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Data de lançamento
18 Dez. 2019Duração
Um ano após a batalha entre a Resistência e A Primeira Ordem em Crait, Rey segue treinando com a General Leia para se tornar uma Jedi. Ela ainda se encontra em conflito com seu passado e futuro e teme, mais do que nunca, pelas respostas que pode conseguir a partir de sua complexa ligação com Kylo Ren. Este, por sua vez, também se encontra em conflito pela Força, ainda que esteja recebendo ordens diretas do temível e lendário Darth Sidious, outrora conhecido como Imperador Palpatine.
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⚠️ Alerta de Spoiler: Se você ainda não viu o filme, volte depois. 🎬🍿
Ir ao cinema em 2019 para assistir a "Star Wars: Episódio IX – A Ascensão Skywalker" não era apenas ver mais um lançamento do ano. Para alguém como eu, que carrega essa saga no coração desde a infância, era o encerramento de um ciclo de vida. Decidi ir pra um cinema bem bacana, nessas salas com a tela bem grande, sentar naquelas poltronas especiais, desligar o senso crítico e entregar a alma para a experiência. Eu queria apenas viver a magia pela última vez.
Nos primeiros minutos, o apelo sensorial funciona. O ritmo é frenético, a produção visual é monumental e a química do trio Rey (Daisy Ridley), Finn (John Boyega) e Poe Dameron (Oscar Isaac) finalmente atua junta em tela. A presença emocionante e respeitosa de Carrie Fisher como Princesa Leia, as lutas de sabre com o visual impecável e a redenção de Ben Solo (Adam Driver) nos envolvem no calor da emoção. Naquele instante de luzes apagadas, a paixão falou mais alto do que a razão e me fez fechar os olhos para os abismos do roteiro.
Cinematograficamente, o filme entrega uma escala de produção impressionante. O design de som e a fotografia de Dan Mindel criam momentos de pura adrenalina: a perseguição em alta velocidade nos cânions de Pasaana, a batalha de sabres nas ruínas da Estrela da Morte sob ondas gigantescas no oceano de Kef Bir, e o duelo único através da Força entre Rey e Kylo Ren conectando cenários distantes. O clímax em Exegol, com a chegada apoteótica de milhares de naves civis sob o comando de Lando Calrissian, é um espetáculo visual de computação gráfica e efeitos práticos que arrebata os olhos de quem assistiu ao filme nos cinemas.
Contudo, quando a poeira baixa e a razão assume o controle, a realidade é avassaladora: A Ascensão Skywalker não é um encerramento digno, mas sim o atestado de falência narrative de uma trilogia sem planejamento algum, movida por pânico corporativo e conveniências ideológicas.
Depois do racha provocado pelo filme anterior, a produção entrou em desespero e entregou um roteiro que gasta metade do tempo tentando desfazer o que foi feito antes, numa guerra de diretores constrangedora. A solução para criar um grande vilão foi ressuscitar o Imperador Palpatine sem qualquer explicação plausível na tela — jogando no lixo o sacrifício histórico de Darth Vader no "Episódio VI" e anulando a profecia do Escolhido.
O filme acumula uma sucessão de conveniências absurdas: de frotas inteiras surgindo do nada a mapas mágicos e soluções mecânicas tiradas do bolso. Para culminar, o encerramento com a protagonista enterrando os sabres em Tatooine e assumindo o sobrenome "Skywalker" soou como uma apropriação forçada dos símbolos que construíram a saga. Os personagens clássicos foram reduzidos a meros degraus e instrumentos de propaganda para validar uma nova era que não se sustentou por mérito próprio.
É doloroso encarar a verdade sobre algo que faz parte do nosso inconsciente desde a infância. "Star Wars: Episódio IX – A Ascensão Skywalker" possui o brilho técnico e a imponência visual de um grande blockbuster, mas carrega o amargo título de ter sido o capítulo final que entregou a maior saga da história do cinema ao desprezo de uma agenda corporativa. A Força merecia muito mais.
Epílogo:
Numa tarde quase esquecida de um domingo em 14 de agosto de 1988, Guerra nas Estrelas estava passando na TV Manchete. Eu brincava com meus irmãos na casa da minha vó. Lembro que vi o filme de relance bem na cena em que o Obi-Wan Kenobi lutava com o Darth Vader; eu parei tudo o que estava fazendo e fiquei assistindo. Parecia que eu sabia de tudo, foi uma coisa instantânea. A paixão pela saga não começava ali, ela apenas tinha sido relembrada. Mais de 30 anos depois, esse ciclo tinha se fechado. É muita emoção. Não por esse filme, mas pelo que Luke Skywalker, Princesa Leia, Han Solo, Chewbacca e Darth Vader representavam. A saga acaba, mas Guerra nas Estrelas continua nessa criança aqui. Para sempre.
Esse final da Rey beijando o Ren... WTF?
Revi em 17/jun/2026.
17.05.26 - 15h38
Vendo a saga Star Wars em ordem cronológica, depois de muito, muito tempo. Pior filme de todas as trilogias na minha opinião, sinceramente, forçam muito em vários aspectos, enfim, qual as motivações de Kylo Ren mesmo?! Rey, protagonista pra lá de forçada e com revelações de suas origens pra lá de preguiçosas e incompetentes, tiveram que reviver Palpatine pra isso?! Como se não bastasse essa trilogia fraca, lá vem mais uma com foco em Rey, a Jedi/Sith Skywalker/Palpatine kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Visto em 21/12/2025