Em flashback e narrativa não linear são vistos os 12 anos da relação entre um arquiteto, Mark Wallace (Albert Finney), e sua esposa, Joanna (Audrey Hepburn). O casal avalia se deve ou não continuar junto e lembra que tudo começou quando Mark, ao viajar pela Europa, se sente atraído por uma estudante de música, Jackie (Jacqueline Bisset), mas logo se envolve com Joanna, que também aspirava estudar música. Já casados, Joanna e Mark fazem uma desastrosa lua-de-mel, na companhia de insuportáveis turistas americanos, Howard (William Daniels) e Cathy Manchester (Eleanor Bron) e também da intolerável filha deles, Ruth (Gabrielle Middleton). Tempos depois, em outra viagem, Mark recebe uma irresistível proposta de trabalho de um milionário, Maurice Dalbret (Claude Dalphin), que distancia Mark de Joanna, que agora está grávida.
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Lindíssimo. A fotografia, a montagem, a Audrey, a química do casal, tudo perfeito. Odiei Mark em vários momentos o que destaca a atuação do ator.
Este é o filme que revelou Jacqueline Bisset e que lhe deu um contrato com a Fox. Estrelado por Audrey Hepburn, Albert Finney e excepcional de elenco de apoio, "Um Caminho Para Dois", é a própria tragicomédia da condição humana da vida a dois. Direção eficiente de Stanley Donen. Filme cult, divertido, cativante e nostálgico.
Criei o hábito de assistir filmes só por causa da Audrey Hepburn, não me arrependo. Mas de todos que já vi, esse tem sido o menos favorito. Acredito que o casal não desenvolveu a química necessária (o Albert Finney tem, no primeiro terço do filme, um papel um tanto forçado e jocoso que incomoda). O que mais me cativou foi a montagem do filme, com as passagens de tempo tão encaixadas e contribuindo para a narrativa. Mas, ao final, a impressão que fica é que o filme podia ter deixado de lado alguns clichês e se aplicado mais profundamente aos diálogos e complexidade do casal central. Vale a pena, mas fiquei com a impressão de que poderia ser melhor
Em tempo, a melhor metáfora do filme é quando Mark (Finney) pede para os funcionários da obra não retirarem uma árvore desgastada e antiga, argumentando que embora estivesse assim ainda estava viva e havia futuro para ela. Linda metáfora
Se apoia demais na montagem e nos efeitos de passagem de tempo mas a sensação geral é de cópia barata de Um homem, uma mulher do ano anterior. Texto raso e situações que transitam entre o ingênuo e o real. A química entre o casal parece não funcionar plenamente.
Visual bonito, química fluida entre o casal de protagonistas e estrutura narrativa curiosa (que equilibra bem humor e melancolia) marcam esse filme gostoso de se ver.