Após anos de investigação de autoridades federais, 20 membros da família Lucchese, a maior família de mafiosos nos Estados Unidos, foram levados a julgamento para responderem por 76 diferentes crimes. O governo americano se preparava para derrubar os Lucchese, até que um dos réus decide fazer o impensável: dispensar seus advogados e passar a fazer sua própria defesa. Munido de determinação implacável e um senso de humor aguçado, ele surpreende todo o tribunal com um estilo de defesa nada convencional.
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Via este filme nas vídeolocadoras, mas não sabia que a direção era do Sidney Lumet que dá uma boa contribuição ao material que tem em mãos, de modo que, o enredo é baseado numa situação real. A construção dos personagens é boa. E até o Vin Diesel que não é uma grande ator, quer dizer, ator de faceta única, se sai bem como protagonista. Achei apenas um bom, não muito envolvente, com com piadas, bons diálogos e argumentos.
- esse realmente me surpreendeu
- primeira vez que eu vejo o vin diesel com cabelo e também atuando muito bem
- pelo poster eu achei que seria uma galhofa, mas é bem cativante
- se realmente aconteceu parecido com o que foi mostrado aqui é inacreditável
- o carisma do jack nos faz torcer pelo mafiosos, mas não é tão dificil a policia sendo tão arrombada igual é
O melhor filme do Vin Diesel como protagonista.
Dizem que quem se defende sozinho tem um tolo por cliente. Mas Find Me Guilty mostra que, com carisma suficiente, até um tolo pode roubar a cena — e, com sorte, a simpatia do júri. Vin Diesel encarna Jackie DiNorscio, um mafioso condenado que dispensa advogados, protocolos e qualquer vestígio de lógica jurídica para transformar o julgamento mais longo da história americana — vinte réus e nenhuma alma em paz — em seu show particular.
Jackie não quer negociar, delatar, nem se calar. Ele quer contar piada. Quer arrancar um sorriso do juiz, provocar o promotor, cativar o júri e — por que não? — conquistar o público que assiste. O tribunal vira palco; ele, um comediante tragicômico de terno amarrotado e convicções tortas. É machista, impulsivo, teatral. E, ainda assim, quando entra em cena, traz um alívio cínico, como quem diz: “eu sei que isso aqui é uma farsa — então deixa que eu faço rir”.
Sidney Lumet, que já nos trancou com doze homens e uma dúvida em 12 Angry Men, aqui escancara as portas do tribunal para o caos: vinte acusados, uma defesa abarrotada, um réu acamado no meio do julgamento e um protagonista que mais parece estar num boteco, contando causos e blefes. E, veja bem, funciona. Porque Lumet entende que drama jurídico também comporta comédia — que o tribunal pode ser palco para um bufão trágico que ri para não chorar, ou para não ser condenado.
Há algo hipnótico em Jackie. Um criminoso? Sim. Um canalha? Provável. Mas também um homem com um código próprio e uma estranha dignidade que surge nos detalhes: ao se recusar a delatar os “amigos”, ao perdoar o primo que lhe deu quatro tiros, ao tentar — aos trancos e piadas — preservar algo de humano no meio daquele circo de togas e papelada. Ele é contraditório, desequilibrado, hilário. E a cada entrada no tribunal, a monotonia se suspende por alguns minutos. Se o julgamento durou mais de dois anos, o júri ao menos teve direito a uma temporada inteira de stand-up involuntário. E isso é mérito de Diesel, que transforma um personagem objetivamente detestável em um satélite de carisma em órbita própria.
No fim, Find Me Guilty é menos sobre a máfia e mais sobre performance. É o tribunal como teatro, o réu como roteirista da própria defesa e a comédia como estratégia jurídica. E se você não sai convencido da inocência do personagem, talvez saia convencido de que Vin Diesel, sim, pode atuar fora de um carro a 200 km/h. E pode, veja só, até te fazer rir no meio de uma sentença de 30 anos. Culpado? Com certeza. Mas também, estranhamente, adorável. E no tribunal do entretenimento, isso já é meio caminho pra absolvição.
Achei um filme comum, não vi nada de interessante na história.