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Últimas opiniões enviadas

  • Bruno Silvestre Silva de Souza

    Só é possível dizer qual é o melhor filme de Wong Kar-Wai porque em 2000 ele lançou essa obra-prima diante de tantos belos filmes seus. Amor à Flor da Pele mostra a história de Chow (Tony Leung Chiu Wai) que descobre que sua esposa o trai com o marido da sua vizinha Li-Zhen (Maggie Cheung). A partir daí se constrói uma história de sucessivos encontros entre duas pessoas, onde se inicia uma amizade, ficando cada vez mais próximas até perceberem que os sentimentos crescem rapidamente e ficam fora de controle, forçando eles a tomarem uma decisão que não é algo que eles realmente gostariam de fazer. Aliada à forte narrativa, o filme tecnicamente é indefectível com a mão segura do roteiro de Kar-Wai, a química inigualável do casal central de atores, além dos eternos colaboradores que quase são “personagens” do filme como: a fotografia de Christopher Doyle, a trilha sonora de Shigeru Umebaysashi e o figurino de Willian Chang. Um filme para ser visto e revisto, sempre nos trazendo à tona, o quê nos faríamos no lugar deles?.

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  • Bruno Silvestre Silva de Souza

    O Lugar em que um Homem Mora (2003) é uma obra de WPC onde percebemos um experimento documental em 3 atos: No primeiro ele faz uso do didatismo histórico para explicar o local citado do título, lembrando o papel político-social da principal religião local, onde se fala também que hoje a(s) igreja(s) tem uma função social protetora das próprias mazelas da sociedade. O segundo ato é o uso das cores, visto antes em Gabbeh (1996) de Mohsen Makhmalbaf e a denúncia social do descaso político paisagem x realidade como em Maranhão 66 (1966) de Gláuber Rocha e depois em O Contador de Histórias (2009) de Luis Villaça, onde a fala de coisas boas contradizem as imagem cruéis apresentadas. Por fim, o ato final com as questões sócio-religiosas do autor/personagem que não se adequa com o ambiente no qual mora?, com as demais pessoas?, com a religião? e talvez nem profissionalmente (o dilema dicotômico: ser crítico ou cineasta?). Caro amigo, a situação social do Brasil em muitas partes melhorou, pois pobres deixaram de ser miseráveis e outras religiões tem mais aceitação hoje em dia; mas o melhor de tudo é a sua definição como artista e como crítico também. Tanto talento não poderia ser canalizado numa única profissão. Acho que a vantagem que eu tenho sobre os demais resenhistas dessa obra é que eu já o "conhecia" nessa época, mesmo que virtualmente e acompanhei à distância o seu crescimento profissional e pessoal. Parabéns pela ousadia de dividir com o então mundo existente as suas angústias e expectativas. A sua identificação mor com a obra talvez seja o reflexo porque ela é que mais fala de você mesmo através de si próprio. Como recriminá-lo pelo feito?

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  • Bruno Silvestre Silva de Souza

    Com Manuel de Oliveira, eu só tinha experiência com O Convento (1995) com os mesmos John Malkovich e Catherine Deneuve, mas a tentativa de explicar a origem e a existência de Shakespeare, no filme é pouco desenvolvida, perdida em tramas paralelas, que nos confundem qual seria a história principal do filme. Nesse Um Filme Falado (2003), através da mãe portuguesa (professora de história) que durante a viagem, explica para a filha partes importantes da história mundial de uma forma envolvente. Numa determinada cena, 4 personagens com nacionalidades diferentes (americana, francesa, italiana e grega) falam nos seus respectivos idiomas e são compreendidos normalmente, um paradoxo que quando pessoas falam sobre o mesmo tema e numa certa fluência são capazes de se entenderem, mesmo sem falar o mesmo idioma. A inocência da menina portuguesa que acredita em tudo que a mãe fala, nos deixa a impressão que o diretor acredita no futuro da humanidade, com uma visão otimista.

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  • Wesley PC>
    Wesley PC>

    Pois é... E, neste ano, ainda perdemos o grande Idrissa Ouedraogo, algo que não foi suficientemente noticiado infelizmente. Descobri, por acaso, na cerimônia do Oscar deste ano. E as perdas físicas se acumulam - mas os legados imateriais são imortais! <3 (WPC>)

  • Wesley PC>
    Wesley PC>

    É o trauma de envelhecer... As perdas que se acumulam! (WPC>)

  • Wesley PC>
    Wesley PC>

    Excelente inserção esta sua homenagem ao Jonathan Demme... Ainda não vi seus filmes mais recentes, estes musicais, inclusive o documentário sobre a turnê do Justin Timberlake. Verei em tua homenagem....

    Eu estive sem computador por alguns meses, por isso, fiquei afastado do Filmow ao longo de vários meses. Mas estou voltando com a corda toda (risos). Aos poucos, vou restabelecendo o diálogo da maneira devida, camarada.

    Abraço! (WPC>)