Por uma excêntrica e surrealista película, o chileno mas radicado na França diretor Raúl Ruiz antevê as digressões e fragmentações do eu tão comuns no século XXI. O icônico ator italiano Marcello Mastroianni, soberbo e encantador em seu penúltimo filme, é a parte central dessas várias facetas de uma mesma pessoa, quando se pode ser um e ao mesmo tempo muitos sem perder a identidade, porém, nunca matando a eterna criança viva em cada ser humano. Se o mundo pede múltiplas representações, mesmo de um cidadão comum que ama o dia e não o sol - ou a noite e não a lua, logo, por que não oferecê-lo tais papéis distintos cotidianamente? Assim é este quebra-cabeça onde as peças estratégicas ficam, propositadamente, nos cantos, oferecendo beleza e esquisitice. Como uma mistura de Luis Buñuel com Woody Allen, eis uma maravilhosa estranha obra cinematográfica quase esquecida do grande público.
Achei que esse diretor seria só um "luis buñuel wanna be" mas ele é bem autêntico e espirituoso, pelo menos nesse filme. A trama é deliciosamente confusa e brilhantemente representada por esse ator principal. Vários momentos curiosos e instigantes.
Aqui temos aquela velha história da boa ideia que é mal executada. O filme adota um claro tom surrealista que não chega a ser algo ruim e até rende alguns momentos curiosos e interessantes. O problema é que ele joga situações demais na história de forma sucessiva sendo que boa parte delas depois acaba não tendo grande importância nela. Nem os habituais talento e carisma de Marcello Mastroianni salvam o filme de ser quase um desperdício total de tempo. Daqueles que a gente conta os minutos para acabar. Eu só não me arrependo de ter visto porque está na lista dos 1001 filmes para ver antes de morrer.
Bobajada surrealista sem nexo nem qualquer marca artística mais profunda, apesar de vagos e esparsos bons momentos isolados (especialmente pela performance do sempre carismático Marcello Mastroianni). Quem nasceu pra Raoul Ruiz nunca chega a Luis Buñuel.
Se o filme é deliberadamente confuso ainda tive a desvantagem de assistí-lo numa versão dublada em russo e legendada em inglês. Ou seja, não entendi bulhufas.
Por uma excêntrica e surrealista película, o chileno mas radicado na França diretor Raúl Ruiz antevê as digressões e fragmentações do eu tão comuns no século XXI. O icônico ator italiano Marcello Mastroianni, soberbo e encantador em seu penúltimo filme, é a parte central dessas várias facetas de uma mesma pessoa, quando se pode ser um e ao mesmo tempo muitos sem perder a identidade, porém, nunca matando a eterna criança viva em cada ser humano. Se o mundo pede múltiplas representações, mesmo de um cidadão comum que ama o dia e não o sol - ou a noite e não a lua, logo, por que não oferecê-lo tais papéis distintos cotidianamente? Assim é este quebra-cabeça onde as peças estratégicas ficam, propositadamente, nos cantos, oferecendo beleza e esquisitice. Como uma mistura de Luis Buñuel com Woody Allen, eis uma maravilhosa estranha obra cinematográfica quase esquecida do grande público.
Achei que esse diretor seria só um "luis buñuel wanna be" mas ele é bem autêntico e espirituoso, pelo menos nesse filme. A trama é deliciosamente confusa e brilhantemente representada por esse ator principal. Vários momentos curiosos e instigantes.
Aqui temos aquela velha história da boa ideia que é mal executada. O filme adota um claro tom surrealista que não chega a ser algo ruim e até rende alguns momentos curiosos e interessantes. O problema é que ele joga situações demais na história de forma sucessiva sendo que boa parte delas depois acaba não tendo grande importância nela. Nem os habituais talento e carisma de Marcello Mastroianni salvam o filme de ser quase um desperdício total de tempo. Daqueles que a gente conta os minutos para acabar. Eu só não me arrependo de ter visto porque está na lista dos 1001 filmes para ver antes de morrer.
Bobajada surrealista sem nexo nem qualquer marca artística mais profunda, apesar de vagos e esparsos bons momentos isolados (especialmente pela performance do sempre carismático Marcello Mastroianni). Quem nasceu pra Raoul Ruiz nunca chega a Luis Buñuel.
Se o filme é deliberadamente confuso ainda tive a desvantagem de assistí-lo numa versão dublada em russo e legendada em inglês. Ou seja, não entendi bulhufas.