Solaris é um planeta distante, que vem sendo constantemente estudado há décadas, e cujo mistério sobre seu oceano ainda não foi esclarecido, nem seus efeitos. Por falta de interesse e resultados, a solarística está morrendo; aliado a isto, os membros na estação espacial que orbita o planeta estão sendo afetados pelo oceano. Por conta disto, o psicólogo Kelvin - conhecido de um dos doutores da solarística e amigo de um dos tripulantes - é mandado para a estação para averiguar a situação. Lá, ele percebe aos poucos que Solaris é, mais que um planeta, um espelho da alma.
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[22/06/26]
Que a ficção científica, no fim das contas, serve para discutirmos profundas questões humanas, todos já sabemos.
O que o filme do Tarkovsky propõe é a máxima disso. Ele vai até as últimas consequências dessa ideia.
Enquanto coisas emergem de um Oceano, as questões que ele levanta — e são muitas, e são ambiciosas — são um torvelinho que puxa a gente cada vez mais pra baixo e nos faz, tal qual numa cena específica do filme, encarar um espelho repleto de perguntas e escasso de respostas.
Ainda vou precisar de uns dias (e talvez uma ou outra reassistida) pra absorver tanta coisa.
E sim, esse foi meu primeiro Tarkovsky.
Enrolei muito pra assistir esse filme. Tá na minha lista de prioridades há um tempão e tava esperando um momento propício pra assistir, porque precisava de uma atenção especial, se tratando de Tarkovski e de um filme em russo. Chegou o momento!
Baita filme, grande história e belas atuações. Datado? Sim, a estética é muito datada mesmo, mas o roteiro e as sacadas filosóficas do diretor são atemporais.
Eu ainda sou mais fã do Stalker, mas esse aqui é mesmo muito bom!
Se Solaris
me mandasse o defunto do meu avô, eu o mandaria em uma nave pelos ares sem pensar duas vezes.
Solaris (1972) é uma ficção científica muito interessante,
com mensagens sobre o que é ser humano e se realmente o homem precisa cruzar todas as fronteiras que almeja. É um daqueles filmes que te dão um bug, te fazem questionar a própria humanidade e terminam te dando uma bofetada bem no rosto.
Esta é a segunda obra cinematográfica soviética que vejo, e categorizar um cinema inteiro com o preceito de que não há edições precisas seria muito ridículo da minha parte. Mas será que a edição realmente não é o forte? Eu devo ter muito azar para pegar dois filmes que poderiam ter edições melhores, não necessariamente mais dinâmicas, mas melhores.
O filme é bom, muito bom, mas há um sentimento de falta quando você o assiste, e o problema é que esse sentimento permaneceu comigo mesmo semanas depois de tê-lo visto.
Ps.
Até entendi que a cena no trânsito foi para simbolizar a subida do foguete (o que vi, posteriormente, se tratar de uma jogada do diretor, que não queria fazer um filme que explorasse o lado tecnológico já tão explorado da ficção científica), mas precisava desse Venice Bitch da Lana Del Rey de mais de nove minutos? Mds.
A discussão sobre o conceito apresentado é muito melhor que o próprio filme.
Filme absurdamente lento, com muitas cenas desnecessárias. Não sei se foi a tradução ruim, mas os diálogos também pareceram muito truncados.
Mas é isso, vale pela idéia original apresentada e as discussões que geram.
Boa ficção científica, mas acho que é o filme mais arrastado dele.