Lauro César Muniz foi ousado por inserir a metanovela Coquetel de Amor no seu de Espelho Mágico. A passagem da novela para a metanovela e vice-versa não era demarcada, se hoje com o streaming uma pessoa distraída podia se perder nisso nos apenas sete capítulos sobreviventes do apagão e descartes de videotapes ocorrido em meados dos anos 80, imagino como devia ser mais confuso ainda nos idos de 77 sem sequer existir vídeo cassete no mercado doméstico! Talvez seguiu a sina da censurada Despedida de Casado, censurada às vésperas do lançamento e que teve sua abertura, encerramento e vinhetas reaproveitados em Coquetel de Amor. Pessoalmente, gostei do que vi, a proposta era muito legal, mas foi uma pena não ter ido bem de audiência. Como o Amaury falou aqui embaixo e li em outros comentários, uma ousadia dessa deveria encaixar melhor no então horário das 10.
Só consegui entender a história porque li a sinopse, assistir aos seis capítulos disponíveis sem isso fica sem pé nem cabeça. A ideia da novela foi boa, mas ficou a sensação de que deixou a desejar, em alguns momentos lembrou muito O Espigão. A última cena me surpreendeu.
Uma das poucas novelas dos anos 70 salvas na íntegra do reaproveitamento de videotapes em meados dos anos 80. Conta-se que era uma das preferidas do Boni e por isso os VTs foram poupados.
Dirty Harry marcou toda uma vertente de filmes e séries policiais que foram a cara dos anos 70, com a explosão da violência urbana nos Estados Unidos e o desbunde pós-contracultura dos anos 60.
Clint Eastwood gravou o seu nome na galeria que inclui atores e personagens policiais que inclui o Frank Serpico de Al Pacino, dentre vários outros. Citei aqui Serpico porque ele e Callaghan são policiais que atuam em busca de justiça, mas que são opostos em seus métodos de trabalho.
Só não considero 5 estrelas porque considero um furinho no roteiro
História enxuta, capítulos curtos e edição ágil. Coisas que faltam hoje em dia. É um folhetim de primeira. A cada capítulo ficava um gancho para o próximo. Poderia ter menos capítulos, por isso não dei cinco estrelas.
Em alguns momentos, os personagens fazem referência a situações que não foram exibidas. Isso se explica pelos cortes secos em algumas cenas ou pela ausência de outras cenas.
Uma cena crucial para a novela foi cortada e só sabemos que aconteceu porque um fragmento é exibido nas cenas do próximo capítulo e o que aconteceu nela é comentado. Mas o diálogo está perdido.
Bom pra quem é da época relembrar e pra quem não é ter um retrato da classe média da zona sul carioca.
Vendo com os olhos de hoje, não é bom a ponto de merecer o Oscar, mesmo sendo um tema atemporal. Tentando ver com o olhar da época, devia ser um assunto em voga que falava muito aos corações e mentes do momento.
Produções baseadas em shows como esta, apesar do subtítulo "um filme", deveriam estar numa seção separada dos demais filmes. As avaliações são enviesadas pelos fãs que dão a nota máxima pelo artista e não pela produção em si. O resultado são notas incoerentes, como ter a mesma nota que o clássico O Poderoso Chefão.
História ágil e atuações brilhantes. Merece todo o reconhecimento como melhor novela da Janete Clair, que conseguiu dosar as tramas românticas. Só não dei 5 estrelas porque o final foi objetivo até demais, merecia dedicar mais atenção ao desfecho de outros personagens.
A proposta da série é muito boa e é cumprida enquanto ela foca no Jogo do Bicho, mas descarrila no final quando usa o vínculo entre os contraventores e a milícia para inserir um crime que não foi ordenado por bicheiros.
A história do Jogo do Bicho sob diversas visões desvela as relações promíscuas entre contravenção, crime, segurança, política e judiciário, conseguindo com sucesso gerar a indignação em quem assiste. O trabalho de pesquisa é muito bom e merece elogios.
Algumas das análises ou opiniões certamente vão incomodar quem tem o pensamento mais conservador. Porém, como se trata de um fenômeno social, não existe uma única resposta ou conclusão que seja certa ou fechada em si. É um mérito provocar a inquietação e gerar a dúvida ou a reflexão sobre o jogo e a própria cidade do Rio.
Uma derrapagem é a linguagem demasiado acadêmica em alguns momentos da série, em particular no segundo episódio. Ela faz mais sentido em um artigo escrito do que numa série para a televisão. Acredito que a atenção do espectador possa se dispersar nesses trechos.
O quarto episódio cumpre sua proposta enquanto mostra a relação entre as transformações recentes na contravenção e sua relação com a milícia e seu papel nesse contexto. Como a milícia se tornou um ator relevante nesse meio, é importante mostrar como o Jogo do Bicho foi importante para ela se desenvolver, assim como ela é uma peça importante na engrenagem da contravenção.
O episódio terminaria bem se terminasse nesse ponto, mas a opção por avançar sobre um crime, cujos suspeitos são milicianos, e sua relação com políticos é um equívoco. Se existe alguma dúvida sobre a intenção de forçar essa relação ela é confirmada na dedicatória ao final do episódio.
A falha se agrava porque ignorou a relação do Jogo do Bicho com a máfia israelense, que se desenvolve no mesmo período que a relação com a milícia, em detrimento de explorar o referido crime durante metade do episódio.
Ao mesmo tempo em que as relações com a política são aprofundadas nesse trecho, elas são apresentadas superficialmente no terceiro episódio. Optou-se por não apresentar os políticos nem agentes de segurança e do judiciário comprovadamente envolvidos com o Jogo do Bicho, tema da série.
Outra ausência notável é a relação da imprensa e da mídia com a contravenção, aprofundada a partir da inauguração do Sambódromo e da fundação da Liga Independente das Escolas de Samba, num claro conflito de interesse do grupo detentor da plataforma que viabilizou e disponibiliza o documentário.
A série é uma boa pedida para todos que se interessam sobre o Jogo do Bicho, o Rio de Janeiro ou o tema da criminalidade no país assistirem e tirarem suas próprias conclusões.
Espelho Mágico
4.0 4Lauro César Muniz foi ousado por inserir a metanovela Coquetel de Amor no seu de Espelho Mágico. A passagem da novela para a metanovela e vice-versa não era demarcada, se hoje com o streaming uma pessoa distraída podia se perder nisso nos apenas sete capítulos sobreviventes do apagão e descartes de videotapes ocorrido em meados dos anos 80, imagino como devia ser mais confuso ainda nos idos de 77 sem sequer existir vídeo cassete no mercado doméstico! Talvez seguiu a sina da censurada Despedida de Casado, censurada às vésperas do lançamento e que teve sua abertura, encerramento e vinhetas reaproveitados em Coquetel de Amor. Pessoalmente, gostei do que vi, a proposta era muito legal, mas foi uma pena não ter ido bem de audiência. Como o Amaury falou aqui embaixo e li em outros comentários, uma ousadia dessa deveria encaixar melhor no então horário das 10.
Sinal de Alerta
3.2 2Só consegui entender a história porque li a sinopse, assistir aos seis capítulos disponíveis sem isso fica sem pé nem cabeça. A ideia da novela foi boa, mas ficou a sensação de que deixou a desejar, em alguns momentos lembrou muito O Espigão. A última cena me surpreendeu.
Homossexualismo, Aborto e Depravação Moral, Discos Voadores e Extraterrestres
2.8 3Um tratado de filosofia em formato de vídeo. Verdadeira obra burlesca, rebuscada, erudita.
Anjo Mau 1ª Versão
4.0 5Uma das poucas novelas dos anos 70 salvas na íntegra do reaproveitamento de videotapes em meados dos anos 80. Conta-se que era uma das preferidas do Boni e por isso os VTs foram poupados.
As Loucas Aventuras de Elvira
3.0 146 Assista AgoraApresentado na Rede Brasil de Televisão em 08/11/2025.
Perseguidor Implacável
3.9 278 Assista AgoraDirty Harry marcou toda uma vertente de filmes e séries policiais que foram a cara dos anos 70, com a explosão da violência urbana nos Estados Unidos e o desbunde pós-contracultura dos anos 60.
Clint Eastwood gravou o seu nome na galeria que inclui atores e personagens policiais que inclui o Frank Serpico de Al Pacino, dentre vários outros. Citei aqui Serpico porque ele e Callaghan são policiais que atuam em busca de justiça, mas que são opostos em seus métodos de trabalho.
Só não considero 5 estrelas porque considero um furinho no roteiro
a cena em que Harry e Chico tentam capturar o Scorpio à noite e ele escapa, como não tem outros policiais a paisana em torno da praça?
Tô De Graça - O Filme
2.4 36 Assista AgoraO nome deveria ser "Não Tem Graça". Consegue ser pior que a série.
Locomotivas
3.9 8História enxuta, capítulos curtos e edição ágil. Coisas que faltam hoje em dia. É um folhetim de primeira. A cada capítulo ficava um gancho para o próximo. Poderia ter menos capítulos, por isso não dei cinco estrelas.
Em alguns momentos, os personagens fazem referência a situações que não foram exibidas. Isso se explica pelos cortes secos em algumas cenas ou pela ausência de outras cenas.
Uma cena crucial para a novela foi cortada e só sabemos que aconteceu porque um fragmento é exibido nas cenas do próximo capítulo e o que aconteceu nela é comentado. Mas o diálogo está perdido.
Bom pra quem é da época relembrar e pra quem não é ter um retrato da classe média da zona sul carioca.
Baretta (1ª Temporada)
3.7 6 Assista AgoraEm exibição na Rede Brasil.
O Quinto dos Infernos
3.8 56Uma série educativa, informativa, familiar.
Andando nas Nuvens
2.9 16 Assista AgoraNem sei se é boa ou ruim, mas tem um ponto positivo: cenas externas. Hoje em dia tudo é cidade cenográfica.
A Força do Destino
3.6 101 Assista AgoraDisponível no Pluto TV. É bom, algumas coisas fizeram falta e umas eu não entendi. Poderia ser um pouco mais dinâmico.
A Rota do Brilho
2.2 19Cinema brasileiro rebuscado.
Johnny Mnemonic: O Cyborg do Futuro
2.9 122Só me lembro de ter assistido no cinema e acho divertido.
Elas por Elas
3.7 14Mesmo com 40 anos nas costas, consegue entreter e fazer rir. Perto dela, o remake deveria ser retirado do ar com um pedido de desculpas.
Elas por Elas
3.4 10A versão original é muito melhor. Lázaro Ramos no papel de Mário Fofoca é uma sacanagem com o Luiz Gustavo.
Kramer vs. Kramer
4.1 581 Assista AgoraVendo com os olhos de hoje, não é bom a ponto de merecer o Oscar, mesmo sendo um tema atemporal. Tentando ver com o olhar da época, devia ser um assunto em voga que falava muito aos corações e mentes do momento.
Shakespeare Apaixonado
3.5 665 Assista AgoraO Destino de Miguel
Renaissance: A Film by Beyoncé
4.6 72Produções baseadas em shows como esta, apesar do subtítulo "um filme", deveriam estar numa seção separada dos demais filmes. As avaliações são enviesadas pelos fãs que dão a nota máxima pelo artista e não pela produção em si. O resultado são notas incoerentes, como ter a mesma nota que o clássico O Poderoso Chefão.
Escolinha do Professor Pauzudo (1ª Temporada)
3.1 2Humor refinado, burlesco, erudito.
Pecado Capital
4.0 8 Assista AgoraHistória ágil e atuações brilhantes. Merece todo o reconhecimento como melhor novela da Janete Clair, que conseguiu dosar as tramas românticas. Só não dei 5 estrelas porque o final foi objetivo até demais, merecia dedicar mais atenção ao desfecho de outros personagens.
Tim Maia: Vale o Que Vier
3.2 36O Roberto Carlos foi um baita filho de uma pulga com o Tim Maia.
Mamonas Assassinas: O Filme
2.3 318 Assista AgoraCaça níqueis descarado. O programa Por Toda Minha Vida sobre o Mamonas Assassinas é muito melhor, mesmo sendo só um formato de documentário para a TV.
Lei da Selva: A história do jogo do bicho
4.2 9A proposta da série é muito boa e é cumprida enquanto ela foca no Jogo do Bicho, mas descarrila no final quando usa o vínculo entre os contraventores e a milícia para inserir um crime que não foi ordenado por bicheiros.
A história do Jogo do Bicho sob diversas visões desvela as relações promíscuas entre contravenção, crime, segurança, política e judiciário, conseguindo com sucesso gerar a indignação em quem assiste. O trabalho de pesquisa é muito bom e merece elogios.
Algumas das análises ou opiniões certamente vão incomodar quem tem o pensamento mais conservador. Porém, como se trata de um fenômeno social, não existe uma única resposta ou conclusão que seja certa ou fechada em si. É um mérito provocar a inquietação e gerar a dúvida ou a reflexão sobre o jogo e a própria cidade do Rio.
Uma derrapagem é a linguagem demasiado acadêmica em alguns momentos da série, em particular no segundo episódio. Ela faz mais sentido em um artigo escrito do que numa série para a televisão. Acredito que a atenção do espectador possa se dispersar nesses trechos.
O quarto episódio cumpre sua proposta enquanto mostra a relação entre as transformações recentes na contravenção e sua relação com a milícia e seu papel nesse contexto. Como a milícia se tornou um ator relevante nesse meio, é importante mostrar como o Jogo do Bicho foi importante para ela se desenvolver, assim como ela é uma peça importante na engrenagem da contravenção.
O episódio terminaria bem se terminasse nesse ponto, mas a opção por avançar sobre um crime, cujos suspeitos são milicianos, e sua relação com políticos é um equívoco. Se existe alguma dúvida sobre a intenção de forçar essa relação ela é confirmada na dedicatória ao final do episódio.
A falha se agrava porque ignorou a relação do Jogo do Bicho com a máfia israelense, que se desenvolve no mesmo período que a relação com a milícia, em detrimento de explorar o referido crime durante metade do episódio.
Ao mesmo tempo em que as relações com a política são aprofundadas nesse trecho, elas são apresentadas superficialmente no terceiro episódio. Optou-se por não apresentar os políticos nem agentes de segurança e do judiciário comprovadamente envolvidos com o Jogo do Bicho, tema da série.
Outra ausência notável é a relação da imprensa e da mídia com a contravenção, aprofundada a partir da inauguração do Sambódromo e da fundação da Liga Independente das Escolas de Samba, num claro conflito de interesse do grupo detentor da plataforma que viabilizou e disponibiliza o documentário.
A série é uma boa pedida para todos que se interessam sobre o Jogo do Bicho, o Rio de Janeiro ou o tema da criminalidade no país assistirem e tirarem suas próprias conclusões.