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Sinopse
No início do século, jovem inglesa vai à Itália em férias e lá conhece um rapaz que lhe desperta a sensualidade. Essa união evidenciará as contradições do período vitoriano. Do romance de E. M. Forster.
Helena Bonham Carter, tem uma presença magnética; mesmo em cenas silenciosas, consegue transmitir camadas de desejo, frustração ou fascínio sem dizer uma palavra. Quanto ao outro protagonista, pode ser que o roteiro não tenha lhe dado a profundidade necessária, mas isso, de certa forma, deixa a narrativa centrada na experiência e na força da personagem feminina.
Interessante retrato da Inglaterra eduardiana e suas restrições sociais e a rápida mudança comportamental no seio de uma sociedade acostumada a valorizar-se excessivamente. Neste filme, enquanto os jovens tomam a si mesmos como prioridade, mantendo suas convicções e inclinações com determinação, ignorando a obrigação opressora de atender expectativas alheias, os personagens mais velhos, crescidos na era vitoriana, tentam guiar a nova geração sem compreender com clareza suas posições. Uma crítica humorística acerca da reprimida sociedade inglesa nos primeiros anos do século XX.
O personagem George Emerson é muito apagado, na maior parte do filme sua caracterização é bem rasa, seu oposto Cecil Vyse é muito melhor trabalhado. Aliado a isso, Julian Sands, seu intérprete, tem uma atuação deveras robótica. Esta talvez seja minha única ressalva ao filme. No mais, o figurino e a ambientação são fantásticos, o elenco de apoio é muito maduro e certeiro, e a jovem Helena Bonham Carter tem uma presença peculiar e incisiva, mesmo com apenas 19 anos e rodeada de atores experientes advindos do teatro. “Uma Janela Para o Amor” tem temáticas semelhantes com “Downton Abbey”, por exemplo, e estabelece o mesmo ritmo na recriação de uma época onde a estética contemplativa, as regras de etiqueta e as convenções sociais compeliam a uma apreciação do mundo muito distinta da nossa.
Esteticamente um belo filme, com grande elenco, bem ambientado no interior da Inglaterra do início do século XX (com bonitas imagens de Florença e figurino impecável). A história é baseada num popular romance de época, e retrata a inserção social de uma família bem abastada, em especial o cuidado familiar para com a jovem Lucy, que é cercada de proteção e preparação para um bom casamento. Ocorre que a trama, o perfil das personagens (Cecil é bizarro!), os diálogos, a moralidade, o formalismo britânico, as situações em que se envolvem etc, são aspectos bem defasados dos nossos dias, tornando-se o filme um tanto enfadonho, entretenimento para agrado de quem vive num mundo de sonhos, ilusões e fantasias. Nota 6.
Helena Bonham Carter, tem uma presença magnética; mesmo em cenas silenciosas, consegue transmitir camadas de desejo, frustração ou fascínio sem dizer uma palavra. Quanto ao outro protagonista, pode ser que o roteiro não tenha lhe dado a profundidade necessária, mas isso, de certa forma, deixa a narrativa centrada na experiência e na força da personagem feminina.
31.01.1998
03.11.1994
Interessante retrato da Inglaterra eduardiana e suas restrições sociais e a rápida mudança comportamental no seio de uma sociedade acostumada a valorizar-se excessivamente. Neste filme, enquanto os jovens tomam a si mesmos como prioridade, mantendo suas convicções e inclinações com determinação, ignorando a obrigação opressora de atender expectativas alheias, os personagens mais velhos, crescidos na era vitoriana, tentam guiar a nova geração sem compreender com clareza suas posições. Uma crítica humorística acerca da reprimida sociedade inglesa nos primeiros anos do século XX.
O personagem George Emerson é muito apagado, na maior parte do filme sua caracterização é bem rasa, seu oposto Cecil Vyse é muito melhor trabalhado. Aliado a isso, Julian Sands, seu intérprete, tem uma atuação deveras robótica. Esta talvez seja minha única ressalva ao filme. No mais, o figurino e a ambientação são fantásticos, o elenco de apoio é muito maduro e certeiro, e a jovem Helena Bonham Carter tem uma presença peculiar e incisiva, mesmo com apenas 19 anos e rodeada de atores experientes advindos do teatro. “Uma Janela Para o Amor” tem temáticas semelhantes com “Downton Abbey”, por exemplo, e estabelece o mesmo ritmo na recriação de uma época onde a estética contemplativa, as regras de etiqueta e as convenções sociais compeliam a uma apreciação do mundo muito distinta da nossa.
Esteticamente um belo filme, com grande elenco, bem ambientado no interior da Inglaterra do início do século XX (com bonitas imagens de Florença e figurino impecável). A história é baseada num popular romance de época, e retrata a inserção social de uma família bem abastada, em especial o cuidado familiar para com a jovem Lucy, que é cercada de proteção e preparação para um bom casamento. Ocorre que a trama, o perfil das personagens (Cecil é bizarro!), os diálogos, a moralidade, o formalismo britânico, as situações em que se envolvem etc, são aspectos bem defasados dos nossos dias, tornando-se o filme um tanto enfadonho, entretenimento para agrado de quem vive num mundo de sonhos, ilusões e fantasias. Nota 6.