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Data de lançamento
12 Jan. 2009Duração
Após ser ferido no Iraque, o soldado Will Montgomery (Ben Foster) volta para casa com uma missão ainda mais difícil. Junto ao veterano Tony Stone (Woody Harrelson), eles são encarregados de comunicar aos familiares a morte de seus entes queridos. Will enfrenta um sério dilema ético ao se envolver com Olivia (Samantha Morton), viúva de um soldado.
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Uma das missões mais difíceis do exército é dar a notícia de que quem foi... e não vai voltar mais.
Se você ainda não assistiu a O Mensageiro (2009), dirigido por Oren Moverman, você precisa colocar esse filme na sua lista urgente. Sem cenas clássicas de explosões ou tiroteios, o filme foca no impacto devastador dos bastidores: a rotina de dois oficiais (brilhantemente interpretados por Ben Foster e Woody Harrelson) cuja única função é bater na porta de famílias enlutadas para entregar a pior notícia de suas vidas.
É um drama denso, humano, doloroso e com atuações simplesmente impecáveis que te deixam sem ar do início ao fim.
👇 Quero saber de você:
1️⃣ Você já conhecia esse filme ou passou batido por ele?
2️⃣ Qual é o melhor filme sobre os impactos psicológicos da guerra na sua opinião?
THE MESSENGER
Direção: Oren Moverman
Ano: 2009
Assistido em: 08/03/2025
Eu li uma crítica certa vez, que dizia o seguinte: "Nem toda boa ideia garante uma boa história." Nunca esqueci essa frase e sempre que vejo um filme que se encaixa nesse raciocínio, uso essa frase em meus textos. Quando li uma breve sinopse sobre The Messenger, achei a premissa extremamente interessante, soldados que recebem a tarefa de comunicar sobre a morte de seus companheiros, poucos refletem sobre esse trabalho, que é de uma carga emocional imensa, e nem se dão conta do quão difícil ele pode ser.
Entretanto, assistir isso em tela é outra história, pois precisamos que essa ideia seja convertida em uma boa narrativa. E aqui não foi o caso.
Will Montgomery, um soldado condecorado que, ao retornar da guerra, é designado para a difícil tarefa de notificar famílias sobre a morte de soldados em combate. Sob a supervisão do experiente capitão Tony Stone, ele precisa aprender a lidar com a dor dos outros enquanto enfrenta seus próprios traumas.
Eu fico me perguntando quem, dentro do exército, teve a brilhante ideia de colocar dois indivíduos desqualificados psicologicamente para uma função que exige muito equilíbrio mental. De um lado, temos um viciado em recuperação; do outro, uma pessoa claramente com transtorno de estresse pós-traumático. Nenhum dos dois estava qualificado para receber uma carga emocional tão violenta quanto essa tarefa exigia. E não deu outra: bastou um pouco de pressão para que um recaísse em sua dependência e o outro perdesse completamente o controle de suas emoções, chegando ao ponto de se envolver romanticamente com a viúva de um soldado cuja morte ele mesmo havia anunciado.
O primeiro ato foca bastante nos dois personagens transmitindo as notícias da morte dos soldados para seus familiares. Entretanto, o roteiro decidiu inserir um relacionamento entre um dos protagonistas e uma viúva, e foi aí que a história perdeu a força. Teria sido muito mais interessante se a história tivesse continuado explorando as diferentes condições de vida dos soldados e os motivos que os levam a se alistar no exército. Isso teria sido muito mais perspicaz do que criar um romance que, a meu ver, não agregou em nada à trama.
O elenco traz grandes nomes como Woody Harrelson, que é, de longe, o melhor em cena, com uma interpretação muito segura e firme. Ben Foster e Samantha Morton também são bons, mas o problema é que os personagens não são carismáticos. Você não sente muito gosto em acompanhá-los. Para ser sincero, achei o protagonista Will interpretado por Ben Foster bem chato. É claro que ele tem seus traumas e horrores da guerra para lidar, mas, independentemente disso, é um personagem sem carisma.
The Messenger começa bem, mas não sabe qual direção tomar, derrapa na pista e sofre uma batida fatal. É um filme que não conseguiu prender minha atenção e não sustentou uma história interessante por uma hora e cinquenta minutos, mesmo tendo todos os elementos para isso. O problema principal foi o roteiro e a maneira como ele desenvolveu os personagens, tornando-os cansativos, pesados e pouco envolventes. A trama central se resolve rapidamente, e o filme se encaminha para uma direção inesperada que não funcionou para mim. Mas quem sabe pode agradar a outros espectadores.
Roteiristas e produtores... muito obrigado por nos oferecer este ótimo filme. Discreto, evitando clichês, emocional sem se tornar sentimental e comovente, ele lidou com grande sensibilidade com um assunto considerado quase tabu pelos governos durante e depois dos anos das guerras americanas no Golfo, mas também em outros lugares. Atuações soberbas e internalizadas de Harrelson (ele foi indicado ao Oscar, se bem me lembro), Foster e Samantha Morton. Muito obrigado novamente...
Um drama interessante,que poderia ser melhor, se não caísse na metade final.Ótimas atuações da dupla principal.
Filme que passa bem a mensagem.Não é um filme de guerra,existe poucos momentos de batalha,mas sempre é colocado bons assuntos militares na roda.
Um dos bons filmes protagonizados por Ben Foster.
-Especial Woody Harrelson - 23 de Setembro de 2020
-Dou nota 7/10