Mais grave do que ter uma historicidade acerca dos fatos em torno do artista Michael Jackson bastante truncada - às vezes somente 'esquecida' - é o roteiro de John Logan transformar personagens basais como Quincy Jones em quase figurantes, com pouca ou nenhuma relevância. Surreal! Quincy é mostrado rapidamente umas duas vezes, enquanto o segurança e real figura paterna de Michael permeia todo o filme. Cadê Diana Ross?! Onde estão todas aquelas celebridades que deveriam aparecer na cena do Studio 54?! E o USA for Africa?! A 'irmã boa' Janet quis ficar de fora disso e acabou gerando um enorme elefante na sala: ou, mais precisamente, na mesa de refeição em que figuravam - como praticamente figurantes! - os meninos irmãos de Michael - os Jackson 5! -, e, como a única das duas meninas irmãs, a praticamente figurante La Toya. Por sinal, o único dos poucos momentos da 'irmã má' que merece ser lembrado, por motivos duvidosos, é o daquela cobra no sofá. Terá sido uma ironia pesada dirigida à La Toya de toda uma história futura que ficou de fora do filme? Por falar em cobra, e aquele macaco sorrindo em IA? O nariz operado de Michael! O nariz, numa IA realmente desrespeitosa (eu me recuso a cogitar que aquilo tenha sido CGI), oscilava entre 'levemente operado' e 'bastante operado', a depender dos takes! Uau.
Alguns pontos fortes - por favor! - são os trabalhos de Jaafar Jackson (que parece ter sido parido para um dia fazer esse papel!), de Juliano Valdi (o absolutamente irresistível Michael criança!), além, obiamente, do de Colman Domingo (Joe, um canalha sem possibilidade de redenção). Por sinal - e aqui já deixando os raros pontos altos... -, Joseph Jackson, nesse filme, por um triz não aparece mais do que seu filho Michael. Fico pensando se foi intencional, se a ideia era assumi-lo mesmo como um grande antagonista.
O advogado John Branca, no filme, é um visionário maior do que Quincy Jones. John Branca na vida real, além de coexecutor do espólio de Michael Jackson, coproduziu "Michael". (Ai, ai.) Um filme gritantemente (e fatalmente) chapa branca (o espólio spoiler...), mas que, ainda assim, vale um bocado a experiência da tela gigante, particularmente pelas eletrizantes cenas de palco e de videoclipe (Jaafar está mesmo incrível!).
No fim, eu fico com o desejo de um dia vermos uma cinebiografia do maior artista da história do pop que seja fidedigna, corajosa e livre. Quando então teríamos aquilo que mais faltou ao roteiro de Michael (2026): a psique de Michael Joseph Jackson.
É um musical de teatro cadastrado aqui no Filmow como um filme?? OXE! Por isso que eu morri de procurar no Letterboxd, com esses dados, e nada de aparecer.
Óbvio que o filme tem mil méritos que nem precisam ser mencionados. Mas tem um problema grave, a meu ver, e basal: não se decide entre ser minimamente realista ou por abraçar a mais pura fantasia dos quadrinhos. Aqui, Batman ora procura saber um jeito de entrar num avião em movimento, ora abre suas asas de morcegão e sai voando por Gotham. E o filme tem um efeito colateral, típico de seu gênero: é coisa de mais para ser narrada, tornando a obra longa de mais e frenética de mais, não nos sendo permitido um maior aprofundamento da psique de um personagem como o Joker. Bem. Dito isso, um salve eterno ao monstro Heath Ledger e sua (conclusa) atuação-testamento. Que ele esteja muito bem nesse panteão onde vão morar somente as atrizes e atores 'larger than life'. Ah, mas por falar nisso:
por que danado deixaram ele, vivo, pendurado naquele edifício e simplesmente encerraram o filme? 'To be continued' ou mesmo um buraco? P.s.: adorei a surpresa que tive ao descobrir, no fim, quem era na verdade o "cavaleiro obscuro".
está sonhando (sem que a gente saiba) e acorda no susto, com um grito masculino áspero, pavoroso, que surge no exato limite com a vigília - se é que esse limite ali existe.
E assim parece que foi tudo mesmo uma farsa, não é? Que até Oprah Winfrey comprou (dando o próprio nome pra ser rasgado). E que eu comprei, na ocasião. (Passei mal e tudo, num dos 2 episódios.)
Posso já ter comentado isso aqui: foi meu primeiro '3Dzão' num cinema, experiência luxuosa. No entanto, uma experiência anterior que tive com 3D numa sala de cinema foi 'aquela' cena em A Hora do Pesadelo 6: Pesadelo Final, A Morte de Freddy (1991), uma experiência bem gostosa na ocasião.
, eu confesso que cheguei a voltar a cena, do tanto que eu torci para ver aquilo acontecer. Dito isso, tenho que lembrar que senti que, logo no primeiro episódio, aquele bebê 'atômico' -
- quase põe tudo a perder para mim. Detestei aquilo ali. Além disso - e aqui deve ser efeito colateral de ter visto os últimos capítulos de Vale Tudo (2025) -, senti que a narrativa, sobretudo para o tempo prolongado (não de um filme mas) de uma série, não deu conta de falar satisfatoriamente de alguns pais de personagens principais ali, como a mãe de Lily - muito pouco narrada -, os pais de Rich -
É bom ver o tema da ditadura militar brasileira (1964-1985) - um dos dois capítulos mais nefastos da história da minha pátria, juntamente com a escravidão do povo africano, talvez este último O mais nefasto -, tão explorado pelo cinema brasileiro como um todo neste exato momento, sendo aqui tratado sob a lente microscópica das subjetividades - particularmente a de Eunice. Embora não tenha sido a mim uma obra cinematográfica excepcional, ainda que inegavelmente muito boa, dá perfeitamente para compreender por que venceu o Oscar de melhor filme estrangeiro. Parece mesmo ter sido encomendada (pela Globoplay) para tal. "Faz isso aqui e vai lá buscar as estatuetas." É um tipo de drama de que Walter Salles entende tão bem e de que Hollywood tanto gosta. Digo isso de boa fé. Fernanda Torres e Selton Mello estão excepcionais - e aqui encontramos afinal a excepcionalidade. Todos os atores, aliás, estão ótimos, num trabalho conjunto muito bem calibrado. Mas é ela, Fernandinha, quem conduz. Para no fim... vermos ela, Fernandona, coroar. Que momento massa o do cinema brasileiro atual.
À parte a inovação sensacional dos efeitos especiais que o filme nos mostra, eu, que o vi criança ou púbere, tenho que admitir que fui um bocado perturbado por aquele final
Desobedientes
2.9 69 Assista Agora'Cês 'tão de brincadeira com esses comentários?! A série é ÓTIMA! E o final conseguiu ser
triste e eletrizante
No mais, eu espero TONI COLLETTE segurar seu Oscar como esperei Gary Oldman segurar o dele - ainda por Drácula!
Michael
3.8 290Um espólio verdadeiramente spoiler!
Mais grave do que ter uma historicidade acerca dos fatos em torno do artista Michael Jackson bastante truncada - às vezes somente 'esquecida' - é o roteiro de John Logan transformar personagens basais como Quincy Jones em quase figurantes, com pouca ou nenhuma relevância. Surreal! Quincy é mostrado rapidamente umas duas vezes, enquanto o segurança e real figura paterna de Michael permeia todo o filme. Cadê Diana Ross?! Onde estão todas aquelas celebridades que deveriam aparecer na cena do Studio 54?! E o USA for Africa?! A 'irmã boa' Janet quis ficar de fora disso e acabou gerando um enorme elefante na sala: ou, mais precisamente, na mesa de refeição em que figuravam - como praticamente figurantes! - os meninos irmãos de Michael - os Jackson 5! -, e, como a única das duas meninas irmãs, a praticamente figurante La Toya. Por sinal, o único dos poucos momentos da 'irmã má' que merece ser lembrado, por motivos duvidosos, é o daquela cobra no sofá. Terá sido uma ironia pesada dirigida à La Toya de toda uma história futura que ficou de fora do filme? Por falar em cobra, e aquele macaco sorrindo em IA? O nariz operado de Michael! O nariz, numa IA realmente desrespeitosa (eu me recuso a cogitar que aquilo tenha sido CGI), oscilava entre 'levemente operado' e 'bastante operado', a depender dos takes! Uau.
Alguns pontos fortes - por favor! - são os trabalhos de Jaafar Jackson (que parece ter sido parido para um dia fazer esse papel!), de Juliano Valdi (o absolutamente irresistível Michael criança!), além, obiamente, do de Colman Domingo (Joe, um canalha sem possibilidade de redenção). Por sinal - e aqui já deixando os raros pontos altos... -, Joseph Jackson, nesse filme, por um triz não aparece mais do que seu filho Michael. Fico pensando se foi intencional, se a ideia era assumi-lo mesmo como um grande antagonista.
O advogado John Branca, no filme, é um visionário maior do que Quincy Jones. John Branca na vida real, além de coexecutor do espólio de Michael Jackson, coproduziu "Michael". (Ai, ai.) Um filme gritantemente (e fatalmente) chapa branca (o espólio spoiler...), mas que, ainda assim, vale um bocado a experiência da tela gigante, particularmente pelas eletrizantes cenas de palco e de videoclipe (Jaafar está mesmo incrível!).
No fim, eu fico com o desejo de um dia vermos uma cinebiografia do maior artista da história do pop que seja fidedigna, corajosa e livre. Quando então teríamos aquilo que mais faltou ao roteiro de Michael (2026): a psique de Michael Joseph Jackson.
Enterre Seus Mortos
2.4 42 Assista AgoraMais filmes de horror no Brasil, por favor.
Baraka - Um Mundo Além das Palavras
4.5 141Verei. Vejam Samsara (2011)!
Despertar da Primavera
4.6 52É um musical de teatro cadastrado aqui no Filmow como um filme?? OXE! Por isso que eu morri de procurar no Letterboxd, com esses dados, e nada de aparecer.
Batman: O Cavaleiro das Trevas
4.5 3,8K Assista AgoraÓbvio que o filme tem mil méritos que nem precisam ser mencionados. Mas tem um problema grave, a meu ver, e basal: não se decide entre ser minimamente realista ou por abraçar a mais pura fantasia dos quadrinhos. Aqui, Batman ora procura saber um jeito de entrar num avião em movimento, ora abre suas asas de morcegão e sai voando por Gotham. E o filme tem um efeito colateral, típico de seu gênero: é coisa de mais para ser narrada, tornando a obra longa de mais e frenética de mais, não nos sendo permitido um maior aprofundamento da psique de um personagem como o Joker. Bem. Dito isso, um salve eterno ao monstro Heath Ledger e sua (conclusa) atuação-testamento. Que ele esteja muito bem nesse panteão onde vão morar somente as atrizes e atores 'larger than life'. Ah, mas por falar nisso:
por que danado deixaram ele, vivo, pendurado naquele edifício e simplesmente encerraram o filme? 'To be continued' ou mesmo um buraco? P.s.: adorei a surpresa que tive ao descobrir, no fim, quem era na verdade o "cavaleiro obscuro".
O Testamento: O Segredo de Anita Harley
4.0 65"Paramos aqui. Por favor."
- Sônia "Suzuki" Soares
"Paramoxsh aqui?"
Ai, Globoplay... Continua, vai? Não para aqui, não. Que JOIA vocês fizeram!
Aftersun
4.0 793Lembro bem de como fiquei quando vi este filme sensível maravilhoso. De ressaca por dias.
Me Chame Pelo Seu Nome
4.1 2,6K Assista AgoraArmie Hammer foi
perverso
Perverso - sobretudo naquele telefonema do final.
O Farol
3.8 1,7K Assista AgoraUm Eggers de uma narrativa claustrofóbica, até exaustiva. Mas uma experiência bem válida.
Ao Cair da Noite
3.1 1,0K Assista AgoraAssisti anos atrás. Tive com ele o maior susto da minha vida vendo um filme de terror. A cena em que um personagem
está sonhando (sem que a gente saiba) e acorda no susto, com um grito masculino áspero, pavoroso, que surge no exato limite com a vigília - se é que esse limite ali existe.
Oprah Winfrey Apresenta: Depois de Neverland
3.2 2Como é que Oprah Winfrey põe o próprio nome pra ser rasgado desse jeito?
Deixando Neverland
3.4 246E assim parece que foi tudo mesmo uma farsa, não é? Que até Oprah Winfrey comprou (dando o próprio nome pra ser rasgado). E que eu comprei, na ocasião. (Passei mal e tudo, num dos 2 episódios.)
Demônio de Neon
3.2 1,2K Assista AgoraDigam o que quiserem. Eu adoooro esse filme. Hipnótico feito sua protagonista. Já devo ter visto umas 4 vezes.
A Hora do Pesadelo 6: Pesadelo Final, A Morte de …
3.0 392 Assista AgoraMinha primeira experiência (tão gostosinha!) com 3D num cinema. (:
Pina
4.4 406 Assista AgoraPosso já ter comentado isso aqui: foi meu primeiro '3Dzão' num cinema, experiência luxuosa. No entanto, uma experiência anterior que tive com 3D numa sala de cinema foi 'aquela' cena em A Hora do Pesadelo 6: Pesadelo Final, A Morte de Freddy (1991), uma experiência bem gostosa na ocasião.
Melancolia
3.8 3,1K Assista Agora'Fico besta' que ESSE filme tenha 3.8 de média geral aqui, e não 4.3, 4.4...
Labirinto: A Magia do Tempo
3.9 616 Assista AgoraEu já devo ter dito isso por aqui, mas em todo caso: foi a primeira fita a entrar no primeiro videocassete que a minha casa teve. (:
It: Bem-Vindos a Derry (1ª Temporada)
4.1 366 Assista AgoraQuando, no último episódio, a criatura
come a cara do general fdp
Dito isso, tenho que lembrar que senti que, logo no primeiro episódio, aquele bebê 'atômico' -
uma das formas da entidade
Além disso - e aqui deve ser efeito colateral de ter visto os últimos capítulos de Vale Tudo (2025) -, senti que a narrativa, sobretudo para o tempo prolongado (não de um filme mas) de uma série, não deu conta de falar satisfatoriamente de alguns pais de personagens principais ali, como a mãe de Lily - muito pouco narrada -, os pais de Rich -
que só aparecem no funeral do filho!
mortos logo no primeiro episódio
Ângela Diniz: Assassinada e Condenada
4.0 62 Assista Agora"- Você consegue tudo o que você quer, né, menina?
- Eu quero tudo. Quero você, quero essa casa, quero essa praia. Quero beber, trepar, fumar. Quero a minha filha (...)."
Terminei de ver há poucos dias. E nem a série, nem Ângela, nem Marjorie saem da minha cabeça.
Perrengue Fashion
2.8 69Ainda vou assistir, mas fiquei chocado ao ver ali que "nacional" é um gênero (!!) para o Filmow. Oxe!
Ainda Estou Aqui
4.5 1,5K Assista AgoraÉ bom ver o tema da ditadura militar brasileira (1964-1985) - um dos dois capítulos mais nefastos da história da minha pátria, juntamente com a escravidão do povo africano, talvez este último O mais nefasto -, tão explorado pelo cinema brasileiro como um todo neste exato momento, sendo aqui tratado sob a lente microscópica das subjetividades - particularmente a de Eunice. Embora não tenha sido a mim uma obra cinematográfica excepcional, ainda que inegavelmente muito boa, dá perfeitamente para compreender por que venceu o Oscar de melhor filme estrangeiro. Parece mesmo ter sido encomendada (pela Globoplay) para tal. "Faz isso aqui e vai lá buscar as estatuetas." É um tipo de drama de que Walter Salles entende tão bem e de que Hollywood tanto gosta. Digo isso de boa fé. Fernanda Torres e Selton Mello estão excepcionais - e aqui encontramos afinal a excepcionalidade. Todos os atores, aliás, estão ótimos, num trabalho conjunto muito bem calibrado. Mas é ela, Fernandinha, quem conduz. Para no fim... vermos ela, Fernandona, coroar. Que momento massa o do cinema brasileiro atual.
A Entidade 2
2.7 572 Assista AgoraÉ um filme sobre mãos: um personagem
perde metade da mão (depois 'desperde', milagrosamente!)
Um Lobisomem Americano em Londres
3.7 648À parte a inovação sensacional dos efeitos especiais que o filme nos mostra, eu, que o vi criança ou púbere, tenho que admitir que fui um bocado perturbado por aquele final
nada happy ending
irrompendo em blackout sobre o take estático do agora homem definitivamente abatido, melancolicamente, no meio da rua.