Sub Sub solo Sub terra Sub mundo Sub desenvolvido Sub América Sub verter Sub liminar Sub alterno Sub mergir pelas matas ou nas ondas do mar Sub way (depois de H.O.)d
- começa bem truncado, fala didáticas e robóticas, mas é essencial para introduzir o tom do filme e apresentar os personagens - adorei como mistura fatos históricos com um realismo mágico experimental - pena a participação da helena ignez ser tão pequena, mas valeu
O filme é bem intencionado, experimentalmente, em se aproveitar dos escombros deixados pelo imaginário da obra de Lima Barreto e a crônica de início de século sobre o tesouro do Monte Castelo (o que já foi muito bem explorado em o Desmonte do Monte), no entanto, resvala para um telecurso 2000 didatista como se quisesse restaurar o CPC da UNE com as inquietações atuais de desolação da esquerda brasileira (o tal do deserto formado pela necropolítica do golpe neoliberal, o fogo na cinemateca e no museu nacional, o bolso-agro-pentecostalismo miliciano-facho). É um filme pra remoer as angústias com uma poética pobre que acha que está fazendo um favor em informar em excesso, que supõe ser suficiente para a fruição ter as mesmas lamúrias compartilhadas pelo setor progressista ou apresentar meramente referências de peso do cinema marginal e do experimentalismo subaproveitadas. Concordo totalmente com a crítica de Bruno Carmelo em Papo de Cinema, fica uma impressão escolar, mesmo.
Com uma narrativa meio labiríntica e um encadeamento de referências vertiginosas, Subterrânea tem esse encanto misterioso que nos leva a um delicioso estranhamento. Um dos bons filmes que vi na Mostra de Tiradentes.
No começo, não estava curtindo muito o filme. Além da atmosfera universitária um tanto artificial (de maneira ostensiva e intencional, logo percebemos), o enredo parecia apenas reaproveitar idéias de obras recentes como O DESMONTE DO MONTE, FENDAS e PAJEÚ. Pouco a pouco, entretanto, estas idéias são assumidas como referências, como se fosse um jogo da memória, misturado com o tom de suspense juvenil, à la jovem Sherlock Holmes. Os atores - que utilizam seus próprios nomes no batismo dos personagens - entregam-se com fervor à brincadeira, que conta com uma excelente trilha sonora experimental, que culmina com a repetição providencial dos versos "cinema é luz". O desfecho é puro cinismo, sob a égide dos parâmetros do cinema de invenção, com a benção do fantasma de Lima Barreto e o ódio dos demônios que baixam encenadamente nas cerimônias de exorcismo da Igreja Universal do Reino de Deus. Quando as charadas tornaram-se evidentes, a gostosura de acompanhar este percurso converte-se num gozo mui estendido. Ótimo filme! (WPC>)
- começa bem truncado, fala didáticas e robóticas, mas é essencial para introduzir o tom do filme e apresentar os personagens
- adorei como mistura fatos históricos com um realismo mágico experimental
- pena a participação da helena ignez ser tão pequena, mas valeu
O filme é bem intencionado, experimentalmente, em se aproveitar dos escombros deixados pelo imaginário da obra de Lima Barreto e a crônica de início de século sobre o tesouro do Monte Castelo (o que já foi muito bem explorado em o Desmonte do Monte), no entanto, resvala para um telecurso 2000 didatista como se quisesse restaurar o CPC da UNE com as inquietações atuais de desolação da esquerda brasileira (o tal do deserto formado pela necropolítica do golpe neoliberal, o fogo na cinemateca e no museu nacional, o bolso-agro-pentecostalismo miliciano-facho). É um filme pra remoer as angústias com uma poética pobre que acha que está fazendo um favor em informar em excesso, que supõe ser suficiente para a fruição ter as mesmas lamúrias compartilhadas pelo setor progressista ou apresentar meramente referências de peso do cinema marginal e do experimentalismo subaproveitadas. Concordo totalmente com a crítica de Bruno Carmelo em Papo de Cinema, fica uma impressão escolar, mesmo.
Com uma narrativa meio labiríntica e um encadeamento de referências vertiginosas, Subterrânea tem esse encanto misterioso que nos leva a um delicioso estranhamento. Um dos bons filmes que vi na Mostra de Tiradentes.
No começo, não estava curtindo muito o filme. Além da atmosfera universitária um tanto artificial (de maneira ostensiva e intencional, logo percebemos), o enredo parecia apenas reaproveitar idéias de obras recentes como O DESMONTE DO MONTE, FENDAS e PAJEÚ. Pouco a pouco, entretanto, estas idéias são assumidas como referências, como se fosse um jogo da memória, misturado com o tom de suspense juvenil, à la jovem Sherlock Holmes. Os atores - que utilizam seus próprios nomes no batismo dos personagens - entregam-se com fervor à brincadeira, que conta com uma excelente trilha sonora experimental, que culmina com a repetição providencial dos versos "cinema é luz". O desfecho é puro cinismo, sob a égide dos parâmetros do cinema de invenção, com a benção do fantasma de Lima Barreto e o ódio dos demônios que baixam encenadamente nas cerimônias de exorcismo da Igreja Universal do Reino de Deus. Quando as charadas tornaram-se evidentes, a gostosura de acompanhar este percurso converte-se num gozo mui estendido. Ótimo filme! (WPC>)