco mais românticos e ter uma evolução melhor nas relações. Ainda assim, é inegável que tem qualidade, principalmente na proposta e nas atuações.
No geral, um clássico com boa intenção e momentos fortes, mas que peca no desenvolvimento das relações e em algumas escolhas de personagens.
Datado no tratamento da deliquência juvenil como se 'eles não fossem parte de um todo, a sociedade, como também os professores, os pais, e todos que fazem o dia-a-dia da vida urbana .Essa separação soa muito mal Um violência que deve ter chocado na época. Mesmo em P & B, onde o sangue marcando os rostos não choca. Ford e Poitier, brilham. O excesso de estereótipos e as soluções fáceis jogam o filme pra baixo. Fica a sensação de que poderia ser melhor.
Lendo sobre contracultura, relembrei do filme e vim ver. O início da juventude como protagonista, tendo sua voz... Retrato dos anos 50 americano. Há...é a mais de 70 anos professores se f*dendo!!!
A premissa é interessante, mas até nos dias de hoje, isso pode ser mais um dia na vida de alguns professores pelo Brasil a fora, Sidney Poitier se destaca aqui. Visto em 28/11/2024
Blackboard Jungle de 1955, no Brasil Sementes da Violência. É um bom filme, mas tem alguns pontos que me incomodam.
Como o fato dos rapazes não terem o mínimo de abertura, praticamente nenhum. A demora na evolução da relação entre eles também pesa. Ao meu ver, essa relação nunca chega a um ápice — ela só apresenta uma melhora gradual e contida. Falta um momento mais marcante de virada ou de conexão real entre professor e alunos. Além disso, a classe é mostrada como se todos fossem ruins ou problemáticos, mesmo que alguns melhorem com o tempo. Mas geralmente não é assim na vida real. Poderia ter alguns alunos interessados de primeira, que já chegassem com alguma disposição para aprender. Isso daria mais equilíbrio à turma e tornaria o retrato mais realista.
Nesse sentido, Gregory Miller (Sidney Poitier) se destaca. Foi uma grande atuação.
Seu personagem era o único realmente disposto a baixar a guarda e mostrar algum tipo de abertura, o que acaba fazendo dele o aluno mais interessante e humano da turma.
Outro fato é o diretor Mr. Warneke (John Hoyt) ser um puta cuzão. Conhecendo o material humano difícil que ele tinha sob sua responsabilidade, em nenhum momento dá respaldo de verdade aos professores. Ele parece mais preocupado em manter as aparências do que em apoiar quem está na linha de frente. A cena com Dadier (Glenn Ford)
no suposto caso de racismo foi ridícula e só reforça essa postura omissa e injusta da direção.
Enfim, entendo os temas delicados e o retrato cru que o filme quis mostrar sobre violência, indisciplina e o choque cultural dentro da escola. Mas acho que poderiam ter sido um pouco mais românticos e ter uma evolução melhor nas relações. Ainda assim, é inegável que tem qualidade, principalmente na proposta e nas atuações.
No geral, um clássico com boa intenção e momentos fortes, mas que peca no desenvolvimento das relações e em algumas escolhas de personagens.
Assistido em 31/08/2026
Atores como Glenn Ford fazem muita falta. Sobre o filme ?? Muito bom.
Datado no tratamento da deliquência juvenil como se 'eles não fossem parte de um todo, a sociedade, como também os professores, os pais, e todos que fazem o dia-a-dia da vida urbana .Essa separação soa muito mal Um violência que deve ter chocado na época. Mesmo em P & B, onde o sangue marcando os rostos não choca. Ford e Poitier, brilham. O excesso de estereótipos e as soluções fáceis jogam o filme pra baixo. Fica a sensação de que poderia ser melhor.
1995. (15/02/2025)
Lendo sobre contracultura, relembrei do filme e vim ver.
O início da juventude como protagonista, tendo sua voz...
Retrato dos anos 50 americano.
Há...é a mais de 70 anos professores se f*dendo!!!
A premissa é interessante, mas até nos dias de hoje, isso pode ser mais um dia na vida de alguns professores pelo Brasil a fora, Sidney Poitier se destaca aqui. Visto em 28/11/2024