Vou direto: se arrastou demais. A novela tinha um ponto de partida forte, emocional, popular, mas a Globo esticou a corda sem dó. Tramas paralelas inúteis, conflitos que não levavam a lugar nenhum e reviravoltas que pareciam existir só pra preencher capítulo. Faltou coragem de encurtar. Teve semana inteira que dava pra resolver em dois dias. Isso cansa — e cansa o público que já entendeu a mensagem.
Dito isso… eu gostei. Porque quando Dona de Mim acertava, acertava em cheio. A relação entre Léo e Sofia tinha verdade, afeto e humanidade — algo raro numa faixa que costuma subestimar emoção. E aí entra o maior trunfo da novela: Clara Moneke. Ela segura a protagonista com carisma, dor, humor e presença. Clara cresce em cena, domina o texto e nunca deixa Léo virar caricatura. É estrela em construção? Não. Já chegou pronta.
E Elis Cabral merece aplauso de pé. Sem exagero: uma das melhores atuações infantis recentes da TV aberta. Natural, expressiva, emocionante sem forçar fofura. A novela funciona de verdade quando ela está em cena — e isso diz muito.
No fim, Dona de Mim é aquela novela cheia de gordura, mas com coração. Poderia ter sido muito melhor se tivesse sido mais enxuta e menos dispersa. Mesmo assim, deixou afeto, bons momentos e duas atuações que salvam tudo. Nem toda novela precisa ser perfeita pra marcar — às vezes basta ser honesta. E essa foi, mesmo tropeçando.
O retorno de Vale Tudo em 2025 nasceu com promessa de revolução: Taís Araújo como Raquel Accioli — uma mulher negra no centro da trama mais simbólica sobre moral e desigualdade do Brasil. Era o sonho de ver a ética encarnada em pele preta, o Brasil revisitado com consciência racial e novas camadas. Mas, no fim, o que a gente viu foi mais um retrato de um país que continua empurrando suas Raquéis pro canto enquanto a elite lava as mãos em taças de espumante.
Taís, como sempre, entrega tudo. Ela é a espinha dorsal da novela. Segura o texto, carrega a emoção e faz da honestidade um ato político. Cada olhar dela grita: “Eu existo, mesmo quando vocês fingem que não.” Mas a direção e o roteiro de Manuela Dias pareciam não saber o que fazer com tanta potência. Ao longo da trama, Raquel foi sendo empurrada pro fundo do palco, virando coadjuvante da própria história — um apagamento simbólico e doloroso. A mulher que representava dignidade virou espectadora do caos das elites, enquanto as vilãs brancas roubavam a cena, o foco e, claro, o final feliz.
E o final… ah, o final. Coerente até demais com o Brasil real: os ricos continuam sorrindo, os brancos seguem impunes e os pobres ficam com a lição de moral. É quase didático — e não do jeito bom. Manuela tentou vender esperança, mas o que sobrou foi a velha mensagem: “no Brasil, vale tudo… menos ser preta, honesta e mulher.”
A falta de coerência narrativa da autora também não passou despercebida. O tom da novela oscilou entre drama social e novela fashionista, com personagens que mudavam de personalidade conforme a conveniência do capítulo. Em vez de mergulhar fundo na podridão estrutural, a trama escolheu a espuma — bonita, mas rasa.
No fim, Vale Tudo (2025) é uma novela sobre o Brasil que poderíamos ter enfrentado — mas que a Globo ainda tem medo de encarar de verdade. Um remake que começou com fogo e terminou em silêncio. E Taís, com toda sua entrega e brilho, merecia uma Raquel que o país inteiro jamais esqueceria — não uma que o roteiro apagou.
Zezé Motta e Andréa Beltrão se destacam como a passageira misteriosa e a motorista de aplicativo, respectivamente, e têm uma química incrível em cena. As duas atrizes conseguem transmitir as angústias e as alegrias de suas personagens com muita naturalidade e sensibilidade. O filme também conta com belas paisagens do Rio de Janeiro, que contrastam com a atmosfera intimista e reflexiva da trama. A direção é competente e delicada, dando espaço para as atuações brilharem. O roteiro é bem construído, com diálogos profundos e envolventes, que revelam as histórias (im)possíveis das personagens. O filme é uma homenagem às pessoas idosas, que têm muito a ensinar e a aprender com as novas gerações. É um filme que faz pensar sobre o sentido da vida, e que emociona pela sua simplicidade e humanidade.
Stand Out: Uma Celebração LGBTQIA+ é um filme que te faz rir, chorar e querer sair do armário. É um filme que te mostra que ser LGBTQIA+ é muito mais do que uma letra, é uma forma de ver o mundo com humor e coragem. É um filme que te apresenta a um elenco de estrelas que brilham mais do que o arco-íris, e que te fazem sentir parte da família. É um filme que te faz pensar que se essas pessoas conseguiram superar tantos desafios e preconceitos, você também pode. É um filme que te faz acreditar que o amor é a maior piada de todas, e que vale a pena rir dela.
amo demais... recomendo pra quem não é fã, pois tem seus maiores hits até 2006. não recomendo pra quem é fã de cantora que so dança e faz jogo de luzes e fogos e usa play back, mariah segura é na voz mesmo.
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Dona de Mim
3.4 2Vou direto: se arrastou demais. A novela tinha um ponto de partida forte, emocional, popular, mas a Globo esticou a corda sem dó. Tramas paralelas inúteis, conflitos que não levavam a lugar nenhum e reviravoltas que pareciam existir só pra preencher capítulo. Faltou coragem de encurtar. Teve semana inteira que dava pra resolver em dois dias. Isso cansa — e cansa o público que já entendeu a mensagem.
Dito isso… eu gostei. Porque quando Dona de Mim acertava, acertava em cheio. A relação entre Léo e Sofia tinha verdade, afeto e humanidade — algo raro numa faixa que costuma subestimar emoção. E aí entra o maior trunfo da novela: Clara Moneke. Ela segura a protagonista com carisma, dor, humor e presença. Clara cresce em cena, domina o texto e nunca deixa Léo virar caricatura. É estrela em construção? Não. Já chegou pronta.
E Elis Cabral merece aplauso de pé. Sem exagero: uma das melhores atuações infantis recentes da TV aberta. Natural, expressiva, emocionante sem forçar fofura. A novela funciona de verdade quando ela está em cena — e isso diz muito.
No fim, Dona de Mim é aquela novela cheia de gordura, mas com coração. Poderia ter sido muito melhor se tivesse sido mais enxuta e menos dispersa. Mesmo assim, deixou afeto, bons momentos e duas atuações que salvam tudo. Nem toda novela precisa ser perfeita pra marcar — às vezes basta ser honesta. E essa foi, mesmo tropeçando.
Vale Tudo
2.3 35 Assista AgoraO retorno de Vale Tudo em 2025 nasceu com promessa de revolução: Taís Araújo como Raquel Accioli — uma mulher negra no centro da trama mais simbólica sobre moral e desigualdade do Brasil. Era o sonho de ver a ética encarnada em pele preta, o Brasil revisitado com consciência racial e novas camadas. Mas, no fim, o que a gente viu foi mais um retrato de um país que continua empurrando suas Raquéis pro canto enquanto a elite lava as mãos em taças de espumante.
Taís, como sempre, entrega tudo. Ela é a espinha dorsal da novela. Segura o texto, carrega a emoção e faz da honestidade um ato político. Cada olhar dela grita: “Eu existo, mesmo quando vocês fingem que não.” Mas a direção e o roteiro de Manuela Dias pareciam não saber o que fazer com tanta potência. Ao longo da trama, Raquel foi sendo empurrada pro fundo do palco, virando coadjuvante da própria história — um apagamento simbólico e doloroso. A mulher que representava dignidade virou espectadora do caos das elites, enquanto as vilãs brancas roubavam a cena, o foco e, claro, o final feliz.
E o final… ah, o final. Coerente até demais com o Brasil real: os ricos continuam sorrindo, os brancos seguem impunes e os pobres ficam com a lição de moral. É quase didático — e não do jeito bom. Manuela tentou vender esperança, mas o que sobrou foi a velha mensagem: “no Brasil, vale tudo… menos ser preta, honesta e mulher.”
A falta de coerência narrativa da autora também não passou despercebida. O tom da novela oscilou entre drama social e novela fashionista, com personagens que mudavam de personalidade conforme a conveniência do capítulo. Em vez de mergulhar fundo na podridão estrutural, a trama escolheu a espuma — bonita, mas rasa.
No fim, Vale Tudo (2025) é uma novela sobre o Brasil que poderíamos ter enfrentado — mas que a Globo ainda tem medo de encarar de verdade. Um remake que começou com fogo e terminou em silêncio. E Taís, com toda sua entrega e brilho, merecia uma Raquel que o país inteiro jamais esqueceria — não uma que o roteiro apagou.
Falas da Vida apresenta Histórias (Im)possíveis
3.7 2Zezé Motta e Andréa Beltrão se destacam como a passageira misteriosa e a motorista de aplicativo, respectivamente, e têm uma química incrível em cena. As duas atrizes conseguem transmitir as angústias e as alegrias de suas personagens com muita naturalidade e sensibilidade. O filme também conta com belas paisagens do Rio de Janeiro, que contrastam com a atmosfera intimista e reflexiva da trama. A direção é competente e delicada, dando espaço para as atuações brilharem. O roteiro é bem construído, com diálogos profundos e envolventes, que revelam as histórias (im)possíveis das personagens. O filme é uma homenagem às pessoas idosas, que têm muito a ensinar e a aprender com as novas gerações. É um filme que faz pensar sobre o sentido da vida, e que emociona pela sua simplicidade e humanidade.
Stand Out: Uma Celebração LGBTQIA+
3.5 4 Assista AgoraStand Out: Uma Celebração LGBTQIA+ é um filme que te faz rir, chorar e querer sair do armário. É um filme que te mostra que ser LGBTQIA+ é muito mais do que uma letra, é uma forma de ver o mundo com humor e coragem. É um filme que te apresenta a um elenco de estrelas que brilham mais do que o arco-íris, e que te fazem sentir parte da família. É um filme que te faz pensar que se essas pessoas conseguiram superar tantos desafios e preconceitos, você também pode. É um filme que te faz acreditar que o amor é a maior piada de todas, e que vale a pena rir dela.
Big Brother Brasil (23ª Temporada)
2.1 23 Assista Agora💩
Mariah Carey - MTV Unplugged
4.3 6Amo demais...
The Adventures of Mimi
3.9 8amo demais... recomendo pra quem não é fã, pois tem seus maiores hits até 2006. não recomendo pra quem é fã de cantora que so dança e faz jogo de luzes e fogos e usa play back, mariah segura é na voz mesmo.