Essa série me trouxe várias reflexões, mas, acredito que o principal é pensarmos o que podemos fazer para entender essa juventude.
Com todo respeito aos que respondem com "por isso eu não quis ter filhos, porque o mundo está complicado etc etc", mas isso não é a solução. O adolescente sempre foi uma figura exploradora, rebelde, que, ao crescer, está descobrindo um mundo novo e quer encontrar um lugar de pertencimento. A partir do momento em que os pais e demais adultos não os acolhem, eles vão buscar um alento em outro lugar. E não faltam jeitos e formas disso acontecer.
O que a série mostra é que mesmo um jovem, que tira boas notas, tem amizades, tem uma família economicamente estruturada e não tem problemas de cunho patológico não o isenta de ser uma presa fácil para más influências, como a Internet.
Único ponto que discordo de todo esse hype: até hoje, não faltaram casos de jovens cometendo atrocidades em escolas, terminando com suicídio ou sendo mortos pela polícia, seja no Brasil ou no exterior. Já era para algo ter sido feito por parte do poder público e da sociedade como um todo. Espero que a repercussão desta série também não seja mais um fogo de palha.
Quando tinham me falando de Bebê Rena, eu sempre associava com Misery, pois são premissas parecidas, sobre perseguição e etc. Mas esta história eu achei muito mais profunda. O número de episódios ajudou a diluir e aprofundar o enredo e não ficou somente na temática "perseguição".
A temporada foi boa da metade pro final, mas repete os erros das temporadas anteriores: roteiro ruim, personagens que somem, depois voltam sem explicação ou com uma explicação chocha, personagens bons que são descartados. Enfim.
Fear repete a série original nos seus erros. Um grande potencial desperdiçado.
Para mim, que assistiu o anime, essa série até que conseguiu captar a essência dos personagens, mesmo com uma história corrida demais. No entanto, mesmo com o saudosismo da dublagem da manchete, eu preferi assistir no original. Digo isso porque os personagens, sendo humanos, tem uma dinâmica diferente e não exalaram humor e irreverência, como no anime. Por isso, entendi que a dublagem não combinou.
Voltando para a história corrida, não justificou a proximidade dos personagens e entendimento dos propósitos individuais.
yusuke entender a angústia do Toguro em encontro foi um absurdo
Eu gostei da construção do mundo espiritual, mesmo sendo pouco mostrado e dos efeitos especiais e maquiagem. Acho que o saudosismo aqui foi contemplado.
Finalmente terminei essa tortura que se tornou TWD. E não precisava ter sido assim. Desde pelo menos a 5 temporada, a série tomou rumos bem estranhos, tiraram personagens importantes e deixou outros bem ruins.
O mal de TWD foi sempre começar bem, colocarem um monte de fillers, pra depois terminar bem, como gancho para a temporada seguinte. Como sempre, o dinheiro fala mais alto, então, enche de episódios pra manter a audiência .
A série não precisava ser exatamente igual aos quadrinhos (que, por sinal, é muito melhor), mas que mantivesse a energia e a característica dos personagens. Aliás, o que tiraram de uns (Carl e Andrea), compensaram com outros (Daryl e Carol).
Dito tudo isso, até que essa última temporada foi boa. Tirando o arco (mais um) desnecessário que foi os ceifadores. O principal (Commonwealth) me pareceu corrido demais, no entanto, prendeu minha atenção.
Destaque também para os efeitos especiais e maquiagem. Se uma coisa sempre foi digna de louvor, foram esses dois aspectos. Os criadores aproveitaram bem a grana e investiram ainda mais no gore.
TWD no geral foi uma série de mediana pra boa e não vai deixar saudades e não deveria ter continuações.
Gostei bastante da proposta do doc. Não conhecia as tais zonas azuis, e saber da existência delas, me mostrou que existem sim condições para a longevidade (e com saúde), mesmo não sendo nenhuma novidade saber quais os caminhos para se chegar lá.
Uma coisa que ficou claro, mas que não foi tão abordado, é que a maioria dos lugares eram isolados das grandes cidades (com exceção da Califórnia). As comunidades que ali foram criadas , optaram por seguir a tradição de manter o modo de vida de seus antepassados, mesmo com o consumismo exacerbado já existindo nesses locais.
o exemplo de Singapura. Nesse país, houve um claro incentivo do governo para que as pessoas vivam com qualidade de vida. Foram construídos parques, calçadas, os carros são caros demais, levando as pessoas andarem de transporte público, que é de qualidade. Existem opções de comida a preços acessíveis e em vários lugares.
Enquanto isso eu pensei no Brasil, onde o transporte individual é largamente incentivado. Não existem tantas opções de parques, as pessoas preferem frequentar shoppings. Além disso, estamos cada vez mais solitários e parece que gostamos de ficar assim. As comidas processadas são as que mais são oferecidas, enquanto alimentos orgânicos e vegetarianos são caros e de difícil acesso.
Enfim, esse doc me fez pensar bastante sobre meu estilo de vida.
Eu nem sou de assistir reality shows, mas esse me despertou o interesse.
Apesar desses programas serem forçados, entendi que a dinâmica entre noras/genros e sogras foi verdadeiro. Já algumas provas foram meio mal montadas.
Não entendi a necessidade de criar um bunker. Como se os outros participantes fossem andar pela ilha.
Não gostei da postura da Severina e seu genro. E isso não tem nada a ver com racismo. Quem ver por essa ótica, não assistiu o programa direito. Não sabemos como realmente foi a dinâmica entre os dois, mas humilhar o próprio genro em rede nacional foi bem pesado. Entendo que ela sofreu bastante na vida e isso acabou criando uma casca contra as pessoas e as adversidades da vida, mas isso não é justificativa para ser ríspida com os outros. Além disso, a "estratégia" dos dois foi totalmente furada.
Também não gostei dos Sassone, com exceção da sogra, que é um amor.
Entendo termos dificuldade para ter empatia pelo Will, mas vejo que a série quer mostrar o seu processo de amadurecimento. Querendo ou não, Will é um adolescente indo para a fase adulta aqui.
Me surpreendi com o ator que faz o Carlton. Ele interpreta muito bem.
Ponto negativo para a Ashley que ainda não souberam o que fazer com ela. Passa longe de ter o destaque que teve na série original.
Tem uns furos bobos, mas não comprometem significativamente o andamento da trama. É interessante ver a sede de vingança da protagonista e até onde ela pretende ir, e o quanto ela está disposta a se transformar para alcançar seu objetivo.
O ritmo começou bem, depois deu uma caída na metade, mas os eventos foram acontecendo rapidamente, o que ajudou na história e no desenvolvimento dos personagens.
Acho que a série fala muito sobre nós mesmos, como acontecimentos bobos podem tomar rumos maiores e desnecessários.
Para mim, foi interessante assistir esse doc sobre a Xuxa, pois, das apresentadoras infantis do final dos anos 80 até os anos 90, ela era a que eu menos gostava. Eu, como criança, fui levado a assistir Mara Maravilha e Eliana, e não entendia essa idolatria pela Xuxa, que achava chata.
Pois bem, por esse doc, entendi tal idolatria. Realmente ela foi um fenômeno midiático e do entretenimento. Através das falas dos personagens e pela própria Xuxa, deu para entender que ela tinha "só" a beleza e o carisma, todo o resto foi criado: desde a apresentadora, até a cantora e a atriz. Ou seja, ela foi um produto encontrado pela Manchete e lapidado pela Globo. Calhou que o produto Xuxa funcionou e ela atingiu multidões.
o doc claramente passa pano para muita coisa que ela fez, como se ela fosse uma menininha, inocente, que não sabia de nada e só fazia o que os outros (Marlene) mandavam. Como se só existisse a Marlene e não tivesse uma emissora poderosa, com seus donos, diretores e equipe que exigiam um comportamento, uma vida que fosse totalmente dedicada aos programas. Será que a Marlene foi essa vilã toda que pintaram? Ela também não estava seguindo ordens? O episódio 4 foi esclarecedor em alguns desses pontos.
A direção não foi das melhores. Muitas pontas soltas e o último episódio mostra algo que poderia muito bem ter sido o segundo ou o terceiro. Acabou quebrando totalmente a linha temporal. Se é que tinha alguma.
O doc mostra como aconteceu esse fenômeno que foi o Balão Mágico, que, me surpreendeu em existir por apenas 3 anos, eu pensei que eles tinham durado mais.
como a indústria do entretenimento é bem perversa. Em vários momentos, é mostrado como as crianças até conseguiram aproveitar a infância em certos momentos, agindo mesmo como crianças, mas os empresários, produtores e até mesmo os pais sugaram o talento dos filhos até dizer chega
ele foi o que ficou mais traumatizado com tudo. Foi o primeiro a sair do grupo, juntou com os dramas da juventude (espinhas, bullying)e ainda deve ter ficado com ressentimento por não ter continuado a carreira com o mesmo sucesso que a Simony e o Jairzinho, por exemplo.
O tema sobre briga entre vizinhos é bem interessante. Todos nós já tivemos atritos com vizinhos, mas, geralmente, um dos lados cedia e ficava por isso mesmo. E se isso não acontecesse?
Na trama, impera a falta de diálogo. Digo que, com exceção do Sérgio, não tem heróis ou vilões aqui. Todos do núcleo principal agiam conforme seus princípios e, tais princípios eram dados como certos, sem questionamento. Isso, claro, só pode dar em merda.
Talvez reine aqui a síndrome da classe média atual, que se formou há umas décadas atrás, conquistaram bens, bons empregos, um certo status e acabam com o rei na barriga, achando que o dinheiro os aproximava mais da elite, até mesmo se vendo propriamente como elite.
Esse comportamento gera filhos mimados, como vemos os dois jovens, apesar do Rogério melhorar um pouco no final, mas não o culpo, ele foi criado assim por causa do pai.
Os Outros, apesar de seus furos de roteiro e final chocho, mostra uma faceta hipócrita e tenebrosa do Brasil atual que devemos olhar com mais atenção.
Como disse um rapaz nos comentários, Black Mirror fala sobre a essência humana, que muitas vezes é permeada pela maldade. A tecnologia é apenas uma ferramenta que nós usamos para determinados fins. A série mostra como o uso desenfreado da mesma pode desencadear coisas horríveis. Não por acaso, o uso da metalinguagem foi muito bem colocado aqui.
Essa série animada me surpreendeu pela quantidade de atores famosos que fazem as dublagens como Steven Yeun, J. K. Simmons, Sandra Oh, entre outros e pela qualidade da trama.
De início, tanto o enredo quando o design me lembraram muito o Super Choque: é um jovem que descobre seus poderes e habilidades e precisa equilibrar essa nova vida e os relacionamentos amorosos e de amizade que surgem. Só que o adendo - muito positivo, por sinal - é o seu pai, Omni-Man e a intensa violência visual que compõe a história.
eu acredito que é o pior tipo de vilão, aquele que está ali cumprindo uma missão. Por si só, não tem um objetivo claro. Ele foi designado para ficar na terra, acompanhar o desenrolar do planeta, não deixando outros monstros causarem destruição, e no final, anexar o mesmo ao planeta Viltrum. É a banalização do mal.
Ótima série. Sou fã do Arnold desde criança quando assistia O Exterminador do Futuro 2. Foi muito interessante ver o seu lado humano, com todas as suas qualidades e falhas.
A série começou um pouco boba, mas foi melhorando. Ponto positivo para a abordagem da masculinidade tóxica sem cair em clichês baratos e facilitações, aliado a um humor cativante.
Eu tinha ouvido por cima sobre esse time (que eu achava que era da Inglaterra rss) mais por causa que o Ryan Reynolds e "o outro cara" tinham comprado, mas não sabia nada além disso. Então, dei uma oportunidade para assistir. E que grata surpresa.
A série mostra como nesses tempos de "futebol moderno" onde clubes são vendidos e sua história é deixada em segundo plano, apenas no intuito de ganhar títulos (vide PSG e City), acompanhar a história do Wrexham é um enorme prazer.
Me emocionei em várias cenas onde mostra como o clube é uma extensão da cidade (ou seria o contrário?). O Wrexham AFC é o símbolo da cidade, uma tradição passada de geração para geração, sinônimo de estabelecimento e aprofundamento dos relacionamentos entre pais e filhos, casais mais novos e mais velhos, amigos. Além disso, o humor das pessoas em uma semana vai de acordo com o caminhar do time, se eles estão ganhando ou não.. Enfim, a série mostrou esse ponto de uma forma muito boa.
Outra coisa interessante é que o amor que a população tem por esse time talvez seja neste nível justamente por causa das derrotas, dos fracassos. O apoio incondicional cresce, ao invés do contrário.
Engraçado que a única coisa que eu critico na série é justamente o prolongamento desse narrativa de conexão entre cidade e time nos últimos episódios. Principalmente no último jogo contra o Grimsby Town. Ali, o principal era o jogo, e episódio sempre intercalava os lances com depoimentos Achei desnecessário.
Dito isso, recomendo esse série para os amantes do esporte bretão.
É tanta coisa ruim nessa série que não dá para falar sobre tudo. Personagens demais, personagens que já passaram da hora de sair; personagens muito bons, mas mal aproveitados. Vilões que não convencem (Colocar Strand como vilão tá de sacanagem).
Enfim, é uma pena, pois a premissa inicial de mostrar o começo do apocalipse se perdeu e os showrunners simplesmente não sabem o que fazer.
Adolescência
4.0 611 Assista AgoraEssa série me trouxe várias reflexões, mas, acredito que o principal é pensarmos o que podemos fazer para entender essa juventude.
Com todo respeito aos que respondem com "por isso eu não quis ter filhos, porque o mundo está complicado etc etc", mas isso não é a solução. O adolescente sempre foi uma figura exploradora, rebelde, que, ao crescer, está descobrindo um mundo novo e quer encontrar um lugar de pertencimento. A partir do momento em que os pais e demais adultos não os acolhem, eles vão buscar um alento em outro lugar. E não faltam jeitos e formas disso acontecer.
O que a série mostra é que mesmo um jovem, que tira boas notas, tem amizades, tem uma família economicamente estruturada e não tem problemas de cunho patológico não o isenta de ser uma presa fácil para más influências, como a Internet.
Único ponto que discordo de todo esse hype: até hoje, não faltaram casos de jovens cometendo atrocidades em escolas, terminando com suicídio ou sendo mortos pela polícia, seja no Brasil ou no exterior. Já era para algo ter sido feito por parte do poder público e da sociedade como um todo. Espero que a repercussão desta série também não seja mais um fogo de palha.
Cem Anos de Solidão (Parte 1)
4.5 124Praticamente tudo o que eu imaginava sobre Macondo e sua população foi retratado aqui.
Acho que Gabo ficaria muito orgulhoso do resultado.
Bebê Rena
4.0 633 Assista AgoraQuando tinham me falando de Bebê Rena, eu sempre associava com Misery, pois são premissas parecidas, sobre perseguição e etc. Mas esta história eu achei muito mais profunda. O número de episódios ajudou a diluir e aprofundar o enredo e não ficou somente na temática "perseguição".
Invencível (2ª Temporada)
3.8 125 Assista AgoraDividir a temporada em duas foi desnecessária
Agora,
pior foi esse vilão. Um cara que aparece só no primeiro e no último episódio, apenas para ser morto por Mark e causar mais trauma no menino
Fear the Walking Dead (8ª Temporada)
2.5 57A temporada foi boa da metade pro final, mas repete os erros das temporadas anteriores: roteiro ruim, personagens que somem, depois voltam sem explicação ou com uma explicação chocha, personagens bons que são descartados. Enfim.
Fear repete a série original nos seus erros. Um grande potencial desperdiçado.
Yu Yu Hakusho
3.5 159 Assista AgoraPara mim, que assistiu o anime, essa série até que conseguiu captar a essência dos personagens, mesmo com uma história corrida demais. No entanto, mesmo com o saudosismo da dublagem da manchete, eu preferi assistir no original. Digo isso porque os personagens, sendo humanos, tem uma dinâmica diferente e não exalaram humor e irreverência, como no anime. Por isso, entendi que a dublagem não combinou.
Voltando para a história corrida, não justificou a proximidade dos personagens e entendimento dos propósitos individuais.
yusuke entender a angústia do Toguro em encontro foi um absurdo
Eu gostei da construção do mundo espiritual, mesmo sendo pouco mostrado e dos efeitos especiais e maquiagem. Acho que o saudosismo aqui foi contemplado.
The Walking Dead (11ª Temporada)
3.5 252 Assista AgoraFinalmente terminei essa tortura que se tornou TWD. E não precisava ter sido assim. Desde pelo menos a 5 temporada, a série tomou rumos bem estranhos, tiraram personagens importantes e deixou outros bem ruins.
O mal de TWD foi sempre começar bem, colocarem um monte de fillers, pra depois terminar bem, como gancho para a temporada seguinte. Como sempre, o dinheiro fala mais alto, então, enche de episódios pra manter a audiência .
A série não precisava ser exatamente igual aos quadrinhos (que, por sinal, é muito melhor), mas que mantivesse a energia e a característica dos personagens. Aliás, o que tiraram de uns (Carl e Andrea), compensaram com outros (Daryl e Carol).
Dito tudo isso, até que essa última temporada foi boa. Tirando o arco (mais um) desnecessário que foi os ceifadores. O principal (Commonwealth) me pareceu corrido demais, no entanto, prendeu minha atenção.
Destaque também para os efeitos especiais e maquiagem. Se uma coisa sempre foi digna de louvor, foram esses dois aspectos. Os criadores aproveitaram bem a grana e investiram ainda mais no gore.
TWD no geral foi uma série de mediana pra boa e não vai deixar saudades e não deveria ter continuações.
Manhãs de Setembro (1ª Temporada)
4.3 164Liniker maravilhosa!
Como Viver até os 100: Os Segredos das Zonas Azuis
4.0 16 Assista AgoraGostei bastante da proposta do doc. Não conhecia as tais zonas azuis, e saber da existência delas, me mostrou que existem sim condições para a longevidade (e com saúde), mesmo não sendo nenhuma novidade saber quais os caminhos para se chegar lá.
Uma coisa que ficou claro, mas que não foi tão abordado, é que a maioria dos lugares eram isolados das grandes cidades (com exceção da Califórnia). As comunidades que ali foram criadas , optaram por seguir a tradição de manter o modo de vida de seus antepassados, mesmo com o consumismo exacerbado já existindo nesses locais.
Mesmo assim, o que mais me chamou a atenção foi
o exemplo de Singapura. Nesse país, houve um claro incentivo do governo para que as pessoas vivam com qualidade de vida. Foram construídos parques, calçadas, os carros são caros demais, levando as pessoas andarem de transporte público, que é de qualidade. Existem opções de comida a preços acessíveis e em vários lugares.
Enquanto isso eu pensei no Brasil, onde o transporte individual é largamente incentivado. Não existem tantas opções de parques, as pessoas preferem frequentar shoppings. Além disso, estamos cada vez mais solitários e parece que gostamos de ficar assim. As comidas processadas são as que mais são oferecidas, enquanto alimentos orgânicos e vegetarianos são caros e de difícil acesso.
Enfim, esse doc me fez pensar bastante sobre meu estilo de vida.
Ilhados Com a Sogra (1ª Temporada)
3.7 78Eu nem sou de assistir reality shows, mas esse me despertou o interesse.
Apesar desses programas serem forçados, entendi que a dinâmica entre noras/genros e sogras foi verdadeiro. Já algumas provas foram meio mal montadas.
Não entendi a necessidade de criar um bunker. Como se os outros participantes fossem andar pela ilha.
Não gostei da postura da Severina e seu genro. E isso não tem nada a ver com racismo. Quem ver por essa ótica, não assistiu o programa direito. Não sabemos como realmente foi a dinâmica entre os dois, mas humilhar o próprio genro em rede nacional foi bem pesado. Entendo que ela sofreu bastante na vida e isso acabou criando uma casca contra as pessoas e as adversidades da vida, mas isso não é justificativa para ser ríspida com os outros. Além disso, a "estratégia" dos dois foi totalmente furada.
Também não gostei dos Sassone, com exceção da sogra, que é um amor.
Bel-Air (2ª Temporada)
3.6 23Entendo termos dificuldade para ter empatia pelo Will, mas vejo que a série quer mostrar o seu processo de amadurecimento. Querendo ou não, Will é um adolescente indo para a fase adulta aqui.
Me surpreendi com o ator que faz o Carlton. Ele interpreta muito bem.
Ponto negativo para a Ashley que ainda não souberam o que fazer com ela. Passa longe de ter o destaque que teve na série original.
Revenge (1ª Temporada)
4.3 821 Assista AgoraTem uns furos bobos, mas não comprometem significativamente o andamento da trama. É interessante ver a sede de vingança da protagonista e até onde ela pretende ir, e o quanto ela está disposta a se transformar para alcançar seu objetivo.
Treta (1ª Temporada)
4.1 337 Assista AgoraO ritmo começou bem, depois deu uma caída na metade, mas os eventos foram acontecendo rapidamente, o que ajudou na história e no desenvolvimento dos personagens.
Acho que a série fala muito sobre nós mesmos, como acontecimentos bobos podem tomar rumos maiores e desnecessários.
O Homem do Castelo Alto (1ª Temporada)
4.1 211Essa primeira temporada até começa bem, mas peca pelas tramas arrastadas. Tomara que a segunda temporada tenha um pouco mais de ação.
Xuxa, O Documentário
3.6 87Para mim, foi interessante assistir esse doc sobre a Xuxa, pois, das apresentadoras infantis do final dos anos 80 até os anos 90, ela era a que eu menos gostava. Eu, como criança, fui levado a assistir Mara Maravilha e Eliana, e não entendia essa idolatria pela Xuxa, que achava chata.
Pois bem, por esse doc, entendi tal idolatria. Realmente ela foi um fenômeno midiático e do entretenimento. Através das falas dos personagens e pela própria Xuxa, deu para entender que ela tinha "só" a beleza e o carisma, todo o resto foi criado: desde a apresentadora, até a cantora e a atriz. Ou seja, ela foi um produto encontrado pela Manchete e lapidado pela Globo. Calhou que o produto Xuxa funcionou e ela atingiu multidões.
No entanto,
o doc claramente passa pano para muita coisa que ela fez, como se ela fosse uma menininha, inocente, que não sabia de nada e só fazia o que os outros (Marlene) mandavam. Como se só existisse a Marlene e não tivesse uma emissora poderosa, com seus donos, diretores e equipe que exigiam um comportamento, uma vida que fosse totalmente dedicada aos programas. Será que a Marlene foi essa vilã toda que pintaram? Ela também não estava seguindo ordens? O episódio 4 foi esclarecedor em alguns desses pontos.
A direção não foi das melhores. Muitas pontas soltas e o último episódio mostra algo que poderia muito bem ter sido o segundo ou o terceiro. Acabou quebrando totalmente a linha temporal. Se é que tinha alguma.
A Superfantástica História do Balão
4.0 45 Assista AgoraO doc mostra como aconteceu esse fenômeno que foi o Balão Mágico, que, me surpreendeu em existir por apenas 3 anos, eu pensei que eles tinham durado mais.
Destaque também para
como a indústria do entretenimento é bem perversa. Em vários momentos, é mostrado como as crianças até conseguiram aproveitar a infância em certos momentos, agindo mesmo como crianças, mas os empresários, produtores e até mesmo os pais sugaram o talento dos filhos até dizer chega
E, coitado do Tob
ele foi o que ficou mais traumatizado com tudo. Foi o primeiro a sair do grupo, juntou com os dramas da juventude (espinhas, bullying)e ainda deve ter ficado com ressentimento por não ter continuado a carreira com o mesmo sucesso que a Simony e o Jairzinho, por exemplo.
Os Outros (1ª Temporada)
4.0 282 Assista AgoraO tema sobre briga entre vizinhos é bem interessante. Todos nós já tivemos atritos com vizinhos, mas, geralmente, um dos lados cedia e ficava por isso mesmo. E se isso não acontecesse?
Na trama, impera a falta de diálogo. Digo que, com exceção do Sérgio, não tem heróis ou vilões aqui. Todos do núcleo principal agiam conforme seus princípios e, tais princípios eram dados como certos, sem questionamento. Isso, claro, só pode dar em merda.
Talvez reine aqui a síndrome da classe média atual, que se formou há umas décadas atrás, conquistaram bens, bons empregos, um certo status e acabam com o rei na barriga, achando que o dinheiro os aproximava mais da elite, até mesmo se vendo propriamente como elite.
Esse comportamento gera filhos mimados, como vemos os dois jovens, apesar do Rogério melhorar um pouco no final, mas não o culpo, ele foi criado assim por causa do pai.
Os Outros, apesar de seus furos de roteiro e final chocho, mostra uma faceta hipócrita e tenebrosa do Brasil atual que devemos olhar com mais atenção.
Black Mirror (6ª Temporada)
3.3 622 Assista AgoraComo disse um rapaz nos comentários, Black Mirror fala sobre a essência humana, que muitas vezes é permeada pela maldade. A tecnologia é apenas uma ferramenta que nós usamos para determinados fins. A série mostra como o uso desenfreado da mesma pode desencadear coisas horríveis. Não por acaso, o uso da metalinguagem foi muito bem colocado aqui.
Black Mirror (6ª Temporada)
3.3 622 Assista AgoraGalera que está numerando os episódios: a ordem muda para todo mundo. A Netflix fez isso de propósito para avaliar a experiência do usuário.
Invencível (1ª Temporada)
4.3 415 Assista AgoraEssa série animada me surpreendeu pela quantidade de atores famosos que fazem as dublagens como Steven Yeun, J. K. Simmons, Sandra Oh, entre outros e pela qualidade da trama.
De início, tanto o enredo quando o design me lembraram muito o Super Choque: é um jovem que descobre seus poderes e habilidades e precisa equilibrar essa nova vida e os relacionamentos amorosos e de amizade que surgem. Só que o adendo - muito positivo, por sinal - é o seu pai, Omni-Man e a intensa violência visual que compõe a história.
Sobre o Omni-Man
eu acredito que é o pior tipo de vilão, aquele que está ali cumprindo uma missão. Por si só, não tem um objetivo claro. Ele foi designado para ficar na terra, acompanhar o desenrolar do planeta, não deixando outros monstros causarem destruição, e no final, anexar o mesmo ao planeta Viltrum. É a banalização do mal.
Esperando ansiosamente pela segunda temporada.
Arnold
4.1 59 Assista AgoraÓtima série. Sou fã do Arnold desde criança quando assistia O Exterminador do Futuro 2. Foi muito interessante ver o seu lado humano, com todas as suas qualidades e falhas.
Machos Alfa (1ª Temporada)
3.8 46A série começou um pouco boba, mas foi melhorando. Ponto positivo para a abordagem da masculinidade tóxica sem cair em clichês baratos e facilitações, aliado a um humor cativante.
Bem-vindos ao Wrexham (1ª Temporada)
4.2 23 Assista AgoraEu tinha ouvido por cima sobre esse time (que eu achava que era da Inglaterra rss) mais por causa que o Ryan Reynolds e "o outro cara" tinham comprado, mas não sabia nada além disso. Então, dei uma oportunidade para assistir. E que grata surpresa.
A série mostra como nesses tempos de "futebol moderno" onde clubes são vendidos e sua história é deixada em segundo plano, apenas no intuito de ganhar títulos (vide PSG e City), acompanhar a história do Wrexham é um enorme prazer.
Me emocionei em várias cenas onde mostra como o clube é uma extensão da cidade (ou seria o contrário?). O Wrexham AFC é o símbolo da cidade, uma tradição passada de geração para geração, sinônimo de estabelecimento e aprofundamento dos relacionamentos entre pais e filhos, casais mais novos e mais velhos, amigos. Além disso, o humor das pessoas em uma semana vai de acordo com o caminhar do time, se eles estão ganhando ou não.. Enfim, a série mostrou esse ponto de uma forma muito boa.
Outra coisa interessante é que o amor que a população tem por esse time talvez seja neste nível justamente por causa das derrotas, dos fracassos. O apoio incondicional cresce, ao invés do contrário.
Engraçado que a única coisa que eu critico na série é justamente o prolongamento desse narrativa de conexão entre cidade e time nos últimos episódios. Principalmente no último jogo contra o Grimsby Town. Ali, o principal era o jogo, e episódio sempre intercalava os lances com depoimentos Achei desnecessário.
Dito isso, recomendo esse série para os amantes do esporte bretão.
Fear the Walking Dead (7ª Temporada)
2.7 64É tanta coisa ruim nessa série que não dá para falar sobre tudo. Personagens demais, personagens que já passaram da hora de sair; personagens muito bons, mas mal aproveitados. Vilões que não convencem (Colocar Strand como vilão tá de sacanagem).
Enfim, é uma pena, pois a premissa inicial de mostrar o começo do apocalipse se perdeu e os showrunners simplesmente não sabem o que fazer.