Num presídio, o chefe de psiquiatria ouve as reclamações de um auxiliar seu querendo desistir do caso de um garoto negro. Ele acha que o chefe, por ser negro, poderá cuidar melhor desse cliente. O chefe então lhe conta sobre um dos seus primeiros pacientes, que conhecera no início da carreira em 1942 (mostrado em flashback). Esse paciente fora condenado a três anos por rebelião, por ser um admirador de Hitler e seguidor da ideologia nazista. Além disso, tem sérios problemas psicológicos por causa de uma infância problemática, sofre de insônia, ataques e alucinações. O doutor o ajuda a melhorar de seus vários problemas e ele se torna um prisioneiro exemplar. As autoridades do presídio querem dar a condicional ao prisioneiro, mas o doutor se nega, pois acha que ele é um homem "perigoso". As autoridades desconfiam de que o médico está tomando uma atitude "parcial", devido o prisioneiro ser abertamente racista e detestava negros e judeus).
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Uma obra infelizmente atemporal já que todo o ódio e intolerância mostrados nela são algo presente na nossa realidade atual. O roteiro é exemplar ao traçar um retrato de um jovem psicopata que encontra no nazismo o lugar ideal para explorar a sua amoralidade e a sua desumanidade. Destaque também para Sidney Poitier e Bobby Darin que travam em cena um grande duelo de interpretações.
Grande trabalho de Sidney Poitier neste curioso drama de cunho psicológico. "Tormentos D'alma", é um notável filme que merecia ser mais (re)conhecido. Reflexivo e inspirador. Excelente!
Reflexões profundas!
Sidney Poitier, um gentleman
Filme foda da porr*, injustamente esquecido.
Considere o período em que a obra foi feita e todo o seu poder, principalmente o discurso do Poitier... Fazia apenas 7 anos que Rosa Parks havia se recusado a ceder seu lugar no ônibus. Martin Luther King ainda estava vivo... A segregação racial nos USA ainda era uma realidade. E, em meio a tudo isso, tiveram a coragem de lançar essa obra tão poderosa.
Vindo do Poitier, filme ruim não seria rs
Drama psicológico em preto e branco da Larcas Productions e United Artists que no Globo de Ouro foi indicado a melhor ator de drama, Bobby Darin (1936-1973). Esta produção foi dirigida e co-escrita pelo turco Hubert Cornfield (1929-2006). Este foi apenas o 5° de 8 filmes do diretor. O filme foi baseado no livro de 1955 "The fifty-minute hour", de Robert Mitchell Lindner (1914-1956). Os personagens não foram identificados no elenco pelo nome, mas apenas como médico, paciente e assim por diante.
O produtor Stanley Kramer (1913-2001) dirigiu a estória de enquadramento, que se refere à estória atual sendo contada de Sidney Poitier (1927-2022) a Peter Falk (1927-2011). A colina onde a cena do "amigo imaginário" foi filmada mais tarde se tornaria o local do parque temático da Universal Studios.
Filme cativante e inteligente sobre um psiquiatra prisional negro e seu paciente nazista branco. Drama intenso sombrio sobre as raízes psiquiátricas do preconceito racial extremo. Discriminação,diálogos ideológicos, cenas de sonho, além de perturbadores e sombrios flashbacks. Uma apresentação 'estilizada' do racismo que diz um pouco mais sobre os enormes talentos de Poitier do que sobre a ignorância da desigualdade e do fanatismo. Bobby Darin brilha em um papel muito antipático. Falk teve apenas uma ponta no início e final da trama.