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Data de lançamento
6 Ago. 1999Duração
O psicólogo infantil Malcolm Crowe (Bruce Willis) abraça com dedicação o caso de Cole Sear (Haley Joel Osment). O garoto, de 8 anos, tem dificuldades de entrosamento no colégio e vive paralisado de medo. Malcolm, por sua vez, busca se recuperar de um trauma sofrido anos antes, quando um de seus pacientes se suicidou na sua frente.
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Reassisti ontem e conclui que continua maravilhoso! Apesar de ver com outros olhos (de quem já sabia do plot), minha opinião de 5⭐ se mantém. Atemporal!
Minha primeira experiência com esse filme, aos 40 anos, foi incrível. Fui sugestionado por causa da cena mais clássica do filme, que era impossível chegar aos 40 anos sem nunca ter visto, então não tive a experiência completa e sem nenhum spoiler, mas ainda assim é um filme absurdo. Entrou na minha lista de favoritos.
Eu conhecia a cena em que o garoto falava que via gente morta o tempo todo, mas eu sempre achei que ele era morto no filme, nunca pensei no personagem do Willis sendo morto. O começo do filme e o desenrolar dos primeiros minutos de filme, ja me fez perceber o equívoco, mas ainda assim, não estragou a experiência do filme. Ver o moleque sofrendo com a sua condição, durante todo o filme, é triste.
Classifico mais como drama do que como suspense/terror, apesar de suas cenas marcantes neste estilo.
Clássico do suspense! Acho que o filme traz muitas lições sobre relações sociais. Você fica digerindo após o final. A cena que o Cole conta seu segredo a mãe e quando o dr. Crowe percebeu que tinha um papel a cumprir são muito emocionantes. Sinceramente, saber a grande reviravolta só fez eu prestar mais atenção a cada detalhe e cuidado em como as cenas foram gravadas, o indiano foi um gênio!
Poucos filmes conseguem transformar o medo em algo tão íntimo quanto O Sexto Sentido. M. Night Shyamalan constrói uma história em que o sobrenatural serve como porta de entrada para falar sobre solidão, culpa e a necessidade de ser compreendido. O suspense é envolvente, mas o que realmente permanece é a maneira delicada como o filme trata seus personagens e suas dores.
A história acompanha Malcolm Crowe, um psicólogo infantil de prestígio que vive em Filadélfia e carrega o peso de um fracasso profissional que o marcou profundamente. Algum tempo depois de um acontecimento traumático, ele começa a atender Cole Sear, um garoto de aproximadamente nove anos que apresenta dificuldades de relacionamento, medo constante e um comportamento que preocupa sua mãe, Lynn. Cole é uma criança retraída, que parece viver sob uma pressão que os adultos ao seu redor não conseguem compreender. Malcolm acredita que pode ajudá-lo, mas logo percebe que existe algo muito mais profundo por trás de seus problemas. O menino afirma conseguir enxergar pessoas mortas, e essas aparições o perseguem tanto em casa quanto na escola. Enquanto tenta entender o que Cole realmente vivencia, Malcolm precisa conquistar sua confiança e encontrar uma maneira de fazê-lo lidar com aquilo que o assusta. Ao mesmo tempo, o psicólogo enfrenta dificuldades em sua própria vida, especialmente na relação com sua esposa, Anna, que parece cada vez mais distante. A narrativa acompanha, então, duas jornadas paralelas: a de uma criança tentando compreender um dom que considera uma maldição e a de um homem que busca recuperar o sentido de sua própria existência. Entre sustos, silêncios e encontros aparentemente banais, o filme desenvolve um mistério que vai muito além da simples presença de fantasmas.
O roteiro é extremamente eficiente na construção da tensão, utilizando informações incompletas, silêncios e pequenos detalhes para manter o espectador desconfiado. O sobrenatural funciona porque está ligado ao sofrimento dos personagens. A grande revelação é impactante, mas o verdadeiro mérito está em como ela reorganiza emocionalmente tudo o que veio antes.
Bruce Willis entrega uma atuação contida e melancólica, perfeita para um personagem marcado pela culpa. Entretanto, é Haley Joel Osment quem impressiona como Cole, transmitindo medo, fragilidade e uma maturidade emocional extraordinária para a idade. Toni Collette também acrescenta muita humanidade ao sofrimento de Lynn, tornando a relação entre mãe e filho um dos pontos mais fortes do filme.
A atmosfera é um espetáculo à parte. A fotografia fria, os ambientes silenciosos e a direção cuidadosa de Shyamalan criam uma sensação constante de desconforto, sem depender de sustos baratos. Cada corredor escuro e cada porta entreaberta parecem esconder algo, mas o filme sabe que o medo mais profundo não vem necessariamente do que está diante dos olhos. Vem daquilo que não conseguimos compreender.
O Sexto Sentido é um thriller sobrenatural que consegue ser assustador sem abandonar a sensibilidade. A reviravolta é memorável, mas reduzir o filme a ela seria ignorar sua maior qualidade: a capacidade de transformar uma história sobre fantasmas em um drama sobre pessoas que precisam encontrar paz. É um filme que assusta durante a sessão e emociona quando termina.
Nota: 8,3