Noah Hawley conseguiu criar sua própria mitologia em uma série já muito consolidada, mas sem comprometer a mitologia original. Sim, não precisa pensar como universo alternativo nem nada do tipo. O fato da tripulação da Nostromo não saber sobre os xenomorfos não é um erro de continuidade (como é AvP), porque os acontecimentos aqui não são de conhecimento público. Sei que todo mundo tá falando isso, mas vou marcar como spoiler, de qualquer forma. Não vejo problema algum no
"alien pet". Xenomorfos pets já apareceram há muito tempo nas HQs (não leio, mas acompanho as tramas).
Aliás, quem reclama disso já assistiu Alien: Ressurrection ou Alien: Covenant? Porque isso não é exatamente uma novidade na franquia. Obs.: acho Covenant péssimo e Ressurrection bizarro, mas de certa forma divertido.
Vale salientar que o que move a história desde o primeiro filme é justamente utilizar o xenomorfo para os interesses da Weyland-Yutani, ou seja...
Mas, nem tudo é perfeito. Realmente, concordo que os dois últimos episódios tiveram uma leve queda no ritmo. Não curto muito personagens godlike tipo Wendy e ainda não ficou claro porque ela é assim, mas isso é algo a ser explorado.
Também não curti as cenas abertas à luz do dia. Não conseguiram gerar o mesmo nível de tensão e ficou meio difícil de ativar a suspensão da descrença com uma pessoinha claramente numa roupa de xenomorfo kkkkkkkkkkk.
Mas achei legal a cor dessse xenomorfo, meio verde-oliva do exército. Fico pensando que pode ser alguma adaptação ao ambiente, já que ele passou um bom tempo no meio do mato, mas aí sou só eu viajando.
Sobre as crianças sintéticas, eu amei. A atuação dessa galera é incrível. Eu sempre dava umas risadas com algumas respostas que eles davam, tipicamente infantis, gestos, modo de falar e andar. Pô, isso foi muito bem feito. E os roteiristas agradecem porque fica mais fácil justificar algumas ações estúpidas, tipo um cientista vendo uma criatura alienígena e botando a mão pra pegar (Prometheus, eu tô falando com você).
O quinto episódio funciona quase como um standalone e, pra mim, foi o ponto alto da série. Tem o que melhorar, mas eu tô meio sem saco pra essa forma como a gente (eu incluso, porque eu me pego fazendo isso também, às vezes) aprendeu a consumir as coisas, tendo sempre que fazer análises superestruturadas de tudo, como se a gente não pudesse deixar um hobbie ser um hobbie e vira meio que uma obrigação e não somos mais expectadores, somos críticos de cinema. Pô, sei lá. Imagino uma série como Arquivo X hoje em dia. A história tem mais furo que queijo suíço, mas a galera sentava no sofá pra ver o monstro da semana.
Sei lá, se divirtam aí. Vai que a diversão é só achar tudo ruim, né?
Nenhum problema com adaptações. São mídias diferentes e é inevitável que sejam diferentes. O problema é não explicar o que é claramente explicado nos livros, criar personagens e problemas pessoais completamente enfadonhos, escalar um time de atores canastrões e apressar a história demais. Chato demais ser a pessoa que fala que o livro é melhor, mas nesse caso aqui não tem como não falar isso.
Há dois anos não aguentei e fui ler o mangá. Na época não gostei do desfecho, apesar de ter apreciado as batalhas. E, sinceramente, acho que ter tido esse tempo pra maturar as ideais foi proveitoso. Acho que consegui digerir melhor.
Nunca gostei de Eren. Chato pra cacete. Mas não posso dizer que é mal escrito.
Aliás, posso dizer agora com mais segurança que a jornada de Eren elevou o conceito de tragédia a níveis estratosféricos. Transformar o herói em vilão não é novidade, os gregos há milênios já faziam isso. E hoje temos obras sólidas, como Breaking Bad, e outras nem tão sólidas assim, como Game of Thrones, que também se valeram disso. Mas SnK trabalhou essa perspectiva de uma forma muito emotiva. E o caminho de Eren, desde o início já estava traçado. Se tem algo que não gostei nessa conclusão, de forma alguma foi o herói ter se tornado o maior vilão da história. O menino que iniciou a jornada com o trauma de ter visto a mãe ser despedaçada e maturou esse ódio durante anos agora é o mesmo que é responsável por milhares de mães viúvas e filhos órfãos. Suas atitudes são reprováveis, mas condizentes com o personagem, que sempre foi errático, sempre fez as piores decisões, sempre meteu os pés pelas mãos. Eren chato pra cacete, repito, mas muito, muito bem escrito.
O que eu não gostei de forma alguma, e isso não mudou desde que li o mangá há dois anos, foi a forma como Mikasa foi tratada.
Enquanto Eren ganhou camadas, evoluiu, se elevou, caiu no fundo do poço, retornou várias vezes pra ter o fim mais trágico possível, Mikasa nunca conseguiu ser mais do que o apoio emocional de Eren. É triste, mas ela só serviu de muleta pra o personagem principal. E ela tinha muito potencial de ser muito mais. Infelizmente Isayama não sabe escrever histórias de amor e pra ser sincero eu nunca tinha pensado nos dois como um casal. Como a história vinha sendo escrita, eles eram tão casal quanto Armin e Eren. Deixar tudo pra o final, as declarações, o beijo (possivelmente a pior cena do mangá/anime) foi uma péssima decisão.
Deram uma leve melhorada no diálogo. Ainda bem que não tivemos ele agradecendo pelo genocídio, até porque foi uma das coisas que mais pegaram mal no lançamento do último capítulo do mangá.
como os eldianos se tornando titãs e depois voltando com roupas, mas acho que no fim das contas foi uma jornada incríveil. Só queria poder sentir mais uma vez aquela sensação do desconhecido quando eram a patrulha de reconhecimento descobrindo os segredos dos titãs, aprendendo a usar os mecanismos, etc. Muitas cenas ainda vão ficar muito bem guardadas na memória, como Connie vendo a mãe dele desfigurada, Erwin na sua útlima cavalgada, o titã pela metade de Rod Reiss e a insuperável cena do Colossal surgindo pela primeira vez no episódio inicial.
Às vezes é bom ver um filme que entrega o que promete: um alienígena contra uma indígena. É isso. Não tem muita profundidade. Mas foi bem bom na sua proposta.
O episódio final justifica bastante a série (ou temporada), mas quase desisti antes de chegar na parte realmente boa. Só que realmente vale dar uma chance.
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3.2 278 Assista AgoraNoah Hawley conseguiu criar sua própria mitologia em uma série já muito consolidada, mas sem comprometer a mitologia original. Sim, não precisa pensar como universo alternativo nem nada do tipo. O fato da tripulação da Nostromo não saber sobre os xenomorfos não é um erro de continuidade (como é AvP), porque os acontecimentos aqui não são de conhecimento público. Sei que todo mundo tá falando isso, mas vou marcar como spoiler, de qualquer forma. Não vejo problema algum no
"alien pet". Xenomorfos pets já apareceram há muito tempo nas HQs (não leio, mas acompanho as tramas).
Aliás, quem reclama disso já assistiu Alien: Ressurrection ou Alien: Covenant? Porque isso não é exatamente uma novidade na franquia. Obs.: acho Covenant péssimo e Ressurrection bizarro, mas de certa forma divertido.
Vale salientar que o que move a história desde o primeiro filme é justamente utilizar o xenomorfo para os interesses da Weyland-Yutani, ou seja...
Mas, nem tudo é perfeito. Realmente, concordo que os dois últimos episódios tiveram uma leve queda no ritmo. Não curto muito personagens godlike tipo Wendy e ainda não ficou claro porque ela é assim, mas isso é algo a ser explorado.
Também não curti as cenas abertas à luz do dia. Não conseguiram gerar o mesmo nível de tensão e ficou meio difícil de ativar a suspensão da descrença com uma pessoinha claramente numa roupa de xenomorfo kkkkkkkkkkk.
Mas achei legal a cor dessse xenomorfo, meio verde-oliva do exército. Fico pensando que pode ser alguma adaptação ao ambiente, já que ele passou um bom tempo no meio do mato, mas aí sou só eu viajando.
Sobre as crianças sintéticas, eu amei. A atuação dessa galera é incrível. Eu sempre dava umas risadas com algumas respostas que eles davam, tipicamente infantis, gestos, modo de falar e andar. Pô, isso foi muito bem feito. E os roteiristas agradecem porque fica mais fácil justificar algumas ações estúpidas, tipo um cientista vendo uma criatura alienígena e botando a mão pra pegar (Prometheus, eu tô falando com você).
O quinto episódio funciona quase como um standalone e, pra mim, foi o ponto alto da série. Tem o que melhorar, mas eu tô meio sem saco pra essa forma como a gente (eu incluso, porque eu me pego fazendo isso também, às vezes) aprendeu a consumir as coisas, tendo sempre que fazer análises superestruturadas de tudo, como se a gente não pudesse deixar um hobbie ser um hobbie e vira meio que uma obrigação e não somos mais expectadores, somos críticos de cinema. Pô, sei lá. Imagino uma série como Arquivo X hoje em dia. A história tem mais furo que queijo suíço, mas a galera sentava no sofá pra ver o monstro da semana.
Sei lá, se divirtam aí. Vai que a diversão é só achar tudo ruim, né?
O Incrível Mundo de Gumball (6ª Temporada)
4.4 13 Assista AgoraA melhor temporada.
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Iwájú
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O Problema dos 3 Corpos (1ª Temporada)
3.5 215 Assista AgoraNenhum problema com adaptações. São mídias diferentes e é inevitável que sejam diferentes. O problema é não explicar o que é claramente explicado nos livros, criar personagens e problemas pessoais completamente enfadonhos, escalar um time de atores canastrões e apressar a história demais. Chato demais ser a pessoa que fala que o livro é melhor, mas nesse caso aqui não tem como não falar isso.
Ataque dos Titãs (4ª Temporada)
4.3 278Há dois anos não aguentei e fui ler o mangá. Na época não gostei do desfecho, apesar de ter apreciado as batalhas. E, sinceramente, acho que ter tido esse tempo pra maturar as ideais foi proveitoso. Acho que consegui digerir melhor.
Nunca gostei de Eren. Chato pra cacete. Mas não posso dizer que é mal escrito.
Aliás, posso dizer agora com mais segurança que a jornada de Eren elevou o conceito de tragédia a níveis estratosféricos. Transformar o herói em vilão não é novidade, os gregos há milênios já faziam isso. E hoje temos obras sólidas, como Breaking Bad, e outras nem tão sólidas assim, como Game of Thrones, que também se valeram disso. Mas SnK trabalhou essa perspectiva de uma forma muito emotiva. E o caminho de Eren, desde o início já estava traçado. Se tem algo que não gostei nessa conclusão, de forma alguma foi o herói ter se tornado o maior vilão da história. O menino que iniciou a jornada com o trauma de ter visto a mãe ser despedaçada e maturou esse ódio durante anos agora é o mesmo que é responsável por milhares de mães viúvas e filhos órfãos. Suas atitudes são reprováveis, mas condizentes com o personagem, que sempre foi errático, sempre fez as piores decisões, sempre meteu os pés pelas mãos. Eren chato pra cacete, repito, mas muito, muito bem escrito.
O que eu não gostei de forma alguma, e isso não mudou desde que li o mangá há dois anos, foi a forma como Mikasa foi tratada.
Enquanto Eren ganhou camadas, evoluiu, se elevou, caiu no fundo do poço, retornou várias vezes pra ter o fim mais trágico possível, Mikasa nunca conseguiu ser mais do que o apoio emocional de Eren. É triste, mas ela só serviu de muleta pra o personagem principal. E ela tinha muito potencial de ser muito mais. Infelizmente Isayama não sabe escrever histórias de amor e pra ser sincero eu nunca tinha pensado nos dois como um casal. Como a história vinha sendo escrita, eles eram tão casal quanto Armin e Eren. Deixar tudo pra o final, as declarações, o beijo (possivelmente a pior cena do mangá/anime) foi uma péssima decisão.
Já Armin teve mais aprofundamento.
Deram uma leve melhorada no diálogo. Ainda bem que não tivemos ele agradecendo pelo genocídio, até porque foi uma das coisas que mais pegaram mal no lançamento do último capítulo do mangá.
Tiveram algumas outras falhas,
como os eldianos se tornando titãs e depois voltando com roupas, mas acho que no fim das contas foi uma jornada incríveil. Só queria poder sentir mais uma vez aquela sensação do desconhecido quando eram a patrulha de reconhecimento descobrindo os segredos dos titãs, aprendendo a usar os mecanismos, etc. Muitas cenas ainda vão ficar muito bem guardadas na memória, como Connie vendo a mãe dele desfigurada, Erwin na sua útlima cavalgada, o titã pela metade de Rod Reiss e a insuperável cena do Colossal surgindo pela primeira vez no episódio inicial.
Que jornada!
O Predador: A Caçada
3.5 712 Assista AgoraÀs vezes é bom ver um filme que entrega o que promete: um alienígena contra uma indígena. É isso. Não tem muita profundidade. Mas foi bem bom na sua proposta.
Clarêncio, O Otimista (1ª Temporada)
4.2 36 Assista AgoraNão imaginava que iria gostar tanto.
O Urso (1ª Temporada)
4.3 477 Assista AgoraO episódio final justifica bastante a série (ou temporada), mas quase desisti antes de chegar na parte realmente boa. Só que realmente vale dar uma chance.