Dos quatro, a Emma foi a única que não executou a ação. Ou seja, ela nem chegou a fazer "a pior coisa", foi algo que apenas ficou no plano do pensamento, ao contrário dos outros que realmente fizeram. E todo o filme se desenrola a partir da neurose do noivo pelo "e se..."
É um filme sobre neurose, métrica moral, hipocrisia e sobre como micro situações despretensiosas podem desencadear um espiral caótico desproporcional. Adorei a direção e o caminho sátiro do filme, assim como neuroses são: tão dramáticas que chegam a ser cômicas.
Gente, QUE FILME PERFEITO É ESSE? Aborda simplesmente psicanálise, fluxo de consciência, alegoria da caverna de platão, concepção de família, estado, fé e natureza e tudo numa poesia sem fim!!! Que narrativa sensível, bicho.
Filmes com apenas uma ou poucas ambientações costumam ser os com roteiros mais inteligentes. Esse aqui não fica atrás, apesar de se passar no futuro, é uma baita crítica a sociedade contemporânea. Diversas analogias foram expostas, como:
- A romantização de ter um filho, em que muitas vezes é fomentado apenas por um processo narcisista, essa crítica se torna consolidada ao final com o personagem do pai criando uma filha de IA; - Uma crítica também ao trabalho perverso e sem sentido com a promessa de algo que nunca virá (personagem da avaliadora), dá pra fazer uma conexão com muitas profissões e/ou até ao sistema capitalista; - Na hora da janta, há críticas sobre hiper população e controle dos corpos femininos. - Neste mesmo debate, a questão da negação do envelhecimento, vidas de longos anos, porém completamente sem sentido. - O fogo na estufa foi ocasionado pela irresponsabilidade do pai que, em vez de olhar a "criança" como a mãe pediu, simplesmente concentrou todo o foco no seu trabalho. E enquanto o seu trabalho teve absoluto sucesso, o da mãe foi completamente destruído. Analogia às famílias contemporâneas que muitas vezes se baseiam no detrimento profissional das mães/mulheres. - A personagem da mãe escolhe retornar para o mundo velho quando percebe que quanto mais controle os humanos tem sobre a natureza, menos espontaneidade e liberdade os humanos tem. O "controle" da natureza pela tecnologia é também uma prisão ao homem, afinal também somos natureza. Debate que também foi trazido na hora da janta, quando a personagem de 153 anos diz que não dominamos a natureza, pois uma hora ela devolverá tudo que pegamos "emprestado". O pai criar uma mulher e uma filha de IA para viver ao seu lado é um exemplo dessa prisão, ilusão e solidão das tecnologias. - E o ponto principal do filme: o quanto somos permissivos quando queremos ser aprovados em algo?
Confesso que esta pergunta foi a que mais me pegou. Vale a pena nos corrompermos apenas por uma aprovação? Quais são os limites para receber uma afirmação que acreditamos merecer? hihi :)
Um filme de vampiros que não é sobre vampiros. Mas uma metáfora sobre relações de poder por meio da disputa racial e cultural.
O vampiro originário é um homem branco (perfil dominante na pirâmide das relações sociais), seguido por um casal médio branco (ideal de padrão familiar). Eles tentam, de toda forma, morder todos aqueles negros e transformá-los também em vampiros, sendo que os negros transformados se vêem satisfeitos com a nova situação (crítica a hegemonia cultural dos eua).
O blues (estética) e a religião afro-americana se demonstram como resistência a essa hegemonia cultural, a personagem Annie (a bruxa) que representa a religião afro é a única que não quer se transformar em vampiro e pede para ser morta. O pai do Sammie, o Pastor, representa a hegemonia da religião no cristianismo e quando o Sammie escolhe não largar o violão, ele opta por essa resistência cultural estética afroamericana que perpassa por diferentes gerações.
O fato de serem gêmeos também é simbólico, já que um virou vampiro e outro foi resistência até o fim e matou todo o ku klux klan. Observando que o que virou vampiro namorava uma mulher branca e virou vampiro pela mordida dela (homogenização). Já o que foi resistência namorava uma mulher preta de religião afroamericana (resistência). Eles serem gêmeos simboliza a dualidade das pessoas (hibridismo cultural) que não necessariamente somos apenas uma coisa, mas podemos ser os dois ao mesmo tempo.
É neste âmbito que cai a questão das disputas culturais, apropriações, entre outros. Por fim, o Buddy Guy aparecer no final foi de arrepiar! O maior ícone e resistência do blues contemporâneo que também perpassou diferentes gerações. Simplesmente um grande fan service para fechar o filme com chave de ouro.
Caraca, quem aprovou esse roteiro deveria ir preso por desperdício de dinheiro público/privado e tortura coletiva do espectador. Que história sem pé e nem cabeça é essa?
Primeira vez que vejo um protagonista virar figurante do próprio filme e o pior: pra outros personagens podres e completamente aleatórios. Inacreditável.
Que filmão, bicho! Um tema tão batido e chato quanto a II Guerra Mundial sempre fica incrível quando sai fora das produções hollywoodianas. Justamente por acabar com o dualismo de vilão x mocinho. Uma guerra sempre é feita por pessoas: pessoas normais com vidas banais. Não existe monstro.
O cara que matou mais de 3 milhões de judeus em Auschwitz era um pai de família comum. Essa humanização é perfeita porque é complexa. Não importa se tem pessoas morrendo do seu lado, pois sempre o que falará mais alto é o seu privilégio. Isso não só em guerras, mas em todas as instâncias. (Nós mesmos fazemos isso o tempo todo).
O que move a sociedade não é o bem x mal, mas sim os ideais (as zonas de interesse).
O filme é um remake do longa-metragem sueco 'Um Homem Chamado Ove' que é infinitamente superior.
"A man called Otto" deixa muito a desejar. Um clichê fraco, com muitas forçações de barra que faz o filme perder o brilho.
O ator que faz o protagonista na versão jovem é muito ruim, deixando os flashbacks totalmente desinteressantes. Mas é um bom passatempo para um domingo em família e sempre ótimo ver que o Tom Hanks nunca perde a forma.
Aqueles filmes que falam de tudo e não falam de nada. É justamente o que define uma péssima direção e por isso deixam longo e maçante, pela incapacidade de cortar cenas e deixar qualquer coisa.
Poderiam ter só focado na relação do casal ou na história da família, ou só na marca… Todo filme biográfico precisa de um foco e os outros acontecimentos rodeiam o foco. É básico de roteiro.
Quando o filme não tem foco, vira isso aí que a gente assistiu, uma história com um puta potencial que não tem sequer um clímax, um momento, um choque, um nada que crie empatia/atenção com público.
E pelo amor de deus, quem fez essa trilha sonora? As músicas destoavam COMPLETAMENTE das cenas. Horroroso.
A atuação do Timothee Chalamet está péssima e acaba com qualquer coisa boa que se possa extrair do filme, tornando a jornada do personagem num clichê adolescente.
Esse roteiro de O Escolhido é ultrapassado, estava no hype quando o autor escreveu o livro nos anos 60, Édipo Rei renascido em Freud, bombando nas discussões e publicações da década. Mas, hoje, Édipo Rei só vive em Freud mesmo, o último Édipo das telonas foi o Neo, de Matrix, e ali morreu.
Sou apaixonada pelo trabalho do diretor Denis Villenueve e achei que pudesse vir algo diferente, um brilho a mais num roteiro anacrônico por si só, mas não aconteceu.
Esteticamente muito bonito, desnecessariamente longo e a mixagem de som é ótima… Mas como já sabem, quando alguém elogia a mixagem de som, é porque não tem muito mais o que se falar… haha
Leonard com suas limitações de memória, segue em busca do suposto assassino da esposa. O plot twist é que ele mesmo matou a esposa com insulina e a história projetada do Sammy, na verdade é sua própria história. Sobre os estupradores, um o Leonard mata na hora, como mostra a cena, e o outro que o empurrou, Leonard consegue matar depois, assim como o Policial nos conta.
O policial, Teddy, estava envolvido no caso e ajudou Leonard a encontrar o estuprador. Porém, para Leonard, matar o estuprador não foi suficiente porque não consegue lembrar da sua vingança. Sem esposa e sem memória da vingança, Leonard encontra um propósito para sua vida: assassinar o John G, é a única coisa que faz sua vida ter sentido.
Por isso, Leonard inventa pistas sobre pessoas aleatórias para assassiná-las como se fossem o John G. o que torna Leonard um assassino em série. Tudo isso é o policial, Teddy, que nos conta. O Teddy aproveita da condição de Leonard para explorá-lo e foi o que ocorreu no caso do traficante Jimmy.
Teddy criou pistas para Leonard assassinar o traficante Jimmy e, assim, não só ficar com a grana do traficante como também eliminá-lo. Afinal, Teddy é policial. No entanto, na conversa entre Leonard e Teddy em que o policial nos conta a realidade, Leonard nota que Teddy é uma ameaça à este mundo imaginário que o protagonista criou e que é seu único propósito. Então, Leonard cria propositalmente uma pista para que no futuro ele desconfie que o Teddy seja o John G para, assim, assassiná-lo. O protagonista fala “você também pode ser o John G”
E a primeira cena do filme que é, na verdade, a conclusão da história: mostra Leonard matando Teddy.
Porém, é importante lembrar que a Natalie, namorada do traficante Jimmy, também ajudou na construção de pistas para o Leonard matar o Teddy. Ela sabia que o Teddy havia usado o Leonard para assassinar o traficante Jimmy, então voltou o feitiço contra o feiticeiro e utilizou o próprio Leonard para se vingar e matar o policial Teddy.
Enfim, é isso. Basta assistir com mais atenção e perceber que todas as respostas o Nolan colocou lá! Afinal, não tem graça expor um quebra-cabeça se você não vai montá-lo :)
Um filme teatralizado, numa adaptação de Romeu e Julieta que atualiza conflitos étnicos interessantes, mas peca pela utilização de blackface nos atores brancos que são pintados para representar porto-riquenhos.
Tecnicamente é lindo, muito bem feito. As coreografias são incríveis e os atores cantam demais! Porém, as interpretações teatralizadas, ou seja, grandes e exageradas, não deixam o espectador desenvolver imersão no roteiro. Já que ao contrário do teatro, o cinema é o espaço do sútil.
É um clássico que merece ser visto, mas de todos os nossos grandes musicais, este não conseguiu eternizar nenhuma música. Talvez seja isso que o torne um tanto impopular. Curiosa pelo remake.
POLÊMICA: Alguém aí também notou a grande influência desse filme nas coreografias dos vídeoclipes do Michael Jackson? Os assobios, os estalos nos dedos, as vozes faladas sobressaindo as músicas, os movimentos lentos e teatralizados, até as posições dos dançarinos que executam as coreografias por grupos... Smooth Criminal, Bad, Thriller, Beat It (que inclusive foi feito com gangues)... Achei curioso!
O filme peca com algumas breguices de transições e cenas em preto e branco aleatórias, porém possui sequências incríveis como a do encontro da Billie com a família na árvore até chegar ao palco. De arrepiar!
Não chega ser uma biografia da cantora, mas um recorte sobre a sua vida, explorando a relação abusiva e opressora do Estado referente a insurgência da cantora negra. Algo que, mais tarde, também ocorreria com Nina Simone, mas de forma diferente.
Achei um filmão, com uma perspectiva interessante de desfocar dos problemas pessoais da Billie, abordando sua história para algo mais amplo, que nos traz N reflexões.
Pra quem curte o conceito de interseccionalidade, esse filme é um prato cheio! E mesmo com uma direção ingênua, agrada quem assiste. Vale a pena :)
O ponto alto do filme é justamente a perspectiva que temos do Ted, pois no fim eu tava só aquelas meninas sonsa da entrevista: "gente, impossível um homem desses fazer isso...!"
Interessante mostrar a inteligencia, frieza, tranquilidade e sedução dos psicopatas que são, para muitos, irresistíveis. Gostei!
A premissa do enredo é muito interessante, mas não souberam executar. Tudo nele é ruim, as atuações, as cenas de violência, os cortes, a trilha sonora, o desfecho. Uma pena, pois tinha potencial pra ser um filmão... De qualquer forma, serviu para trazer algumas reflexões sobre raça, classe e violência. Vale assistir num domingo preguiçoso.
Belíssima fotografia, encantada com os efeitos visuais, mas pqp que roteiro chato da porra! Uma hora e meia de filme e tinha acontecido o total de: 0 coisas
O Drama
3.6 504 Assista AgoraAi que filme bom! Não é uma comédia romântica, é um filme sobre neurose! Não por coincidência, o próprio freud foi citado durante o enredo
Dos quatro, a Emma foi a única que não executou a ação. Ou seja, ela nem chegou a fazer "a pior coisa", foi algo que apenas ficou no plano do pensamento, ao contrário dos outros que realmente fizeram. E todo o filme se desenrola a partir da neurose do noivo pelo "e se..."
É um filme sobre neurose, métrica moral, hipocrisia e sobre como micro situações despretensiosas podem desencadear um espiral caótico desproporcional. Adorei a direção e o caminho sátiro do filme, assim como neuroses são: tão dramáticas que chegam a ser cômicas.
O Filho de Mil Homens
4.1 191 Assista AgoraGente, QUE FILME PERFEITO É ESSE?
Aborda simplesmente psicanálise, fluxo de consciência, alegoria da caverna de platão, concepção de família, estado, fé e natureza e tudo numa poesia sem fim!!! Que narrativa sensível, bicho.
SENSACIONAAAAAAL! Lindo de bonito 🥺
Depois da Caçada
2.9 124 Assista AgoraPoderia ser um filmão sobre ego, traições, corrupções e micropoderes do meio acadêmico, mas é só um filme esquisito com discurso muitíssimo esquisito.
A Avaliação
3.5 162 Assista AgoraFilmes com apenas uma ou poucas ambientações costumam ser os com roteiros mais inteligentes. Esse aqui não fica atrás, apesar de se passar no futuro, é uma baita crítica a sociedade contemporânea. Diversas analogias foram expostas, como:
- A romantização de ter um filho, em que muitas vezes é fomentado apenas por um processo narcisista, essa crítica se torna consolidada ao final com o personagem do pai criando uma filha de IA;
- Uma crítica também ao trabalho perverso e sem sentido com a promessa de algo que nunca virá (personagem da avaliadora), dá pra fazer uma conexão com muitas profissões e/ou até ao sistema capitalista;
- Na hora da janta, há críticas sobre hiper população e controle dos corpos femininos.
- Neste mesmo debate, a questão da negação do envelhecimento, vidas de longos anos, porém completamente sem sentido.
- O fogo na estufa foi ocasionado pela irresponsabilidade do pai que, em vez de olhar a "criança" como a mãe pediu, simplesmente concentrou todo o foco no seu trabalho. E enquanto o seu trabalho teve absoluto sucesso, o da mãe foi completamente destruído. Analogia às famílias contemporâneas que muitas vezes se baseiam no detrimento profissional das mães/mulheres.
- A personagem da mãe escolhe retornar para o mundo velho quando percebe que quanto mais controle os humanos tem sobre a natureza, menos espontaneidade e liberdade os humanos tem. O "controle" da natureza pela tecnologia é também uma prisão ao homem, afinal também somos natureza. Debate que também foi trazido na hora da janta, quando a personagem de 153 anos diz que não dominamos a natureza, pois uma hora ela devolverá tudo que pegamos "emprestado". O pai criar uma mulher e uma filha de IA para viver ao seu lado é um exemplo dessa prisão, ilusão e solidão das tecnologias.
- E o ponto principal do filme: o quanto somos permissivos quando queremos ser aprovados em algo?
Confesso que esta pergunta foi a que mais me pegou. Vale a pena nos corrompermos apenas por uma aprovação? Quais são os limites para receber uma afirmação que acreditamos merecer? hihi :)
Pecadores
4.0 1,3K Assista AgoraUm filme de vampiros que não é sobre vampiros. Mas uma metáfora sobre relações de poder por meio da disputa racial e cultural.
O vampiro originário é um homem branco (perfil dominante na pirâmide das relações sociais), seguido por um casal médio branco (ideal de padrão familiar). Eles tentam, de toda forma, morder todos aqueles negros e transformá-los também em vampiros, sendo que os negros transformados se vêem satisfeitos com a nova situação (crítica a hegemonia cultural dos eua).
O blues (estética) e a religião afro-americana se demonstram como resistência a essa hegemonia cultural, a personagem Annie (a bruxa) que representa a religião afro é a única que não quer se transformar em vampiro e pede para ser morta. O pai do Sammie, o Pastor, representa a hegemonia da religião no cristianismo e quando o Sammie escolhe não largar o violão, ele opta por essa resistência cultural estética afroamericana que perpassa por diferentes gerações.
O fato de serem gêmeos também é simbólico, já que um virou vampiro e outro foi resistência até o fim e matou todo o ku klux klan. Observando que o que virou vampiro namorava uma mulher branca e virou vampiro pela mordida dela (homogenização). Já o que foi resistência namorava uma mulher preta de religião afroamericana (resistência). Eles serem gêmeos simboliza a dualidade das pessoas (hibridismo cultural) que não necessariamente somos apenas uma coisa, mas podemos ser os dois ao mesmo tempo.
É neste âmbito que cai a questão das disputas culturais, apropriações, entre outros. Por fim, o Buddy Guy aparecer no final foi de arrepiar! O maior ícone e resistência do blues contemporâneo que também perpassou diferentes gerações. Simplesmente um grande fan service para fechar o filme com chave de ouro.
Estômago 2: O Poderoso Chef
2.6 106 Assista AgoraCaraca, quem aprovou esse roteiro deveria ir preso por desperdício de dinheiro público/privado e tortura coletiva do espectador. Que história sem pé e nem cabeça é essa?
Primeira vez que vejo um protagonista virar figurante do próprio filme e o pior: pra outros personagens podres e completamente aleatórios. Inacreditável.
Águas Profundas
2.5 426 Assista AgoraA mulher uma safada, o marido um corno e a criança uma coitada
Zona de Interesse
3.6 704 Assista AgoraQue filmão, bicho!
Um tema tão batido e chato quanto a II Guerra Mundial sempre fica incrível quando sai fora das produções hollywoodianas. Justamente por acabar com o dualismo de vilão x mocinho. Uma guerra sempre é feita por pessoas: pessoas normais com vidas banais. Não existe monstro.
O cara que matou mais de 3 milhões de judeus em Auschwitz era um pai de família comum. Essa humanização é perfeita porque é complexa. Não importa se tem pessoas morrendo do seu lado, pois sempre o que falará mais alto é o seu privilégio. Isso não só em guerras, mas em todas as instâncias. (Nós mesmos fazemos isso o tempo todo).
O que move a sociedade não é o bem x mal, mas sim os ideais (as zonas de interesse).
Tenet
3.4 1,3K Assista AgoraRoteiro mal escrito, personagens chatos e cenas esquecíveis. Pior filme do Nolan.
O Pior Vizinho do Mundo
4.0 683 Assista AgoraO filme é um remake do longa-metragem sueco 'Um Homem Chamado Ove' que é infinitamente superior.
"A man called Otto" deixa muito a desejar.
Um clichê fraco, com muitas forçações de barra que faz o filme perder o brilho.
O ator que faz o protagonista na versão jovem é muito ruim, deixando os flashbacks totalmente desinteressantes. Mas é um bom passatempo para um domingo em família e sempre ótimo ver que o Tom Hanks nunca perde a forma.
Casa Gucci
3.2 731 Assista AgoraAqueles filmes que falam de tudo e não falam de nada. É justamente o que define uma péssima direção e por isso deixam longo e maçante, pela incapacidade de cortar cenas e deixar qualquer coisa.
Poderiam ter só focado na relação do casal ou na história da família, ou só na marca… Todo filme biográfico precisa de um foco e os outros acontecimentos rodeiam o foco. É básico de roteiro.
Quando o filme não tem foco, vira isso aí que a gente assistiu, uma história com um puta potencial que não tem sequer um clímax, um momento, um choque, um nada que crie empatia/atenção com público.
E pelo amor de deus, quem fez essa trilha sonora? As músicas destoavam COMPLETAMENTE das cenas. Horroroso.
Duna
3.8 1,7K Assista AgoraA atuação do Timothee Chalamet está péssima e acaba com qualquer coisa boa que se possa extrair do filme, tornando a jornada do personagem num clichê adolescente.
Esse roteiro de O Escolhido é ultrapassado, estava no hype quando o autor escreveu o livro nos anos 60, Édipo Rei renascido em Freud, bombando nas discussões e publicações da década. Mas, hoje, Édipo Rei só vive em Freud mesmo, o último Édipo das telonas foi o Neo, de Matrix, e ali morreu.
Sou apaixonada pelo trabalho do diretor Denis Villenueve e achei que pudesse vir algo diferente, um brilho a mais num roteiro anacrônico por si só, mas não aconteceu.
Esteticamente muito bonito, desnecessariamente longo e a mixagem de som é ótima… Mas como já sabem, quando alguém elogia a mixagem de som, é porque não tem muito mais o que se falar… haha
Amnésia
4.1 2,2K Assista AgoraA ideia do filme é ótima, mas tem uma dinâmica lenta e repetitiva, o que torna super exaustivo.
Não considero um filme mind blowing, tudo é fechadinho pelo diretor:
Leonard com suas limitações de memória, segue em busca do suposto assassino da esposa. O plot twist é que ele mesmo matou a esposa com insulina e a história projetada do Sammy, na verdade é sua própria história. Sobre os estupradores, um o Leonard mata na hora, como mostra a cena, e o outro que o empurrou, Leonard consegue matar depois, assim como o Policial nos conta.
O policial, Teddy, estava envolvido no caso e ajudou Leonard a encontrar o estuprador. Porém, para Leonard, matar o estuprador não foi suficiente porque não consegue lembrar da sua vingança. Sem esposa e sem memória da vingança, Leonard encontra um propósito para sua vida: assassinar o John G, é a única coisa que faz sua vida ter sentido.
Por isso, Leonard inventa pistas sobre pessoas aleatórias para assassiná-las como se fossem o John G. o que torna Leonard um assassino em série. Tudo isso é o policial, Teddy, que nos conta. O Teddy aproveita da condição de Leonard para explorá-lo e foi o que ocorreu no caso do traficante Jimmy.
Teddy criou pistas para Leonard assassinar o traficante Jimmy e, assim, não só ficar com a grana do traficante como também eliminá-lo. Afinal, Teddy é policial. No entanto, na conversa entre Leonard e Teddy em que o policial nos conta a realidade, Leonard nota que Teddy é uma ameaça à este mundo imaginário que o protagonista criou e que é seu único propósito. Então, Leonard cria propositalmente uma pista para que no futuro ele desconfie que o Teddy seja o John G para, assim, assassiná-lo. O protagonista fala “você também pode ser o John G”
E a primeira cena do filme que é, na verdade, a conclusão da história: mostra Leonard matando Teddy.
Porém, é importante lembrar que a Natalie, namorada do traficante Jimmy, também ajudou na construção de pistas para o Leonard matar o Teddy. Ela sabia que o Teddy havia usado o Leonard para assassinar o traficante Jimmy, então voltou o feitiço contra o feiticeiro e utilizou o próprio Leonard para se vingar e matar o policial Teddy.
Enfim, é isso. Basta assistir com mais atenção e perceber que todas as respostas o Nolan colocou lá!
Afinal, não tem graça expor um quebra-cabeça se você não vai montá-lo :)
Amor, Sublime Amor
3.8 377 Assista AgoraUm filme teatralizado, numa adaptação de Romeu e Julieta que atualiza conflitos étnicos interessantes, mas peca pela utilização de blackface nos atores brancos que são pintados para representar porto-riquenhos.
Tecnicamente é lindo, muito bem feito. As coreografias são incríveis e os atores cantam demais! Porém, as interpretações teatralizadas, ou seja, grandes e exageradas, não deixam o espectador desenvolver imersão no roteiro. Já que ao contrário do teatro, o cinema é o espaço do sútil.
É um clássico que merece ser visto, mas de todos os nossos grandes musicais, este não conseguiu eternizar nenhuma música. Talvez seja isso que o torne um tanto impopular. Curiosa pelo remake.
POLÊMICA:
Alguém aí também notou a grande influência desse filme nas coreografias dos vídeoclipes do Michael Jackson? Os assobios, os estalos nos dedos, as vozes faladas sobressaindo as músicas, os movimentos lentos e teatralizados, até as posições dos dançarinos que executam as coreografias por grupos... Smooth Criminal, Bad, Thriller, Beat It (que inclusive foi feito com gangues)... Achei curioso!
Estados Unidos Vs Billie Holiday
3.3 152Espantada com essa nota baixa!
O filme peca com algumas breguices de transições e cenas em preto e branco aleatórias, porém possui sequências incríveis como a do encontro da Billie com a família na árvore até chegar ao palco. De arrepiar!
Não chega ser uma biografia da cantora, mas um recorte sobre a sua vida, explorando a relação abusiva e opressora do Estado referente a insurgência da cantora negra. Algo que, mais tarde, também ocorreria com Nina Simone, mas de forma diferente.
Achei um filmão, com uma perspectiva interessante de desfocar dos problemas pessoais da Billie, abordando sua história para algo mais amplo, que nos traz N reflexões.
Pra quem curte o conceito de interseccionalidade, esse filme é um prato cheio! E mesmo com uma direção ingênua, agrada quem assiste. Vale a pena :)
Tudo Bem no Natal Que Vem
3.5 565Horrível, nada funciona. As interpretações são péssimas e as piadas sem graça.
A premissa do roteiro até tem potencial, mas muito mal executado. Tudo é forçado. Na metade do filme, já não aguentava mais.
Uma pena.
O Escândalo
3.6 461 Assista Agorapor quê esse filmaço tá com uma nota tão baixa? Fala sério!
a cena de assédio da Margot, simplesmente sensacional!
que trio, né mores
Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal
3.3 590 Assista AgoraO ponto alto do filme é justamente a perspectiva que temos do Ted, pois no fim eu tava só aquelas meninas sonsa da entrevista: "gente, impossível um homem desses fazer isso...!"
Interessante mostrar a inteligencia, frieza, tranquilidade e sedução dos psicopatas que são, para muitos, irresistíveis. Gostei!
Milagre na Cela 7
4.1 1,2K Assista AgoraPéssimo título pro filme, pois dá spoiler sobre o final, né, mores
1917
4.2 1,8K Assista AgoraDiretor de fotografia monstro demais, pqp!
Aladdin
3.9 1,3K Assista AgoraMeu deus, que elenco horrível! Péssimas atuações! Só o Will Smith salva mesmo.
Bacurau
4.3 2,8K Assista AgoraLindeza!
Resumo da realidade atual do Brasil num filme sarcástico e inteligente.
Kleber Mendonça obrigada por existir!
BACURAU RESISTE!
Uma Noite de Crime
3.2 2,3K Assista AgoraA premissa do enredo é muito interessante, mas não souberam executar. Tudo nele é ruim, as atuações, as cenas de violência, os cortes, a trilha sonora, o desfecho. Uma pena, pois tinha potencial pra ser um filmão... De qualquer forma, serviu para trazer algumas reflexões sobre raça, classe e violência. Vale assistir num domingo preguiçoso.
Blade Runner 2049
4.0 1,7K Assista AgoraBelíssima fotografia, encantada com os efeitos visuais, mas pqp que roteiro chato da porra! Uma hora e meia de filme e tinha acontecido o total de: 0 coisas
Ajuda nois ridley scott