Dirigido por
Data de lançamento
1 Out. 1927Duração
Considerado por muitos um dos melhores filmes mudos de Hitchcock, O Ringue é uma história de amor e traição, além de momentos brilhantes de comédia. Com a trama focada num triângulo amoroso entre uma mulher e dois boxeadores, Hitchcock usa o ambiente do pugilismo para experimentar algumas técnicas de câmera e truques refinados de fotografia que ele usaria em filmes seguintes.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Bom filme, tem cenas muito boas e bem inovadoras pra época, mas eu achei os 2 primeiros arcos muito parados e só consegue se desenvolver bem nos 30 mins finais...
Visualmente é um dos melhores filmes do Hitch. Bem inovador e ousado na técnica. Bons planos e muita coisa experimental. Seria um filme muito bom se o roteiro fosse melhor desenvolvido (mas claro, estamos falando de um filme de 1927).
Filme que marca a estreia como roteirista de Alma Reville, ninguém menos que a esposa de Hitchcock e sua colaboradora por toda a carreira.
Apesar da trama em si não ser algo muito ao estilo de Hitchcock, um triângulo amoroso sem crimes ou espionagens, aqui ele já mostra as características de sua carreira. Em uma direção muito mais firme e segura do que seu predecessor, O Jardim dos Prazeres, você percebe que aqui ele já tem pleno conhecimento de como moldar o suspense a seu favor. A luta inicial demora para acontecer, ele insere duas outras lutas antes, dá preferência aos detalhes como às pessoas ao redor e suas reações e, em seguida, sequer mostra o combate, sempre inserindo alguém em frente à câmera. É algo incrível porque te deixa agoniado querendo saber o resultado, e essa tensão vai se repetindo ao longo de todo o filme, com você tenso por não conseguir ver o que está acontecendo, não saber se a traição existe ou não, esperar junto com Jack para tomar o Champagne. É quase como o Dom Casmurro de Hitchcock.
Sabe manipular a película e criar efeitos que seriam reutilizados em sua carreira toda, como o plano detalhe nas bocas (Blackmail) ou nos brinquedos do parque (Pacto Sinistro).
Seu ponto negativo é uma característica da transição do cinema da época: ele é dividido em segmentos. O primeiro segmento a respeito da primeira luta, que é totalmente resolvido e te faz pensar “Ok, ainda tem mais uma hora de filme, o que vão fazer?”, e segue para a contratação, que também se encerra até iniciar a última parte. Esse hábito de encerrar um ciclo totalmente para iniciar outro acaba desgastando o espectador.
Esse triângulo amoroso é muito tosco... A mulher tem a foto do outro na casa em que mora com o marido. Devia pegar super bem em 1927 sqn.
Visto em 04/02/23