É um bom documentário, inicialmente eu tinha ficado incomodado pelo ênfase nas teorias conspiracionistas, porém o documentário soube equilibrar bem as diferentes visões e opiniões sobre o que de fato aconteceu. A terceira teoria pareceu a menos absurda pela postura da jornalista, onde ela apresenta alguns questionamentos muito bons sobre a versão oficial, apesar te ter forçado na sua tese do que aconteceu, pelo menos a postura foi bem diferente do Jeff Wise, ele forçava demais até nos questionamentos, pelo menos a jornalista não tinha reputações que eram um tapa na sua cara, fiquei feliz que ele tenha perdido credulidade depois desse caso, já a repórter francesa não sei o que pensar dela, parece séria demais para ser conspiracionista, porém forçada demais para ser uma jornalista confiável, até eu posso usar o argumento de “tenho fontes”.
Deveriam ter focado mais nas inconsistências das investigações do que nessas teorias, principalmente com a dramaticidade colocada em cima delas, pelo menos o documentário dá um bom contexto para esse ser um dos maiores mistérios da aviação e as inúmeras ideias sobre o que possivelmente aconteceu. Impressionante o quanto a falta de informação e a brecha para o desconhecimento abrem margem para tantas coisas, sendo algumas absurdas. A única conclusão que podemos chegar desse caso é desejar que o avião seja totalmente achado para dar um verdadeiro encerramento a essas pobres famílias.
“A melhor história live action de Star Wars ” é meio que o subtítulo dessa série por muitas pessoas. Devo dizer que elas estavam certas, caralho que série boa, Mandaloriano para mim, tem mais fantasia/magia, o tom mais aventuroso desse universo, Andor vai justamente ao lado contrário, antes para mim nada superava o Império contra ataca, nenhuma série live action ou mesmo Rogue One, mas essa série conseguiu.
O maior problema é justamente o começo, que é bem qualquer merda, assisti Rougue One a uns 8 anos atrás, então não lembrava direito nem do próprio Cassian, então entre muitas aspas foi introduzido na história como alguém sem o conhecimento prévio. O ritmo dos dois primeiros episódios são bem lentos, o que não seria um problema se fossem interessantes, mas não são, a forma como o Cassian foi descoberto foi meio idiota e um pouco forçada, por causa de ciúmes! Me poupe roteiro. Pelo menos isso serviu pro caldo engrossar no terceiro ep, onde aí então as coisas começaram a ficar interessantes.
Impressionante o quanto pegam o conceito inicial da trilogia clássica é expandem tão bem aqui, o sentimento do porque a rebelião é formada junto a opressão do Império, você vai criando cada vez mais asco desses ditadores de merda e passa a vibrar quando atos de insurreição acontecem e dão certo, achei que tentariam humanizar eles um pouco como um dos episódios de Mandaloriano, porém lá não eram exatamente imperiais e sim trabalhadores que acreditavam no império, aqui mostra como toda a organização é algo rígido, opressivo e que é cada um por si lá dentro, todo oficial é alguém que você passa a sentir um desgosto tremendo.
Isso vale tanto pros novatos, Dedra Meero e Syril Karn, que tem uma rigidez beirando a nervosismo, pois claramente não tem tanta experiência quantos aos que estão a sua volta, quanto pros veteranos, todos eles tem um certo sadismo ou completa falta de empatia beirando a um estoicismo emocional (e não estou falando da corrente filosófica); Sempre o império é desconfortável de ver, conseguem expandir eles muito bem, uma única TIE fighter que era insignificante nos filmes, consegue ser extremamente assustadora, mostrando o poder do império e a paranoia que se cria por quem não o apoia, todas as cenas da Mon Mothma parece que ela está num gelo fino, e realmente ela está, não pode confiar em ninguém.
Além desse clima tenso gerado, a serie consegue introduzir vários personagens interessantes com ótimos dramas, com exceção do drama idiota que fez a história andar no início e o esquisito do Syril, todos os personagens introduzidos na trama são interessantes. Em pouco tempo passei a me importar com o pessoal de Ferrix e sua história, a Maarva e o Bee, deu para sentir tudo o que aconteceu depois, a revolta foi do caralho e triste porque a cidade provavelmente foi massacrada, AI se a série do Obi-wan tivesse tido esse cuidado todo na construção de personagens e diálogos, que pena.
A Debra mesmo é uma ótima vilã, sendo um exemplo de uma pessoa jovem que acredita no império, tenho um asco só de ver a cara dela, atriz mandou muito bem. O pessoal da rebelião claramente não estavam preparados para o que estavam por vir, tinham o desejo, mas os culhões para fazer? Apenas o Luthen, que se mostrou algo bem único, ele faz atrocidades pelo que acredita, representado ali tanto para si quanto para a rebelião em si, um caráter mais cinzento, não é apenas os rebeldes bonzinhos contra os maus imperialistas, pela rebelião muita merda tem que ser feita ou sacrificada diante o inimigo opressor.Saw Gerrera de Rougue One era sobre o radicalismo, Luthen Rael se mostrou ser outra coisa, seja para melhor ou para pior.
Tirando os problemas que eu citei anteriormente, o que mais falar dessa série? Boa demais, o episódio do roubo é lindo e épico, mas o da rebelião foi pra min o ápice de tudo que eu vi de Star Wars, que episódio do caralho, nesse eu vibrei demais, toda a temporada foi basicamente para despertar a chama da rebelião dentro de todos e no Cassian, conseguem atiçar também em nós os telespectadores, então digo com muito gosto “foda-se o império! Viva a rebelião!”
Muito bom! Sempre tive curiosidade sobre a Nascar, então quanto mais material sobre sua história melhor! Que tenha mais conteúdo sobre suas figuras lendárias, tipo o Richard Petty, que apenas sei que ele inspirou o Rei da animação Carros, saber mais sobre a categoria, principalmente por meio de suas lendas, pode ser um ótimo atrativo para introduzir mais pessoas na categoria, então que tenha mais! Sobre os circuitos, sobre os pilotos, sobre tudo!
Documentário muito bom, é impressionante o quanto em todas essas lendas de esportes (falo em geral englobando tudo) o lado familiar acaba sempre sofrendo, ver a ascensão de Earnhardt e a forma como a fama afeta todos a sua volta, foi muito intrigante de ver, não tem uma glamourização de sua figura, mostra como ele era a lenda, o piloto incrível, mas também como ele era, o pai, a figura familiar não tão presente, numa situação bem complexa.
Esse documentário também é bom para vermos como cada um de nós vive nos nossos mundinhos, a morte dele teve uma comoção nacional em todo o país, mas se perguntamos a alguém sobre Dale Earnhardt aqui no Brasil, muita gente provavelmente não iria conhecer. Nesse ponto tenho uma certa inveja do automobilismo americano, devido sua forte presença local, aqui não temos isso, se pode falar de Senna, Piquet, Fittipaldi, Massa, Rubinho, mas todos eles correram e fizeram fama fora do país, a Stock Car nunca conseguiu chegar nesse nível aqui.
Realmente um “E se?” interessante, pois a ida do homem à lua primeiro pelos Estados Unidos, foi mais uma vitória simbólica, pois eles não tinham vencido de fato a corrida espacial coisa nenhuma, a união soviética estava muito à frente deles no seu programa espacial, porém o fato de um ser humano conseguir pisar em outro local fora da terra, é por si só um evento poderoso, deve ter sido uma loucura pra quem pode acompanhar isso, além de servir como uma ótima propaganda de “Nós somos os primeiros, somos melhores”, então ver uma linha do tempo alternativa onde os soviéticos foram primeiros, é muito instigante.
Gostei muito da atenção aos detalhes, pois por mais que um soviético tenha ido a lua em vez de um americano, o mundo continua girando, é até um serviço gostoso de se fazer, principalmente pra quem não viveu nessa época, pesquisar quando eles citam alguma coisa, tipo os sete de Chicago em 1968, escândalo do Kennedy, situação do Vietnã, citaram previamente até o caso Watergate do governo Nixon, foi interessante a atenção aos eventos físicos e não físicos também, como a mentalidade da época, não teve uma demonização ou apontamento de dedo moralista, apenas mostraram como eram os anos 60/70.
A parte social, principalmente na vida dos personagens, poderia ter sido muito chata, porém não foi o caso, podemos ver como o espaço de tão longe afetava a vida de todo eles aqui na terra, mostrou que ser astronauta é algo grandioso, porém não glamorizou nada, pois vemos os problemas psicológicos que você pode desenvolver ficando lá em cima por muito tempo por meio do Gordon, ou como pode destruir a sua vida familiar, Trancy, Gordon e Ed quase não tem tempo com os próprios filhos, tudo isso caído no colo da Karen, enquanto as duas crianças crescem problemáticas devido à ausência dos pais.
Os personagens são muito bons, principalmente seus conflitos, em muitos momentos não dava pra simplesmente falar “esse aqui está certo, este está errado”, não teve nenhum deles, pelo menos os relevantes, que você pudesse não pudesse ver suas qualidades e falhas, em todos eles, não teve nenhum que era alguém 100% desprezível ou 100% amável, um é um ótimo soldado e um péssimo pai, outro consegue ser bem empático apesar de ter traído a esposa, uma foi patriota até demais apesar de ser uma boa amiga, todo a situação da Pam com o Eliiot e a Ellen, Margot sendo muito racional e isso causando problemas, Aleida, Deke sendo um cara foda, mas produto do seu tempo, Karen aguentado o enorme peso de ser a dona de casa ideal e isso destruído ela, etc, muitos personagens com tramas pessoais muito boas, poderia ter sido um tiro no pé, mas foi um acerto.
Apesar dessa parte social bem interessante, os melhores momentos são quando o foco está totalmente nas missões espaciais, não sei como é nas missões da vida real, mas na série, talvez para dar uma maior dramatizada, sempre acontece algo inesperado, que te deixa de cabelo em pé, pois um errinho pode significar uma morte certa, toda a operação dos veículos espaciais, enquanto vemos a sala de controle, tomando suas decisões em meio a tensão, às vezes tendo que tomar cuidado pra não mexer no vespeiro político, bom demais, principalmente o episódio 7, que foi o que melhor equilibrou de mostrar a parte da missão espacial ao mesmo tempo que tinham um enorme drama pessoal, que também poderia se tornar político, muito bom.
Uma boa série de drama e uma ótima de ficção científica, ver um mundo onde a corrida espacial tomou mais força, é interessante, principalmente porque que na atualidade as pessoas não demonstram tanto interesse pelo espaço, então um mundo onde esse vai ser o norte principal, é muito bom de ser visto, os conflitos que isso irá gerar. Será que a URSS desse mundo vai durar mais? E a posição de outros países? Como serão as leis espaciais? Deve ter mais política nas próximas temporadas, espero que continuem mantendo a posição política que vem demonstrando, de ter um patriotismo contra o entre aspas inimigo, porém quando o inimigo fala, ele também expõe os podres da nação teoricamente boa, tomara que tenha mais disso. Essa primeira temporada foi muito boa, que as outras mantenham o mesmo nível.
Gostei mais da segunda temporada, porém acho a primeira melhor por ser mais redondinha e fechada em suas tramas. O gostar mais da segunda é porque tem muito mais conteúdo que a primeira, mas não sendo muito bem equilibrado, tudo que foi apresentado na narrativa ficou extremamente rápido, acontece muita coisa em pouco tempo.
Como posso me importar com certos acontecimentos e consequências se eles são apresentados em um episódio para eles então serem resolvidos em uns 2 ou 3 episódios depois? Além é claro das várias tramas e alguns elementos desnecessários, a trama da Rosa Negra por exemplo, extremamente descolada da história principal. A personagem Nolen (garota de cabelo laranja) não serve pra praticamente nada, além de ser péssima trabalhada.
Se existisse um foco mais em Piltover vs Zaun, para então numa terceira temporada vir todas as loucuras sobre o arcano, acho que seria melhor, pois faltou mais desenvolvimento para o conflito ter um peso maior, a VI se tornar uma Defensora tão rápido foi ridículo, se existisse um trabalho melhor e mais devagar em humanizar mais o Povo de Piltover, ai sim eu poderia comprar a decisão dela, mas em um único episódio!? Foi ridículo, tirando personagens chaves, não temos motivos para nos importarmos com Piltover.
Novamente ressaltando o problema do ritmo extremamente frenético, Ekko foi o salvador no episódio final, mas ficou jogado de escanteio a maior parte da temporada, sendo que teve um enorme papel no final, principalmente por meio dele e do Heimerdinger, de apresentar uma fodendo linha do tempo alternativa, isso tinha que ter sido mostrado com mais calma e em mais de um único episódio.
Posso estar batendo muito nessa tecla do ritmo, mas é porque eu vejo algo muito bom, podendo ter sido ainda melhor. Arcane além da ótima trilha sonora, é uma espetacular porta de entrada para o universo de League of Legends, depois de ver a primeira temporada caí de cabeça na lore, tem muito conteúdo nesse universo e Arcane consegue ser uma adaptação muito boa, fico triste com o ritmo que prejudicou a série, mas fico feliz que a partir dela se possa ter mais conteúdos adaptados.
Eu sei da desculpa que deram de não esticar a obra pra ela não perder a qualidade, mas rushar também não é uma ideia tão boa assim, até as lutas sofreram com isso, esteticamente são lindas, já na coreografia deixou um pouco a desejar, ficando um pouco confusas em certas partes. Espero que futuros projetos sejam mais cuidadosos.
Primeiro de tudo, isso é uma série baseada em um livro bibliográfico e não um documentário, é também uma homenagem para a Easy Company, especificamente os paraquedistas da 101ª Divisão, então não se pode cobrar uma super fidelidade historiográfica, pois ainda é um produto de drama, então detalhes ou mesmo acontecimentos podem ser alterados para contar a narrativa. Não li o livro no qual a série se baseia, porém consigo notar que talvez o formato da história, se encaixa melhor em páginas de livros do que em episódios para a tv.
Se você espera muitas cenas de combate você terá, porém posso garantir que vai se cansar, pois por relatar a campanha desses soldados, tem muita repetição de acontecimentos, com exceção do primeiro e dois últimos episódios, todos os outros seguem uma estrutura um pouco repetitiva de combate, ao ponto de cansar, o que na minha opinião é um sentimento proposital devido ao que os soldados passaram, porém em um formato de série poderia ter sido melhor feito para amenizar um pouco o sentimento de maçante e ser mais palatável para todos, talvez uma variação da forma de filmagem, não sei.
Se por um lado essa repetição é um pouco cansativa por outro é também um ponto alto, pois transmite o efeito que essas batalhas tiveram nos soldados, a confusão que é estar dentro de uma trincheira durante um bombardeio, Bastogne foi duro de ver, as constante lutas ou momentos em que tem que apenas esperar algo acontecer, vai desanimando o telespectador, imagina os soldados que passaram por isso então. Se você maratonar a série como eu, chega no último episódio cansado, o que é um mérito e um demérito da série.
O mais impressionante para mim é a forma como a obra ao mesmo tempo não glorifica a guerra mas também homenageia esses soldados, não é algo como “Esses caras são incríveis, quero ser como eles” e sim “Esses caras passaram por muita merda, tem que ser exaltados”, passa um sentimento de admiração mas não de inspiração, porque guerra como todos sabem é uma merda, a própria obra tem noção disso e demonstra na cena do Percone sendo duro com um substituto/novato, um veterano descansando no seu posto que não quer ouvir um novato que não sabe o terror da guerra falando sobre querer ver ação ou se provar no campo de batalha, ser soldado é uma bosta e não algo admirável.
A obra acerta bastante também na não demonização dos alemães, muitos deles são apenas civis ou soldados morrendo cumprindo ordens, não tem aquela vinalização que obras mais ficcionais costumam ter, mas não quer dizer que seja benevolente com tudo que aconteceu, na hora de bater, ela bate com forma, o episódio 9 é todo sobre isso, as consequências e o mal que o partido nazista causou, nada ali é adocicado, tanto que você consegue entender o que o soldado judeu fez no episódio seguinte com uma pessoa que era suspeita (ênfase na palavra suspeita e não confirmada) nazista, mesmo nessa situação a obra não o condena ou o absolve, você apenas entende.
Ver como essas pessoas vão sofrendo uma degradação tanto física quanto mental é acentuada quando eles conhecem novos recrutas, existe um laço forte entre os veteranos e uma certa rispidez com os novatos, pois não passaram pelas mesmas coisas, até em cenas mais normais e cotidianas, você nota que existe um vão/tensão entre os dois grupos, tanto que tem muitos momentos que os mais experientes acabam sendo babacas, não por serem realmente babacas mas pelas experiências que sofreram, enquanto os novatos deslumbrados com seus ídolos e a guerra, percebem que as coisas não são como eles pensavam e idealizavam.
O último episódio tem lufadas de ar fresco quando vocês nota que eles estão relaxados por finalmente não terem que lutar mais, porém mesmo nesse relaxamento existe negatividade, ansiedade para quando a guerra acabar, o que fazer depois, os que têm escolha permanecer ou não no exército, tem pessoas que são obrigadas a continuar, o episódio 10 não tem nenhuma batalha e ainda sim, o combate parece não deixar a vida dessas pessoas, o alívio só vem quando sabem sobre a rendição dos japoneses e o fim derradeiro da guerra, porém as cicatrizes que carregam, nunca irá deixar os seus corpos, tanto as visíveis quando as que não podemos ver.
Obra muito boa, talvez a que melhor retrata a vida de um soldado em meio à guerra, por isso se você maratona, pode sentir cansaço, pois assim como na guerra o ritmo na série é algo demorado, não é frenético e cheio de ação, é algo repetitivo, constante e cansativo. Incrível sua qualidade, porém não acho que é pra todos, pois como eu disse a “história” é devagar, por um lado é bom na retratação da experiência dos soldados, por outro lado é ruim como um produto para se consumir. Não é pra todos.
Eu entendo que as 500 milhas são o evento principal da INDY, mas acho que eles cometeram um erro em se focar nela, poderiam ter emulado o formato do Drive to Survive de acompanhar a temporada completa, pois eu fiquei muito curioso em saber mais sobre a categoria, saber mais sobre os outros circuitos, a Indy se passa toda nos Estados Unidos (as vezes tem uma ou outra corrida fora do país), essas pistas de corrida, devem ter muitas historias locais interessantes, queira ter sido apresentando a mais delas.
A formula 1 cresceu muito por causa da Netflix, eles estão pretendo oportunidade com a paramout ao se focar só no seu evento principal, sinceramente eu caguei pra 500 milhas, fiquei muito mais interessado nas outras corridas, nas equipes, nos pilotos, na categoria em si, porém só vão até Indianapolis e acabou, a categoria tem uns 15/16 corridas por temporada, a indy costuma ser 6 corrida no ano, perdem material pra fazer mais uns 4 eps pelo menos. Sinceramente não entendo, a serie documental é só pros norte-americanos ou é pra promover a categoria?
Muito louco, existe todo um universo em volta das pimentas, no inicio pensei que seria um reality show de quem aquenta as pimentas mais fortes, porém foi muito mais do que isso. Estou impressionado, já sabia sobre as competições de comer pimenta mas não que tinha uma indústria/comunidade gigantesca por trás, a forma como conta sobre o cultivo das pimentas, da indústria de molhos, dos "superstars" que existem como referencia sobre pimentas, até o impacto social e mercadológico que podem ter sobre varias pessoas, fui completamente surpreendido.
Recomendo demais para curiosos, e os amantes de pimenta, o que não é o meu caso, iram amar. Vale muito a pena, seja para conhecer mais sobre esse mundo da pimenta que vai muito além de só ardência, ou apenas pra ver algo diferente mesmo, acho bem difícil você ver um documentário focado em pimentas como algo comum, principalmente por não ter foco na gastronomia, garanto para você que não é chato.
Ainda acho que a primeira temporada é uma história completa, bem redonda, com começo, meio e fim bem amarrados. Estava receoso da série se tornar maçante, pois ela tinha uma certa fórmula que, já sentida na primeira temporada, poderia cansar bem rápido, o que não foi o caso, continua muito boa, só parece que resolveu abraçar o surrealismo de vez, até demais para uma série que tem como gênero ser um thriller policial, acho que perdeu um pouco o tom que tinha antes.
Essa teatralidade surreal, tinha na primeira mas não ao ponto de me incomodar, aqui ultrapassou muito o nível, o maluco dos fungos na primeira temporada, ok suspensão de descrença, até o cara da paleta de cores, já as abelhas eram o limite, porém você realmente quer me comprar que acharam um cadáver dentro de um cavalo, e dentro desse cadáver no tórax, tinha um pássaro vivo, que depois saiu voando? Não tem como levar isso a sério, a própria série leva, eu não consegui, acho que exageraram na alegoria.
O próprio Hannibal também, ele é quase onisciente, está sempre um passo à frente, sobrenaturalmente sabe quando começam a desconfiar dele ou exatamente o que estão procurando dele, comete assassinatos extravagantes/trabalhosos muito rápido, o roteiro quase que endeusa ele. Sério que ele deixou a Mirian 3 anos presa para usar ela depois? Beleza se ele estivesse guardando ela como se fosse um estoque de comida, mas por três anos? Trabalheira danada isso hein, nem o Batman tem esse nível de preparo.
Esses elementos que eu critiquei existiam na primeira temporada, mas aqui perderam muito a mão, ao ponto de me incomodar, por isso a série perdeu alguns pontos comigo nisso. Em contrapartida, o ritmo é melhor que na primeira, todo o arco do Will preso e esperando o julgamento foi incrível, menos o Hannibal onisciente. Interessantíssimo ver que preso, o Will se fortalece tentando provar sua inocência, sendo totalmente neutralidade pelo Hannibal, que enquanto isso vai se aproximando do Jack e da Alana, quase que se inserindo mais e mais no espaço onde antes o Will ocupava.
Toda a trama terminando com o Chilton se dando mal, enquanto abre portas para o confronto final, é muito gratificante de se ver. Após isso a série perde um pouco de ritmo, por uns 2 ou 3 eps, inserindo um pouco de caso da semana com a trama dos Vergers, mas na reta final, quando volta para Will e Hannibal, recupera mais do ritmo de antes, com um episódio final espetacular, a reta final da primeira temporada e a chegada do seu clímax podem ser melhores, porém Mizumono, é provavelmente o melhor episódio da série até agora, esse eu bati palmas.
A relação Hannibal e Will continua extremamente interessante e complexa, ironicamente um o Hannibal é que afunda o Will cada vez mais na escuridão, mas também ele é o alicerce que o impede de se afogar de vez, pois a atenção do Will está toda nele, se ele conseguir impedir o Hannibal, o que acontece com o Will? Ele matou uma pessoa por escolha própria, indo além de auto defesa ou para salvar outra vida, comeu conscientemente carne humana, fez a “arte” um cadáver em uma cena de crime, manipulou alguém que tinha sentimentos por ele (seja a Alana ou o próprio Hannibal), tudo isso para chegar num fim, ele foi num ponto onde não tem retorno.
Na primeira temporada o que segura o Will de cair completamente na escuridão era sua moralidade e salvar vidas, na segunda é pegar o Hannibal, depois disso e aí? Não tem como ele trabalhar de novo para o FBI, ele não pode mergulhar na escuridão dos outros sem um norte o guiando (pegar o Hannibal), isso o afundaria. Will Graham se tornou um assassino por causa de Hannibal Lecter, porém se não fosse a obsessão o mesmo tem em capturá-lo, ele poderia realmente se tornar um serial killer, sendo que ironicamente é isso que o Hannibal mais quer, a relação desses dois é difícil de pôr em palavras, causam dando dor um no outro, mas não conseguem ficar longe, o único jeito desse ciclo acabar é com a morte de um deles ou que o Will aceite o convite do Hannibal, que é aquele mais dá direção a sua vida.
Se o Mads Mikkelsen roubou a cena na primeira temporada, nessa é toda do Hugh Dancy, ele foi incrível como Will Graham, todo o crescimento do personagem, de uma pessoa frágil instável e insegura para alguém que pode realmente se tornar um perigo em potencial, só foi possível por causa dessa interpretação impecável, deu pra sentir que apesar da série se chamar Hannibal, quem realmente é o protagonista é ele, mostrando que apesar de tudo que aconteceu, ainda não cedeu a tentação do demônio, o personagem e o ator foram incríveis, espero que esse “protagonismo” continue forte na trama.
Adorei a segunda temporada, acho que a primeira é melhor apesar desta ter um ritmo melhor, o descontrole no tom surreal me pegou, o Hannibal andando para lá e pra cá naquela rouba envolvida em plástico era sacanagem, todo mundo nessa série só vive em local isolado, na casa do Chilton pra mim foi o ápice, até ri do que aconteceu. Ainda vou ver a terceira temporada, porém mais cauteloso ainda, espero que não aumentem a escala das coisas ou exagerem de novo na teatralidade.
Sacanagem o que fizeram com a Beverly, gostava tanto da personagem, era minha favorita depois do Will e o Hannibal.
muito interessante, achei cativante, porém não algo realmente profundo, que mergulhe de forma muito detalhada, sobre o que é o gênero terror, ou mesmo os filmes e temáticas que foram citados. Sinto que os fãs mais hadcores do gênero, vão achar esse documentário nada demais. Pelo menos conheci alguns filmes antigos que irei ver depois.
É bizarro a forma como a criminalidade no Rio de Janeiro extrapola a de outros lugares, não por ser o mais violento, tem estados/cidades que são piores, mas sim porque o crime está entranhado de uma forma tão profunda que se torna algo natural, a serie mostra, os próprios cariocas quando contam alguns relatos, a naturalidade de como eles falam sobre crime organizado, como se fosse algo banal, algo que está ali e pronto, e não como algo preocupante, não chega nem a ser resignação, parece mais aceitação.
Não conhecia nada sobre o jogo do bicho, achei o documentário sensacional, tem tantas reviravoltas, que realmente só na realidade pra isso acontecer mesmo, se fosse ficção, o roteiro seria cheia de furos, uma realidade bem mais complexa do que eu esperava. Parabéns ao Globoplay, não deve em nada para documentários de outras plataformas estrangeiras, recomendadíssimo, a galera que curte True Crime vai receber de braços abertos, muito bom.
Ultimamente eu tenho assistido series documentais e estou planejando ver inúmeras outras, quando eu passei o olho por Welcome to Wrexham, na hora pensei "Só mais um documentário pra assistir", como eu estava errado, é surpreendentemente boa, não tenho muito o que falar, apenas recomendar, seja pra quem acompanha ou não futebol, a serie mostra como esse é um esporte frustrante, que vai muito além do campo, mostrando os desafios de gerir uma equipe do futebol, além de evidenciar como esse esporte para algumas pessoas e lugares, transcende de ser apenas 11 caras correndo atrás de uma bola.
Eu ia assistir despreocupadamente, mas agora, vou realmente acompanhar os documentários, que o Wrexham tenha muito sucesso, para podermos ver mais da história desse clube, que consegue passar bem como o futebol onde ser algo gigantesco e apaixonante.
Não acompanho formula 1 a uns 10 anos, eu lembro de ver o Sebastian Vettel ser tetra campeão seguido, depois eu parei de acompanhar as corridas, então quando eu fui ver essa serie documental, não sabia de praticamente nada, tirando nomes como o Hamilton, Fernando Alonso, kimi räikkonene e o Verstappen, não conhecia ninguém, então foi como ser introduzido novamente ao esporte, é eu adorei! É uma ótima propaganda para fisgar quem não conhece o esporte e instigar eles a no futuro acompanhar a F1, eu por exemplo me interessei novamente.
Observei alguns comentários falando que poderia ser mais técnica a série, porém ao meu ver a serie nunca foi sobre isso, foi feita para mostrar um pouco sobre a vivencia de alguns pilotos e suas equipes durante a temporada, para se tornar um produto atrativo de ser visto, mostrando mais a competividade do que um conhecimento técnico em si, se fosse para se aprofundar mais, provavelmente teriam uma duração muito maior e se tornaria cansativa para leigos do automobilismo assistirem.
De qualquer forma, muito bom! Principalmente o drama, obviamente por ser um documentário, teve enfoque no que a direção queria mostrar, mas mesmo assim muito bom de se ver quando você não sabe nada a respeito sobre a temporada, a “trama” se torna instigante, então eu diria que é ótima para quem não acompanha o esporte, enquanto para quem já é mais aficionado por F1 possa se decepcionar um pouco por não se aprofundar, na verdade fico curioso sobre a visão de quem realmente acompanha a temporada e F1, se eles concordam com o que foi mostrado em tela ou se tem opiniões diferentes.
Melhor que o primeiro volume, deve ser um consenso unanime entre todos que já viram esse desenho, tanto em animação, que não é grandes coisas mas deu uma melhoradazinha, quanto em história, pois consegue se sustentar sozinha, diferente do começo da primeira temporada que é um porre de ver se você não tiver visto os trailers.
Não consigo falar que é bom, é divertido para passar o tempo enquanto você aprecia o show de batalhas estilosas na tela, pois se tentar procurar mais vai encontrar só defeitos, por exemplo a merda que está rolando no submundo, de alguma forma estudantes conseguem resolver e conseguir informações sobre, sem consultar e deixar para as maiores autoridades que por algum motivo não conseguem fazer o que simples estudantes podem.
Ainda esperando para ver onde o plot vai dar, mas o que mais me incomoda mesmo é como funciona a lógica de habilidades, a questão de usar outros poderes que não seja o seu e seja mais ligado a elementos, consegui entender (por fora da série) que é relacionado ao dust (pó em brazuca), mas as aparências (acho que é esse o nome) que são as habilidades especiais de cada personagem não, são muito aleatórias e só existem, o próprio conceito de aura para min deveria ter um aprofundamento maior.
Como eu disse, divertida, não precisa ser algo profundo para se gostar da série mas ela poderia ser melhor explicada e executada.
The Last of Us é uma série que não sei bem como avaliar ela, pois sou daqueles que conhece o primeiro game e tentei ao máximo ver como algo separado mas não consegui, acabei sempre fazendo comparações, e por saber a história não fiquei muito surpreendido com o que aconteceu, então não sei qual seria a melhor experiência, a de alguém que não sabe nada do jogo ou daqueles que o jogaram, não senti “nostalgia” porque o primeiro jogo só vi no ano em que o segundo lançou.
Uma boa série, talvez eu achasse ela melhor se não conhecesse o material original. Obviamente ela teria que cortar um monte de coisas, acrescentar uma coisa aqui ou ali, e mudar certas coisas mas ainda assim, fiquei com a sensação que ela precisava de mais tempo para desenvolver certos aspectos, por exemplo, os saltos no tempo que a obra dá em minha opinião, na série acabam sendo muito secos, tive a sensação que poderia ter acrescentado mais coisas antes deles acontecerem.
Vamos agora falar sobre o famoso e divisível episódio 3, que é um dos melhores episódios da série junto aos episódios 7 e 8, mas que sim é problemático para a série, mais específico em seu ritmo e encaixe. Antes que comece a esbravejar, sinceramente estou cagando pro tema do episódio, meu problema não é esse, é um episódio muito bom que fica tão deslocado da trama que passa a sensação de ser algo extra, um filler que convenhamos, se o episódio fosse só o Joel lendo a carta não iria mudar ou acrescentar a trama principal, algo que é completamente diferente do episódio da Riley e da Ellie, onde souberam aproveitar o conteúdo da DLC.
O flashback do Frank e do Bill deveria ter sido de uma forma que se interligasse de forma mais direta e interpessoal com a trama do Joel e a Ellie, por exemplo, eles encontram o Bill e interagem com ele enquanto o Flashback rolava, sinceramente até podiam esticar uma participação maior do Bill, que na história original até hoje não sabemos o que aconteceu com o personagem, seria interessante de ver a interação do Bill da série com a Ellie, ainda mais que ele teve um final feliz com Frank, que no jogo foi trágico pra caralho.
Rilley e Ellie, é o episódio que aprofunda não só a personagem dando mais peso para o diálogo final dela no último episódio como também detalha mais o mundo, mostra um pouco como a FEDRA funciona, como adolescentes/crianças que nasceram nesse mundo apocalíptico enxergam os locais onde estão e como eles acham coisas simples do velho mundo maravilhosas ou estranhas. Um episódio muito bom sozinho que ainda se conecta com o presente por dar mais aprofundamento para Ellie ao mesmo tempo que mostra ela desesperada porque outra pessoa que ela se importa pode acabar “deixando” ela.
Das outras mudanças no plot a que eu mais gostei foi em relação ao Henry, o tornou realmente mais profundo e não só uma pessoa que Joel e Ellie encontram no meio da jornada, algo que no jogo foi bem mais por caso, na série também porém a trama se entrelaçou bem melhor, e apesar dele ter uma história com Kathleen, não precisou de um flashback para poder mostrar isso, foi algo interessante para poder vermos que não existe apenas a FEDRA e os Vagalumes, outros tipos de organizações poderosas existem que não seja apenas grupos de sobreviventes como é o caso do pessoal do episódio 8 ou a comunidade de Jackson, foi bom ver algo diferente e que seria realmente muito plausível de acontecer em um mundo assim.
Um dos maiores acertos para mim foi o episódio final que mostrou e explicou como a Ellie é imune, pois no jogo é muito deixado no especulativo, aqui na série é quase afirmando que realmente dá para poder fazer uma entre aspas vacina, algo que te deixa imune. Isso colocou as ações do Joel em um campo ainda mais cinzento pois eu lembro que no jogo em relação ao final, incomodava mais ele mentir para Ellie do que ter feito o que fez, aqui não, é bem mais eu diria julgadora. Quero ver como isso vai ser retratado na segunda temporada e suas consequências no relacionamento deles. Ainda não vi o segundo jogo.
O maior problema da série tirando questões de ritmo, seria em relação ao número de pessoas, eu entendo questões orçamentárias em relação aos infectados, mas as pessoas não, os vagalumes nem parecem ser uma organização e sim só um bando de pessoas, aquele pessoal da Kathleen são bem mais cascudos, e o que aconteceu com o povo do episódio 8? Parece que sumiu um monte de gente, mesmo quando estavam dentro da zona de quarentena no primeiro episódio, não dava para sentir o poder que a FEDRA exerce, novamente falando, o pessoal da Kathleen que parecia ser realmente uma organização forte de verdade.
Uma boa série que aguardo a segunda temporada, eu sei do grande spoiler do segundo jogo, então espero que ele seja mais bem desenvolvido e não algo muito rápido. É série que eu indicaria para quem não conhece o jogo, pode ter uma experiência melhor que a minha.
Os cinco maiores personagens de Star Wars são, Luke Skywalker, Darth Vader/Anakin, Obi-Wan Kenobi, princesa Leia e Han Solo. Essa série iria dar foco principal em dois deles, o que se espera é uma coisa extremamente grandiosa ou muito interpessoal entre os dois, e mesmo assim a série falha muito, ela poderia e deveria ser espetacular, mas consegue ser apenas medíocre.
Nem mesmo o maior fan service de todos (Darth Vader) salvou essa obra, tem tantos problemas que não dá pra colocar em palavras, os únicos acertos foram aquele duelo final principalmente no diálogo, a Tala Durith que foi algo bem rápido e a Leiazinha que é bem carismática, fora isso, o resto está cheio de problemas tanto pra série em si quanto pro universo expandido.
O melhor episódio é o primeiro, porque mostra um pouco do cotidiano desse Obi Wan cansado e quebrado, no dilema de seguir sua moral ou permanecer em anonimato, acho que se a trama fosse mais focada nisso, a obra iria ganhar mais como um todo, pois poderia trabalhar como é um Jedi viver no meio do povão que sofre, com seus dilemas vendo a opressão do império e a negligência da antiga república.
A Reva/Terceira Irmã é uma atrocidade tanto seu arco de personagem que é muito mal escrito como para o universo expandido, a gente já sabe como acaba os filmes mas mesmo assim, ela sabia que os Organas e o Obi-wan eram muito próximos, depois descobriu o Luke (de uma forma ridícula e forçada), a chance de ter dado uma merda inacreditável por causa dela é absurda.
Tala e Reva, são personagens com arcos simples que nós já vimos antes, mas um é executado até bem enquanto o outro é horrível, sério que o roteiro me mete uma redenção para ela no final sendo que alguns episódios antes ela iria torturar UMA CRIANÇA! Isso não me desce, pelo menos dá mais tempo de tela para poder trabalhar melhor a personagem, potencial jogado fora.
Eu não tinha expectativas altas pela repercussão da série e ainda sim tive algumas decepções, entendo quem ache que a série seja horrível, das que lançaram até agora realmente é a pior série live action de Star Wars, não é ruim mas está longe de ser bom, não soube equilibrar e trabalhar o drama que Obi Wan e a Reva precisava com a aventura que se teve com a Leiazinha.
Eu lembro do medo que senti quando vi o trailer, pois pensava que o Vecna era tipo uma versão humanoide do devorador de mentes, aquilo da Max flutuar que era ela ganhando poderes ou algo do tipo, ai fiquei com medo dessa temporada, de inventarem demais e descarrilhar tudo de vez, mas ainda bem que eu estava errado, mais do que manter a qualidade da temporada anterior, conseguiram amarrar bem a trama com a criação do Vecna e direcionar ela pra uma boa reta final, o final da terceira temporada tinha deixado muito em aberto pra onde a serie poderia ir.
De novo como na terceira temporada, a separação da história por núcleos conseguiu funcionar muito bem, provando novamente que aquele enredo da segunda temporada envolvendo a Oito é um lixo do tanto que é desconexo com a trama principal. Todos os núcleos são bons de se acompanhar, até o da Rússia que é meio arrastado, porém o da Califórnia sofre um bocado com o fator bullying da Onze, é algo chato e cansativo, a Ângela é um artifício do roteiro, nem personagem em si ela é, pra Onze começar a duvidar da própria moralidade, poderia ser feito de outra maneira que fosse mais interessante, pois Hawkins estava incrível, até a Rússia era legal, enquanto a Califórnia era bem mais ou menos.
Esse clima meio de terror foi uma ótima saída para a atmosfera da série, pelo que me lembro a primeira temporada era muito suspense e mistério, a segunda não conseguiram equilibrar bem direito com aventura, a terceira era uma mistura interessante de core e diversão, foi bom ir para uma vibe mais cinza, Vecna que eu tinha um grande medo de ser um tiro no pé, foi um grande acerto, realmente um vilão, um antagonista, que ainda bem, mostrou que é ruim de natureza, não tem papo, vai ter que ser morto ou ele vai destruir a humanidade, realmente um monstro digno de ser o vilão final.
A muitos elogios e algumas coisas que incomodam mas vou falar o que foi a pior coisa dessa temporada, não em sua execução que foi boa, mas porque foi algo desnecessário, que essa tensão do Steve com a Nancy. Amo o Steve, meu personagem favorito da série, gosto muito mais dele que o Jonathan, até shippo um pouco ele com a Nancy, mas esse triangulo amoroso não rola, no roteiro original da 3 temporada a Robin era pra ser um par romântico do Steve, o que não aconteceu e foi um acerto, pros dois personagens, pois a amizade com a Robin é incrível, mas ai fazer essa sacanagem com o personagem não só da Steve, como o da Nancy e até o do Jonathan, achei sacanagem.
Steve você é incrível, melhor desenvolvimento de personagem mas talaricagem não é legal, pior ainda é que não resolveram isso, pois a Nancy foi cortada bem na hora de rejeitar o Steve (deu a entender que ia fazer isso), no final da temporada o Jonathan não foi totalmente honesto com a Nancy em relação ao fato que eles não iriam pra mesma faculdade, e a Nancy ainda manda pra ele um “o Steve amadureceu muito”, irmãos Duffer fechem isso logo de uma vez, isso não é bom pra nenhum dos 3 personagens.
Toda temporada tem o seu personagem marcante, a primeira temporada foi o Dustin, segunda a Erica, terceira a Robin, a quarta deveria ser o Eddie que realmente caiu no gosto do público apesar deu não entender o porquê, o personagem é legal mas a comoção que ele gerou eu realmente não entendi, achei a morte ok, o fim dele poderia ser melhor trabalho pois não tinha como ele fugir dos morcegos mas foi executado de maneira burra, ficou parecendo que o personagem tomou uma decisão idiota e que ele poderia se salvar, o que não é o caso, espero que realmente ele tenha morrido, as teorias pra volta dele são ridículas.
Provavelmente o episódio que mais vão gostar e marcar vai ser o quarto episódio, todo voltado para a Max e sua possível morte com aquela música no final que foi incrível, mas pra min, o melhor episódio é o sétimo, principalmente a reta final que foi sensacional, não pelo Plot twist que eu já tinha tomando spoilers mas pela execução, assim interligando os núcleos de Hawkins com o do laboratório da Eleven, fazendo toda uma conclusão incrível do volume 1, quem assistiu quando estava lançando deve ter ficado maluco esperando a saída do volume 2, aquele final de episódio foi muito bom.
Um problema que muitos reclamam e que não senti muito foi que a história era desnecessariamente longa e arrastada em alguns núcleos, como o da Rússia e dos que estavam fora de Hawkins, o que concordo um pouco, pois o episódio final de mais de duas horas apesar de ser muito longo, parece que uma parte dele foi picotada por não ter mais tempo, poderiam encurtar mais a Rússia e o laboratório, e desenvolverem melhor o desfecho da temporada que foi muito mal feito, time skip de dois dias safado que deixou um monte de coisas de fora, como por exemplo o caos imediato que o “terremoto” causou, isso tinha que ter sido mostrando mais.
Aquele tosco “não” dá Onze, até agora não me desceu, foi mais covarde que a falsa morte do Hopper, só porque não tiveram coragem de matar a Max, “ai os irmãos Duffer, confirmaram que ela teve morte cerebral, e sei lá mais o que” obvio que ela vai voltar, provavelmente vão usar ela pra poder conseguirem o salto no tempo longo que tanto queriam, só assim para poder continuar deixando a personagem viva, não vejo outro sentido além de covardia, pois era fácil criar uma desculpa como o Vecna está enfraquecido ou a Onze interrompeu a ruptura e por isso o portal não abriu totalmente, assim o aquela cena final teria ainda mais peso de um senso de derrota e perigo.
Agora aguardar a reta final que só vem em 2024, a última temporada parece que vai ser menor em duração dos episódios, então não deve ter tanta barriga, esperando ansiosamente, pois essa quarta temporada apesar de seus problemas, foi muito boa, tomara que deem um destaque pro Will que também foi esquecido nessa temporada, ela foi muito importante para ser deixando de lado como está sendo, e também dar uma felicidade pra ele, pois só sofre, ou fisicamente nas duas primeiras temporadas ou emocionalmente nessas ultimas, deixa ele ser feliz.
Não tem muito o que falar, além de disser que é bem divertido. O comentário do lucassiqueroli já fala bastante sobre esse desenho, também recomendo ver os trailers das personagens antes de ver esse primeiro volume, pois eles animam mais você a ver a historia, falo por experiência própria, tentei ver RWBY antes e não consegui mas agora foi, principalmente com os trailers como ponta pé inicial. Historia simples, num universo até agora pouco explorado, pois os conceitos õ pouco explicados, mas você não fica perdido, talvez pela historia ser curta, umas duas horas são gastas para poder ver tudo. Vamos ao ponto principal, a animação em si, um acerto e um erro, acerto das coreografias de lutas que são interessantes e bem diferentes do comum, o que acho mais próximo de comprar seria os jogos hack and slash (exemplo Devil May Cry) cheiio de combos. Já o erro seria que esteticamente é feia demais, meio travadas nas cenas mais mundanas e no detalhamentos das personagens, só nas lutas que se salva. Exatamente como me disseram que seria, algo ruim mas que você se diverte, o humor é meio toquinho mas funciona e combina bastante, só as partes um pouco dramáticas que na minha opinião são sem sal. RWBY = Tosquice + diversão +comedia ruim + lutas maneiras + guitarra de fundo, Assista sem compromisso que vai ser uma diversão rápida,
Por mais que seja uma serie que tem uma história central que mova tudo, o seu formato foi feito para ser episódico com a aventura da semana, o problema da primeira temporada era que nó meio dela tinha uma certa estagnada na trama principal, o que não ocorre aqui, além de que parece que os roteiristas intenderam melhor como fazer esses episódios separados, pois agora a sensação de aventurada é muito maior. Essa temporada é mais exagerada, tem mais ação, referencias (que eu não peguei muito), e por isso eu adorei, achei melhor que a anterior. O clima aventuresco e fantástico foi para outro nível, a serie já começa com um confronto com um dragão que "nada" sobre a areia como se fosse um mar, aquela cena dele em cima da montanha cuspindo ácido sobre todos é icônica demais, logo depois vão para um planeta de gelo e enfrentam aranhas gigantes, depois encontram os mandalorianos de verdade que mostram porque são os fodões. Sequencia maravilhosa, quando voltou para Navaro achei que a serie irei estagnar a história mas não, ela foi e avançou. Prefiro a primeira metade da série que a segunda. O pior episódio para min, foi o quinto, pois pareceu mais um episódio para poder expandir o universo para fora da série do que relevante para o enredo em si, tanto que tirando a lança de besker, o episódio não parece importante mais para frente, o meu problema com esse episódio não foi o que aconteceu e sim como aconteceu, achei meio deslocado, e não, eu não vi clone wars ou rebels, então aquele fanservice não funcionou para min. O ponto mais alto na segunda parte da série, nem é tanto a ação em si, e sim o que foi trabalho, interessante demais a forma como trabalham as questões referentes ao império, que nem todo mundo que é dele é mau, é uma área muito mais acinzentada, tanto que o episódio 7 se passa dentro de uma base deles, sendo estranho ver o senso de companheirismo que tem entre os soldados de lá em contrapartida mostrando o quanto os imperiais de mais alto escalão são uns cuzões que não ligam em nada para os seus subordinados, tudo sendo justificado que é "por uma causa maior". Acho que seria muito interessante de ver uma serie sobre as consequências de alderaan ou da explosão da estrela da morte, a serie toca sutilmente nesse ponto, mas acho que seria incrível um aprofundamento em uma minissérie talvez, porque em ambos os casos, inúmeras pessoas morreram, qual foi a reação da galáxia? Do império? Quem perdeu familiares como se sentiam em relação a quem causou sua tragédia? Os impactos internos que isso causou, nossa dá pra fazer muita coisa com isso em live action, porque acho que chegam a trabalhar isso em livros. De qualquer forma, adorei a diversidade dos cenários que teve nessa temporada, deserto, depois, geleira, mar, base imperial, planeta em nevoa, aquela prisão que parece ser no meio de um ferro velho galáctico, tudo contribuindo para tornar ainda mais fantástico a série e esse universo enorme. Muito bom, deve ter saído uma grana bem gorda para tudo isso ser feito. Os novos personagens foram interessantes, aquele xerife do primeiro episódio, a jedi queridinha da galera, mas quem mais gostei foi a tal da Bo-katan, meio convencida mas gostei dela, fico só querendo saber se nas animações ela tem constantemente aquele sorrisinho meio malicioso que ela sempre parecia mandar para o Din Djarin. Sei que são entre aspas participações especiais mas como não vi de onde vieram esses personagens, vi eles pelo que foram mostrados na série e não a bagagem que tem por trás. Adorei a segunda temporada, bem mais que a primeira, tem muito mais ação e coisas absurdas, perseguições de nave emocionantes, um vilão interessante que apareceu mais (Moff Gideon) e que pareceu meio sarcástico, ele quis ferrar a Bo-katan e estava rindo da cara dela, Yoda júnior conhecido como grogu comendo tudo que se mexe, inacreditavelmente foi emocionante ver dois sapos humanoide se encontrando, Stormtroopers sendo Stormtroopers, ou seja, incompetentes, e o fanservice final que foi um senhor Deus Ex Machina. Aguardando ansiosamente uma terceira temporada.
Me pergunto se ter bastante conhecimento do universo expandido muda essa serie e a torna melhor ou mais interessante. Como uma pessoa que tem apenas conhecimento dos seis primeiros filmes e uma coisa ou outra do universo expandido, esperava mais dessa obra que era tão elogiada, está longe de ser ruim, é boa mas não achei tudo isso, talvez mude pra quem assistiu as animações, não fiquei perdido em meio a trama mas provavelmente perdi várias coisas que se necessita de um conhecimento mais profundo do universo. O último episódio é disparado o melhor, o restantes são bons episódios mas como um comentário mais pra baixo disse, são episódios meio repetitivos, o Mando passando por uma dificuldade da semana e resolve ela, além de alguns não passarem um ar novo ou serem muito previsíveis, o 4 episódio parece algo tirando de outras histórias, lugar pacifico que o protagonista trágico não pode ficar e descansar, e o episódio do prisioneiro que era mais que obvio que iria haver uma traição. Retomando ao que eu disse anteriormente, a reta final da série é muito boa, principalmente pela presença do Moff Gideon, o ator tem uma presença incrível como vilão, alguém frio que realmente se mostra um antagonista mais que a altura para ser enfrentado, o episódio todo é uma ação frenética em que você sente o sufoco da situação, quem dera se todos os episódios tivessem o mesmo nível que o ultimo, ai sim poderia se dizer que essa serie é espetacular. Antes de ver a serie já tinha uma pequena noção do que são os Mandalorianos, foi interessante ver mais sobre essa cultura e organização deles, a questão do metal Beskar e o quanto ele é cobiçado por todos, o código que eles seguem e essa separação por clãs, espero ter mais disso na próxima temporada. Me decepcionei um pouco com o Mando, pois falam que ele e um mandaloriano, isso e aquilo, que ele é o melhor, mas a impressão que passa é que ele é habilidoso (no meio de muitos outros habilidosos), não precisa ser um superman mas a impressão que ficou foi que se não fosse pelo Beskar, teria rodado como qualquer outro que estivesse no lugar dele a muito tempo, a Cara Dune sem metalzinho tem uma aura de fodona bem mais que ele. Se o mando falha em criar uma aura de alguém especial, no quesito personalidade acertaram bem, consegue ser alguém muito expressivo mesmo sem vermos o seu rosto, dá pra saber pelos trejeitos quando ele está com raiva, surpreso, exasperado, não sei se isso é mérito do Pedro Pascal, da direção ou dos dois, de qualquer forma, muito bem feito, só acho que o personagem se afeiçoou a criança um pouco rápido demais, poderia ter mais tempo para trabalhar melhor essa relação, havendo o mesmo problema com alguns outros personagens que morrem mas por ter pouco tempo de tela, suas mortes não são muito impactantes por não se aprofundar mais neles. Outro ponto que é interessante de se observar, é o quanto a obra é distante dos conflitos Sith e Jedi (lado da força), pois por mais que se tenha um sensitivo a força na seriem o local onde eles estão é tão afastado que pensam que os jedi são apenas lendas ou boatos, espero que se aprofunde mais nisso, nessa visão dos não manipuladores da força sobre a galáxia. Gostei bastante da série, expectativas muito altas, em questão de live action acho Rogue One e O império Contra ataca até agora o melhor que teve de Star Wars, talvez a segunda temporada de Mandaloriam mude isso e eu conhece a caminhar para dentro desse gigantesco universo expandido, por enquanto não tenho vontade. Recomendo para ambos os públicos, o mais casual e o fã alucinado (pra esse ai, isso deve ser um prato cheio).
Finalmente assistindo a tão aclamada Twin Peaks, a série que várias pessoas dizem ter revolucionado a Tv, os "cults" sempre falam dela por ser de David Lynch, por enquanto "quem matou Laura Palmer" é algo interessante de se assistir, ainda não entendi o clamor que ela tem mas muito boa a série. Ela é diferenciada, isso não posso negar, passar um ar estranho de tranquilidade enquanto ao mesmo se poder sentir que alguma coisa não bate, a trilha sonora nisso é incrível, abertura dos episódios é um tom sereno e pacato enquanto o encerramento é uma música mais melancólica e até um pouco tensa. Não sei como mas mesmo não vivenciado os anos 90, senti uma certa nostalgia, o trabalho de ambientação foi muito bem executada por conseguir este feito, pode se definir a cidade de Twin peaks em duas palavras, aconchegante e estranha. Existe algo a mais nessa cidadezinha que a torna assustadora. Para min, o melhor episódio foi o primeiro que é um resumo basicamente da temporada inteira, acompanhar a investigação do agente Cooper enquanto os segredos não só de Laura Palmer mas de todos na cidade. O episódio piloto de 1 hora e meia consegue direcionar isso bem enquanto o resto da temporada se perde um pouco, pois todos tem secretos e de alguma forma se interligam, fazendo você ficar meio perdido no tanto de sub tramas que de forma direta ou indireta acaba se conectando com o caso da Laura, isso faz com que pareça que a serie as vezes não sai do lugar. O ritmo da série melhora sempre que estão focados na investigação, com o Cooper se integrando mais e mais com a polícia local do seu jeito ao mesmo tempo estranho e carismático, é gostoso de ver eles investigando juntos e criando uma amizade, tanto que acho que por se envolver pessoalmente demais que isso pode acabar se tornando um problema pro Cooper. Impressionante como traição é algo recorrente nessa série, você pensa que um personagem é um santo mas nada, ou está traindo ou tem de alguma forma uma relação com um personagem que você não fazia ideia que os dois poderiam se interligar, gerando várias complicações. Meus maiores problemas com a serie são essa complicação nas múltiplas relações dos personagens, e a atuação de um trio em especifico, James e os pais da Laura. Os pais são muito caricatos acabando gerando momentos cômicos ao invés de tristes, como o enterro da Laura na cena do caixão e a mãe chorando se é que chamar aquela coisa forçada de choro. Porém quem ganha deles é James Hurley interpretado por James Marshall, o ator parece que a todo momento está constipado, ele é todo travado não importa a cena, muito ruim. A trama e desenvolvimento da investigação é muito boa, pois apesar das excentricidades (Agente Cooper) ela flui de maneira natural, os diálogos são muito bons. A única coisa que me incomodou um pouco no processo da investigação, são os policias que em nenhum momento questionam de forma direta o Cooper quando ele baseia sua investigação com os sonhos que ele teve, talvez eu esteja cometendo anacronismo pois a série é de mais de 30 anos atrás e isso fosse algo mais comum de não questionar. Gostei muito da série, é nostalgia por alguma razão, e o seu mistério fez com que na reta final pontas foram amarradas e várias outras abertas, foi uma loucura pro ritmo calmo dela o tanto de coisas que aconteceu no último episódio. Ainda não acho que uma serie espetacular e estou esperando as bizarrices de David Lynch aparecem logo. Recomendo para quem quer ver uma serie de ritmo calmo mas que te instiga até o fim com um gancho safado para a próxima temporada que deve ficar mais caótica.
Quando a outra Martha aparece no final da segunda temporada eu apenas pensei "Cagaram a série", todo o conceito de loop e determinismo sendo quebrado, mas então eu calei minha boca, o que Baran Bo Odar e Jantje Friese conseguiram fazer foi incrível, que enredo! Consegue se conectar muito bem com as outras 2 temporadas, mas isso não quer dizer que tenha sido perfeita, por mais que o roteiro tenha sido muito bem construído, o mesmo não se pode dizer da narrativa da 3 temporada (eu até pesquisei se enredo e narrativa são coisas diferentes para não estar falando bosta no achismo).
A quem diga que a temporada foi arrastada, muito pelo contrário, ela foi apressada, precisando de mais 2 episódios, talvez até uma temporada a mais, porque essa temporada se preocupou muito em se conectar com as 2 primeiras temporada e deixou a WInden 2 muito de lado, a segunda Winden é um porre, é interessante ver algumas mudanças que tem nela comparando a primeira mas quase não mostra dela, você não se importa com ninguém, as coisas acontecem e você está nem ai, não tem um bom desenvolvimento nela por falta de tempo.
Outra prova que a temporada foi meio apressada são as interações entre os personagens, são muito pouco mostradas, o enredo muito bem feito consegue se explicar sozinhos dos acontecimentos que não foram mostrados mas enfraquece a narrativa, quem não queira ver a Charlotte e a Elizabeth descobrindo que são mãe e filha uma das outras? Não mostra apenas está lá, assim como a Claudia, ela descobriu que tem uma terceira dimensão mas apenas falam isso, é algo muito importante ela descobrindo e percebendo que tem uma brecha no loop eterno, mas não é mostrado porque a história está muito corrida.
Dialogo nunca me incomodou em Dark, muito pelo contrário tem frases que tem um cunho filosófico foda e reflexivo, mas essa temporada sim, frases como "O fim é o começo e o começo é o fim", "A pergunta não é como, mas quando" essas frases são marcantes porque são usadas em momentos certos e não ficam sendo repetidas a todo momento como um slogan ou tentando ser cool, "pergunta não é que tempo, e sim que mundo" é uma bosta porque repetem ela toda hora. "O que sabemos é só uma gota. O que ignoramos é um oceano" nossa frase bonita, formosa e reflexiva, mas não repita ela 3 ou 4 vezes num mesmo episódio, ela acaba perdendo força.
Tem momentos que incomoda porque não parecem diálogos naturais, são diálogos incrivelmente específicos para gerarem situações especificas, como quando o a Martha 2 fala pro Bartosz que o Jonas é o adam, não tentam dar explicação mais detalhada pros personagens apenas para gerar intriga entre o Jonas e o Bartosz. Diálogos repetitivos como as frases que já falei, outra pessoa tinha dito em um comentário "ele/ela mentiu para você" aparece toda hora, os paralelos que fazem com a Winden 1 são interessantes mas poderiam mostrar bem mais que isso, a Eva sem ser em narração (que ficou muito boa) poderia ter mais diálogos interessantes que não sejam fazendo paralelo/mesmas falas que o Adam "As pessoas vivem três vidas. A primeira termina com a perda da ingenuidade, a segunda com a perda da inocência e a terceira com a perda da própria vida" frase foda mas não coloca outro personagem para falar a mesma coisa.
Uma coisa que a serie sempre consegue fazer bem é explicar os conceitos de ficção cientifica de forma interessante e pratica, Paradoxo de Bootstrap, Partícula de Deus, Gato de Schrödinger, os conceitos e termos como Big Crunch, sempre sem ter erros narrativos de explicação, mas no episódio 8 teve um erro grotesco, o Jonas e a Martha se vendo quando crianças, é bonitinho mas não tem logica, então eles estavam destinados a quebrar o ciclo? Não tem logica, pois se o círculo é quebrado, eles não existem, então não poderiam estar destinados a quebra-lo e traçar uma linha até esse destino, pois toda a explicação da Cláudia da forma de como ela descobriu como quebrar o ciclo e fazer as coisas de forma diferente iriam pelo ralo, pois então tudo nada mais é do que outra forma do determinismo agir.
Acho que o maior problema de Dark foi a fixação pelo número três, intervalo de 33 anos, a trigreta, 3 dimensões e 3 temporadas, acho que para tudo fluir melhor era necessário uma temporada a mais, a serie explica muito bem como tudo está conectado mas a 3 temporada se apressa demais em fazer isso, não dando um pouco de foco na interação e diálogos dos personagens, ainda sim, para uma serie com conceito de viagem no tempo que é algo facil de se perder, conseguiu entregar um bom final sem cagar com a história e seus conceitos, os roteirista estão de parabéns nisso. Uma temporada muito boa mas com seus problemas, porem um bom final.
E o jonas é o maior pau mandado de todos tempos e mundos.
Voo 370: O Avião que Desapareceu
3.1 57 Assista AgoraÉ um bom documentário, inicialmente eu tinha ficado incomodado pelo ênfase nas teorias conspiracionistas, porém o documentário soube equilibrar bem as diferentes visões e opiniões sobre o que de fato aconteceu. A terceira teoria pareceu a menos absurda pela postura da jornalista, onde ela apresenta alguns questionamentos muito bons sobre a versão oficial, apesar te ter forçado na sua tese do que aconteceu, pelo menos a postura foi bem diferente do Jeff Wise, ele forçava demais até nos questionamentos, pelo menos a jornalista não tinha reputações que eram um tapa na sua cara, fiquei feliz que ele tenha perdido credulidade depois desse caso, já a repórter francesa não sei o que pensar dela, parece séria demais para ser conspiracionista, porém forçada demais para ser uma jornalista confiável, até eu posso usar o argumento de “tenho fontes”.
Deveriam ter focado mais nas inconsistências das investigações do que nessas teorias, principalmente com a dramaticidade colocada em cima delas, pelo menos o documentário dá um bom contexto para esse ser um dos maiores mistérios da aviação e as inúmeras ideias sobre o que possivelmente aconteceu. Impressionante o quanto a falta de informação e a brecha para o desconhecimento abrem margem para tantas coisas, sendo algumas absurdas. A única conclusão que podemos chegar desse caso é desejar que o avião seja totalmente achado para dar um verdadeiro encerramento a essas pobres famílias.
Star Wars: Andor (1ª Temporada)
4.2 194 Assista AgoraAVISO DE SPOILERS
“A melhor história live action de Star Wars ” é meio que o subtítulo dessa série por muitas pessoas. Devo dizer que elas estavam certas, caralho que série boa, Mandaloriano para mim, tem mais fantasia/magia, o tom mais aventuroso desse universo, Andor vai justamente ao lado contrário, antes para mim nada superava o Império contra ataca, nenhuma série live action ou mesmo Rogue One, mas essa série conseguiu.
O maior problema é justamente o começo, que é bem qualquer merda, assisti Rougue One a uns 8 anos atrás, então não lembrava direito nem do próprio Cassian, então entre muitas aspas foi introduzido na história como alguém sem o conhecimento prévio. O ritmo dos dois primeiros episódios são bem lentos, o que não seria um problema se fossem interessantes, mas não são, a forma como o Cassian foi descoberto foi meio idiota e um pouco forçada, por causa de ciúmes! Me poupe roteiro. Pelo menos isso serviu pro caldo engrossar no terceiro ep, onde aí então as coisas começaram a ficar interessantes.
Impressionante o quanto pegam o conceito inicial da trilogia clássica é expandem tão bem aqui, o sentimento do porque a rebelião é formada junto a opressão do Império, você vai criando cada vez mais asco desses ditadores de merda e passa a vibrar quando atos de insurreição acontecem e dão certo, achei que tentariam humanizar eles um pouco como um dos episódios de Mandaloriano, porém lá não eram exatamente imperiais e sim trabalhadores que acreditavam no império, aqui mostra como toda a organização é algo rígido, opressivo e que é cada um por si lá dentro, todo oficial é alguém que você passa a sentir um desgosto tremendo.
Isso vale tanto pros novatos, Dedra Meero e Syril Karn, que tem uma rigidez beirando a nervosismo, pois claramente não tem tanta experiência quantos aos que estão a sua volta, quanto pros veteranos, todos eles tem um certo sadismo ou completa falta de empatia beirando a um estoicismo emocional (e não estou falando da corrente filosófica); Sempre o império é desconfortável de ver, conseguem expandir eles muito bem, uma única TIE fighter que era insignificante nos filmes, consegue ser extremamente assustadora, mostrando o poder do império e a paranoia que se cria por quem não o apoia, todas as cenas da Mon Mothma parece que ela está num gelo fino, e realmente ela está, não pode confiar em ninguém.
Além desse clima tenso gerado, a serie consegue introduzir vários personagens interessantes com ótimos dramas, com exceção do drama idiota que fez a história andar no início e o esquisito do Syril, todos os personagens introduzidos na trama são interessantes. Em pouco tempo passei a me importar com o pessoal de Ferrix e sua história, a Maarva e o Bee, deu para sentir tudo o que aconteceu depois, a revolta foi do caralho e triste porque a cidade provavelmente foi massacrada, AI se a série do Obi-wan tivesse tido esse cuidado todo na construção de personagens e diálogos, que pena.
A Debra mesmo é uma ótima vilã, sendo um exemplo de uma pessoa jovem que acredita no império, tenho um asco só de ver a cara dela, atriz mandou muito bem. O pessoal da rebelião claramente não estavam preparados para o que estavam por vir, tinham o desejo, mas os culhões para fazer? Apenas o Luthen, que se mostrou algo bem único, ele faz atrocidades pelo que acredita, representado ali tanto para si quanto para a rebelião em si, um caráter mais cinzento, não é apenas os rebeldes bonzinhos contra os maus imperialistas, pela rebelião muita merda tem que ser feita ou sacrificada diante o inimigo opressor.Saw Gerrera de Rougue One era sobre o radicalismo, Luthen Rael se mostrou ser outra coisa, seja para melhor ou para pior.
Tirando os problemas que eu citei anteriormente, o que mais falar dessa série? Boa demais, o episódio do roubo é lindo e épico, mas o da rebelião foi pra min o ápice de tudo que eu vi de Star Wars, que episódio do caralho, nesse eu vibrei demais, toda a temporada foi basicamente para despertar a chama da rebelião dentro de todos e no Cassian, conseguem atiçar também em nós os telespectadores, então digo com muito gosto “foda-se o império! Viva a rebelião!”
Earnhardt
4.0 2 Assista AgoraMuito bom! Sempre tive curiosidade sobre a Nascar, então quanto mais material sobre sua história melhor! Que tenha mais conteúdo sobre suas figuras lendárias, tipo o Richard Petty, que apenas sei que ele inspirou o Rei da animação Carros, saber mais sobre a categoria, principalmente por meio de suas lendas, pode ser um ótimo atrativo para introduzir mais pessoas na categoria, então que tenha mais! Sobre os circuitos, sobre os pilotos, sobre tudo!
Documentário muito bom, é impressionante o quanto em todas essas lendas de esportes (falo em geral englobando tudo) o lado familiar acaba sempre sofrendo, ver a ascensão de Earnhardt e a forma como a fama afeta todos a sua volta, foi muito intrigante de ver, não tem uma glamourização de sua figura, mostra como ele era a lenda, o piloto incrível, mas também como ele era, o pai, a figura familiar não tão presente, numa situação bem complexa.
Esse documentário também é bom para vermos como cada um de nós vive nos nossos mundinhos, a morte dele teve uma comoção nacional em todo o país, mas se perguntamos a alguém sobre Dale Earnhardt aqui no Brasil, muita gente provavelmente não iria conhecer. Nesse ponto tenho uma certa inveja do automobilismo americano, devido sua forte presença local, aqui não temos isso, se pode falar de Senna, Piquet, Fittipaldi, Massa, Rubinho, mas todos eles correram e fizeram fama fora do país, a Stock Car nunca conseguiu chegar nesse nível aqui.
For All Mankind (1ª Temporada)
4.2 46 Assista AgoraRealmente um “E se?” interessante, pois a ida do homem à lua primeiro pelos Estados Unidos, foi mais uma vitória simbólica, pois eles não tinham vencido de fato a corrida espacial coisa nenhuma, a união soviética estava muito à frente deles no seu programa espacial, porém o fato de um ser humano conseguir pisar em outro local fora da terra, é por si só um evento poderoso, deve ter sido uma loucura pra quem pode acompanhar isso, além de servir como uma ótima propaganda de “Nós somos os primeiros, somos melhores”, então ver uma linha do tempo alternativa onde os soviéticos foram primeiros, é muito instigante.
Gostei muito da atenção aos detalhes, pois por mais que um soviético tenha ido a lua em vez de um americano, o mundo continua girando, é até um serviço gostoso de se fazer, principalmente pra quem não viveu nessa época, pesquisar quando eles citam alguma coisa, tipo os sete de Chicago em 1968, escândalo do Kennedy, situação do Vietnã, citaram previamente até o caso Watergate do governo Nixon, foi interessante a atenção aos eventos físicos e não físicos também, como a mentalidade da época, não teve uma demonização ou apontamento de dedo moralista, apenas mostraram como eram os anos 60/70.
A parte social, principalmente na vida dos personagens, poderia ter sido muito chata, porém não foi o caso, podemos ver como o espaço de tão longe afetava a vida de todo eles aqui na terra, mostrou que ser astronauta é algo grandioso, porém não glamorizou nada, pois vemos os problemas psicológicos que você pode desenvolver ficando lá em cima por muito tempo por meio do Gordon, ou como pode destruir a sua vida familiar, Trancy, Gordon e Ed quase não tem tempo com os próprios filhos, tudo isso caído no colo da Karen, enquanto as duas crianças crescem problemáticas devido à ausência dos pais.
Os personagens são muito bons, principalmente seus conflitos, em muitos momentos não dava pra simplesmente falar “esse aqui está certo, este está errado”, não teve nenhum deles, pelo menos os relevantes, que você pudesse não pudesse ver suas qualidades e falhas, em todos eles, não teve nenhum que era alguém 100% desprezível ou 100% amável, um é um ótimo soldado e um péssimo pai, outro consegue ser bem empático apesar de ter traído a esposa, uma foi patriota até demais apesar de ser uma boa amiga, todo a situação da Pam com o Eliiot e a Ellen, Margot sendo muito racional e isso causando problemas, Aleida, Deke sendo um cara foda, mas produto do seu tempo, Karen aguentado o enorme peso de ser a dona de casa ideal e isso destruído ela, etc, muitos personagens com tramas pessoais muito boas, poderia ter sido um tiro no pé, mas foi um acerto.
Apesar dessa parte social bem interessante, os melhores momentos são quando o foco está totalmente nas missões espaciais, não sei como é nas missões da vida real, mas na série, talvez para dar uma maior dramatizada, sempre acontece algo inesperado, que te deixa de cabelo em pé, pois um errinho pode significar uma morte certa, toda a operação dos veículos espaciais, enquanto vemos a sala de controle, tomando suas decisões em meio a tensão, às vezes tendo que tomar cuidado pra não mexer no vespeiro político, bom demais, principalmente o episódio 7, que foi o que melhor equilibrou de mostrar a parte da missão espacial ao mesmo tempo que tinham um enorme drama pessoal, que também poderia se tornar político, muito bom.
Uma boa série de drama e uma ótima de ficção científica, ver um mundo onde a corrida espacial tomou mais força, é interessante, principalmente porque que na atualidade as pessoas não demonstram tanto interesse pelo espaço, então um mundo onde esse vai ser o norte principal, é muito bom de ser visto, os conflitos que isso irá gerar. Será que a URSS desse mundo vai durar mais? E a posição de outros países? Como serão as leis espaciais? Deve ter mais política nas próximas temporadas, espero que continuem mantendo a posição política que vem demonstrando, de ter um patriotismo contra o entre aspas inimigo, porém quando o inimigo fala, ele também expõe os podres da nação teoricamente boa, tomara que tenha mais disso. Essa primeira temporada foi muito boa, que as outras mantenham o mesmo nível.
Arcane (2ª Temporada)
4.3 161AVISO TEM SPOILERS
Gostei mais da segunda temporada, porém acho a primeira melhor por ser mais redondinha e fechada em suas tramas. O gostar mais da segunda é porque tem muito mais conteúdo que a primeira, mas não sendo muito bem equilibrado, tudo que foi apresentado na narrativa ficou extremamente rápido, acontece muita coisa em pouco tempo.
Como posso me importar com certos acontecimentos e consequências se eles são apresentados em um episódio para eles então serem resolvidos em uns 2 ou 3 episódios depois? Além é claro das várias tramas e alguns elementos desnecessários, a trama da Rosa Negra por exemplo, extremamente descolada da história principal. A personagem Nolen (garota de cabelo laranja) não serve pra praticamente nada, além de ser péssima trabalhada.
Se existisse um foco mais em Piltover vs Zaun, para então numa terceira temporada vir todas as loucuras sobre o arcano, acho que seria melhor, pois faltou mais desenvolvimento para o conflito ter um peso maior, a VI se tornar uma Defensora tão rápido foi ridículo, se existisse um trabalho melhor e mais devagar em humanizar mais o Povo de Piltover, ai sim eu poderia comprar a decisão dela, mas em um único episódio!? Foi ridículo, tirando personagens chaves, não temos motivos para nos importarmos com Piltover.
Novamente ressaltando o problema do ritmo extremamente frenético, Ekko foi o salvador no episódio final, mas ficou jogado de escanteio a maior parte da temporada, sendo que teve um enorme papel no final, principalmente por meio dele e do Heimerdinger, de apresentar uma fodendo linha do tempo alternativa, isso tinha que ter sido mostrado com mais calma e em mais de um único episódio.
Posso estar batendo muito nessa tecla do ritmo, mas é porque eu vejo algo muito bom, podendo ter sido ainda melhor. Arcane além da ótima trilha sonora, é uma espetacular porta de entrada para o universo de League of Legends, depois de ver a primeira temporada caí de cabeça na lore, tem muito conteúdo nesse universo e Arcane consegue ser uma adaptação muito boa, fico triste com o ritmo que prejudicou a série, mas fico feliz que a partir dela se possa ter mais conteúdos adaptados.
Eu sei da desculpa que deram de não esticar a obra pra ela não perder a qualidade, mas rushar também não é uma ideia tão boa assim, até as lutas sofreram com isso, esteticamente são lindas, já na coreografia deixou um pouco a desejar, ficando um pouco confusas em certas partes. Espero que futuros projetos sejam mais cuidadosos.
Irmãos de Guerra
4.7 639 Assista AgoraPrimeiro de tudo, isso é uma série baseada em um livro bibliográfico e não um documentário, é também uma homenagem para a Easy Company, especificamente os paraquedistas da 101ª Divisão, então não se pode cobrar uma super fidelidade historiográfica, pois ainda é um produto de drama, então detalhes ou mesmo acontecimentos podem ser alterados para contar a narrativa. Não li o livro no qual a série se baseia, porém consigo notar que talvez o formato da história, se encaixa melhor em páginas de livros do que em episódios para a tv.
Se você espera muitas cenas de combate você terá, porém posso garantir que vai se cansar, pois por relatar a campanha desses soldados, tem muita repetição de acontecimentos, com exceção do primeiro e dois últimos episódios, todos os outros seguem uma estrutura um pouco repetitiva de combate, ao ponto de cansar, o que na minha opinião é um sentimento proposital devido ao que os soldados passaram, porém em um formato de série poderia ter sido melhor feito para amenizar um pouco o sentimento de maçante e ser mais palatável para todos, talvez uma variação da forma de filmagem, não sei.
Se por um lado essa repetição é um pouco cansativa por outro é também um ponto alto, pois transmite o efeito que essas batalhas tiveram nos soldados, a confusão que é estar dentro de uma trincheira durante um bombardeio, Bastogne foi duro de ver, as constante lutas ou momentos em que tem que apenas esperar algo acontecer, vai desanimando o telespectador, imagina os soldados que passaram por isso então. Se você maratonar a série como eu, chega no último episódio cansado, o que é um mérito e um demérito da série.
O mais impressionante para mim é a forma como a obra ao mesmo tempo não glorifica a guerra mas também homenageia esses soldados, não é algo como “Esses caras são incríveis, quero ser como eles” e sim “Esses caras passaram por muita merda, tem que ser exaltados”, passa um sentimento de admiração mas não de inspiração, porque guerra como todos sabem é uma merda, a própria obra tem noção disso e demonstra na cena do Percone sendo duro com um substituto/novato, um veterano descansando no seu posto que não quer ouvir um novato que não sabe o terror da guerra falando sobre querer ver ação ou se provar no campo de batalha, ser soldado é uma bosta e não algo admirável.
A obra acerta bastante também na não demonização dos alemães, muitos deles são apenas civis ou soldados morrendo cumprindo ordens, não tem aquela vinalização que obras mais ficcionais costumam ter, mas não quer dizer que seja benevolente com tudo que aconteceu, na hora de bater, ela bate com forma, o episódio 9 é todo sobre isso, as consequências e o mal que o partido nazista causou, nada ali é adocicado, tanto que você consegue entender o que o soldado judeu fez no episódio seguinte com uma pessoa que era suspeita (ênfase na palavra suspeita e não confirmada) nazista, mesmo nessa situação a obra não o condena ou o absolve, você apenas entende.
Ver como essas pessoas vão sofrendo uma degradação tanto física quanto mental é acentuada quando eles conhecem novos recrutas, existe um laço forte entre os veteranos e uma certa rispidez com os novatos, pois não passaram pelas mesmas coisas, até em cenas mais normais e cotidianas, você nota que existe um vão/tensão entre os dois grupos, tanto que tem muitos momentos que os mais experientes acabam sendo babacas, não por serem realmente babacas mas pelas experiências que sofreram, enquanto os novatos deslumbrados com seus ídolos e a guerra, percebem que as coisas não são como eles pensavam e idealizavam.
O último episódio tem lufadas de ar fresco quando vocês nota que eles estão relaxados por finalmente não terem que lutar mais, porém mesmo nesse relaxamento existe negatividade, ansiedade para quando a guerra acabar, o que fazer depois, os que têm escolha permanecer ou não no exército, tem pessoas que são obrigadas a continuar, o episódio 10 não tem nenhuma batalha e ainda sim, o combate parece não deixar a vida dessas pessoas, o alívio só vem quando sabem sobre a rendição dos japoneses e o fim derradeiro da guerra, porém as cicatrizes que carregam, nunca irá deixar os seus corpos, tanto as visíveis quando as que não podemos ver.
Obra muito boa, talvez a que melhor retrata a vida de um soldado em meio à guerra, por isso se você maratona, pode sentir cansaço, pois assim como na guerra o ritmo na série é algo demorado, não é frenético e cheio de ação, é algo repetitivo, constante e cansativo. Incrível sua qualidade, porém não acho que é pra todos, pois como eu disse a “história” é devagar, por um lado é bom na retratação da experiência dos soldados, por outro lado é ruim como um produto para se consumir. Não é pra todos.
100 Days To Indy (1ª Temporada)
3.5 1 Assista AgoraEu entendo que as 500 milhas são o evento principal da INDY, mas acho que eles cometeram um erro em se focar nela, poderiam ter emulado o formato do Drive to Survive de acompanhar a temporada completa, pois eu fiquei muito curioso em saber mais sobre a categoria, saber mais sobre os outros circuitos, a Indy se passa toda nos Estados Unidos (as vezes tem uma ou outra corrida fora do país), essas pistas de corrida, devem ter muitas historias locais interessantes, queira ter sido apresentando a mais delas.
A formula 1 cresceu muito por causa da Netflix, eles estão pretendo oportunidade com a paramout ao se focar só no seu evento principal, sinceramente eu caguei pra 500 milhas, fiquei muito mais interessado nas outras corridas, nas equipes, nos pilotos, na categoria em si, porém só vão até Indianapolis e acabou, a categoria tem uns 15/16 corridas por temporada, a indy costuma ser 6 corrida no ano, perdem material pra fazer mais uns 4 eps pelo menos. Sinceramente não entendo, a serie documental é só pros norte-americanos ou é pra promover a categoria?
Loucos Por Pimenta
4.0 1Muito louco, existe todo um universo em volta das pimentas, no inicio pensei que seria um reality show de quem aquenta as pimentas mais fortes, porém foi muito mais do que isso. Estou impressionado, já sabia sobre as competições de comer pimenta mas não que tinha uma indústria/comunidade gigantesca por trás, a forma como conta sobre o cultivo das pimentas, da indústria de molhos, dos "superstars" que existem como referencia sobre pimentas, até o impacto social e mercadológico que podem ter sobre varias pessoas, fui completamente surpreendido.
Recomendo demais para curiosos, e os amantes de pimenta, o que não é o meu caso, iram amar. Vale muito a pena, seja para conhecer mais sobre esse mundo da pimenta que vai muito além de só ardência, ou apenas pra ver algo diferente mesmo, acho bem difícil você ver um documentário focado em pimentas como algo comum, principalmente por não ter foco na gastronomia, garanto para você que não é chato.
Hannibal (2ª Temporada)
4.5 810AVISO DE SPOILERS
Ainda acho que a primeira temporada é uma história completa, bem redonda, com começo, meio e fim bem amarrados. Estava receoso da série se tornar maçante, pois ela tinha uma certa fórmula que, já sentida na primeira temporada, poderia cansar bem rápido, o que não foi o caso, continua muito boa, só parece que resolveu abraçar o surrealismo de vez, até demais para uma série que tem como gênero ser um thriller policial, acho que perdeu um pouco o tom que tinha antes.
Essa teatralidade surreal, tinha na primeira mas não ao ponto de me incomodar, aqui ultrapassou muito o nível, o maluco dos fungos na primeira temporada, ok suspensão de descrença, até o cara da paleta de cores, já as abelhas eram o limite, porém você realmente quer me comprar que acharam um cadáver dentro de um cavalo, e dentro desse cadáver no tórax, tinha um pássaro vivo, que depois saiu voando? Não tem como levar isso a sério, a própria série leva, eu não consegui, acho que exageraram na alegoria.
O próprio Hannibal também, ele é quase onisciente, está sempre um passo à frente, sobrenaturalmente sabe quando começam a desconfiar dele ou exatamente o que estão procurando dele, comete assassinatos extravagantes/trabalhosos muito rápido, o roteiro quase que endeusa ele. Sério que ele deixou a Mirian 3 anos presa para usar ela depois? Beleza se ele estivesse guardando ela como se fosse um estoque de comida, mas por três anos? Trabalheira danada isso hein, nem o Batman tem esse nível de preparo.
Esses elementos que eu critiquei existiam na primeira temporada, mas aqui perderam muito a mão, ao ponto de me incomodar, por isso a série perdeu alguns pontos comigo nisso. Em contrapartida, o ritmo é melhor que na primeira, todo o arco do Will preso e esperando o julgamento foi incrível, menos o Hannibal onisciente. Interessantíssimo ver que preso, o Will se fortalece tentando provar sua inocência, sendo totalmente neutralidade pelo Hannibal, que enquanto isso vai se aproximando do Jack e da Alana, quase que se inserindo mais e mais no espaço onde antes o Will ocupava.
Toda a trama terminando com o Chilton se dando mal, enquanto abre portas para o confronto final, é muito gratificante de se ver. Após isso a série perde um pouco de ritmo, por uns 2 ou 3 eps, inserindo um pouco de caso da semana com a trama dos Vergers, mas na reta final, quando volta para Will e Hannibal, recupera mais do ritmo de antes, com um episódio final espetacular, a reta final da primeira temporada e a chegada do seu clímax podem ser melhores, porém Mizumono, é provavelmente o melhor episódio da série até agora, esse eu bati palmas.
A relação Hannibal e Will continua extremamente interessante e complexa, ironicamente um o Hannibal é que afunda o Will cada vez mais na escuridão, mas também ele é o alicerce que o impede de se afogar de vez, pois a atenção do Will está toda nele, se ele conseguir impedir o Hannibal, o que acontece com o Will? Ele matou uma pessoa por escolha própria, indo além de auto defesa ou para salvar outra vida, comeu conscientemente carne humana, fez a “arte” um cadáver em uma cena de crime, manipulou alguém que tinha sentimentos por ele (seja a Alana ou o próprio Hannibal), tudo isso para chegar num fim, ele foi num ponto onde não tem retorno.
Na primeira temporada o que segura o Will de cair completamente na escuridão era sua moralidade e salvar vidas, na segunda é pegar o Hannibal, depois disso e aí? Não tem como ele trabalhar de novo para o FBI, ele não pode mergulhar na escuridão dos outros sem um norte o guiando (pegar o Hannibal), isso o afundaria. Will Graham se tornou um assassino por causa de Hannibal Lecter, porém se não fosse a obsessão o mesmo tem em capturá-lo, ele poderia realmente se tornar um serial killer, sendo que ironicamente é isso que o Hannibal mais quer, a relação desses dois é difícil de pôr em palavras, causam dando dor um no outro, mas não conseguem ficar longe, o único jeito desse ciclo acabar é com a morte de um deles ou que o Will aceite o convite do Hannibal, que é aquele mais dá direção a sua vida.
Se o Mads Mikkelsen roubou a cena na primeira temporada, nessa é toda do Hugh Dancy, ele foi incrível como Will Graham, todo o crescimento do personagem, de uma pessoa frágil instável e insegura para alguém que pode realmente se tornar um perigo em potencial, só foi possível por causa dessa interpretação impecável, deu pra sentir que apesar da série se chamar Hannibal, quem realmente é o protagonista é ele, mostrando que apesar de tudo que aconteceu, ainda não cedeu a tentação do demônio, o personagem e o ator foram incríveis, espero que esse “protagonismo” continue forte na trama.
Adorei a segunda temporada, acho que a primeira é melhor apesar desta ter um ritmo melhor, o descontrole no tom surreal me pegou, o Hannibal andando para lá e pra cá naquela rouba envolvida em plástico era sacanagem, todo mundo nessa série só vive em local isolado, na casa do Chilton pra mim foi o ápice, até ri do que aconteceu. Ainda vou ver a terceira temporada, porém mais cauteloso ainda, espero que não aumentem a escala das coisas ou exagerem de novo na teatralidade.
Sacanagem o que fizeram com a Beverly, gostava tanto da personagem, era minha favorita depois do Will e o Hannibal.
Eli Roth's History of Horror (1ª Temporada)
4.2 15muito interessante, achei cativante, porém não algo realmente profundo, que mergulhe de forma muito detalhada, sobre o que é o gênero terror, ou mesmo os filmes e temáticas que foram citados. Sinto que os fãs mais hadcores do gênero, vão achar esse documentário nada demais. Pelo menos conheci alguns filmes antigos que irei ver depois.
Vale O Escrito - A Guerra do Jogo do Bicho
4.5 144É bizarro a forma como a criminalidade no Rio de Janeiro extrapola a de outros lugares, não por ser o mais violento, tem estados/cidades que são piores, mas sim porque o crime está entranhado de uma forma tão profunda que se torna algo natural, a serie mostra, os próprios cariocas quando contam alguns relatos, a naturalidade de como eles falam sobre crime organizado, como se fosse algo banal, algo que está ali e pronto, e não como algo preocupante, não chega nem a ser resignação, parece mais aceitação.
Não conhecia nada sobre o jogo do bicho, achei o documentário sensacional, tem tantas reviravoltas, que realmente só na realidade pra isso acontecer mesmo, se fosse ficção, o roteiro seria cheia de furos, uma realidade bem mais complexa do que eu esperava. Parabéns ao Globoplay, não deve em nada para documentários de outras plataformas estrangeiras, recomendadíssimo, a galera que curte True Crime vai receber de braços abertos, muito bom.
Bem-vindos ao Wrexham (1ª Temporada)
4.2 23 Assista AgoraUltimamente eu tenho assistido series documentais e estou planejando ver inúmeras outras, quando eu passei o olho por Welcome to Wrexham, na hora pensei "Só mais um documentário pra assistir", como eu estava errado, é surpreendentemente boa, não tenho muito o que falar, apenas recomendar, seja pra quem acompanha ou não futebol, a serie mostra como esse é um esporte frustrante, que vai muito além do campo, mostrando os desafios de gerir uma equipe do futebol, além de evidenciar como esse esporte para algumas pessoas e lugares, transcende de ser apenas 11 caras correndo atrás de uma bola.
Eu ia assistir despreocupadamente, mas agora, vou realmente acompanhar os documentários, que o Wrexham tenha muito sucesso, para podermos ver mais da história desse clube, que consegue passar bem como o futebol onde ser algo gigantesco e apaixonante.
F1: Dirigir para Viver (1ª Temporada)
4.4 60 Assista AgoraNão acompanho formula 1 a uns 10 anos, eu lembro de ver o Sebastian Vettel ser tetra campeão seguido, depois eu parei de acompanhar as corridas, então quando eu fui ver essa serie documental, não sabia de praticamente nada, tirando nomes como o Hamilton, Fernando Alonso, kimi räikkonene e o Verstappen, não conhecia ninguém, então foi como ser introduzido novamente ao esporte, é eu adorei! É uma ótima propaganda para fisgar quem não conhece o esporte e instigar eles a no futuro acompanhar a F1, eu por exemplo me interessei novamente.
Observei alguns comentários falando que poderia ser mais técnica a série, porém ao meu ver a serie nunca foi sobre isso, foi feita para mostrar um pouco sobre a vivencia de alguns pilotos e suas equipes durante a temporada, para se tornar um produto atrativo de ser visto, mostrando mais a competividade do que um conhecimento técnico em si, se fosse para se aprofundar mais, provavelmente teriam uma duração muito maior e se tornaria cansativa para leigos do automobilismo assistirem.
De qualquer forma, muito bom! Principalmente o drama, obviamente por ser um documentário, teve enfoque no que a direção queria mostrar, mas mesmo assim muito bom de se ver quando você não sabe nada a respeito sobre a temporada, a “trama” se torna instigante, então eu diria que é ótima para quem não acompanha o esporte, enquanto para quem já é mais aficionado por F1 possa se decepcionar um pouco por não se aprofundar, na verdade fico curioso sobre a visão de quem realmente acompanha a temporada e F1, se eles concordam com o que foi mostrado em tela ou se tem opiniões diferentes.
RWBY (2ª Temporada)
4.1 7Melhor que o primeiro volume, deve ser um consenso unanime entre todos que já viram esse desenho, tanto em animação, que não é grandes coisas mas deu uma melhoradazinha, quanto em história, pois consegue se sustentar sozinha, diferente do começo da primeira temporada que é um porre de ver se você não tiver visto os trailers.
Não consigo falar que é bom, é divertido para passar o tempo enquanto você aprecia o show de batalhas estilosas na tela, pois se tentar procurar mais vai encontrar só defeitos, por exemplo a merda que está rolando no submundo, de alguma forma estudantes conseguem resolver e conseguir informações sobre, sem consultar e deixar para as maiores autoridades que por algum motivo não conseguem fazer o que simples estudantes podem.
Ainda esperando para ver onde o plot vai dar, mas o que mais me incomoda mesmo é como funciona a lógica de habilidades, a questão de usar outros poderes que não seja o seu e seja mais ligado a elementos, consegui entender (por fora da série) que é relacionado ao dust (pó em brazuca), mas as aparências (acho que é esse o nome) que são as habilidades especiais de cada personagem não, são muito aleatórias e só existem, o próprio conceito de aura para min deveria ter um aprofundamento maior.
Como eu disse, divertida, não precisa ser algo profundo para se gostar da série mas ela poderia ser melhor explicada e executada.
The Last of Us (1ª Temporada)
4.4 1,2K Assista AgoraAVISO ESTA CHEIO DE SPOILERS
The Last of Us é uma série que não sei bem como avaliar ela, pois sou daqueles que conhece o primeiro game e tentei ao máximo ver como algo separado mas não consegui, acabei sempre fazendo comparações, e por saber a história não fiquei muito surpreendido com o que aconteceu, então não sei qual seria a melhor experiência, a de alguém que não sabe nada do jogo ou daqueles que o jogaram, não senti “nostalgia” porque o primeiro jogo só vi no ano em que o segundo lançou.
Uma boa série, talvez eu achasse ela melhor se não conhecesse o material original. Obviamente ela teria que cortar um monte de coisas, acrescentar uma coisa aqui ou ali, e mudar certas coisas mas ainda assim, fiquei com a sensação que ela precisava de mais tempo para desenvolver certos aspectos, por exemplo, os saltos no tempo que a obra dá em minha opinião, na série acabam sendo muito secos, tive a sensação que poderia ter acrescentado mais coisas antes deles acontecerem.
Vamos agora falar sobre o famoso e divisível episódio 3, que é um dos melhores episódios da série junto aos episódios 7 e 8, mas que sim é problemático para a série, mais específico em seu ritmo e encaixe. Antes que comece a esbravejar, sinceramente estou cagando pro tema do episódio, meu problema não é esse, é um episódio muito bom que fica tão deslocado da trama que passa a sensação de ser algo extra, um filler que convenhamos, se o episódio fosse só o Joel lendo a carta não iria mudar ou acrescentar a trama principal, algo que é completamente diferente do episódio da Riley e da Ellie, onde souberam aproveitar o conteúdo da DLC.
O flashback do Frank e do Bill deveria ter sido de uma forma que se interligasse de forma mais direta e interpessoal com a trama do Joel e a Ellie, por exemplo, eles encontram o Bill e interagem com ele enquanto o Flashback rolava, sinceramente até podiam esticar uma participação maior do Bill, que na história original até hoje não sabemos o que aconteceu com o personagem, seria interessante de ver a interação do Bill da série com a Ellie, ainda mais que ele teve um final feliz com Frank, que no jogo foi trágico pra caralho.
Rilley e Ellie, é o episódio que aprofunda não só a personagem dando mais peso para o diálogo final dela no último episódio como também detalha mais o mundo, mostra um pouco como a FEDRA funciona, como adolescentes/crianças que nasceram nesse mundo apocalíptico enxergam os locais onde estão e como eles acham coisas simples do velho mundo maravilhosas ou estranhas. Um episódio muito bom sozinho que ainda se conecta com o presente por dar mais aprofundamento para Ellie ao mesmo tempo que mostra ela desesperada porque outra pessoa que ela se importa pode acabar “deixando” ela.
Das outras mudanças no plot a que eu mais gostei foi em relação ao Henry, o tornou realmente mais profundo e não só uma pessoa que Joel e Ellie encontram no meio da jornada, algo que no jogo foi bem mais por caso, na série também porém a trama se entrelaçou bem melhor, e apesar dele ter uma história com Kathleen, não precisou de um flashback para poder mostrar isso, foi algo interessante para poder vermos que não existe apenas a FEDRA e os Vagalumes, outros tipos de organizações poderosas existem que não seja apenas grupos de sobreviventes como é o caso do pessoal do episódio 8 ou a comunidade de Jackson, foi bom ver algo diferente e que seria realmente muito plausível de acontecer em um mundo assim.
Um dos maiores acertos para mim foi o episódio final que mostrou e explicou como a Ellie é imune, pois no jogo é muito deixado no especulativo, aqui na série é quase afirmando que realmente dá para poder fazer uma entre aspas vacina, algo que te deixa imune. Isso colocou as ações do Joel em um campo ainda mais cinzento pois eu lembro que no jogo em relação ao final, incomodava mais ele mentir para Ellie do que ter feito o que fez, aqui não, é bem mais eu diria julgadora. Quero ver como isso vai ser retratado na segunda temporada e suas consequências no relacionamento deles. Ainda não vi o segundo jogo.
O maior problema da série tirando questões de ritmo, seria em relação ao número de pessoas, eu entendo questões orçamentárias em relação aos infectados, mas as pessoas não, os vagalumes nem parecem ser uma organização e sim só um bando de pessoas, aquele pessoal da Kathleen são bem mais cascudos, e o que aconteceu com o povo do episódio 8? Parece que sumiu um monte de gente, mesmo quando estavam dentro da zona de quarentena no primeiro episódio, não dava para sentir o poder que a FEDRA exerce, novamente falando, o pessoal da Kathleen que parecia ser realmente uma organização forte de verdade.
Uma boa série que aguardo a segunda temporada, eu sei do grande spoiler do segundo jogo, então espero que ele seja mais bem desenvolvido e não algo muito rápido. É série que eu indicaria para quem não conhece o jogo, pode ter uma experiência melhor que a minha.
Star Wars: Obi-Wan Kenobi
3.4 316 Assista Agora!AVISO DE SPOILERS!
Os cinco maiores personagens de Star Wars são, Luke Skywalker, Darth Vader/Anakin, Obi-Wan Kenobi, princesa Leia e Han Solo. Essa série iria dar foco principal em dois deles, o que se espera é uma coisa extremamente grandiosa ou muito interpessoal entre os dois, e mesmo assim a série falha muito, ela poderia e deveria ser espetacular, mas consegue ser apenas medíocre.
Nem mesmo o maior fan service de todos (Darth Vader) salvou essa obra, tem tantos problemas que não dá pra colocar em palavras, os únicos acertos foram aquele duelo final principalmente no diálogo, a Tala Durith que foi algo bem rápido e a Leiazinha que é bem carismática, fora isso, o resto está cheio de problemas tanto pra série em si quanto pro universo expandido.
O melhor episódio é o primeiro, porque mostra um pouco do cotidiano desse Obi Wan cansado e quebrado, no dilema de seguir sua moral ou permanecer em anonimato, acho que se a trama fosse mais focada nisso, a obra iria ganhar mais como um todo, pois poderia trabalhar como é um Jedi viver no meio do povão que sofre, com seus dilemas vendo a opressão do império e a negligência da antiga república.
A Reva/Terceira Irmã é uma atrocidade tanto seu arco de personagem que é muito mal escrito como para o universo expandido, a gente já sabe como acaba os filmes mas mesmo assim, ela sabia que os Organas e o Obi-wan eram muito próximos, depois descobriu o Luke (de uma forma ridícula e forçada), a chance de ter dado uma merda inacreditável por causa dela é absurda.
Tala e Reva, são personagens com arcos simples que nós já vimos antes, mas um é executado até bem enquanto o outro é horrível, sério que o roteiro me mete uma redenção para ela no final sendo que alguns episódios antes ela iria torturar UMA CRIANÇA! Isso não me desce, pelo menos dá mais tempo de tela para poder trabalhar melhor a personagem, potencial jogado fora.
Eu não tinha expectativas altas pela repercussão da série e ainda sim tive algumas decepções, entendo quem ache que a série seja horrível, das que lançaram até agora realmente é a pior série live action de Star Wars, não é ruim mas está longe de ser bom, não soube equilibrar e trabalhar o drama que Obi Wan e a Reva precisava com a aventura que se teve com a Leiazinha.
Poderia ter sido incrível e foi apenas medíocre.
Stranger Things (4ª Temporada)
4.2 1,0K Assista AgoraAVISO ESTA CHEIO DE SPOILERS
Eu lembro do medo que senti quando vi o trailer, pois pensava que o Vecna era tipo uma versão humanoide do devorador de mentes, aquilo da Max flutuar que era ela ganhando poderes ou algo do tipo, ai fiquei com medo dessa temporada, de inventarem demais e descarrilhar tudo de vez, mas ainda bem que eu estava errado, mais do que manter a qualidade da temporada anterior, conseguiram amarrar bem a trama com a criação do Vecna e direcionar ela pra uma boa reta final, o final da terceira temporada tinha deixado muito em aberto pra onde a serie poderia ir.
De novo como na terceira temporada, a separação da história por núcleos conseguiu funcionar muito bem, provando novamente que aquele enredo da segunda temporada envolvendo a Oito é um lixo do tanto que é desconexo com a trama principal. Todos os núcleos são bons de se acompanhar, até o da Rússia que é meio arrastado, porém o da Califórnia sofre um bocado com o fator bullying da Onze, é algo chato e cansativo, a Ângela é um artifício do roteiro, nem personagem em si ela é, pra Onze começar a duvidar da própria moralidade, poderia ser feito de outra maneira que fosse mais interessante, pois Hawkins estava incrível, até a Rússia era legal, enquanto a Califórnia era bem mais ou menos.
Esse clima meio de terror foi uma ótima saída para a atmosfera da série, pelo que me lembro a primeira temporada era muito suspense e mistério, a segunda não conseguiram equilibrar bem direito com aventura, a terceira era uma mistura interessante de core e diversão, foi bom ir para uma vibe mais cinza, Vecna que eu tinha um grande medo de ser um tiro no pé, foi um grande acerto, realmente um vilão, um antagonista, que ainda bem, mostrou que é ruim de natureza, não tem papo, vai ter que ser morto ou ele vai destruir a humanidade, realmente um monstro digno de ser o vilão final.
A muitos elogios e algumas coisas que incomodam mas vou falar o que foi a pior coisa dessa temporada, não em sua execução que foi boa, mas porque foi algo desnecessário, que essa tensão do Steve com a Nancy. Amo o Steve, meu personagem favorito da série, gosto muito mais dele que o Jonathan, até shippo um pouco ele com a Nancy, mas esse triangulo amoroso não rola, no roteiro original da 3 temporada a Robin era pra ser um par romântico do Steve, o que não aconteceu e foi um acerto, pros dois personagens, pois a amizade com a Robin é incrível, mas ai fazer essa sacanagem com o personagem não só da Steve, como o da Nancy e até o do Jonathan, achei sacanagem.
Steve você é incrível, melhor desenvolvimento de personagem mas talaricagem não é legal, pior ainda é que não resolveram isso, pois a Nancy foi cortada bem na hora de rejeitar o Steve (deu a entender que ia fazer isso), no final da temporada o Jonathan não foi totalmente honesto com a Nancy em relação ao fato que eles não iriam pra mesma faculdade, e a Nancy ainda manda pra ele um “o Steve amadureceu muito”, irmãos Duffer fechem isso logo de uma vez, isso não é bom pra nenhum dos 3 personagens.
Toda temporada tem o seu personagem marcante, a primeira temporada foi o Dustin, segunda a Erica, terceira a Robin, a quarta deveria ser o Eddie que realmente caiu no gosto do público apesar deu não entender o porquê, o personagem é legal mas a comoção que ele gerou eu realmente não entendi, achei a morte ok, o fim dele poderia ser melhor trabalho pois não tinha como ele fugir dos morcegos mas foi executado de maneira burra, ficou parecendo que o personagem tomou uma decisão idiota e que ele poderia se salvar, o que não é o caso, espero que realmente ele tenha morrido, as teorias pra volta dele são ridículas.
Provavelmente o episódio que mais vão gostar e marcar vai ser o quarto episódio, todo voltado para a Max e sua possível morte com aquela música no final que foi incrível, mas pra min, o melhor episódio é o sétimo, principalmente a reta final que foi sensacional, não pelo Plot twist que eu já tinha tomando spoilers mas pela execução, assim interligando os núcleos de Hawkins com o do laboratório da Eleven, fazendo toda uma conclusão incrível do volume 1, quem assistiu quando estava lançando deve ter ficado maluco esperando a saída do volume 2, aquele final de episódio foi muito bom.
Um problema que muitos reclamam e que não senti muito foi que a história era desnecessariamente longa e arrastada em alguns núcleos, como o da Rússia e dos que estavam fora de Hawkins, o que concordo um pouco, pois o episódio final de mais de duas horas apesar de ser muito longo, parece que uma parte dele foi picotada por não ter mais tempo, poderiam encurtar mais a Rússia e o laboratório, e desenvolverem melhor o desfecho da temporada que foi muito mal feito, time skip de dois dias safado que deixou um monte de coisas de fora, como por exemplo o caos imediato que o “terremoto” causou, isso tinha que ter sido mostrando mais.
Aquele tosco “não” dá Onze, até agora não me desceu, foi mais covarde que a falsa morte do Hopper, só porque não tiveram coragem de matar a Max, “ai os irmãos Duffer, confirmaram que ela teve morte cerebral, e sei lá mais o que” obvio que ela vai voltar, provavelmente vão usar ela pra poder conseguirem o salto no tempo longo que tanto queriam, só assim para poder continuar deixando a personagem viva, não vejo outro sentido além de covardia, pois era fácil criar uma desculpa como o Vecna está enfraquecido ou a Onze interrompeu a ruptura e por isso o portal não abriu totalmente, assim o aquela cena final teria ainda mais peso de um senso de derrota e perigo.
Agora aguardar a reta final que só vem em 2024, a última temporada parece que vai ser menor em duração dos episódios, então não deve ter tanta barriga, esperando ansiosamente, pois essa quarta temporada apesar de seus problemas, foi muito boa, tomara que deem um destaque pro Will que também foi esquecido nessa temporada, ela foi muito importante para ser deixando de lado como está sendo, e também dar uma felicidade pra ele, pois só sofre, ou fisicamente nas duas primeiras temporadas ou emocionalmente nessas ultimas, deixa ele ser feliz.
RWBY (1ª Temporada)
4.0 9Não tem muito o que falar, além de disser que é bem divertido.
O comentário do lucassiqueroli já fala bastante sobre esse desenho, também recomendo ver os trailers das personagens antes de ver esse primeiro volume, pois eles animam mais você a ver a historia, falo por experiência própria, tentei ver RWBY antes e não consegui mas agora foi, principalmente com os trailers como ponta pé inicial.
Historia simples, num universo até agora pouco explorado, pois os conceitos õ pouco explicados, mas você não fica perdido, talvez pela historia ser curta, umas duas horas são gastas para poder ver tudo.
Vamos ao ponto principal, a animação em si, um acerto e um erro, acerto das coreografias de lutas que são interessantes e bem diferentes do comum, o que acho mais próximo de comprar seria os jogos hack and slash (exemplo Devil May Cry) cheiio de combos. Já o erro seria que esteticamente é feia demais, meio travadas nas cenas mais mundanas e no detalhamentos das personagens, só nas lutas que se salva.
Exatamente como me disseram que seria, algo ruim mas que você se diverte, o humor é meio toquinho mas funciona e combina bastante, só as partes um pouco dramáticas que na minha opinião são sem sal.
RWBY = Tosquice + diversão +comedia ruim + lutas maneiras + guitarra de fundo,
Assista sem compromisso que vai ser uma diversão rápida,
O Mandaloriano: Star Wars (2ª Temporada)
4.5 448 Assista AgoraPor mais que seja uma serie que tem uma história central que mova tudo, o seu formato foi feito para ser episódico com a aventura da semana, o problema da primeira temporada era que nó meio dela tinha uma certa estagnada na trama principal, o que não ocorre aqui, além de que parece que os roteiristas intenderam melhor como fazer esses episódios separados, pois agora a sensação de aventurada é muito maior. Essa temporada é mais exagerada, tem mais ação, referencias (que eu não peguei muito), e por isso eu adorei, achei melhor que a anterior.
O clima aventuresco e fantástico foi para outro nível, a serie já começa com um confronto com um dragão que "nada" sobre a areia como se fosse um mar, aquela cena dele em cima da montanha cuspindo ácido sobre todos é icônica demais, logo depois vão para um planeta de gelo e enfrentam aranhas gigantes, depois encontram os mandalorianos de verdade que mostram porque são os fodões. Sequencia maravilhosa, quando voltou para Navaro achei que a serie irei estagnar a história mas não, ela foi e avançou. Prefiro a primeira metade da série que a segunda.
O pior episódio para min, foi o quinto, pois pareceu mais um episódio para poder expandir o universo para fora da série do que relevante para o enredo em si, tanto que tirando a lança de besker, o episódio não parece importante mais para frente, o meu problema com esse episódio não foi o que aconteceu e sim como aconteceu, achei meio deslocado, e não, eu não vi clone wars ou rebels, então aquele fanservice não funcionou para min.
O ponto mais alto na segunda parte da série, nem é tanto a ação em si, e sim o que foi trabalho, interessante demais a forma como trabalham as questões referentes ao império, que nem todo mundo que é dele é mau, é uma área muito mais acinzentada, tanto que o episódio 7 se passa dentro de uma base deles, sendo estranho ver o senso de companheirismo que tem entre os soldados de lá em contrapartida mostrando o quanto os imperiais de mais alto escalão são uns cuzões que não ligam em nada para os seus subordinados, tudo sendo justificado que é "por uma causa maior".
Acho que seria muito interessante de ver uma serie sobre as consequências de alderaan ou da explosão da estrela da morte, a serie toca sutilmente nesse ponto, mas acho que seria incrível um aprofundamento em uma minissérie talvez, porque em ambos os casos, inúmeras pessoas morreram, qual foi a reação da galáxia? Do império? Quem perdeu familiares como se sentiam em relação a quem causou sua tragédia? Os impactos internos que isso causou, nossa dá pra fazer muita coisa com isso em live action, porque acho que chegam a trabalhar isso em livros.
De qualquer forma, adorei a diversidade dos cenários que teve nessa temporada, deserto, depois, geleira, mar, base imperial, planeta em nevoa, aquela prisão que parece ser no meio de um ferro velho galáctico, tudo contribuindo para tornar ainda mais fantástico a série e esse universo enorme. Muito bom, deve ter saído uma grana bem gorda para tudo isso ser feito.
Os novos personagens foram interessantes, aquele xerife do primeiro episódio, a jedi queridinha da galera, mas quem mais gostei foi a tal da Bo-katan, meio convencida mas gostei dela, fico só querendo saber se nas animações ela tem constantemente aquele sorrisinho meio malicioso que ela sempre parecia mandar para o Din Djarin. Sei que são entre aspas participações especiais mas como não vi de onde vieram esses personagens, vi eles pelo que foram mostrados na série e não a bagagem que tem por trás.
Adorei a segunda temporada, bem mais que a primeira, tem muito mais ação e coisas absurdas, perseguições de nave emocionantes, um vilão interessante que apareceu mais (Moff Gideon) e que pareceu meio sarcástico, ele quis ferrar a Bo-katan e estava rindo da cara dela, Yoda júnior conhecido como grogu comendo tudo que se mexe, inacreditavelmente foi emocionante ver dois sapos humanoide se encontrando, Stormtroopers sendo Stormtroopers, ou seja, incompetentes, e o fanservice final que foi um senhor Deus Ex Machina.
Aguardando ansiosamente uma terceira temporada.
O Mandaloriano: Star Wars (1ª Temporada)
4.4 536 Assista AgoraMe pergunto se ter bastante conhecimento do universo expandido muda essa serie e a torna melhor ou mais interessante. Como uma pessoa que tem apenas conhecimento dos seis primeiros filmes e uma coisa ou outra do universo expandido, esperava mais dessa obra que era tão elogiada, está longe de ser ruim, é boa mas não achei tudo isso, talvez mude pra quem assistiu as animações, não fiquei perdido em meio a trama mas provavelmente perdi várias coisas que se necessita de um conhecimento mais profundo do universo.
O último episódio é disparado o melhor, o restantes são bons episódios mas como um comentário mais pra baixo disse, são episódios meio repetitivos, o Mando passando por uma dificuldade da semana e resolve ela, além de alguns não passarem um ar novo ou serem muito previsíveis, o 4 episódio parece algo tirando de outras histórias, lugar pacifico que o protagonista trágico não pode ficar e descansar, e o episódio do prisioneiro que era mais que obvio que iria haver uma traição.
Retomando ao que eu disse anteriormente, a reta final da série é muito boa, principalmente pela presença do Moff Gideon, o ator tem uma presença incrível como vilão, alguém frio que realmente se mostra um antagonista mais que a altura para ser enfrentado, o episódio todo é uma ação frenética em que você sente o sufoco da situação, quem dera se todos os episódios tivessem o mesmo nível que o ultimo, ai sim poderia se dizer que essa serie é espetacular.
Antes de ver a serie já tinha uma pequena noção do que são os Mandalorianos, foi interessante ver mais sobre essa cultura e organização deles, a questão do metal Beskar e o quanto ele é cobiçado por todos, o código que eles seguem e essa separação por clãs, espero ter mais disso na próxima temporada.
Me decepcionei um pouco com o Mando, pois falam que ele e um mandaloriano, isso e aquilo, que ele é o melhor, mas a impressão que passa é que ele é habilidoso (no meio de muitos outros habilidosos), não precisa ser um superman mas a impressão que ficou foi que se não fosse pelo Beskar, teria rodado como qualquer outro que estivesse no lugar dele a muito tempo, a Cara Dune sem metalzinho tem uma aura de fodona bem mais que ele.
Se o mando falha em criar uma aura de alguém especial, no quesito personalidade acertaram bem, consegue ser alguém muito expressivo mesmo sem vermos o seu rosto, dá pra saber pelos trejeitos quando ele está com raiva, surpreso, exasperado, não sei se isso é mérito do Pedro Pascal, da direção ou dos dois, de qualquer forma, muito bem feito, só acho que o personagem se afeiçoou a criança um pouco rápido demais, poderia ter mais tempo para trabalhar melhor essa relação, havendo o mesmo problema com alguns outros personagens que morrem mas por ter pouco tempo de tela, suas mortes não são muito impactantes por não se aprofundar mais neles.
Outro ponto que é interessante de se observar, é o quanto a obra é distante dos conflitos Sith e Jedi (lado da força), pois por mais que se tenha um sensitivo a força na seriem o local onde eles estão é tão afastado que pensam que os jedi são apenas lendas ou boatos, espero que se aprofunde mais nisso, nessa visão dos não manipuladores da força sobre a galáxia.
Gostei bastante da série, expectativas muito altas, em questão de live action acho Rogue One e O império Contra ataca até agora o melhor que teve de Star Wars, talvez a segunda temporada de Mandaloriam mude isso e eu conhece a caminhar para dentro desse gigantesco universo expandido, por enquanto não tenho vontade.
Recomendo para ambos os públicos, o mais casual e o fã alucinado (pra esse ai, isso deve ser um prato cheio).
Twin Peaks (1ª Temporada)
4.5 549 Assista AgoraFinalmente assistindo a tão aclamada Twin Peaks, a série que várias pessoas dizem ter revolucionado a Tv, os "cults" sempre falam dela por ser de David Lynch, por enquanto "quem matou Laura Palmer" é algo interessante de se assistir, ainda não entendi o clamor que ela tem mas muito boa a série.
Ela é diferenciada, isso não posso negar, passar um ar estranho de tranquilidade enquanto ao mesmo se poder sentir que alguma coisa não bate, a trilha sonora nisso é incrível, abertura dos episódios é um tom sereno e pacato enquanto o encerramento é uma música mais melancólica e até um pouco tensa.
Não sei como mas mesmo não vivenciado os anos 90, senti uma certa nostalgia, o trabalho de ambientação foi muito bem executada por conseguir este feito, pode se definir a cidade de Twin peaks em duas palavras, aconchegante e estranha. Existe algo a mais nessa cidadezinha que a torna assustadora.
Para min, o melhor episódio foi o primeiro que é um resumo basicamente da temporada inteira, acompanhar a investigação do agente Cooper enquanto os segredos não só de Laura Palmer mas de todos na cidade. O episódio piloto de 1 hora e meia consegue direcionar isso bem enquanto o resto da temporada se perde um pouco, pois todos tem secretos e de alguma forma se interligam, fazendo você ficar meio perdido no tanto de sub tramas que de forma direta ou indireta acaba se conectando com o caso da Laura, isso faz com que pareça que a serie as vezes não sai do lugar.
O ritmo da série melhora sempre que estão focados na investigação, com o Cooper se integrando mais e mais com a polícia local do seu jeito ao mesmo tempo estranho e carismático, é gostoso de ver eles investigando juntos e criando uma amizade, tanto que acho que por se envolver pessoalmente demais que isso pode acabar se tornando um problema pro Cooper.
Impressionante como traição é algo recorrente nessa série, você pensa que um personagem é um santo mas nada, ou está traindo ou tem de alguma forma uma relação com um personagem que você não fazia ideia que os dois poderiam se interligar, gerando várias complicações.
Meus maiores problemas com a serie são essa complicação nas múltiplas relações dos personagens, e a atuação de um trio em especifico, James e os pais da Laura. Os pais são muito caricatos acabando gerando momentos cômicos ao invés de tristes, como o enterro da Laura na cena do caixão e a mãe chorando se é que chamar aquela coisa forçada de choro. Porém quem ganha deles é James Hurley interpretado por James Marshall, o ator parece que a todo momento está constipado, ele é todo travado não importa a cena, muito ruim.
A trama e desenvolvimento da investigação é muito boa, pois apesar das excentricidades (Agente Cooper) ela flui de maneira natural, os diálogos são muito bons. A única coisa que me incomodou um pouco no processo da investigação, são os policias que em nenhum momento questionam de forma direta o Cooper quando ele baseia sua investigação com os sonhos que ele teve, talvez eu esteja cometendo anacronismo pois a série é de mais de 30 anos atrás e isso fosse algo mais comum de não questionar.
Gostei muito da série, é nostalgia por alguma razão, e o seu mistério fez com que na reta final pontas foram amarradas e várias outras abertas, foi uma loucura pro ritmo calmo dela o tanto de coisas que aconteceu no último episódio. Ainda não acho que uma serie espetacular e estou esperando as bizarrices de David Lynch aparecem logo.
Recomendo para quem quer ver uma serie de ritmo calmo mas que te instiga até o fim com um gancho safado para a próxima temporada que deve ficar mais caótica.
Arcane (1ª Temporada)
4.6 420precisa ter conhecimento do jogo para poder ver a serie? Tenho conhecimento zero sobre League of legends.
Dark (3ª Temporada)
4.3 1,3KTEM SPOILER DEMAIS AQUI
Quando a outra Martha aparece no final da segunda temporada eu apenas pensei "Cagaram a série", todo o conceito de loop e determinismo sendo quebrado, mas então eu calei minha boca, o que Baran Bo Odar e Jantje Friese conseguiram fazer foi incrível, que enredo! Consegue se conectar muito bem com as outras 2 temporadas, mas isso não quer dizer que tenha sido perfeita, por mais que o roteiro tenha sido muito bem construído, o mesmo não se pode dizer da narrativa da 3 temporada (eu até pesquisei se enredo e narrativa são coisas diferentes para não estar falando bosta no achismo).
A quem diga que a temporada foi arrastada, muito pelo contrário, ela foi apressada, precisando de mais 2 episódios, talvez até uma temporada a mais, porque essa temporada se preocupou muito em se conectar com as 2 primeiras temporada e deixou a WInden 2 muito de lado, a segunda Winden é um porre, é interessante ver algumas mudanças que tem nela comparando a primeira mas quase não mostra dela, você não se importa com ninguém, as coisas acontecem e você está nem ai, não tem um bom desenvolvimento nela por falta de tempo.
Outra prova que a temporada foi meio apressada são as interações entre os personagens, são muito pouco mostradas, o enredo muito bem feito consegue se explicar sozinhos dos acontecimentos que não foram mostrados mas enfraquece a narrativa, quem não queira ver a Charlotte e a Elizabeth descobrindo que são mãe e filha uma das outras? Não mostra apenas está lá, assim como a Claudia, ela descobriu que tem uma terceira dimensão mas apenas falam isso, é algo muito importante ela descobrindo e percebendo que tem uma brecha no loop eterno, mas não é mostrado porque a história está muito corrida.
Dialogo nunca me incomodou em Dark, muito pelo contrário tem frases que tem um cunho filosófico foda e reflexivo, mas essa temporada sim, frases como "O fim é o começo e o começo é o fim", "A pergunta não é como, mas quando" essas frases são marcantes porque são usadas em momentos certos e não ficam sendo repetidas a todo momento como um slogan ou tentando ser cool, "pergunta não é que tempo, e sim que mundo" é uma bosta porque repetem ela toda hora. "O que sabemos é só uma gota. O que ignoramos é um oceano" nossa frase bonita, formosa e reflexiva, mas não repita ela 3 ou 4 vezes num mesmo episódio, ela acaba perdendo força.
Tem momentos que incomoda porque não parecem diálogos naturais, são diálogos incrivelmente específicos para gerarem situações especificas, como quando o a Martha 2 fala pro Bartosz que o Jonas é o adam, não tentam dar explicação mais detalhada pros personagens apenas para gerar intriga entre o Jonas e o Bartosz. Diálogos repetitivos como as frases que já falei, outra pessoa tinha dito em um comentário "ele/ela mentiu para você" aparece toda hora, os paralelos que fazem com a Winden 1 são interessantes mas poderiam mostrar bem mais que isso, a Eva sem ser em narração (que ficou muito boa) poderia ter mais diálogos interessantes que não sejam fazendo paralelo/mesmas falas que o Adam "As pessoas vivem três vidas. A primeira termina com a perda da ingenuidade, a segunda com a perda da inocência e a terceira com a perda da própria vida" frase foda mas não coloca outro personagem para falar a mesma coisa.
Uma coisa que a serie sempre consegue fazer bem é explicar os conceitos de ficção cientifica de forma interessante e pratica, Paradoxo de Bootstrap, Partícula de Deus, Gato de Schrödinger, os conceitos e termos como Big Crunch, sempre sem ter erros narrativos de explicação, mas no episódio 8 teve um erro grotesco, o Jonas e a Martha se vendo quando crianças, é bonitinho mas não tem logica, então eles estavam destinados a quebrar o ciclo? Não tem logica, pois se o círculo é quebrado, eles não existem, então não poderiam estar destinados a quebra-lo e traçar uma linha até esse destino, pois toda a explicação da Cláudia da forma de como ela descobriu como quebrar o ciclo e fazer as coisas de forma diferente iriam pelo ralo, pois então tudo nada mais é do que outra forma do determinismo agir.
Acho que o maior problema de Dark foi a fixação pelo número três, intervalo de 33 anos, a trigreta, 3 dimensões e 3 temporadas, acho que para tudo fluir melhor era necessário uma temporada a mais, a serie explica muito bem como tudo está conectado mas a 3 temporada se apressa demais em fazer isso, não dando um pouco de foco na interação e diálogos dos personagens, ainda sim, para uma serie com conceito de viagem no tempo que é algo facil de se perder, conseguiu entregar um bom final sem cagar com a história e seus conceitos, os roteirista estão de parabéns nisso. Uma temporada muito boa mas com seus problemas, porem um bom final.
E o jonas é o maior pau mandado de todos tempos e mundos.
Dark (3ª Temporada)
4.3 1,3Ksite até hoje ainda não aprendeu e fica deixando gente dar nota em temporada que ainda não estreou.