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Data de lançamento
6 Maio 2009Duração
A famosa nave Enterprise e sua tripulação está de volta. J.J. Abrams, criador de séries de sucesso como "Alias" e "Lost", está encarregado da produção, roteiro (ao lado de Alex Kurtzman, Roberto Orci) e direção do 11º filme da franquia "Jornada nas Estrelas". Segundo especulações, a história se passa bem antes da tripulação do Capitão Kirk assumir o comando da Enterprise. A trama é situada 160 anos antes do nascimento do personagem imortalizado por William Shatner. No primeiro filme da série, de 1979, um fenômeno alienígena de poder e tamanho descomunal se aproxima da Terra, destruindo tudo em seu caminho. A única nave que pode enfrentar esta força letal que ameaça a Terra é a U.S.S. Enterprise. O lendário comandante James T. Kirk (William Shatner) é convocado para a missão, mas um perigo não previsto pode destruir a U.S.S. Enterprise e toda a sua tripulação. Após o sucesso da série de TV "Jornada nas Estrelas" a Paramount tinha a intenção de levar seus personagens para um longa-metragem. Várias versões para o roteiro do 1º filme foram feitas entre 1975 e 1977, sendo que uma história chamada "Star Trek: Planet of Titans" chegou a ser selecionada para servir como base para o filme. Entretanto, com o sucesso mundial de "Star Wars" em 1977, a Paramount decidiu por abortar o projeto antes mesmo do início das filmagens, alegando que não havia mercado suficiente para dois grandes filmes de ficção científica. "Jornada nas Estrelas - O Filme" é o primeiro de uma série de 10 filmes baseados na série da TV americana Star Trek.
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eu nem consegui me despedir do picard e do data, aí começam uma nova era, que, de nova, não tem nada, porque é a história da primeira geração, do kirk, quando tudo começou e ele se tornou o capitão da enterprise. confesso que amei o elenco, a estética da nave e toda o investimento que fizeram na produção do filme, o que melhorou muito a saga. achei meio aleatório o spock e a uhura juntos, porque a história posterior não dá nenhuma indicação de um relacionamento entre eles, mas confesso que achei o zachary quinto e a zoe saldaña lindos juntos. a participação do antigo spock e o encontro entre as duas gerações foi emocionante. ansiosa pelos próximos filmes com esse elenco e esse nível de execução. uma pena não terem dado continuidade , mas entendo que o chris prine já tem a idade que o william shatner tinha nos primeiro filme. também, acabei de descobrir que o ator que faz o chekov morreu tem 10 anos :(
Tem Alguns Spoilers...
Uma série eterna e clássica, filmes que fizeram a cabeça de uma geração fiel de fãs no mundo todo. O cara tem que ser uma alienígena pra encarar o desafio. J.J. Abrams realizou esse milagre ao reinventar Star Trek, entregando um filme emocionante, cheio de ação e aventura injetado de adrenalina pura.
Ao criar uma linha do tempo alternativa, o longa se liberta das amarras do passado construindo historia numa realidade nova, com personagens mais jovens, mas que preservam a essência dos ícones de uma geração que impressionou a TV e o cinema durante toda história.
Federação Galática, Frota Estelar, Enterprise; se você nasceu agora ou esteve congelado por um século, é melhor pesquisar na web, porque são décadas de história, que mudaram os rumos da cultura ficção científica e da cultura pop pra sempre.
Mas é no convés da sala de comando da U.S.S. Enterprise que tudo se concentra. Ela não é apenas o chassi principal da história; ela é o coração e a identidade de toda a saga. Com seu design icônico que mistura a nostalgia dos anos 60 com um futurismo impecável, a Enterprise é a representação máxima da utopia humana no espaço.
Por fora, uma estrutura majestosa e limpa de linhas brancas que corta o vácuo na velocidade da dobra; por dentro, um templo de tecnologia, uniformes milimetricamente alinhados, na lendária ponte de comando onde o Capitão toma as decisões que mudam o destino de mundos inteiros. É nesse lar flutuante que a lógica de Spock e o instinto de Kirk se fundem para guiar a humanidade rumo ao desconhecido.
"Espaço. A fronteira final. Estas são as viagens da nave estelar Enterprise. Sua missão de cinco anos: explorar novos mundos, pesquisar novas vidas e novas civilizações. Audaciosamente indo onde ninguém jamais esteve."
Eu fico imaginando isso nos anos 60. A galera deve ter viajado na maionese na frente da TV. E ver o que J.J. Abrams resgatou a alma da serie nesse filme foi brilhante. Substituir deuses Leonard Nimoy e William Shatner, parecia uma missão impossível, mas o longa triunfa já nos minutos iniciais, entregando um prólogo dramático onde o pai de Kirk se sacrifica pra salvar seu rebanho no espaço, abrindo o caminho pra nova geração arrebentar nos filmes no cinema.
O Capitão James T. Kirk e o Primeiro Oficial Spock, são a alma de tudo. No início, eles agem quase como antagonistas naturais. Kirk é o puro instinto humano, um rebelde beberrão guiado pela coragem e pela audácia das ruas; Spock é o oposto exato, um ser moldado pela lógica vulcana fria e implacável, que tenta sufocar suas próprias emoções humanas. É o fogo x gelo, pinga x antibiótico. O filme resume de forma inteligente e cômica, o embate dos dois, como tambem a grande amizade que nasce desse conflito.
Os personagens da nave tambem ganham um protagonismo marcante. O icônico Dr. "Magro" McCoy (CarlUrban), médico ranzinza e temperamental de posto de saúde que distila diálogos de bom senso e humor ácido, o gênio Scotty (SimonPegg), o chefe supremo da casa das máquinas que comanda o maquinário pesado lá nos porões da Enterprise, garantindo o torque necessário na marretada e no talento sempre que o bicho pega. E a Tenente Uhura (Zoë Saldaña), poliglota, guerreira e não sei como, namorada do Spock. E tem ainda o piloto Sulu (John Cho) e Pavel Chekov (Anton Yelchin), personagens sempre presentes, mas que não tem muito protagonismo.
É essa dinâmica viva, cômica e tensa que dá autoridade à nave. E é justamente com essa máquina operando no limite que a história engata sua marcha, quando os céus se escurecem com a chegada dos romulanos. Quando o vilão Nero (Eric Bana), cego por vingança e munido de uma máquina de destruição em massa, risca o espaço destruindo planetas inteiros, a dupla egos briguenta, são obrigadas a alinhar seus chassis intelectuais e emocionais para evitar o extermínio da Frota Estelar e do planeta terra.
Montado numa nave monstruosa, arrepiada e ameaçadora, equipado com uma monumental perfuratriz de plasma capaz de perfurar a crosta dos planetas ele sai furando os planetas dos desafeiros pra destruí-los de dentro para fora com a coisa loca da matéria vermelha. Mas até eles saberem disso, demora. Enterprise novinha saindo da oficina, tripulação nova, cabaça com seus comandantes brigando, depois exilado, raptado e tudo que deve acontecer num navio a vela em alto mar.
As cenas são incríveis! Kirk exilado num planeta congelado, correndo de um monstro gigante com boca de polvo, onde é salvo pelo Spock clássico de Leonard Nimoy. Kirk e o piloto Sulu se jogam no vácuo do espaço direto para a plataforma flutuante da broca. A pancadaria franca e rústica que eles travam contra os romulanos no topo daquela máquina flutuante é de tirar o fôlego. Mas o soco no estômago acontece em solo vulcano, onde o jovem Spock desce ao planeta prestes a ruir para tentar salvar pelo menos os seus pais do ataque da perfuratriz. Na barriga da Enterprise o russo Yelchin e o esterico Scotty, correm feito loucos, tentando resgatar todos, no eterno transportador de matéria (sonho de consumo meu até hoje).
As cenas finais são foda. O filme entrega uma escala épica de tirar o fôlego quando a nave sai de trás dos anéis de Saturno pra missão de resgate dentro da nave inimiga para salvar o Capitão Pike (Bruce Greenwood). Kirk e Spock invadem a nave Romulana, que parece mais uma funilaria gigante. E na base do tiro e da porrada eles trazem o velho de volta pra Enterprise. E que segue é uma loucura espacial. A nave Romulana é uma ignorância metálica, parece um polvo gigante que tenta engolir uma tilápia. Tipo, não da pra encarar. A Enterprise não tem estrutura física e nem bélica, pra encarar um bicho daquele. Mas desde os anos 60, nós temos a dupla Kirk e Spock pra salvar nosso dias!
"Star Trek" de 2009, consegue o milagre de resgatar uma franquia lendária para o pódio do cinema moderno, entregando um filme tenso, cômico e injetado de adrenalina pura. A direção corajosa do "Abraão" (J.J. Abrams) foi cirúrgica, tendo o peito de mexer em um vespeiro sagrado e reconstruir uma história com inteligência através de uma nova linha do tempo. Os efeitos visuais e a computação gráfica de ponta foram magistralmente aplicados, dando uma agilidade nervosa às batalhas espaciais, transformando a Enterprise e a ignorante nave Romulana em espetáculos visuais de tirar o fôlego.
Com um elenco afiado que honrou o legado dos deuses imortais da série clássica, o longa triunfa como uma obra me impressiona ate hoje quando assisto. E embora a produção clássica da virada ros anos 80, permaneça insuperável em sua essência mística de ficção científica raiz, este recomeço moderno sobra em autoridade técnica e coração.
"Star Trek" de J.J. Abrams, prova que quando a paixão, o respeito, a inteligência e a arte então na frente de um trabalho, algo grandioso acontece. A Enterprise finalmente encontrou o se caminho de volta para as estrelas. Filmão.
09.05.2009
Primeira vez que tô vendo algo dessa franquia, gostei até, dei 3 estrelas pois fiquei meio confuso com o enredo.
Como alguém que não conhecia a franquia, achei um bom filme e um reboot bem justificado. Efeitos visuais envelheceram bem. Mas o protagonista não me cativou muito e achei alguns acontecimentos não tão convincentes, como a motivação do vilão e certas coincidências.