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Data de lançamento
21 Abril 2010Duração
Depois de enfrentar um dragão, resgatar a princesa e salvar o reino de seus sogros, Shrek virou um homem de família. Ao invés de assustar os moradores locais, agora o ogro verde vive dando autógrafos. Mas o que aconteceu com o valente marido de Fiona? Pensando no passado, Shrek assina um pacto com o falante duende Rumplestiltskin, e subitamente se vê em uma versão alternativa e deturpada do reino de Tão Tão Distante, onde os ogros são caçados. Além disso, ele e Fiona perdem seus postos, já que Rumplestiltskin toma os seus lugares ao se tornar o rei. Agora, só Shrek pode desfazer seu erro, salvar seus amigos, seu reino e sua esposa.
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O ogro que conhecemos, cansado da rotina doméstica e nostálgico da vida de terror que tinha antes da paternidade, é um ponto de partida interessante. Há algo genuinamente comovente na ideia de que o herói se tornou refém da própria felicidade, presa que muitos adultos reconhecem sem precisar de lente de aumento verde. O problema é que o filme não tem paciência para deixar essa crise respirar. Assim que Rumpelstiltskin aparece com seu contrato mágico, a trama vira um atalho para mostrar versões distorcidas de personagens queridos, e a novidade dura pouco.
Fiona guerreira, Gata de Botas gordo e preguiçoso, Burro tratado como gado por caçadores de ogros, tudo isso tem potencial cômico e até certo frisson visual, mas o roteiro trata essas reviravoltas como pontos de checklist em vez de oportunidades reais de aprofundamento emocional. É como assistir a um álbum de grandes sucessos remixado às pressas, competente na execução técnica, mas sem o brilho de quando a fórmula era fresca.
Ainda assim, seria injusto chamar o filme de descartável. A animação segue impecável, o humor funciona em doses pontuais e a mensagem final sobre valorizar o que se tem, por mais caótico que pareça, tem sinceridade suficiente para evitar o cinismo. Só falta a ousadia dos primeiros filmes, aquela vontade de zombar dos contos de fadas em vez de apenas homenageá-los com nostalgia. Shrek para Sempre cumpre tabela, encerra o ciclo com dignidade morna e deixa claro que até os ogros mais teimosos sabem quando é hora de ir embora, mesmo que a despedida não seja memorável o suficiente para justificar toda a volta.
Superior ao Shrek Terceiro, mas ainda deixa um gostinho amargo de "podia ser melhor".
Shrek Para Sempre mostra o que acontece após o famigerado "felizes para sempre". A moral da história aqui é saber valorizar o que se tem e, para isso, Shrek faz um acordo com o golpista Rumplestiltskin para ter um dia em que volte à vida que tinha antes de Fiona — inclusive, que maldade com ela (de novo).
Entramos, assim, em um universo alternativo, com nossos amados personagens sendo apenas cascas do que um dia foram. Fiona é uma linda guerreira que não acredita no amor ou em contos de fadas; o Burro está um pouco menos inocente, mas ainda muito tagarela; o Gato não usa mais botas e abandonou a vida bandida — sem nenhuma explicação, ainda mais em um mundo tão cheio de violência e perigo quanto aquele. Sozinho, Shrek deve encontrar Fiona para consertar a besteira que destruiu a vida dele e a de tantos outros.
Como o filme se passa no intervalo de 24 horas, toda a situação de Shrek é apressada e forçada. A execução é preguiçosa, e a forma como Shrek tenta reverter as coisas é boba e, obviamente, ineficaz. Mais uma vez, Shrek se mostra alguém um tanto egoísta, machucando Fiona no processo para, depois, aprender a valorizar a esposa e a vida que eles têm juntos. A fórmula repetitiva deixa claro que não há mais nada a ser contado, já que obriga o personagem a desaprender o que ele já havia aprendido nos filmes passados.
Essa franquia, que um dia riu na cara dos clichês, vira um enorme clichê ambulante. Não espere o humor afiado nem personalidades marcantes. Não espere músicas memoráveis — que morreram no filme passado. Shrek Para Sempre não é ruim, mas está longe de ser especial.
P.S.:
Também odiei que mataram a Fifi. Ela era o animal de estimação do Rumplestiltskin. Só isso! Ela não fez mal a ninguém!
P.S.: Basicamente, esse filme é A Felicidade Não se Compra. Nem nisso os roteiristas foram criativos...
O enredo de "Shrek, Para Sempre" aposta na geralmente segura fórmula da "versão alternativa da vida que ensina a valorizar aquela que se tem", mas esbarra na utilização burocrática dos personagens conhecidos, na pouco exuberante exploração do universo fantasioso - nesse aspecto, colocando-se em desvantagem se comparado com os dois primeiros - e na estranha homenagem que parece fazer à Fiona: embora pareça querer valorizá-la como sustentáculo da vida do Shrek, o filme a diminui perante sua versão alternativa. Sequência descartável, apesar de uma ou outra sequência engraçada (como o Burro tentando conquistar sua esposa dragona no universo paralelo). Aliás, nessa franquia, a superexploração do Burro é a válvula de escape para a falta de ideias.
Shrek Para Sempre (2010) – 1h33min
Há momentos em que até os finais felizes se tornam rotina. Shrek Para Sempre parte exatamente dessa provocação: o que acontece quando o “felizes para sempre” perde o brilho… e vira apenas mais um dia comum?
🎭 Principais vozes e personagens
Mike Myers — Shrek
Cameron Diaz — Fiona
Eddie Murphy — Burro
Antonio Banderas — Gato de Botas
Walt Dohrn — Rumpelstiltskin
🎭 Gêneros: Animação | Fantasia | Aventura | Comédia
📖 Estória
Cansado da rotina familiar e da vida previsível, Shrek sente falta de quem ele era — o ogro temido, livre, solitário. Em um momento de fraqueza, ele aceita um acordo com Rumpelstiltskin, um manipulador que transforma desejos em armadilhas.
O contrato parece simples: um dia de liberdade em troca de um dia do passado.
Mas o preço é alto.
Shrek é lançado em uma realidade alternativa onde nunca existiu como herói. Fiona não o conhece — agora é uma líder endurecida de um grupo de ogros. O reino caiu. Seus amigos são estranhos. E o próprio Shrek… deixou de ser quem era.
Agora, com o tempo contra ele, precisa reconquistar tudo — amor, amizade e identidade — antes que essa realidade se torne permanente.
🎬 Análise crítica
Shrek Para Sempre rompe com o tom leve das sequências anteriores e mergulha em uma narrativa mais sombria e reflexiva.
O humor ainda existe, mas é menos dominante. A comédia dá espaço para um tema mais maduro: o arrependimento.
A ideia de um universo alternativo funciona bem — cria tensão, renova o cenário e oferece novas versões dos personagens. O Burro desconfiado, o Gato de Botas fora de forma e uma Fiona mais dura mostram como pequenas mudanças podem transformar tudo.
O vilão, Rumpelstiltskin, é um dos mais interessantes da franquia. Não pela força… mas pela manipulação. Ele não vence na luta — vence no acordo.
Ainda assim, o filme perde força em algo essencial: a química. A dinâmica entre Shrek, Burro e Gato, que sempre foi o coração da franquia, aqui parece diluída. Funciona… mas não brilha.
E talvez esse seja o maior problema: a ideia é forte, mas a execução não alcança todo o seu potencial emocional.
⚖️ Reflexão final
Shrek Para Sempre não tenta repetir o passado — tenta questioná-lo.
Ele nos lembra que aquilo que temos… só tem valor quando sentimos que podemos perder.
É um filme mais sério, mais introspectivo.
Menos engraçado, mais reflexivo.
E mesmo não sendo perfeito, entrega algo raro na franquia: uma mensagem sobre gratidão e identidade.
🎬 Vale a pena assistir?
Sim — principalmente para quem busca um encerramento mais emocional e diferente do padrão da série.
⭐ Nota final: 5,5 / 10
Foi bem melhor do que o anterior em questão de História, porém essa qualidade vai decaindo ao passar o filme, um exemplo e do meio ao fim, e visível o tão rápido é passado o filme além do final ser uma completa bosta