Metafórico até a medula, e extremamente inteligente. Só conseguia pensar em tantos outros filmes influenciados por esse que nasceu do acaso. A tríade de camadas - personagens francesa e japonês + atores da França e do Japão + as relações entre França e Japão em contexto de guerra - torna o filme um tanto quanto profundo.
Acho a história muito boa, e foi uma mega revolução no cinema dos anos 2000 né? Porém, aos meus olhos saltam mais detalhes que não gostei do que os que gostei. Primeiramente o elenco é bom demais. Atores ingleses são sóbrios né? Isso ajuda para contrastar com o roteiro fantasioso. Porém, sem elaborar muito, a forma sensacionalista escolhida para executar/finalizar muitas das cenas não me compra. Câmera lenta com um musicão melancólico de fundo para sentirmos pena dos personagens pós alguma das 150 pequenas derrotas da jornada. As vezes o povo taca o pau em novelas mexicanas mas o cinema norte-americano quando quer sabe se aproximar bem dessa linguagem.
Quando eu era mais jovem achava ele melhor. Tem partes que a arte é surreal de linda e partes que parece ter sido feita com muita pressa. O vilão é apático e distante, e isso horas soa bom horas ruim. Mas ainda continua sendo um lado B da Disney muito interessante.
Entendo o tempo do Pasolini e de verdade o respeito, mas sinto que essas histórias precisavam de uma adaptação mais enérgica. São contos muito antigos, que beiram o no sense (assim como muitos contos de fadas), e transpostos para o cinema identifico uma necessidade de contornos psicológicos mais marcados para darmos conta de acompanhar com prazer a história. Talvez em 1974 funcionasse melhor, mas em 2026 já não convida tanto. A nudez, o sexo, A homossexualidade, aparição de demônios, culturas não ocidentais… tudo isso já não nos “choca” mais como chocava em outras épocas. Os não atores escolhidos para retratar as personagens também não ajudam nas nuances necessárias. Sei que esbarro no anacrônico, o filme foi feito em outra época, com outra língua, outra tendência e vontade artística… mas de verdade me pergunto quais cineastas permeiam mais o plano do “datado” e quais não. E isso tudo refletindo numa boa, pois o acho um artista gênio.
É uma grande história. Novelesco, do jeito que eu gosto! Porém as vezes acho que ele abusa um pouco do pacto entre público e universo criativo. 30 minutos de luta dentro de uma igreja e as pessoas assim 👁️👄👁️ estáticas olhando o atentado contra o bispo.
Tem um lance de “aprofundamento” da história que até me interessa, mas de um modo geral achei bem bobinho. Mataram a cena da transformação da rainha. A tecnologia se colocando na frente da emoção da história é equivalente a colocar os carros na frente dos bois. Não funciona!
Indo na contramão: me atrai muito a violência do filme. Mas a cena que mais me emocionei foi a da mãe dele correndo pra ajudá-lo a levantar e se lembrando de quando ele era criança.
É uma das melhores jornadas do herói de todos os tempos (a história, não o filme) e tiveram coisas que gostei e outras que não gostei.<br/>Gosto do olhar mais político e realista que acrescentaram nessa versão, mas ao mesmo tempo, foram essas características que mataram três dos melhores momentos da narrativa:
1. O contato dele com Deus na montanha. A criança não passou a emoção; 2. O cajado que se transforma em cobra. Aliás, não existe nem cajado; 3. O mar vermelho se abrindo.
Perdão pelo trocadilho mas quando acabou gritei um sonoro: Haleluiaaaaa! Infelizmente a obra de Pasolini quase não abre brechas para meu interesse. Aliás, interesse tenho muito, mas não me agrada a execução. E isso é completamente pessoal, não tenho nem um A pra falar de mal das suas criações. A forma como ele conduz as emoções (ou melhor, que não as conduz) me distancia e entedia demais, e isso que sou grande fã de filmes bíblicos.
Já ouvi falar em homem besta mas esse aqui é brincadeira. Assisti em um dia cansativo. Não consegui gostar de nada dessa história. Num futuro darei outra chance mas confesso que torci muito pra acabar rápido.
Já disse por aqui mas repito. Não sou um amante ferrenho de cinema visual. Explico: óbvio que um bom criador leva em conta e sabe brincar com o visual de sua obra, mas gosto mesmo de acompanhar uma boa história. Tarkovski quebra essa minha ideia pois ele tem as duas coisas, e alias, até supera a expectativa pois a aparência de seus filmes é de outro mundo.
Normalmente essas experiências visuais fortificadas não me convidam. Sou mais de um bom roteiro. No caso, nem tenho estofo pra criticar o desse filme, mas particularmente não me despertou. Gosto da trilha sonora e de todo o elenco. E de qualquer forma a diretora é sim interessantíssima.
A forma como ele e a equipe artística montam seus filmes é impressionante. Eu que particularmente sou muito mais entusiasta de roteiros, não posso deixar de me sensibilizar com a força das imagens dele. A primeira parte do filme me passou uma aura mais pesada que muito filme de terror. O personagem entrando nas sombras, aquela casa… cruzes! Diretor incrível.
O Baile
4.3 70Genial. Divertido e reflexivo no mesmo ponto. A quebra de expectativas em alguns momentos de transição é interessantíssima.
Betty Blue
4.1 87 Assista AgoraÉ um dos filmes mais inteligentes que já vi. Que injeção de adrenalina esse último ato. Aula de como não ser piegas e previsível.
Hiroshima, Meu Amor
4.2 333 Assista AgoraMetafórico até a medula, e extremamente inteligente. Só conseguia pensar em tantos outros filmes influenciados por esse que nasceu do acaso. A tríade de camadas - personagens francesa e japonês + atores da França e do Japão + as relações entre França e Japão em contexto de guerra - torna o filme um tanto quanto profundo.
O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel
4.4 1,9K Assista AgoraAcho a história muito boa, e foi uma mega revolução no cinema dos anos 2000 né? Porém, aos meus olhos saltam mais detalhes que não gostei do que os que gostei.
Primeiramente o elenco é bom demais. Atores ingleses são sóbrios né? Isso ajuda para contrastar com o roteiro fantasioso.
Porém, sem elaborar muito, a forma sensacionalista escolhida para executar/finalizar muitas das cenas não me compra. Câmera lenta com um musicão melancólico de fundo para sentirmos pena dos personagens pós alguma das 150 pequenas derrotas da jornada.
As vezes o povo taca o pau em novelas mexicanas mas o cinema norte-americano quando quer sabe se aproximar bem dessa linguagem.
O Caldeirão Mágico
3.5 128Quando eu era mais jovem achava ele melhor. Tem partes que a arte é surreal de linda e partes que parece ter sido feita com muita pressa. O vilão é apático e distante, e isso horas soa bom horas ruim. Mas ainda continua sendo um lado B da Disney muito interessante.
As Mil e Uma Noites
3.8 52Entendo o tempo do Pasolini e de verdade o respeito, mas sinto que essas histórias precisavam de uma adaptação mais enérgica. São contos muito antigos, que beiram o no sense (assim como muitos contos de fadas), e transpostos para o cinema identifico uma
necessidade de contornos psicológicos mais marcados para darmos conta de acompanhar com prazer a história. Talvez em 1974 funcionasse melhor, mas em 2026 já não convida tanto. A nudez, o sexo, A homossexualidade, aparição de demônios, culturas não ocidentais… tudo isso já não nos “choca” mais como chocava em outras épocas. Os não atores escolhidos para retratar as personagens também não ajudam nas nuances necessárias. Sei que esbarro no anacrônico, o filme foi feito em outra época, com outra língua, outra tendência e vontade artística… mas de verdade me pergunto quais cineastas permeiam mais o plano do “datado” e quais não. E isso tudo refletindo numa boa, pois o acho um artista gênio.
O Feitiço de Áquila
3.8 429 Assista AgoraÉ uma grande história. Novelesco, do jeito que eu gosto! Porém as vezes acho que ele abusa um pouco do pacto entre público e universo criativo.
30 minutos de luta dentro de uma igreja e as pessoas assim 👁️👄👁️ estáticas olhando o atentado contra o bispo.
Branca de Neve
2.1 336 Assista AgoraTem um lance de “aprofundamento” da história que até me interessa, mas de um modo geral achei bem bobinho.
Mataram a cena da transformação da rainha. A tecnologia se colocando na frente da emoção da história é equivalente a colocar os carros na frente dos bois. Não funciona!
A Paixão de Cristo
3.7 1,2K Assista grátisIndo na contramão: me atrai muito a violência do filme.
Mas a cena que mais me emocionei foi a da mãe dele correndo pra ajudá-lo a levantar e se lembrando de quando ele era criança.
Coração Valente
4.1 1,3K Assista AgoraPrimeira cena de massacre muito satisfatória.
O Resgate do Soldado Ryan
4.2 1,7K Assista AgoraUma pitadinha a mais de características romanescas/novelescas e esse filme (pra mim) seria per-fei-to.
Êxodo: Deuses e Reis
3.1 1,2K Assista AgoraÉ uma das melhores jornadas do herói de todos os tempos (a história, não o filme) e tiveram coisas que gostei e outras que não gostei.<br/>Gosto do olhar mais político e realista que acrescentaram nessa versão, mas ao mesmo tempo, foram essas características que mataram três dos melhores momentos da narrativa:
1. O contato dele com Deus na montanha. A criança não passou a emoção;
2. O cajado que se transforma em cobra. Aliás, não existe nem cajado;
3. O mar vermelho se abrindo.
O Evangelho Segundo São Mateus
4.0 93Perdão pelo trocadilho mas quando acabou gritei um sonoro: Haleluiaaaaa!
Infelizmente a obra de Pasolini quase não abre brechas para meu interesse. Aliás, interesse tenho muito, mas não me agrada a execução. E isso é completamente pessoal, não tenho nem um A pra falar de mal das suas criações. A forma como ele conduz as emoções (ou melhor, que não as conduz) me distancia e entedia demais, e isso que sou grande fã de filmes bíblicos.
As 7 Máscaras da Morte
3.9 59 Assista AgoraUm prato cheio pra quem gosta de teatro. Vontade de ler e reler cada uma dessas peças. Menção especial para a morte da Joana D’arc’!
A Sereia do Mississipi
3.8 31Já ouvi falar em homem besta mas esse aqui é brincadeira.
Assisti em um dia cansativo. Não consegui gostar de nada dessa história. Num futuro darei outra chance mas confesso que torci muito pra acabar rápido.
O Espelho
4.2 274 Assista AgoraJá disse por aqui mas repito. Não sou um amante ferrenho de cinema visual. Explico: óbvio que um bom criador leva em conta e sabe brincar com o visual de sua obra, mas gosto mesmo de acompanhar uma boa história. Tarkovski quebra essa minha ideia pois ele tem as duas coisas, e alias, até supera a expectativa pois a aparência de seus filmes é de outro mundo.
Visto no cinema. Experiência legal!
A Infância de Ivan
4.3 164 Assista AgoraO olhar desse diretor… 😮
Corra, Lola, Corra
3.8 1,1K Assista AgoraAdoro cinema frenético! A-do-ro!
A Tortura do Silêncio
3.9 154 Assista AgoraAdoro as histórias que ele escolhe contar. Fico com vontade de acompanhar já de início. Suas escolhas me cativam!
O Fabuloso Destino de Amélie Poulain
4.3 5,0KDei boas risadas. Filme muito criativo! Por essa história de amor eu torci.
Maria Antonieta
3.7 1,3K Assista AgoraNormalmente essas experiências visuais fortificadas não me convidam. Sou mais de um bom roteiro. No caso, nem tenho estofo pra criticar o desse filme, mas particularmente não me despertou. Gosto da trilha sonora e de todo o elenco. E de qualquer forma a diretora é sim interessantíssima.
Uma Mulher Sob Influência
4.3 170 Assista AgoraEu ao mesmo tempo entendo e questiono a duração do filme. Todos os atores mandaram muito bem, mas ela, claro, um caso à parte.
Estrada Perdida
4.0 508 Assista AgoraA forma como ele e a equipe artística montam seus filmes é impressionante. Eu que particularmente sou muito mais entusiasta de roteiros, não posso deixar de me sensibilizar com a força das imagens dele. A primeira parte do filme me passou uma aura mais pesada que muito filme de terror. O personagem entrando nas sombras, aquela casa… cruzes! Diretor incrível.
O Reino dos Gatos
3.9 411 Assista AgoraUma mistura de tudo o que eu lia quando era criança… um reino distante, transformações, duelos de espada, uma fuga. Adorei!