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Data de lançamento
27 Out. 2017Duração
O mistério de um crime envolvendo uma família durante a década de 50, onde o melhor e o pior da humanidade é refletido através dos atos de pessoas aparentemente comuns. Quando uma invasão de domicílio se torna mortal, uma família de imagem perfeita se submete à chantagem, vingança e traição.
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Uma boa obra que joga com as percepções de uma sociedade do que se diz uma família perfeita, aqui temos além de tudo o final dos anos 40/50 onde as segregações ainda eram fortes na sociedade media americana, ou seja inadmissível negros conviverem dentro de um lugar totalmente de predominância branca, seja conjuntos habitacionais, comercio ou faculdades.
Mas ainda o cerne e bem atual, estamos cheios ai de famílias ou contextos que muitos vemos como perfeitos ou normais conforme as normas, e escondem um forte apelo errado, puxando a sardinha para os atuais eventos brasileiros, o caso do felca com seu vídeo denunciando a sexualização de crianças. Onde se esconde atrás um ar normal e puro algo horrendo e bizarro, no filme, em quanto brancos de um subúrbio agem como neandertais com a família de negros, a família dita perfeita e aceitável comete atrocidades monstruosas.
Não vejo panfletagem ou militância apenas uma obra brincando com essa percepção, e no meio disso nicky um futuro garoto problema exposto a maior podridão vinda de seus parêntese coitado do tio mitch uma das únicas pessoas descentes. Filme realmente interessante.
Uma ótima comédia de erros dark bem ao estilo dos irmãos Joel e Ethan Coen, que co-escrevem aqui ao lado de George Clooney, também diretor, com um pano de fundo do racismo selvagem dos EUA no início da integração racial entre negros e brancos dos anos 50 – não que tenha mudado muito de lá pra cá.
Interessante a forma que roteiro e direção conduzem nosso olhar por diferentes caminhos possíveis que a história tomará: inicialmente uma sátira do american way of life do subúrbio que fica sombria rápido demais quando uma nova família de negros se muda para seu bairro branco perfeito e o racismo de seus moradores é apresentado de forma inicialmente "cômica", para já na segunda cena, termos uma horda de homens, verdadeiros animais, destilando ainda mais racismo, e nos leva a pensar que a história será sobre as dificuldades daquela família para se adaptar. Em seguida, os dois meninos, um branco e o outro preto, fazem amizade por causa do baseball, e então achamos que será sobre essa história de amizade... Até que temos outra mudança de rumo, e
a casa dos Lodge é "invadida" por homens que os fazem de reféns e acabam matando a esposa do personagem de Matt Damon.
Atuações magníficas de Matt Damon, Juliane Moore, Oscar Isaac e Noah Jupe.
A crítica à hipocrisia da classe média ianque que põe a culpa de tudo de ruim nos "diferentes", enquanto os próprios "semelhantes" estavam
cometendo assassinato premeditado bem debaixo do nariz de todos,
.
#Max
Ótima comédia, que satiriza de forma inteligente a hipocrisia de uma sociedade racista que se torna incapaz de perceber que as piores atrocidades geralmente são cometidas pelo suposto "cidadão de bem acima de qualquer suspeita" que mora ao lado.
A crítica social é eficiente mas funciona de forma sutil, apenas como um pano de fundo para a trama criminal principal. Fica nítido que a intenção dos produtores nunca foi fazer um filme panfletário e sim ironizar de forma bem humorada a hipocrisia da sociedade.
Com isso o roteiro segue aquele mesmo estilo de comédia de erros e muito humor negro que são característicos das produções dos irmãos Coen. O mistério em volta do crime inicial vai sendo revelado aos poucos e todas as peças vão se encaixando ao longo do filme, que termina com uma várias reviravoltas insanas.
Enfim é aquele tipo de humor ácido que te faz rir e refletir ao mesmo tempo.
Curiosidade: O filme é levemente inspirado na história real da família Myers, que em 1957 era a única família negra em Levittown na Pensilvânia. E devido a isto teve que enfrentar várias situações de assédio e violência racial da comunidade local. As entrevistas que aparecem na TV durante filme são de cidadãos reais que participaram de um documentário na época, chamado "Crise em Levittown, Pensilvânia".
O título do filme (e da comunidade) é uma junção de "subúrbio" e "Rubicão". "Atravessar o Rubicão" é realizar uma ação que muda tudo e não pode ser desfeita de forma alguma.
O controle remoto visto no filme se chama Zenith Flash-Matic. Ele é considerado o primeiro controle remoto de TV sem fio e usava basicamente uma lanterna com um facho de luz muito estreito que era apontado para um dos quatro cantos da TV para acionar uma função.
Tem boas intenções e momentos interessantes, mas falha em entregar uma narrativa coesa. Se você gosta do estilo dos Coen, pode valer a pena pelo humor ácido e pela atuação de Noah Jupe, mas não espere uma obra-prima.
04/06/23