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Polidoro, um fazendeiro ingênuo e dono de muitas terras, é persuadido por seu genro e pela filha a vender a fazenda e mudar-se para a cidade. Acaba realmente vendendo a fazenda a um amigo do genro, Agenor, pessoa sem escrúpulos e vigarista, cuja esposa também é vítima de suas negociatas. Por meio de um ardil, Polidoro é levado a viajar para Bariloche em companhia de Nora, enquanto sua fazenda é vendida a terceiros através de negócio ilícito. Avisado a tempo, Polidoro regressa para desmascarar o genro que, a esta altura, já se desaveio com Agenor por questões de dinheiro, estabelecendo-se entre os dois violentas discussões. Com a chegada de Polidoro, os acontecimentos se precipitam e a verdade começa a surgir, não sem momentos de muita intriga e desbragado humor.
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"Um Caipira em Bariloche", dirigido e estrelado por Amácio Mazzaropi, é mais uma das comédias do cineasta que tenta capturar o charme do caipira brasileiro em situações inusitadas, mas, infelizmente, não entrega o brilho esperado. A história é batida, e sem graça e carisma nenhum, seguindo uma fórmula previsível que não consegue envolver o espectador. A trama acompanha Polidoro, um caipira que, após ganhar dinheiro, embarca numa viagem ao exterior, mas o enredo se arrasta com situações mal desenvolvidas e pouco inspiradas.
Os personagens secundários são chatos e sem graça, funcionando mais como caricaturas exageradas do que como figuras que complementam a narrativa. Eles não adicionam profundidade nem humor consistente, deixando o peso da comédia nas costas de Mazzaropi. A única coisa boa são algumas tiradas do mestre Mazzaropi, e alguma situações engraçadas, como as clássicas confusões culturais do caipira em ambientes urbanos ou internacionais, que arrancam risadas esporádicas. No entanto, essas cenas são insuficientes para salvar o filme.
Um destaque de "Um Caipira em Bariloche" é a famosa piada do rato, que ganhou vida própria nas redes sociais e se tornou um meme icônico. A cena, com o humor simples e característico de Mazzaropi, é um dos poucos momentos que ressoam até hoje, viralizando pela espontaneidade e pelo jeito caipira que conquista fãs mesmo décadas depois.
Além disso, o título é enganoso: Bariloche é só no título mesmo, porque é irrelevante para a história, e ele só vai para lá com 1 hora de filme e nem fica muito. A cidade argentina, que poderia ser um pano de fundo interessante, é subaproveitada, servindo apenas como um cenário exótico de passagem, sem impacto real na trama. Faltou mais humor do Mazzaropi nesse, já que o filme não explora todo o potencial cômico do protagonista, limitando suas tiradas e momentos de destaque.
Em resumo, "Um Caipira em Bariloche" é uma obra menor na filmografia de Mazzaropi. Apesar de alguns momentos divertidos, a narrativa fraca, personagens secundários desinteressantes e a falta de um humor mais afiado tornam o filme esquecível. Para fãs do cineasta, vale pela nostalgia, mas não espere uma grande aventura cômica.
Assistido em 14/07/2025
Descontextualizado! Nota 3,0
Mulher - Como uso este veneno de rato ?
Vendedora - Coloca no buraco do rato.
Polidoro - E quem vai segurar o rato ?
Kkkkkk
- 6/10
- bem safado esse titulo, sendo que só tem uma cena em bariloche
- o plano do cara era vender o sitio pra pegar a grana mas ia ter que morar com os sogros?
- a cena de tiroteio não deixa a desejar pra nenhum western
Essa fórmula desgatada e fraca de comédia do Mazzaropi chega a enjoar depois de tantos filmes já assistidos. kk
TV Brasil em 18/05/21