Enquanto o marido vai ao mercado, uma camponesa é estuprada e assassinada. Ao descobrir sobre a morte da esposa, o viúvo atormentado planeja cuidadosamente a sua vingança.
Um filme de produção boliviana, quase um documentário sobre os costumes e local de moradia de uma pequena cidade localizada em um lugar inóspito. O diretor aproveita e insere a estória de um drama que se passa no local e suas consequências. Filme muito lento, amador.
Ukamau tem suas belezas. Algumas cenas muito boas, como um momento em que totalmente no escuro, um pequeno ponto reflete no olho do Andres, a trilha sonora e a fotografia criam um ritmo, um pequeno frenesi, no que parece ser um amanhecer e que na minha leitura é o momento de tomada de decisão do viúvo. Junto a cena do ritual, foram minhas cenas favoritas. Mas no geral senti falta de um roteiro mais consistente. Senti falta de uma tensão maior entre as personagens, de um desenvolvimento mais profundo das relações que pareceram muito espaçadas ou pouco exploradas. A relação comunitária é um ponto interessante, embora também não tenha conseguido sentir profundidade na forma que foi filmada. De toda forma não chega a ser um filme ruim. A fotografia e a trilha sonora são interessantes, ajudam a esboçar o clima que o roteiro não conseguiu criar.
Quando o cortejo fúnebre de Sabina passa no horizonte é impossível não lembrar da dança da morte de O Sétimo Selo. Ainda que a influência do cinema europeu sobre essa obra de Sanjinés não possa ser negada, o filme continua carregando uma identidade fundamentalmente latino-americana.
Um filme de produção boliviana, quase um documentário sobre os costumes e local de moradia de uma pequena cidade localizada em um lugar inóspito. O diretor aproveita e insere a estória de um drama que se passa no local e suas consequências. Filme muito lento, amador.
Ukamau tem suas belezas. Algumas cenas muito boas, como um momento em que totalmente no escuro, um pequeno ponto reflete no olho do Andres, a trilha sonora e a fotografia criam um ritmo, um pequeno frenesi, no que parece ser um amanhecer e que na minha leitura é o momento de tomada de decisão do viúvo. Junto a cena do ritual, foram minhas cenas favoritas. Mas no geral senti falta de um roteiro mais consistente. Senti falta de uma tensão maior entre as personagens, de um desenvolvimento mais profundo das relações que pareceram muito espaçadas ou pouco exploradas. A relação comunitária é um ponto interessante, embora também não tenha conseguido sentir profundidade na forma que foi filmada. De toda forma não chega a ser um filme ruim. A fotografia e a trilha sonora são interessantes, ajudam a esboçar o clima que o roteiro não conseguiu criar.
Quando o cortejo fúnebre de Sabina passa no horizonte é impossível não lembrar da dança da morte de O Sétimo Selo. Ainda que a influência do cinema europeu sobre essa obra de Sanjinés não possa ser negada, o filme continua carregando uma identidade fundamentalmente latino-americana.
Quase uma fábula sobre vingança. Bela fotografia.