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Últimas opiniões enviadas

  • Anarquista Crítico

    Gosto da alegoria que a obra faz para criticar a vacuidade existencial do homem contemporâneo, utilizando de um contexto histórico diferente, mas totalmente intimista e inquietante.

    Em realidade, Ingmar Berman, ao abordar a perda de fé e o questionamento existencial do cavaleiro medieval, não está fazendo uma crítica à Idade Média, mas sim à sociedade contemporânea. Em o "Sétimo Selo" é possível captar toda a essência humana e social do período histórico em que "Deus está morto". O incômodo do homem moderno, perdido e tomado por incertezas, sem referências estáveis e vendo o progresso científico e tecnológico como o possível promotor do apocalipse – o ápice da produção – no âmbito do auge da Guerra Fria, em que a humanidade temia sua real destruição.

    Um cavaleiro medieval jamais teria o suporte racional e emocional para questionar Deus, visto que sua era é marcada por valores absolutos e imutáveis. Aí a obra mostra-se genial, pois consegue alegorizar a inquietação humana e o medo da total destruição – o que é muito comum nos filmes de Berman dessa época, como “Luz de Inverno”, em que um pastor protestante questiona a existência do supremo devido ao seu medo do apocalipse nuclear – contemporânea por meio de recursos históricos.

    Ao sermos expulsos do paraíso pela racionalidade, o homem moderno inaugura novos palcos na infindável batalha da vida e, ciente das contradições que dilaceram a sociedade humana, questiona o progresso, a própria racionalidade e intima Deus. O progresso não é só emancipador, mas também é promotor da barbárie.

    Como lidar com a finitude da vida e do mundo quando deus está morto? Como lidar com a impotência humana perante forças despertadas pela própria humanidade?

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  • Anarquista Crítico

    Bom filme. O humor negro traz bons e reflexivos diálogos e uma ácida crítica ao neoliberalismo. Gostei da crítica ao protagonista no filme, um pequeno burguês, que é incapaz de enxergar as relações de poder e de desigualdade que permeiam o capitalismo. Julgando o desemprego, um fenômeno social, como um problema particular, Bruno Davert acha que a solução para tal situação é a competição voraz e sem escrúpulos da lei do mais forte. Tal condição é bem comum na pequena burguesia que assimila a concepção de mundo burguesa e uma das formas de alienação. O capitalismo não é apenas um sistema econômico, mas um sistema ideológico potente e voraz que dilacera toda a solidariedade humana e transforma todas as relações interpessoais em mera competição.

    Sem a consciência das relações desiguais que regem este sistema fica difícil de combatê-lo e o neoliberalismo traz para as relações sociais o individualismo cego e a indiferença. No fim, Davert foi apenas mais uma vítima da máquina de egoísmo e competição neoliberal, do famoso "cada um por si".

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  • Anarquista Crítico

    "George Orwell dizia que o futebol é uma guerra sem tiros".

    Ótima série! Pra quem -- como eu -- gosta de futebol, hooliganismo e ultras, é uma ótima pedida. Danny Dyer, ator do já famoso filme sobre hooliganismo "Football Factory", nos traz um panorama sobre o submundo ultras/hooligans na Europa e na América Latina, passando por Turquia, Rússia, Bálcãs (Sérvia e Croácia), Brasil, Argentina, Itália, Reino Unido, Holanda e Polônia. Interessante notar como cada país tem uma cena de violência no futebol com características próprias e toda uma cultura futebolística bem estabelecida.

    Do surgimento da violência hooligan, na Inglaterra, nos anos 70, à brutalidade da "guerra santa" polonesa (o clássico da cidade Cracóvia, entre Wisla x Cracóvia, que não à toa tem tal nome) perpassando pelas brigas organizadas e profissionais do hooliganismo russo, pela participação das torcidas de futebol na sangrenta Guerra Civil da Iugoslávia e pelo sangue quente latino das grandiosas brigas na Argentina e no Brasil.

    Particularmente, gostei bastante do episódio dos Bálcãs, Turquia e Itália. Aliás, o episódio sobre a cena futebolística na Sérvia e Croácia é impressionante! Incrível a participação das torcidas de futebol na guerra civil de desintegração da Iugoslávia, o maior conflito bélico em solo europeu desde o fim da Segunda Guerra. Até hoje, para quem conhece a história da guerra a imagem que sempre vem à cabeça é aquela briga em 1991, no jogo entre Estrela Vermelha x Dinamo Zagreb, em que as autoridades sérvias atacaram os croatas, no que, para muitos, é um dos estopins da guerra. Excelente a articulação do futebol com questões sociais que a série faz neste episódio -- e não só nele, mas em todos os outros. Realmente o futebol é mais que um esporte.

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  • Pedro
    Pedro

    o Rei do Filmow!

  • Pedro
    Pedro

    mestrão!

  • Bru
    Bru

    Putz. Bem, isso depende muito do recorte que você quer. Eu acho que "mãe!" é um ótimo filme reflexivo sobre isso, ele fala da ideia do sagrado feminino, que é uma ideia que pode ser aplicada em todos os níveis de machismo desde o início dos tempos até hoje em dia, das situações mais complexas e simbólicas até as mais banais. Mas é um filme difícil, então dependendo da idade dos seus alunos, não vale passar. Ai eu indicaria o filme Black Panters que faz um corte interessante de feminismo e raça, é mais documental. O filme O Olmoe a Gaivota é genial pra pensar maternidade e condição feminina e é nacional, um filmaço. Ai vem Thelma e Louise, As Virgens Suicidas, As Horas, The Punk Singer, a animação Mulan. E tem também o "entre segredos e mentiras" (não lembro o nome original) que é uma história real e conta um caso de exploração feminina e violência doméstica.

    Acho que esses já te darão uma boa visão, vale assistir/ler sinopse antes pra entender se é o que você procura. Espero ter ajudado!

    Adoro filmes assim também, aceito suas indicações ;) Abçs.