Que filme da hora, essa é a melhor definição que se pode descrever sobre essa obra. Ele tem uma proposta e executa ela bem, não tenta ser mais do que isso, um mega drama desnecessário ou hiper focado em aspectos mega técnicos da Fórmula 1. É um filme de corrida para você ver e se divertir, além de servir como propaganda para quem não acompanha a categoria.
Foi divertido ver como eles pegam o enredo do filme e se auto inserem em certos acontecimentos da temporada de 2024, teve vários momentos que eu estava procurando ver rostos conhecidas da Fórmula 1 ou me lembrando que tal coisa aconteceu em alguma corrida, desde que você que acompanha a categoria não procure um ultra realismo, vai achar que eles fizeram um bom trabalho, ainda bem que se focaram nas corridas, esse não é um filme que tem corridas, realmente é um filme de corrida, ela é o principal motor do filme.
Esqueça Max Verstappen, Fernando Alonso, Michael Schumacher, Alain Prost e Ayrton Senna, o piloto mais sujo que já existiu foi Sonny Hayes, adorei tudo que ele fez no filme, já na vida real, ele teria era sido banido, por isso que falo para não cobrarem realismo demais. Nenhuma classificação foi mostrada, o que foi um grande acerto pro ritmo do filme, apesar de que poderia ter cortado uma coisinha aqui ou ali como o romance que nem fede ou cheira.
Uma boa propaganda que te diverte, não vai se aprofundar tanto nas questões técnicas ou corporativas da F1, nem como esse mundo competitivo é extremamente cruel, então pode vir achar o desfecho feliz e irrealista, porém se quer realismo vai ver alguma documentário e que não seja Drive to Survive, pelo menos o filme não cometeu nenhum crime de interpretação da categoria, o que já vale a pena sua existência.
Me surpreendi com a enorme carga por trás desse documentário, não conhecia a história dele, só sabia sobre os 11 títulos, fui ver o documentário achando que seria “apenas” mais uma história sobre o basquete, tipo o The Last Dance Sobre o Michael Jordan ou o Legacy: The True Story of the LA Lakers, porém não foi isso, foi um registro histórico sobre a questão racial e luta contra a segregação presente na história do Estados Unidos.
Fui assistir um documentário sobre o Basquete dos anos 60, sobre Bill Russell Vs Wilt Chamberlain, sobre o início de Boston Celtics vs Los Angeles Lakers, recebi bem mais que isso. Só posso dizer, caralho, nem dá para imaginar estar no lugar dele, no contexto dessa época, ser o principal e melhor jogador de uma equipe que vive numa das cidades mais racistas daquele tempo, o homem realmente tinha bolas e um saco enorme para ter aguentado tudo isso.
Recomendo esse documentário até pra quem não sabe nada sobre basquete, além do esporte, toda a carga que ele trás e mostra, já vale a pena.
O começo desse filme é bem monótono e até um pouco arrastado, se não fosse por saber que a obra é o aclamando O Poderoso Chefão e o ritmo dos filmes dessa época serem mais lentos, talvez eu desistisse de continuar assistindo. Todo o início no casamento serve para apresentar um pouco as dinâmicas da família Corleone, por ser bem devagar, ganha um ar de naturalidade nas interações, porém não é instigante, pois convenhamos que ninguém realmente quer simplesmente assistir uma família vivendo sua vida, até mesmo as pequenas pinceladas que dão no início sobre eles serem mafiosos não são interessantes até o fim do casamento, depois só melhora.
Tive que dizer isso para caso alguém acabar sendo afastado da obra nos primeiros 25 minutos dela, não é de ação, é um produto de sua época, o ritmo hoje seria considerado muito calmo, tenha um pouco de paciência para ser recompensado depois. Falar que é um marco no cinema é chover no molhado, realmente depois vou pesquisar mais a fundo, pois deu pra sentir que muitas obras beberam de Godfather, eu assisti a um tempo atrás um pouco de Sopranos, tem claramente inspiração, mesmo quem não tenha visto o filme foi influenciado por ele, essa visão meio “fina” da máfia.
O filme é muito bom como um todo, não tenho conhecimento técnico para falar sobre fotografia ou direção, então o que posso dizer é que é um filme de mais de 50 anos atrás, pros dias de hoje não tem nada que já não tenhamos visto, provavelmente influenciado por esse filme, pra nós hoje não é diferentão com uma característica especial, porém tudo que ele faz, é muito bem executado em alto nível. Uma trilha sonora que grita Itália, dinâmicas interessantes entre personagens, e um enredo muito bom que ainda consegue surpreender, não tem um “o meus deus” talvez na época, mas ainda é bem amarrado, é “previsível” em vários aspectos porque ele influenciou inúmeras outras obras, o que mostra o brilhantismo desse filme.
Sim, existe uma certa romantizada da máfia, honra entre criminosas é o meu ovo, isso não existe entre criminosos, a produção desse filme teve dedo da própria máfia, óbvio que eles queriam sair um pouco bem na fita, e talvez tenha funcionado na cultura pop, pois ainda tem várias obras que exaltam um pouco de honra nesse universos de gângsteres. O Coppola conseguiu equilibrar bem isso pra mim a romantização, pois por mais que eu tenha torcido pelos Corleones terem sua vingança, eu queria que o Michael se ferrasse, o que mostra que o diretor pelo menos não fez o personagem um herói da história, muito pelo contrário, ele se torna um escroto canalha.
Al Pacino consegue fazer uma cara de desprezo/amargura muito boa, isso é bem refletido na mudança do personagem, começa todo sorridente e leve, chega no final está sempre sério como se tivesse chupado um limão azedo, além de ser um canalha mentiroso, tadinha da Kay, ela amou um canalha, que é o Michael, e no final, só sobrou o Don Corleone, maluco mergulhado de ponta a cabeça do crime, a cena do batismo é bem irônica, pois realmente ali o Michael se tornou realmente o verdadeiro líder com o seu batismo de sangue.
A figura de Don do Marlon Brando ter se tornando icônico ao meu ver não foi algo proposital, pois ele parece como se fosse uma figura antiquada que não aceita a mudança, além de ser a representação física da glamourização da máfia. Ambos os sentidos pro personagem são rechaçados, o crime mudou ele aceitando ou não, e a vida real não tem espaço para romances/honras, aquilo ali são apenas negócios, não importando quando sujo seja, se você está no topo você ganhou, crime organizado não bonito ou chique, é podre e sujo de todas a forma, Michael no final mostra bem isso, tem o respeito de todos mas é um ser desprezível.
Filme é muito bom, não tem nada inovar pra atualidade, porém sua qualidade atravessa o tempo, só pude avaliar bem o filme depois de ver ele completo e assim analisá-lo, pois ele não possui um super clímax que o define, sua qualidade está em como ele é redondo, o ritmo pode ser um pouco datada, mas a obra não. Consigo entender porque muitos consideram um dos melhores de todos os tempos, ele não me pega assim tão forte, mas é inegável sua qualidade.
Agora tenho que ver The Offer (2022), série bibliográfica sobre a produção desse filme, espero que valha a pena.
Christian Bale é um maluco de fazer essas loucuras pra interpretar um personagem, se não me engano, engordou uns 20 quilos para fazer esse papel, o sacrifício em performance pelo menos valeu a pena, estava quase irreconhecível. Não fico impressionado fácil, até agora apenas Lupita Nyong'o em “Nós” (2019) e o Andrew Garfield em “Até o Último Homem”(2016), tinham me impressionante, Bale fez o mesmo, não apenas à transformação corporal, mas os trejeitos e entonação de voz, era outra pessoa.
Se está esperando um filme com muitas nuançais políticas ou relações internacionais, não veja, isso não é um documentário, é um filme bibliográfico bem satírico, não tinha como ser “profundo” no que ele estava contando, fala um pouco sobre a figura do Dick Cheney em sua ascensão ao poder, mas sendo algo muito rápido e bastante dramatizado, isso ajuda pelo menos em não tornar o filme maçante, agora se é preciso pelo pouco que pesquisei, não é, o próprio filme sabe disso, aquelas maravilhosas palavras bem no começo, resumem “tentamos, porra!”.
Diria que os dois primeiros terços da história são muito bons, contando resumidamente a carreira política do Cheney, em uma linha cronologia bem emendinha, mostrando o maluco conseguindo ter a casa branca da mão, foi bom de assistir, principalmente porque ai que soltava algumas críticas bem ácidas e sarcásticas, a cena do jantar é muito boa, garçom oferecendo pratos de como contornar as leis do país como se fosse um banquete a ser degustado, sendo que algumas minutos antes, foi solto um “os EUA não torturam” kkkk, nem tentaram disfarçar o cinismo, até o Steve Carell que falou a frase, parecia dizer ela em um tom irônico, esses foram meus momentos favoritos.
Agora o ato final do filme é uma bagunça, mesmo que fosse pra ser uma crítica a figura do Cheney, é feito de uma péssima maneira, em vez de até tentar dramatizar quando era o fim do poder para ele, resolvem fazer um corte seco e ir pra cena da cirurgia ao mesmo tempo que contam o que aconteceu na vida dele após vice presidência, é uma bagunça. O final dá uma desvalorizada bem grande no filme, sendo uma broxada, pois ele estava bem organizado seguindo uma estrutura e tentou no final ser nariz em pé com a sátira, apenas para se tornar algo mal executado.
É um bom filme para se assistir, diria até divertido se as consequências do que foi mostrado não representassem de fato que elas aconteceram. Agora boa bibliográfica aí eu não posso opinar, quer saber o quanto disso realmente aconteceu e como aconteceu? Pesquise. A única certeza desse filme é que na política, sempre os engravatados ganham algo enquanto pessoas que não tem nada a haver com isso se lascam.
Cena pós créditos representa a nossa política também, alguns brigam como loucos, outros cagam pra isso enquanto a maioria apenas observa.
Primeiramente, a resposta é não! Não é melhor que O Cavaleiro das Trevas do Spielberg, e nem vem usar aquele argumento de “Ai, esse é um filme mais do Batman” que não cola, o debate pode já ter sido esquecido mas ainda vou bater na tecla que esse não é o melhor filme do Batman, está longe de ser ruim, na verdade é muito bom, mas o melhor não, o de 2008 ainda é pra mim é o melhor de todos eles.
Esse é mais um enredo de um thriller policial com elementos do Batman, do que um filme de super herói, se você estiver esperando muita ação, esqueça. O longa possui uma trama bem devagar, um pouco lenta demais, por isso a reclamação de alguns com a duração do filme, a trama vai tão lenta no começo, que se não fosse pela figura do charada, seria desinteressante de assistir, o ritmo só começa pegar e acertar mesmo quando o Bruce vai encontrar o Carmine, onde a partir dali, que tanto seu lado Batman quanto Bruce Wayne se envolvem por completo na trama.
Um formato em série, poderia ser mais benéfico para ditar um ritmo melhor, uns 8 ou 10 eps de 35 minutos, funcionariam melhor, porque é muito interessante de ver o mistério do charada, porém a parte do submundo de Gotham é ainda mais intrigante. Os Falcone, os Maroni, O pinguim, todo esse universo de gangsters pra mim roubaram cena, por mais que o plano mirabolante do charada era interessante, foram eles que me atraíram mais atenção, não é à toa que saiu uma série focada nisso, Pinguim 2024.
Além desse submundo de Gotham, o que eu mais gostei foi que o Matt Reeves não endeusou o Batman, aqui mostra como ele é um perturbado da cabeça, tem o seu momento de enaltecer a figura dele mais pro final, porém não o trata como algo messiânico, é um maluco vestido de morcego que sai por aí combatendo o crime com as mãos nuas , um maluco atrai outros malucos, que foi o que aconteceu, nessa parte achei até um pouco real, pareceu que o diretor cutucou as pessoas que exaltam personagens justiceiros, sem refletir no que isso em um cenário real poderia acarretar, a merda que justiça com as próprias mãos podem provocar.
O mesmo se aplica ao Charada, ele tem suas motivações, um passado bem merda, porém também é um doente maluco que, queria sim atenção e gostava do que estava fazendo, sua vida merda não justificava o que ele estava fazendo, se o objetivo dele fosse só expor as mentiras, tinha outros jeitos de jogar a merda no ventilador do que ele sabia. Queria sim atenção e companhia, tanto que pensou que teria isso com o Batman, outro maluco das ideias que ele achava que era igual ele, tanto que quando ele é exposto e rejeitado, tem um surto e começa a choramingar, mostrando que nada mais é do que uma pessoa sozinha.
De toda forma, gostei muito de tudo que aconteceu, teve seu começo lentinho, mas depois você é recompensado com a revelação de um grande esquema, que meu deus hein! Essa corrupção de Gotham kkkkk lembra o nosso brasilzão, até mesmo na parte onde um grande golpe contra a corrupção na verdade ser uma fachada que beneficiava alguém, kkkk coincidência? Representou muito bem Gotham e a luta eterna do Batman contra uma cidade que apenas apodrece na corrupção, uma luta impossível para um homem, que mesmo assim irá tentar até o fim.
Muito bom! A trama é incrível, tanto do submundo quanto sobre o mistério do charada, a parte final é boa demais, diria quase frenética. Super vale a pena ver, principalmente se você quer ver um bom thriller policial, relevando algumas coisas que todo filme de super-herói tem, independentemente do quão realista tenta ser, recomendo muito.
Até agora o Villeneuve não me decepcionou, só tinha visto A chegada e os dois filmes do Duna, basicamente ótimas ficções científicas. Quando foi ver esse filme, fiquei curioso pelo gênero ser diferente, não sabia que ele tinha feito thriller antes, e caramba, ele soube fazer um ótimo mistério, peca pra min levemente no ritmo que poderia ser um pouco mais rápido ao cortar uma coisinha ou outra, mas ainda sim muito bom.
Uma situação realmente complicada, não sou pai, então não tenho como saber como reagiria num cenário desses, mas caramba, realmente fica o questionando, o quão longe você pode ir para salvar a vida de uma pessoa que você ama? Cometeria algo abominável? Mesmo que fosse com alguém que pode ou não ser o culpado?
O filme não romantiza o que o Keller fez, porém cria um cenário onde ele não poderia duvidar que o Alex fosse realmente o culpado, ele indiretamente tinha sim envolvimento. Para tornar a situação do Keller mais moralmente ambígua, poderiam ter feito um cenário onde o Alex, fosse alguém incriminado, que não tinha realmente nada a ver com a história, pois tem muitas situações que o filme cria para o Keller acreditar que o Alex tinha envolvimento, só depois de descobrirmos sobre a velha, que mostra realmente que ele não era o culpado.
Quando eu disse que o ritmo me incomodava um pouco, seria por causa de elementos demais que tinha no filme, os sequestros das crianças, a velha ser uma desgraçada, o Alex uma vítima desse casal psicopata, todo o desenvolvimento do Keller, a investigação do Loki, já era mais que o suficiente, achei aquele mano lá do labirinto e das cobras, um elemento que poderia ser retirado da história, claro que com algumas modificações, que tornariam o filme uns 10/15 minutos mais curto, o que melhoraria mais o seu ritmo, que não é maçante só acho que tem elementos demais.
Eu diria que esse seria os problemas que tive com a trama, pois fora isso, é muito bom, ver o Keller ficando cada vez mais desesperado, nunca tinha visto o Hugh Jackman atuando antes sem ser como Logan, e ele mandou bem demais, dava para ver estampada na cara dele, o desespero e a fúria, a tristeza quando pensa que a filha morreu, os momentos de fúria, que atuação incrível.
Sério, nessa situação acho que eu seria o Franklin, eu não aprovaria o que o Keller fez ainda mais se eu pensasse que o Alex talvez fosse inocente, mas por causa do “talvez”, eu deixaria o Keller continuar fazendo aquilo, aposto que o arrependimento bateu forte depois que eles descobriram o que aconteceu, ficou a dúvida, o Franklin e a esposa deles não seriam considerados cúmplices? Se sim, eles não seriam presos? Ou será que ficaram pianinhos sobre saberem o que o Keller fez.
Agora falando sobre o que o Keller realmente fez, ele torturou um inocente, não vou entrar na discussão de que se fosse inocente ou não teria outro peso, o fato é que independente do motivo, o que fez foi errado, depois que ele for encontrado, vai sim ser preso, deve pegar pelo menos uns 10 anos por sequestro e tortura. O caso dele é pra refletir sobre aquilo de se fazer “justiça” com as próprias mãos, e se o cara é inocente? E ai? Por mais que possamos achar a lei e a polícia às vezes frustrantes e ineficientes, temos que deixar isso nas mãos deles, pois se erramos, é algo que não tem volta.
Porém, ao mesmo tempo que falo isso, não consigo simplesmente condenar o Keller, assim como todos nós, na situação dele, no cenário que ele estava, dá pra realmente apenas culpá-lo? Fica a reflexão e questionamento, a única certeza que podemos ter sobre esse filme é de que o Loki era um ótimo detetive/boa pessoa e a Velha era uma desgraçada. Um filme muito bom, mas forte por ser bem cru, não recomendo para qualquer um assistir.
É possível sentir nostalgia de alguma que você numa viveu?
Esse filme tem muito cara de ter passado na sessão da tarde. Devo dizer que me surpreendi, esperava uma trasheira muito ruim, mas foi bem divertido, não tem nada surpreendente ou coisa assim, apenas é um simplesinho bem feito para as limitações que tinha, gostosinho de ver, algo rápido para ver quando não tem nada para fazer ou assistir. Tenho até curiosidade em continuar vendo a franquia, mas né, fica aquele receio, pois é nessas continuações que inventam demais. De toda forma, pelo menos o primeiro, eu realmente gostei.
Não tenho muito o que falar sobre o filme, saber que essa história aconteceu, ainda não mensura o acontecimento em si. Só posso especular. Como eu reagiria no lugar deles? Eu sobreviveria? Quanto tempo iria levar para eu ceder a fome completa? Conseguiria fazer o que eles fizeram? Não entro nem no campo da questão moral, e sim se eu teria coragem de fazer o que eles fizeram, provavelmente não, não sei se teria a resiliência para suportar o que esses sobreviventes passaram. Como seria minha vida depois de passar por uma coisa dessas?
Os estágios de como eles vão se degradando, seja fisicamente ou mentalmente, nos mostra como o ser humano consegue se tornar extremamente adaptativo nas piores condições, a forma de como eles encontram meios até para conseguir fazer com que as pessoas menos receptivas à ideia de comer a carne pudessem fazer isso, para depois, todos eles ficarem resignados com que estão fazendo, mostra a noção assustadora do quando conseguimos nos “acostumar” a qualquer coisa. Palmas para a direção que foi bem respeitosa, ao mesmo tempo que mostrou o que aconteceu, evitou de ser gore ou excessivamente dramática.
Não consigo imaginar como foram as vidas deles depois disso, só podemos dizer que todos eles morreram naquela montanha, os que retornaram eram pessoas completamente diferentes. Novamente falo, o filme foi bem respeitoso ao retratar sobre o que os sobreviventes passaram até serem resgatados, e deixou outras questões de fora mesmo. O que eles fizeram para sobreviver, hoje geraria muitos debatidos, 50 anos atrás então, duvido que tiveram uma vida fácil depois, seja pelas sequelas físicas e psicológicas, ou como a sociedade e a mídia os trataram depois.
Pergunto para você, seja sincero e reflita. O que você faria no lugar deles?
Esse filme me decepcionou um pouco, mais de uma vez ouvi alguém dizer que esse era o melhor filme do Godizilla, o que discordo complementarmente. Um bom filme onde a reta final dele melhora muito a obra, porém não acho que seja o melhor da franquia, Shin Godzilla e o Godzilla Original (1954) são melhores como um todo, o que destaca nesse é o fator humano, que realmente é bem trabalhado, fazendo com que outras partes como o próprio Godzillia, sejam enfraquecidas durante a história.
A atmosfera criada no longa de 1954 tem uma atmosfera muito mais pesada quando o bicho aparecia, tinha uma trilha bem de suspense e até um pouco de terror, enquanto o Shin Godzilla em alguns momentos, invocava uma atmosfera de destruição beirando ao quase divino, em ambos os filmes, a trama girava totalmente em torno monstro e sua ameaça aterrorizante, o que senti um pouco de falta nesse filme, por que eles tentam desenvolver mais a parte humana.
Não estou dizendo que ver o bicho destruindo tudo não era ameaçador, mas nesse filme, eu senti que ele foi deixando um pouco de lado. Se por um lado isso é negativo, por outro, permite desenvolver os humanos, que caramba! Conseguiram fazer a gente se simpatizar com eles, ver aquela pequena família se formando e seguindo suas vidas, foi gostosinho de assistir, faz a gente realmente se importar com eles. ALERTA DE SPOILER, a suposta morte da Noriko, realmente me abalou pela forma abrupta que foi feita, fiquei extremamente chocado mas feliz que depois mostrou que ela sobreviveu, FIM DO SPOILER.
O que acho que senti falta nesse filme, foi o que o Godzilla representava nessa trama, todo mundo está cansado de saber que ele representa a bomba atômica e bla bla, mas e esse? Mais senti que esse filme usou o Kaiju como desculpa para falar sobre consequências de guerra, do que um filme onde o monstro representava algo, o longa é claramente uma crítica a forma como o Japão se comportava na segunda guerra mundial, honra sobre a própria vida, cutucou bastante esses assuntos, criticando como o governo e a cultura japonês, se portava durante a guerra, basicamente falando, se importar e valorizar sua própria vida não é um erro.
As únicas outras coisas que me incomodaram no filme foram, que o ator principal não convence muito, achei ele meio fraquinho, a Noriko estava bem melhor, e que em alguns partes, esse Gozdilla estava meio toqueirão e se movimentava muito parado, tinha isso por exemplo no filme Shin, mas lá não me incomodou como aqui, talvez seja porque mostravam muito o kaiju de corpo inteiro? Sei lá, mas aqui acabou incomodando, principalmente os pés dele, coisinha feia, acabou tirando um pouco da imersão.
Fora isso, um bom filme onde talvez se tivesse sido assistido no cinema, talvez tivesse sido uma experiência melhor. A forma como acabou, deixa pontas para uma continuação onde elas podem ser respondidas, porém acho que não precisa de uma continuação, se tiver ainda verei, torcendo para pelo menos ser tão bom quanto o primeiro.
Eu particularmente prefiro o primeiro, não que esse seja ruim, pelo contrário, acho muito bom, porém eu talvez tenha sido influenciado pela forma como falavam sobre essa parte 2, é sim um filme muito bom, mas alguns falam dele como se fosse uma masterpice, algo espetacular em todos os quesitos, o que não concordo, o primeiro para mim no seu momento mais alto, durante e após invasão Harkonnen, é melhor que essa batalha final contra o exército Harkonnen e Sardaukar.
De novo tive a mesma sensação, que essa história poderia ser melhor apresentada em uma série, senti que a primeira hora do filme, onde vai nos mostrando o Paul entrando cada vez mais fundo na sociedade dos Fremens e se tornando uma figura importante para eles, foi uma parte muito picotada, eu entendo a decisão pelo formato de mídia, mas deu pra perceber (pelo menos eu acho, nunca li os livros) que muita coisa foi deixada de fora da tela. Não que eu sabia algo de edição ou coisa parecida, mas no futuro, acho poderiam pegar e juntar os dois filmes, enfiar tudo que possivelmente tenha sido cortado, e lançar Duna em um formato de série.
Achei incrível a forma como essa obra trabalha a questão do escolhido, do messias, o próprio Paul, algo simplesmente forjado para acontecer, porém ao mesmo tempo destinado. O Paul por causa das ações da Jessica, foi feito para ser o Salvador, mesmo que isso tenha sido algo artificial e equivocado, ele ainda não pode escapar do seu “destino”, pois ele também está preso a suas próprias previsões do futuro. A história faz uma crítica a forma como a religião pode ser utilizada como forma de controle, porém ao mesmo tempo brinca com os conceitos de escolhido e destino, milhões de pessoas vão morrer por causa das ações de um salvador/líder religioso, que sabe que isso viria a acontecer mas que ficou refém ao caminho que escolheu, uma existência um tanto quando patética.
Fica a reflexão sobre o que o Paul se torna, o que vale a liberdade de escolha perante o poder de ver múltiplos futuros? Esse futuro acontece porque eu vi ele vindo, ou optei por seguir ele porque ele é a opção menos danosa? Se eu não souber as ações que determinam o que vai acontecer, talvez poderia criar um caminho inteiramente novo? Ironicamente os Fremens (Liberalmente homens livres) se tornam reféns de uma profecia/religião onde seguem um salvador, mas esse mesmo salvador também não é livre, sendo refém do que torna ele especial. Paul Atreides, basicamente destruiu toda a tradição e forma como aquele povo vivia, condenando a si mesmo a um caminho manchado de sangue e idolatria, e ainda sim, esse talvez tenha sido um dos “melhores” caminhos que ele enxergou, como eu tinha dito, uma existência patética e miserável.
Apesar de toda essa abordagem interessante sobre religião e política, o que mais peca em Duna para que a obra não se torne O épico que marca gerações, seriam as batalhas, não sei se é um ponto fraco do Villeneuve ou da obra original, mas por mais que essa última batalha tenha sido grandiosa (pelo menos visualmente), em nenhum momento, senti que era uma batalha por causa de um império interplanetário, mais pareceu povos nativos contra invasores, a sensação que tem um universo inteiro fora de Arrakis, não foi passada, nem quando mostraram o planeta dos Harkonnen, que mais pareceu uma localidade do que planeta, a batalha/guerra pelo quê ela deveria representar, achei muito fraca. Apenas o duelo final que foi legal, a batalha entre os exércitos tirando a parte dos vermes, foi bem sem sal.
Somente no quesito batalha, faltou um tempero a mais para ser, pelo menos pra mim, um super épico de ficção científica. De qualquer forma, ainda sim um filme muito bom, onde espero satisfeito pela continuação seja lá quando ela vier, finalizou até bem, talvez a expansão de universo que eu queira ver possa estar na continuação dessa história, mas por enquanto estou tranquilo com o que vi, até porque o drama em relação a Chani, o próprio Paul falou que enxergou que ela iria entender depois. Foi uma ótima experiência ver esses dois filmes.
Não a muito o que dizer, me interessei tem pouco tempo por beisebol, nem as regras eu sei direito, mas quis ver esse filme depois de saber sobre a historia de Jackie Robinson, confesso que me decepcionei um pouco com o filme, porque além de já saber sobre a história de vida do Jackie, pude ver o quando foi deixado de fora, tipo como ele é referenciado pelo Montreal Royals, o que ele fez depois do fim da carreia, que foi levemente referenciando nos créditos do filme, ele ainda foi muito importante e voz ativa contra o rascismo, mesmo depois que deixou o esporte.
Por isso digo que me decepcionou um pouco, pois a história de Jackie Robinson é muito foda, e na minha opinião o filme, que é até bom, não faz jus a quem ele foi. Talvez uma mega produção de uma ou duas temporadas, abrangido toda sua vida pudesse fazer isso. Apesar do que falei, ainda é um bom filme, mais do que recomendado, pois essa é uma história que deveria ser muito mais conhecida, o cara era foda demais.
Esse filme na minha opinião, o seu ponto principal, Freddy Krueger, não envelheceu muito bem, por isso me causa um pouco de sentimentos contraditórios, pois a qualidade da história continua boa, principalmente a premissa dele atacar as pessoas no sonho, além daquela mistura entre o que é realidade e o que é sonho, então posso dizer, que o filme é bom enquanto o Freddy Krueger não, tudo bem que é de uns 40 anos atrás mas por exemplo, o Michael Mayers (Halloween de 1978) e até mesmo os efeitos de O Exorcista (1973), me convenceram mais do que esse Freddy Krueger.
Consigo entender porque se tornou um clássico, talvez se eu tivesse assistimos mais cedo, tivesse me pegado mais, pois a premissa é muito interessante, foi muito interessante de ver a história se desenrolando, principalmente vendo a Nancy quase enlouquecer enquanto seus amigos morrem e ninguém acredita nela, foi algo convincente e não forçado, saiu natural o declínio mental que ela estava passando enquanto tentava convencer os pais que ela não estava apenas sonhando e imaginando coisas.
Serio mesmo, é uma situação realmente terrível, você ser atacando enquanto está dormindo, basicamente o seu momento mais vulnerável, não podendo escapar, pois ficar acordado é apenas protelar o inevitável, ao mesmo tempo que fica o questionamento, como provar que o infeliz é real e você não está louco? Ficar acordado vai te deixar cada vez mais estressado enquanto você fica tentando provar aos outros que não é coisa da sua cabeça, imagina que situação merda. Por isso digo que a premissa continua muito boa.
A ideia é espetacular, mas o Freddy Krueger em si, pelo mesmo para min, não conseguiu escapar dos efeito do tempo, suas cenas de perseguição não são mais tão impactantes, aquela cena da língua foi bem tosca, acho que um novo remake seria uma boa, mostrando mais como esse tipo de situação impacta os personagens, Vecna de Stranger things, onde os próprios criadores já falaram que é uma inspiração no Freddy, mostrou que dá para fazer algo incrível com esse tipo de história, o impacto psicológico, saúde mental, se for dado para um diretor que saiba trabalhar isso bem, pode surgir uma obra prima.
Voltando a falar do filme, fiquei impressionado com algumas coisas, por exemplo, esses adolescentes não me irritaram, ou fizeram coisas incrivelmente burras, estavam longe de serem personagem espetaculares mas até que eram bons, a Nancy então, foi guerreira até o fim, eu diria que até os adultos foram bem, pois não teve nenhum momento do enredo que eu pensei com raiva “Essa atitude só existe para dificultar a vida do personagem”, eles não são empecilhos e sim tem reações mais naturais do que estava acontecendo, spoiler, tanto que eu fiquei extremamente feliz quando a Nancy conseguiu provar pro seu pai que o Freddy existia.
O filme sobre ter uma dosagem certa no drama dos personagens, eu achei que seria irritante os pais da Nancy, seriam apenas empecilhos que dificultavam a trama, porém isso ainda bem que isso não aconteceu, foi na medida certa, tanto com o pai quanto com a mãe. Já com os outros personagens, como o namorando da Nancy, senti um pouco de falta de desenvolvimento mas ele realmente estava com cara que iria morrer logo, então tubo bem, só me incomodou que parecia que o Freddy tinha uma certa ordem para seguir matando, mas que resolveu deixar a Nancy por último, pois não pareceu que e o Freddy atormentou tanto os garotos antes de mata-los quanto ele tinha feito com a Nancy e a amiga dela.
De toda forma, um bom filme, onde é completamente entendível porque virou um clássico, recomendadíssimo, pois a premissa ainda hoje renderia uma ótimo história, aquela cena final é sensacional. O Freddy só precisa ser atualizado, Stranger Things e o novo IT a coisa, provaram que dá pra fazer isso bem.
O começo é realmente devagar, tem um ritmo mais parado, porém não tanto quando eu imagina, do jeito que eu tinha escutando as pessoas falando, parecia que seria incrivelmente lento e maçante, o que não aconteceu, era apenas construção de mundo e introdução ao universo, acho que alguns exageraram, se você sentiu sono vendo o começo do filme, na minha opinião é muito mais você estando cansado ou em um mau momento para assistir ao filme do que o ritmo em si.
Não conheço nada dos livros, então esse filme foi o meu primeiro contato com o universo Duna, então realmente não deu pra extrair muita coisa, mas ainda bem que eu assisti esse filme em casa, pude voltar em algumas partes ou pausar pra entender melhor, e mesmo assim ainda não consegui mensurar direito o quanto essa especiaria é tão importante, ou entender melhor a estrutura organizacional do Império e das grandes casas, a parte 2 eu espero, deve tocar mais nesses assuntos.
Apesar dos termos apresentados no filme ainda não terem pegado muito forte, eu sinto que não fiquei perdido, claro que um conhecedor dos livros deve absorver bem mais, porém sinto que a introdução até que foi boa, ainda mais pra quem já consumiu Star Wars, dá pra perceber claramente o papel que o livro de Frank Herbert deve sobre a criação de Star Wars, se eu não me engano (não confirmo nada) o próprio George Lucas já apontou Duna como uma de suas inspirações para fazer Star Wars,
Agora falando do filme em si, eu gostei muito, a história por si só, não tem o “Ho! meu deus”, é bem previsível, porém é aquele feijão com arroz extremamente bem feito, principalmente a parte técnica, até leigos vulgo eu conseguem perceber que essa obra tem um primor técnico muito grande. Os personagens são apresentados muito rápidos e os seus destinos são bem claros, “Nossa o governante pai do protagonista respeita os habitantes locais diferente do governante anterior que era um tirado, o que poderia dar errado?”, o doutor traidor morrer, o escolhido começar a aceitar o seu papel, não nada muito novo, porém é muito bem feito.
Quanto aos personagens principais, eu ri muito depois que o filme acabou, por causa da “presença” da Zandaya, pelos trailers do primeiro filme, parecia que ela teria grande participação (tempo de tela) s, mas só apareceu no finalzinho, então não dá pra ter uma opinião formada a respeito dela, diferente do Paul, onde até o momento eu até gostei do personagem, só espero que isso de ser o escolhido não suba muito a cabeça dele e ele se torne alguém chato, por enquanto estou gostando.
Recomendo esse filme principalmente para quem adora uma ficção cientifica, tem vários momentos que é um plano aberto mostrando o enorme e magnifico maquinário desse universo, ao mesmo tempo que tem uma trilha sonora maravilhosa de fundo. Temos que lembrar que a obra original é 1965, então não espere encontrar uma obra "diferentona" pros dias de hoje (na verdade ela deve ter influenciado muita coisa), porém ainda sim, mais de 50 anos depois essa historia consegue demonstrar sua enorme qualidade, Villeneuve cumpriram muito bem o seu papel de nos apresentar essa maravilha. Estou muito curioso com o que esse universo pode nos proporcionar, partiu ver a parte 2.
Seco, se o filme pudesse ser definido em uma única palavra, seria seco, é um terror cheio de gore, porém não é aquele core ultra exagerado com rios de sangue, é seco, como uma porrada, literalmente em alguns casos, as mortes podem até ter construção de tensão, mas são muito diretas sem enfeitar, é algo cru, bem explicito, de uma forma diferente do convencional, tanto que sim vale a pena assistir, pelo menos para ver algo que com certeza não é muito comum da gente ver, um filme de terror argentino.
Agora falando mesmo do filme, assisti hoje no cinema, foi uma experiência que eu gostei, por ser terror, talvez ela possa ser melhor aproveitada no silêncio de casa, mas no geral foi bom, principalmente pela parte da tensão gerada, fiquei extremamente curioso de como o universo desse filme funciona, gostaria que fosse explorado mais para poder entender como aquela sociedade enxergava os possuídos, não acho que o filme fez isso muito bem, tinha momentos que invés de parecer os personagens estavam acreditando que o Pedro estava mentindo mais parecia que eles não acreditavam que o sobrenatural existia, a cena da discussão dele com a ex-mulher me causou essa impressão.
Esse filme tem cenas marcantes, a cena do cachorro atacando a criança, a cena do cara matou a cabra apenas para logo em seguida um machado ser fincado no rosto dele pela esposa apenas para ela fazer o mesmo com si mesma, a cena do Jaime no carro passando do lado da mãe que devorava o próprio filho, a cena do atropelamento e do jair conversando normalmente com a avó, todos ótimos momentos que fazem valer a pena, porém ao mesmo tempo que temos esses ótimos momentos, temos a reta final do filme, que na minha opinião é bem fraquinha, parecia incompleta, meio confusa, faltou mostrar mais em tela como esse universo funciona, estava tudo indo muito bem até irem para a escola, aí desandou pra mim.
O filme não precisa ser expositivo com diálogos explicado as coisas, mas mostre em tela algumas coisas, por exemplo, o papel das crianças achei muito mal explicado, tipo elas parecem diferente dos outros possuídos, mas apenas fala que o cramunhão gosta de crianças e as atrai mas só fica por isso mesmo, o bicho lá nasceu, e então? O filme apenas apresenta o medo disso acontecer, o bicho mesmo foi bem mal explicado, tipo o quão assustador ele pode ser? O real perigo que isso representa? Você não sabe, em vez de um final aberto para imaginação, mais pareceu um final incompleto.
Também tem a questão de como a possessão progride, tipo o cachorro foi muito rápido, mas tem momentos que eu ficava, o Pedro e o seu Irmão não se infectaram? Tipo ele encostar no sangue, ou o irmão parecer enxergar algumas coisas (falam que isso pode ser um “sintoma”) e parecer ter levado alguma coisa de casa (parecia, não lembro se levou mesmo.). No início existia todo um enorme cuidado para não tocar em nada relacionados aos possuídos ou sobre sair à noite sozinho, a parte da noite pode relevar um pouco por conta da situação mas a do toque não, isso parece que foi deixado de lado, tipo na reta final quando o Pedro está lá mexendo na mão seca, um monte de cadáveres, ai depois rolou aquilo tudo, e tipo ele permaneceu humano, mas pelo o que a história induzia, deveria acontecer alguma coisa com ele.
Recomendo pela experiência de ver um terror argentino, pois como um todo, ele me divide em duas opiniões, a primeira achar que seja um bom filme por causa das cenas impactantes além da atmosfera ser muito boa, e a segunda opinião é achar um filme apenas legal, por causa da reta final, que para mim foi mal executada.
Finalmente resolvi assistir um filme desse renomado Diretor que é o Tarantino, confesso que esperava muita ação e sangue, o que não aconteceu tanto assim, porém agora mesmo fiquei sabendo que esse foi o primeiro filme dele como diretor, então talvez a excelência pelo que ele é conhecido está em outras obras, sei que mais que a violência ele é conhecido pelos seus ótimos diálogos, mas ainda acho que fui com a expectativa muito alta para esse filme, por isso ele me decepcionou um pouco, tem também o fato deu ter tomado um pequeno spoiler sobre quem era o infiltrado, isso acabou influenciando também, mas ainda gostei.
Quanto a trama, aí é que esta, não achei que ela foi algo espetacular, apenas boa, tem a questão da expectativa alta sobre o diretor então esperava mais, porém o que não posso reclamar são os diálogos, a abertura do filme realmente é icônica, era uma conversa muito estupida e especifica porém crível, soa como algo natural em uma conversa bem privada com seus amigos onde idiotices são ditas e discutidas, dava para sentir que era uma conversa real entre conhecidos, tipo o Mister Pink, uma hora ele parecia um babaca e outra ele parecia ter razão sobre o argumento dele, essa cena é incrível.
Realmente o profissional tinha razão no final, aquela sequência final, na minha opinião quem ficou mais devastado foi o Mister White, pequeno spoiler, sério ele foi o personagem que mais gostei, porém teve talvez o desfecho mais merda, olhando do ponto de vista dele, ele acabou matando alguém que ele confiava e até considerava um amigo, por outra pessoa que no final era um traidor que colocou todo mundo naquela situação, único quem eu simpatizei e senti um pouco de pena no final, o resto nem ligo, todo mundo se ferrou, até o Mister Pink, pois o tempo dele sair da porta e os policiais chegaram, é muito curto, acho que ele foi preso final, mas pelo menos ficou vivo, isso eu gostei, pois normalmente em histórias comuns os personagens que acabam parecendo babacas por serem mais racionais ou profissionais morrem, o que não foi o caso aqui, único outro filme que eu vi acontecer isso foi o Alien de 1979.
Bom filme, talvez eu tivesse com muita expectativa, mas acho que quem tem conhecimento zero do filme, até da sinopse, pode ter uma experiência melhor.
O filme meio que me ganhou no primeiro segundo dele ao ver a tela do Windows Xp, bateu uma nostalgia enorme, já sabia que a narrativa dele seria contada por meio de vídeos, câmera, textos, etc, mas não nesse nível, até emularam uma versão antiga do Youtube, achei incrível. Impressionante como esse filme consegue contar sua história mesmo quando não tem ninguém aparecendo na tela, apenas as mensagens e imagens, dava para saber o que o Pai estava sentindo, mesmo sem a gente ver o rosto dele.
Agora quanto ao plot, me pegou de jeito, cada momento que passava e se aprofundava mais e mais no mistério, eu ia ficando tenso e mais intrigado, querendo saber o que tinha acontecido, pela construção da história parecia que terminaria em um final trágico, onde a garota que parecia ser inocente tinha segredos e acabou se envolvendo com algo perigoso, morrendo no processo, porém isso não aconteceu, teve na verdade um final feliz, o que foi uma grata surpresa, quando apareceu a foto da mulher ruiva, pensei em um monte de coisas mas não em um desfecho feliz, então depois de tudo que o Pai tinha passado, achei esse final bem satisfatório.
Esse vai ser um filme para poder rever de novo com gosto, pois o plot twist foi muito louco, quando falou do cara que confessou, tinha ficando na cara que tinha algo errado, porém o caminho que a história levou foi inesperado, mas bem construído, o comportamento da detetive em algumas partes, depois que você sabe o plot, ganha outro significado, vai ser bom ver em uma segunda assistida mais dessas pequenas pistas que são deixadas na nossa cara, a forma como ela falou sobre certos assuntos e a reação dela quando o filho apareceu no quarto quando ela estava conversando com o David, apenas torna esse filme melhor.
Recomendo demais principalmente pra quem quer ver algo um pouco diferente, só posso agradecer ao Gaveta por ter feito o vídeo “As narrativas mais ÚNICAS do cinema”, graças a isso pude conhecer essa maravilha.
Ainda bem que eu assisti Dark primeiro e tomei spoiler sobre o plot desse filme, porque se eu tivesse assistido antes sem ter uma “base”, eu iriar ficar um pouco perdido, porém ao mesmo tempo que o spoiler ajudou, ele também tirou a experiência da revelação do plot twist. A pessoa que não sabia de nada sobre a história ou ficou super perdida ou deve ter achado algo do caralho, posso ter perdido a parte emocionante da revelação mas pelo menos me permitiu ver em detalhes como essa história muito louca foi se encaixando, e tenho que dizer, ela até que é bem amarradinha.
Nesse tipo de história ficaria fácil de se perder, mas conseguiu conectar todo direitinho no que é essencial, explicando de maneira que tapa praticamente todos os buracos envolvendo a linha do tempo pessoal da Jane/John, achei uma ótima sacana sobre ela passar a não se olhar no espelho, pois não é algo forçado e sim devido a vida problemática da personagem, assim como também a conexão/paixão que ela sentiu ao encontrar outra versão dela mesma, que verdadeiramente tanto fisicamente quando metaforicamente a única pessoa que a compreende de verdade, mesmo sendo estranho, você acaba ficando feliz pela personagem encontrar alguma felicidade na vida merda que ela teve.
Agora em relação a conversa no bar, em que algumas pessoas acharam chata ou que droparam o filme por causa disso, eu particularmente discordo que foi algo chato, talvez eu estivesse influenciado por saber sobre o grande plot, mas achei a parte do bar muito boa, cada vez que era contado sobre a vida da jane/John, eu ficava cada vez mais instigado, chegou num ponto em que eu pensei “Nossa! Que vida merda, e eu pensei que não podia piorar”, drama foi muito bem trabalhado, pelo menos para min, não pareceu algo que poderia ser maçante.
Agora os problemas de verdade, eu diria que na linha do tempo pessoal da Jane/John, tudo era bem amarradinho, menos o estágio que ele passa do agente para se tonar o terrorista que ele tanto queria pegar, achei que o filme poderia mostrar um pouquinho mais dessa transição, pois a passagem de Jane – John – Agente, dá para ser vista claramente, enquanto Agente – Terrorista maluco, apenas de você forçar um pouquinho a barra, um tempo a mais para desenvolver isso poderia ser melhor, mostrar o ponto de vista dele como o Terrorista durante alguns eventos do filme, talvez não tenham mostrando isso visualmente porque iria comprometer a história e correr o risco de se perder na narrativa, então você presume que o agente ficou maluco com a revelação do que ele se tornaria e com as consequências de continuar viajando no tempo, ,mas mostrar isso, na minha opinião seria melhor.
Outro problema, é que tirando a linha do tempo da vida da Jane/John, o resto você tem que dar o braço a torcer e deixar de pensar a respeito, tipo como funciona a organização que mexe com o tempo? Como ela veio a ser criada? Como e onde o Robert fica localizado na linha do tempo da Jane/John? Essas perguntas e outros detalhes menores sobre o universo do filme, alguma conveniências, a gente tem que relevar um para não enfraquecer um pouco a experiência, pois a história acerta na proposta e no que é de grande importância pra trama, outros detalhes menores, melhor ignorarmos, pois como toda ficção que trabalha viajem no tempo, ela tem furos se a gente caçar eles.
Recomendo muito, principalmente pra quem já tem experiência com obras de viagem no tempo, principalmente quando se tem uma única linha do tempo. Inacreditável que essa história maluca se inspirou em um conto de 1959, se o filme de 2014 já era algo bem louco quando lançou e até mesmo agora, com todas as referências que temos, imagina algo um pouco parecido a mais de 60 anos atrás? Palmas pro autor Robert Heinlein, cara pensou nisso naquela época, inacreditável.
Tenho a mesma opinião de quem acha que o filme não deveria se chamar Ford vs Ferrari, porém discordo também quem fala que o filme deveria se chamar Ford vs Ford, o filme deveria se chamar Ken Miles, por mais que o Carroll Shelby tenha um papel central, é o Miles que principalmente no final ganha os holofotes, toda a construção para chegar no final das 24 Horas de Le Mans, se torna decisão dele como ela acaba, isso ou a incrível atuação do Cristian Bale roubou toda a atenção do filme.
Não tenho nenhum conhecimento sobre corridas, apenas Formula 1 e formula Indy, e mesmo assim a história, principalmente as cenas de corrida, me prenderam do começo ao fim, e me fizeram ter um maior interesse para esse tipo de corrida, realmente não faço ideia do quanto as 24 horas de Le Mans é valorizada no meio automobilístico mas deve ser tipo as 500 milhas de Indianápolis, vou pesquisar depois, se a obra também procurava trazer pessoas de fora da bolha, acho que conseguiu.
Filmaço! Como eu disse apesar de não ser o principal na reta final, é muito bom ver o processo, mesmo que superficial (ainda bem, se fosse técnico demais talvez ficasse maçante) de como o carro vai sendo construído e aprimorando ao longo do tempo, a rivalidade com a Ferrari mais parecia um ego ferido do que rivalidade em si, teve um pouco com os pilotos mas não foi algo intenso, me pergunto como realmente era esses relacionamentos na vida real, principalmente o Miles, mesmo um pouco glamorizado no filme, devia ser um sujeito chato de conviver e conversar.
Recomendo para qualquer um assistir, o filme tem 2 horas e meia, porém com um bom ritmo que faz a história passar bem rápido, o tornando gostoso de se assistir. Penso que esse mesmo tipo de história, poderia ser abordada tranquilamente em uma serie, onde então poderia aprofundar nas relações dos personagens, detalhar mais as corridas, e melhorar o drama, pois fico me perguntando se o Leo Beebe era realmente um cuzão invejoso como o filme retrata, com mais tempo de tela, deixar a história mais cinza, pois por mais que seja uma história biográfica, dá pra se notar que vilanizam algumas pessoas enquanto colocam como heróis outras.
Pessoal que tem muito conhecimento seja de series/filmes ou do meio automobilístico, poderiam indicar outras obras como essa.
Infelizmente eu já tinha levado spoiler sobre o plot twist do filme então a minha experiência não foi a melhor possível, deve ter sido incrível para quem não sabia de nada e foi pego de surpresa com o que aconteceu, tendo uma epifania, por causa disso pude ver de maneira mais fria a construção do momento, ainda foi muito boa, eu entendo quem considerar um plot brilhante, filme é de quase 30 anos atrás, pra nós hoje deve ser considerado previsível mas antes não, ainda mais que o artifício de plot twist se tornou algo famoso, mas tenho certeza que se eu não tivesse recebido o spoiler, não teria notado o plot vindo, foi muito bem feito.
Um bom filme, que poderia ser melhor em certos aspectos mais especificamente trabalhar melhor o Mills, porque ele nó início é insuportável, ele depois se torna tolerável por conta do Somerset, mas incialmente gera apatia, sei que foi proposital o jeito do personagem, mas poderia ter sido feito melhor, uma coisa séria ser imprudente ou idealista demais, outra ser um pé no saco igual era no começo, ele contrapunha muito o Somerset em aspectos errados, poderia ser melhor feito a dinâmica de veterano se aposentando e novato mais idealista, mas em muitas partes o Mills mais saia como um idiota (porque ele estava sendo) do que um contraponto.
Tirando isso, acho que foi um bom filme, novamente digo que a experiência poderia ter sido melhor sem levar spoiler, que é bastante instigante de se assistir, o processo da investigação é muito bom, com um ritmo até que rápido para um filme de 2 horas, ficando a sensação que poderiam trabalhar mais em algumas coisas (Mills!). Eu indico para qualquer um assistir.
Esse eu enrolei pra ver, já vi bastante gente falando que Interestelar e A Origem, são os tops filmes do Nolan, mas nunca me interessei por ele até agora, quase 3 horas de filme e me prendeu até o fim, ultimamente quando estou assistindo filmes acabo pausando eles e indo fazer alguma outra coisas, porem esse não foi o caso aqui.
O filme não é algo complexo, você só tem que prestar atenção, tanto que na próxima vez que eu assistir, vou ver dublado, recomendo principalmente porque as vozes computadorizada em inglês do TARS e do CASE, me causavam confusão as vezes, acho que dublado teve ficar melhor, principalmente para absorver as conversas quando estão falando de algo cientifico.
Talvez me impressionaria mais e me deixaria confuso de eu tivesse assistindo esse filme a uns 5 anos atrás, quando eu não tinha visto outras obras de ficção cientifica como Perdido em Marte, Alien, A Chegada, Dark da Neftlix, etc. Se você assistiu Dark, então Interestelar vai ser fichinha, pois o Nolan explica tudo na sua cara.
Cara falando mesmo do filme, ele é muito bom, mas tem duas coisas que me incomodou. Primeiro o Matthew McConaughey, desculpa mas não acho que ele entregou uma boa atuação, os momentos dramáticos do filme poderiam ter sido melhores se fosse outro ator, teve uma hora que parecia que ele estava chorando por fazer força para poder cagar, além de ter o fato de parecer que ele só falar sussurrando, espero que na dublagem Br seja melhor.
A outra parte que me incomodou, foi todo o Plot do Dr.Mann, achei desnecessário, fez o filme decair, a exploração espacial e tudo que envolvia ela era muito interessante, desviar uma parte do filme para poder ter esse plot na minha opinião foi um erro, poderiam ter arrumado outro jeito para chegar no segmento final, essa foi a parte mais fraca do filme.
Chega a ser interessante que a Jessica Chastain e o Matt Damon, estrelaram interestelar (2014) e um ano depois, os dois estrelaram Perdido em Marte (2015), quando vi os rostos dos dois na hora reconheci, então sabia que seria bem difícil não gostar no filme, que por sinal também é um ótimo filme, se você assistiu esse filme, assista Perdido em Marte, principalmente se você gosta de um filme de sobrevivência.
Talvez devido a sinopse, eu tenha ido com a expectativa errada em relação a esse filme, não que seja ruim, muito pelo contraio, é um bom filme mas pensei que seria algo maior, talvez por pensar que seria algo como um grande suspense devido ao embate entre os dois Snipers, porém não foi isso o que aconteceu, o que não seria um problema se não fosse esse romance que enfraquece o filme, pior ainda, existir um certo triangulo amoroso, tive o mesmo sentimento com Pearl Harbor do Michael Bay, existir romance não é o problema e sim o drama feito em cima dele, sendo que está acontecendo a porra de uma guerra (quer alo mais dramático que isso?).
Um bom filme de guerra? Sim. Um bom romance? Não. Algo descolado demais do que é mais importante, um pequeno drama bem besta. Existe alguém que achar interessante uma amizade azedar com causa de uma garota, sendo que está rolando uma guerra? Novamente digo o problema não o romance e sim o drama desnecessário em cima dele, pois podiam ter focado em outros aspectos do conflito, seja dos dois Snipers ou de detalhar mais sobre como o Vasily Zaitsev estava se tornando meio que um símbolo para os russo, infelizmente isso não aconteceu, e teve essa trama bem medíocre. Me decepcionou, mas inda um bom filme.
com a possibilidade do personagem voltar, sei que vai ter um quinto filme mas para min já deu, acho que enjoei da formula, o primeiro foi um bom filme, o segundo (melhor filme) foi uma expansão incrível, o terceiro decaiu um pouco por não apresentar novidades, já o quarto poderia se dizer que é um bom fechamento, apesar deu achar que foi desnecessariamente grande, umas duas horas de filme seria melhor, acabei achando um filme recheado de ação, cansativo.
Apesar de tudo foi uma boa franquia de acompanhar, não vou continuar mas para os amantes de ação, o que o Chad Stahelski está fazendo é um prato cheio. Vai ficar na memória, provavelmente virando no futuro um clássico de ação, pois John WIck tem muita tosqueira, se você parar para pensar nas conveniências de como John sai vivo de certas situações principalmente nesse quarto filme ou a forma como o universo funciona, vai dar boas risadas, é inegável que tudo relacionado ao submundo seja maneiro e estiloso, mas não faz sentido nenhum, e por isso é divertido de assistir.
Tirando a primeira temporada da série de 2013, não tinha nenhum outro conhecimento sobre a figura de Hannibal Lector, apenas que O Silêncio dos Inocentes é considerado um clássico e que por causa desse filme, o canibal se tornou uma das figuras mais icônicas do cinema, ganhando vários prêmios. Então mesmo que tenha sido dito na sinopse do filme, foi uma surpresa tremenda descobrir que ele não é o plot central do filme, o que mostra ainda mais a força e impacto do personagem.
O filme é de 30 anos atrás, possuindo um ritmo muito diferente de obras atuais, mas mesmo assim ele cativa rapidamente, você é instigado até o final em um filme de mistério e suspense policial que não possui muita ação ou uma trilha sonora estridente que serve para causar tensão, por isso se pode dizer entre aspas que é um filme calmo nesse quesito, só tem uma cena em que as coisas aceleram, depois volta para o tom mais lento e cativante porém tenso, não por causa de uma trilha sonora intensa e sim por causa da situação.
Anthony Hopkins está sensacional, se o Mads Mikkelsen mais de 20 anos depois trouxe um Hannibal incrivelmente sedutor e exótico, nesse filme Hopkins fez uma versão aterrorizante do personagem, você se caga de medo com esse maníaco, era quase agoniante ver ele chegando cada mais perto do vidro enquanto sorri, mesmo o personagem sendo todo educado, a presença que o ator impõe junto a toda a construção que é feita da imagem dele na visão dos outros personagens fora a Clarice, gera uma sensação de perigo constante, mesmo ele estando preso.
Tudo é mais interessante quando Hannibal Lector está em cena, veria tranquilamente mais de duas horas de filme onde apenas o doutor e a Clarice conversavam, achei meio esquisito a “conexão" dos dois mas cativante de se observar, ainda bem que não foi para um lado mais romântico. Os melhores momentos do filme são sempre quando Hannibal está presente, ao ponto que a trama principal envolvendo o outro assassino se torna menos interessante, não porque ela é ruim mas sim porque estar com Lector é melhor.
Filme muito bom, já indicaria apenas pela cena icônica do Hannibal todo amarrado e com uma focinheira na boca, é assustadora e marcante. Gosta de um bom filme policial? Gosta de filmes sobre psicopatas? Um bom suspense não exagerado ou forçado? Então super recomendo esse clássico.
Reassistindo a trilogia prequal posso dizer que não merece a fama que tem, se bem que o ódio agora está mais redirecionada para a trilogia sequel da Disney. Dois filmes ok com o último filme sendo bom e uma ótima conclusão. A Vingança dos Sith é muito superior ao O Retorno de Jedi tanto como filme quanto conclusão de saga, fecha muito bem a história sendo o segundo melhor filme dos seis primeiros episódios. Parece que o Hayden Christensen acordou pra vida, pois melhorou sua atuação em comparação a aquela coisa horrível que foi em Guerra dos clones, não é algo incrível mas pelo menos não tira sua vontade de ver o filme. Até mesmo suas interações com a Natalie Portman como Padmé melhoraram, talvez seja porque o texto melhorou também, ainda tem uma ou outra frase de novela mas incomparável com que era o sofrimento de ver o casal interagindo no filme anterior, aqui é algo mais normal e não desconfortável de ruim. O casal não parece algo forçado goela abaixo. Não só ator melhorou como também o personagem do Anakin, uma pessoa muito emocional porem não sendo mais tão irritante (filme anterior), mostrando como ele é ignorante em relação à política, construindo bem um certo radicalismo por parte dele enquanto tem ao mesmo tempo desprezo pela burocracia/democracia, pois apesar de crescer, a guerra contribui para ele continuar impaciente e imediatista, não aguentando a pressão caída em cima dos seus ombros, se tornando mais instável e manipulável. Foram um pouco mais de duas horas bem rápidas, o filme tem um bom ritmo que já começa com a ação desacelerando um pouquinho antes de entrar na ascensão total, que é lá para o meio do filme, depois que o Anakin cai para as trevas o filme só melhora, seu ato final com a batalha de mustafar é incrível e épico, digno de um último filme de trilogia que a clássica não conseguiu fazer. Rever a trilogia muda muita a visão que se tem em relação a tudo, principalmente sabendo as consequências, antes eu odiava o Mace Windu pela forma como ele tratava o Anakin, hoje não, se ele fosse um pouco menos frio e arrogante talvez as coisas teriam sido diferentes, chega ser irônico que por causa dessa desconfiança e apreensão em relação ao Anakin que acabou o afastando do caminho jedi e por consequência permitir Palpatine o controlar e destruir a ordem. Independentemente do que se pode pensar sobre essa trilogia é inegável que sua reta final, a icônica seja do nascimento de Darth Vader, batalha de mustafar para frente, é algo marcante pra franquia e faz qualquer fã ir a loucura, pois esse é um dos vilões mais famosos de toda a cultura pop e o personagem mais popular de Star Wars, foi uma cena de origem digna para o personagem. (Apesar do “NNNAAAOOOO“ ser meio tosquinho). Agora partiu ver a trilogia sequeal que é tão polemica.
F1: O Filme
3.7 441 Assista AgoraQue filme da hora, essa é a melhor definição que se pode descrever sobre essa obra. Ele tem uma proposta e executa ela bem, não tenta ser mais do que isso, um mega drama desnecessário ou hiper focado em aspectos mega técnicos da Fórmula 1. É um filme de corrida para você ver e se divertir, além de servir como propaganda para quem não acompanha a categoria.
Foi divertido ver como eles pegam o enredo do filme e se auto inserem em certos acontecimentos da temporada de 2024, teve vários momentos que eu estava procurando ver rostos conhecidas da Fórmula 1 ou me lembrando que tal coisa aconteceu em alguma corrida, desde que você que acompanha a categoria não procure um ultra realismo, vai achar que eles fizeram um bom trabalho, ainda bem que se focaram nas corridas, esse não é um filme que tem corridas, realmente é um filme de corrida, ela é o principal motor do filme.
Esqueça Max Verstappen, Fernando Alonso, Michael Schumacher, Alain Prost e Ayrton Senna, o piloto mais sujo que já existiu foi Sonny Hayes, adorei tudo que ele fez no filme, já na vida real, ele teria era sido banido, por isso que falo para não cobrarem realismo demais. Nenhuma classificação foi mostrada, o que foi um grande acerto pro ritmo do filme, apesar de que poderia ter cortado uma coisinha aqui ou ali como o romance que nem fede ou cheira.
Uma boa propaganda que te diverte, não vai se aprofundar tanto nas questões técnicas ou corporativas da F1, nem como esse mundo competitivo é extremamente cruel, então pode vir achar o desfecho feliz e irrealista, porém se quer realismo vai ver alguma documentário e que não seja Drive to Survive, pelo menos o filme não cometeu nenhum crime de interpretação da categoria, o que já vale a pena sua existência.
Bill Russell: Lenda da NBA
4.3 4 Assista AgoraMe surpreendi com a enorme carga por trás desse documentário, não conhecia a história dele, só sabia sobre os 11 títulos, fui ver o documentário achando que seria “apenas” mais uma história sobre o basquete, tipo o The Last Dance Sobre o Michael Jordan ou o Legacy: The True Story of the LA Lakers, porém não foi isso, foi um registro histórico sobre a questão racial e luta contra a segregação presente na história do Estados Unidos.
Fui assistir um documentário sobre o Basquete dos anos 60, sobre Bill Russell Vs Wilt Chamberlain, sobre o início de Boston Celtics vs Los Angeles Lakers, recebi bem mais que isso. Só posso dizer, caralho, nem dá para imaginar estar no lugar dele, no contexto dessa época, ser o principal e melhor jogador de uma equipe que vive numa das cidades mais racistas daquele tempo, o homem realmente tinha bolas e um saco enorme para ter aguentado tudo isso.
Recomendo esse documentário até pra quem não sabe nada sobre basquete, além do esporte, toda a carga que ele trás e mostra, já vale a pena.
O Poderoso Chefão
4.7 3,0K Assista AgoraO começo desse filme é bem monótono e até um pouco arrastado, se não fosse por saber que a obra é o aclamando O Poderoso Chefão e o ritmo dos filmes dessa época serem mais lentos, talvez eu desistisse de continuar assistindo. Todo o início no casamento serve para apresentar um pouco as dinâmicas da família Corleone, por ser bem devagar, ganha um ar de naturalidade nas interações, porém não é instigante, pois convenhamos que ninguém realmente quer simplesmente assistir uma família vivendo sua vida, até mesmo as pequenas pinceladas que dão no início sobre eles serem mafiosos não são interessantes até o fim do casamento, depois só melhora.
Tive que dizer isso para caso alguém acabar sendo afastado da obra nos primeiros 25 minutos dela, não é de ação, é um produto de sua época, o ritmo hoje seria considerado muito calmo, tenha um pouco de paciência para ser recompensado depois. Falar que é um marco no cinema é chover no molhado, realmente depois vou pesquisar mais a fundo, pois deu pra sentir que muitas obras beberam de Godfather, eu assisti a um tempo atrás um pouco de Sopranos, tem claramente inspiração, mesmo quem não tenha visto o filme foi influenciado por ele, essa visão meio “fina” da máfia.
O filme é muito bom como um todo, não tenho conhecimento técnico para falar sobre fotografia ou direção, então o que posso dizer é que é um filme de mais de 50 anos atrás, pros dias de hoje não tem nada que já não tenhamos visto, provavelmente influenciado por esse filme, pra nós hoje não é diferentão com uma característica especial, porém tudo que ele faz, é muito bem executado em alto nível. Uma trilha sonora que grita Itália, dinâmicas interessantes entre personagens, e um enredo muito bom que ainda consegue surpreender, não tem um “o meus deus” talvez na época, mas ainda é bem amarrado, é “previsível” em vários aspectos porque ele influenciou inúmeras outras obras, o que mostra o brilhantismo desse filme.
Sim, existe uma certa romantizada da máfia, honra entre criminosas é o meu ovo, isso não existe entre criminosos, a produção desse filme teve dedo da própria máfia, óbvio que eles queriam sair um pouco bem na fita, e talvez tenha funcionado na cultura pop, pois ainda tem várias obras que exaltam um pouco de honra nesse universos de gângsteres. O Coppola conseguiu equilibrar bem isso pra mim a romantização, pois por mais que eu tenha torcido pelos Corleones terem sua vingança, eu queria que o Michael se ferrasse, o que mostra que o diretor pelo menos não fez o personagem um herói da história, muito pelo contrário, ele se torna um escroto canalha.
Al Pacino consegue fazer uma cara de desprezo/amargura muito boa, isso é bem refletido na mudança do personagem, começa todo sorridente e leve, chega no final está sempre sério como se tivesse chupado um limão azedo, além de ser um canalha mentiroso, tadinha da Kay, ela amou um canalha, que é o Michael, e no final, só sobrou o Don Corleone, maluco mergulhado de ponta a cabeça do crime, a cena do batismo é bem irônica, pois realmente ali o Michael se tornou realmente o verdadeiro líder com o seu batismo de sangue.
A figura de Don do Marlon Brando ter se tornando icônico ao meu ver não foi algo proposital, pois ele parece como se fosse uma figura antiquada que não aceita a mudança, além de ser a representação física da glamourização da máfia. Ambos os sentidos pro personagem são rechaçados, o crime mudou ele aceitando ou não, e a vida real não tem espaço para romances/honras, aquilo ali são apenas negócios, não importando quando sujo seja, se você está no topo você ganhou, crime organizado não bonito ou chique, é podre e sujo de todas a forma, Michael no final mostra bem isso, tem o respeito de todos mas é um ser desprezível.
Filme é muito bom, não tem nada inovar pra atualidade, porém sua qualidade atravessa o tempo, só pude avaliar bem o filme depois de ver ele completo e assim analisá-lo, pois ele não possui um super clímax que o define, sua qualidade está em como ele é redondo, o ritmo pode ser um pouco datada, mas a obra não. Consigo entender porque muitos consideram um dos melhores de todos os tempos, ele não me pega assim tão forte, mas é inegável sua qualidade.
Agora tenho que ver The Offer (2022), série bibliográfica sobre a produção desse filme, espero que valha a pena.
Vice
3.5 486 Assista AgoraChristian Bale é um maluco de fazer essas loucuras pra interpretar um personagem, se não me engano, engordou uns 20 quilos para fazer esse papel, o sacrifício em performance pelo menos valeu a pena, estava quase irreconhecível. Não fico impressionado fácil, até agora apenas Lupita Nyong'o em “Nós” (2019) e o Andrew Garfield em “Até o Último Homem”(2016), tinham me impressionante, Bale fez o mesmo, não apenas à transformação corporal, mas os trejeitos e entonação de voz, era outra pessoa.
Se está esperando um filme com muitas nuançais políticas ou relações internacionais, não veja, isso não é um documentário, é um filme bibliográfico bem satírico, não tinha como ser “profundo” no que ele estava contando, fala um pouco sobre a figura do Dick Cheney em sua ascensão ao poder, mas sendo algo muito rápido e bastante dramatizado, isso ajuda pelo menos em não tornar o filme maçante, agora se é preciso pelo pouco que pesquisei, não é, o próprio filme sabe disso, aquelas maravilhosas palavras bem no começo, resumem “tentamos, porra!”.
Diria que os dois primeiros terços da história são muito bons, contando resumidamente a carreira política do Cheney, em uma linha cronologia bem emendinha, mostrando o maluco conseguindo ter a casa branca da mão, foi bom de assistir, principalmente porque ai que soltava algumas críticas bem ácidas e sarcásticas, a cena do jantar é muito boa, garçom oferecendo pratos de como contornar as leis do país como se fosse um banquete a ser degustado, sendo que algumas minutos antes, foi solto um “os EUA não torturam” kkkk, nem tentaram disfarçar o cinismo, até o Steve Carell que falou a frase, parecia dizer ela em um tom irônico, esses foram meus momentos favoritos.
Agora o ato final do filme é uma bagunça, mesmo que fosse pra ser uma crítica a figura do Cheney, é feito de uma péssima maneira, em vez de até tentar dramatizar quando era o fim do poder para ele, resolvem fazer um corte seco e ir pra cena da cirurgia ao mesmo tempo que contam o que aconteceu na vida dele após vice presidência, é uma bagunça. O final dá uma desvalorizada bem grande no filme, sendo uma broxada, pois ele estava bem organizado seguindo uma estrutura e tentou no final ser nariz em pé com a sátira, apenas para se tornar algo mal executado.
É um bom filme para se assistir, diria até divertido se as consequências do que foi mostrado não representassem de fato que elas aconteceram. Agora boa bibliográfica aí eu não posso opinar, quer saber o quanto disso realmente aconteceu e como aconteceu? Pesquise. A única certeza desse filme é que na política, sempre os engravatados ganham algo enquanto pessoas que não tem nada a haver com isso se lascam.
Cena pós créditos representa a nossa política também, alguns brigam como loucos, outros cagam pra isso enquanto a maioria apenas observa.
Batman
4.0 1,9K Assista AgoraPrimeiramente, a resposta é não! Não é melhor que O Cavaleiro das Trevas do Spielberg, e nem vem usar aquele argumento de “Ai, esse é um filme mais do Batman” que não cola, o debate pode já ter sido esquecido mas ainda vou bater na tecla que esse não é o melhor filme do Batman, está longe de ser ruim, na verdade é muito bom, mas o melhor não, o de 2008 ainda é pra mim é o melhor de todos eles.
Esse é mais um enredo de um thriller policial com elementos do Batman, do que um filme de super herói, se você estiver esperando muita ação, esqueça. O longa possui uma trama bem devagar, um pouco lenta demais, por isso a reclamação de alguns com a duração do filme, a trama vai tão lenta no começo, que se não fosse pela figura do charada, seria desinteressante de assistir, o ritmo só começa pegar e acertar mesmo quando o Bruce vai encontrar o Carmine, onde a partir dali, que tanto seu lado Batman quanto Bruce Wayne se envolvem por completo na trama.
Um formato em série, poderia ser mais benéfico para ditar um ritmo melhor, uns 8 ou 10 eps de 35 minutos, funcionariam melhor, porque é muito interessante de ver o mistério do charada, porém a parte do submundo de Gotham é ainda mais intrigante. Os Falcone, os Maroni, O pinguim, todo esse universo de gangsters pra mim roubaram cena, por mais que o plano mirabolante do charada era interessante, foram eles que me atraíram mais atenção, não é à toa que saiu uma série focada nisso, Pinguim 2024.
Além desse submundo de Gotham, o que eu mais gostei foi que o Matt Reeves não endeusou o Batman, aqui mostra como ele é um perturbado da cabeça, tem o seu momento de enaltecer a figura dele mais pro final, porém não o trata como algo messiânico, é um maluco vestido de morcego que sai por aí combatendo o crime com as mãos nuas , um maluco atrai outros malucos, que foi o que aconteceu, nessa parte achei até um pouco real, pareceu que o diretor cutucou as pessoas que exaltam personagens justiceiros, sem refletir no que isso em um cenário real poderia acarretar, a merda que justiça com as próprias mãos podem provocar.
O mesmo se aplica ao Charada, ele tem suas motivações, um passado bem merda, porém também é um doente maluco que, queria sim atenção e gostava do que estava fazendo, sua vida merda não justificava o que ele estava fazendo, se o objetivo dele fosse só expor as mentiras, tinha outros jeitos de jogar a merda no ventilador do que ele sabia. Queria sim atenção e companhia, tanto que pensou que teria isso com o Batman, outro maluco das ideias que ele achava que era igual ele, tanto que quando ele é exposto e rejeitado, tem um surto e começa a choramingar, mostrando que nada mais é do que uma pessoa sozinha.
De toda forma, gostei muito de tudo que aconteceu, teve seu começo lentinho, mas depois você é recompensado com a revelação de um grande esquema, que meu deus hein! Essa corrupção de Gotham kkkkk lembra o nosso brasilzão, até mesmo na parte onde um grande golpe contra a corrupção na verdade ser uma fachada que beneficiava alguém, kkkk coincidência? Representou muito bem Gotham e a luta eterna do Batman contra uma cidade que apenas apodrece na corrupção, uma luta impossível para um homem, que mesmo assim irá tentar até o fim.
Muito bom! A trama é incrível, tanto do submundo quanto sobre o mistério do charada, a parte final é boa demais, diria quase frenética. Super vale a pena ver, principalmente se você quer ver um bom thriller policial, relevando algumas coisas que todo filme de super-herói tem, independentemente do quão realista tenta ser, recomendo muito.
Os Suspeitos
4.1 2,7K Assista AgoraAVISO DE SPOILERS
Até agora o Villeneuve não me decepcionou, só tinha visto A chegada e os dois filmes do Duna, basicamente ótimas ficções científicas. Quando foi ver esse filme, fiquei curioso pelo gênero ser diferente, não sabia que ele tinha feito thriller antes, e caramba, ele soube fazer um ótimo mistério, peca pra min levemente no ritmo que poderia ser um pouco mais rápido ao cortar uma coisinha ou outra, mas ainda sim muito bom.
Uma situação realmente complicada, não sou pai, então não tenho como saber como reagiria num cenário desses, mas caramba, realmente fica o questionando, o quão longe você pode ir para salvar a vida de uma pessoa que você ama? Cometeria algo abominável? Mesmo que fosse com alguém que pode ou não ser o culpado?
O filme não romantiza o que o Keller fez, porém cria um cenário onde ele não poderia duvidar que o Alex fosse realmente o culpado, ele indiretamente tinha sim envolvimento. Para tornar a situação do Keller mais moralmente ambígua, poderiam ter feito um cenário onde o Alex, fosse alguém incriminado, que não tinha realmente nada a ver com a história, pois tem muitas situações que o filme cria para o Keller acreditar que o Alex tinha envolvimento, só depois de descobrirmos sobre a velha, que mostra realmente que ele não era o culpado.
Quando eu disse que o ritmo me incomodava um pouco, seria por causa de elementos demais que tinha no filme, os sequestros das crianças, a velha ser uma desgraçada, o Alex uma vítima desse casal psicopata, todo o desenvolvimento do Keller, a investigação do Loki, já era mais que o suficiente, achei aquele mano lá do labirinto e das cobras, um elemento que poderia ser retirado da história, claro que com algumas modificações, que tornariam o filme uns 10/15 minutos mais curto, o que melhoraria mais o seu ritmo, que não é maçante só acho que tem elementos demais.
Eu diria que esse seria os problemas que tive com a trama, pois fora isso, é muito bom, ver o Keller ficando cada vez mais desesperado, nunca tinha visto o Hugh Jackman atuando antes sem ser como Logan, e ele mandou bem demais, dava para ver estampada na cara dele, o desespero e a fúria, a tristeza quando pensa que a filha morreu, os momentos de fúria, que atuação incrível.
Sério, nessa situação acho que eu seria o Franklin, eu não aprovaria o que o Keller fez ainda mais se eu pensasse que o Alex talvez fosse inocente, mas por causa do “talvez”, eu deixaria o Keller continuar fazendo aquilo, aposto que o arrependimento bateu forte depois que eles descobriram o que aconteceu, ficou a dúvida, o Franklin e a esposa deles não seriam considerados cúmplices? Se sim, eles não seriam presos? Ou será que ficaram pianinhos sobre saberem o que o Keller fez.
Agora falando sobre o que o Keller realmente fez, ele torturou um inocente, não vou entrar na discussão de que se fosse inocente ou não teria outro peso, o fato é que independente do motivo, o que fez foi errado, depois que ele for encontrado, vai sim ser preso, deve pegar pelo menos uns 10 anos por sequestro e tortura. O caso dele é pra refletir sobre aquilo de se fazer “justiça” com as próprias mãos, e se o cara é inocente? E ai? Por mais que possamos achar a lei e a polícia às vezes frustrantes e ineficientes, temos que deixar isso nas mãos deles, pois se erramos, é algo que não tem volta.
Porém, ao mesmo tempo que falo isso, não consigo simplesmente condenar o Keller, assim como todos nós, na situação dele, no cenário que ele estava, dá pra realmente apenas culpá-lo? Fica a reflexão e questionamento, a única certeza que podemos ter sobre esse filme é de que o Loki era um ótimo detetive/boa pessoa e a Velha era uma desgraçada. Um filme muito bom, mas forte por ser bem cru, não recomendo para qualquer um assistir.
O Ataque dos Vermes Malditos
3.3 697 Assista AgoraÉ possível sentir nostalgia de alguma que você numa viveu?
Esse filme tem muito cara de ter passado na sessão da tarde. Devo dizer que me surpreendi, esperava uma trasheira muito ruim, mas foi bem divertido, não tem nada surpreendente ou coisa assim, apenas é um simplesinho bem feito para as limitações que tinha, gostosinho de ver, algo rápido para ver quando não tem nada para fazer ou assistir. Tenho até curiosidade em continuar vendo a franquia, mas né, fica aquele receio, pois é nessas continuações que inventam demais. De toda forma, pelo menos o primeiro, eu realmente gostei.
A Sociedade da Neve
4.2 783 Assista AgoraNão tenho muito o que falar sobre o filme, saber que essa história aconteceu, ainda não mensura o acontecimento em si. Só posso especular. Como eu reagiria no lugar deles? Eu sobreviveria? Quanto tempo iria levar para eu ceder a fome completa? Conseguiria fazer o que eles fizeram? Não entro nem no campo da questão moral, e sim se eu teria coragem de fazer o que eles fizeram, provavelmente não, não sei se teria a resiliência para suportar o que esses sobreviventes passaram. Como seria minha vida depois de passar por uma coisa dessas?
Os estágios de como eles vão se degradando, seja fisicamente ou mentalmente, nos mostra como o ser humano consegue se tornar extremamente adaptativo nas piores condições, a forma de como eles encontram meios até para conseguir fazer com que as pessoas menos receptivas à ideia de comer a carne pudessem fazer isso, para depois, todos eles ficarem resignados com que estão fazendo, mostra a noção assustadora do quando conseguimos nos “acostumar” a qualquer coisa. Palmas para a direção que foi bem respeitosa, ao mesmo tempo que mostrou o que aconteceu, evitou de ser gore ou excessivamente dramática.
Não consigo imaginar como foram as vidas deles depois disso, só podemos dizer que todos eles morreram naquela montanha, os que retornaram eram pessoas completamente diferentes. Novamente falo, o filme foi bem respeitoso ao retratar sobre o que os sobreviventes passaram até serem resgatados, e deixou outras questões de fora mesmo. O que eles fizeram para sobreviver, hoje geraria muitos debatidos, 50 anos atrás então, duvido que tiveram uma vida fácil depois, seja pelas sequelas físicas e psicológicas, ou como a sociedade e a mídia os trataram depois.
Pergunto para você, seja sincero e reflita. O que você faria no lugar deles?
Godzilla: Minus One
4.0 565Esse filme me decepcionou um pouco, mais de uma vez ouvi alguém dizer que esse era o melhor filme do Godizilla, o que discordo complementarmente. Um bom filme onde a reta final dele melhora muito a obra, porém não acho que seja o melhor da franquia, Shin Godzilla e o Godzilla Original (1954) são melhores como um todo, o que destaca nesse é o fator humano, que realmente é bem trabalhado, fazendo com que outras partes como o próprio Godzillia, sejam enfraquecidas durante a história.
A atmosfera criada no longa de 1954 tem uma atmosfera muito mais pesada quando o bicho aparecia, tinha uma trilha bem de suspense e até um pouco de terror, enquanto o Shin Godzilla em alguns momentos, invocava uma atmosfera de destruição beirando ao quase divino, em ambos os filmes, a trama girava totalmente em torno monstro e sua ameaça aterrorizante, o que senti um pouco de falta nesse filme, por que eles tentam desenvolver mais a parte humana.
Não estou dizendo que ver o bicho destruindo tudo não era ameaçador, mas nesse filme, eu senti que ele foi deixando um pouco de lado. Se por um lado isso é negativo, por outro, permite desenvolver os humanos, que caramba! Conseguiram fazer a gente se simpatizar com eles, ver aquela pequena família se formando e seguindo suas vidas, foi gostosinho de assistir, faz a gente realmente se importar com eles. ALERTA DE SPOILER, a suposta morte da Noriko, realmente me abalou pela forma abrupta que foi feita, fiquei extremamente chocado mas feliz que depois mostrou que ela sobreviveu, FIM DO SPOILER.
O que acho que senti falta nesse filme, foi o que o Godzilla representava nessa trama, todo mundo está cansado de saber que ele representa a bomba atômica e bla bla, mas e esse? Mais senti que esse filme usou o Kaiju como desculpa para falar sobre consequências de guerra, do que um filme onde o monstro representava algo, o longa é claramente uma crítica a forma como o Japão se comportava na segunda guerra mundial, honra sobre a própria vida, cutucou bastante esses assuntos, criticando como o governo e a cultura japonês, se portava durante a guerra, basicamente falando, se importar e valorizar sua própria vida não é um erro.
As únicas outras coisas que me incomodaram no filme foram, que o ator principal não convence muito, achei ele meio fraquinho, a Noriko estava bem melhor, e que em alguns partes, esse Gozdilla estava meio toqueirão e se movimentava muito parado, tinha isso por exemplo no filme Shin, mas lá não me incomodou como aqui, talvez seja porque mostravam muito o kaiju de corpo inteiro? Sei lá, mas aqui acabou incomodando, principalmente os pés dele, coisinha feia, acabou tirando um pouco da imersão.
Fora isso, um bom filme onde talvez se tivesse sido assistido no cinema, talvez tivesse sido uma experiência melhor. A forma como acabou, deixa pontas para uma continuação onde elas podem ser respondidas, porém acho que não precisa de uma continuação, se tiver ainda verei, torcendo para pelo menos ser tão bom quanto o primeiro.
Duna: Parte Dois
4.2 861 Assista AgoraEu particularmente prefiro o primeiro, não que esse seja ruim, pelo contrário, acho muito bom, porém eu talvez tenha sido influenciado pela forma como falavam sobre essa parte 2, é sim um filme muito bom, mas alguns falam dele como se fosse uma masterpice, algo espetacular em todos os quesitos, o que não concordo, o primeiro para mim no seu momento mais alto, durante e após invasão Harkonnen, é melhor que essa batalha final contra o exército Harkonnen e Sardaukar.
De novo tive a mesma sensação, que essa história poderia ser melhor apresentada em uma série, senti que a primeira hora do filme, onde vai nos mostrando o Paul entrando cada vez mais fundo na sociedade dos Fremens e se tornando uma figura importante para eles, foi uma parte muito picotada, eu entendo a decisão pelo formato de mídia, mas deu pra perceber (pelo menos eu acho, nunca li os livros) que muita coisa foi deixada de fora da tela. Não que eu sabia algo de edição ou coisa parecida, mas no futuro, acho poderiam pegar e juntar os dois filmes, enfiar tudo que possivelmente tenha sido cortado, e lançar Duna em um formato de série.
Achei incrível a forma como essa obra trabalha a questão do escolhido, do messias, o próprio Paul, algo simplesmente forjado para acontecer, porém ao mesmo tempo destinado. O Paul por causa das ações da Jessica, foi feito para ser o Salvador, mesmo que isso tenha sido algo artificial e equivocado, ele ainda não pode escapar do seu “destino”, pois ele também está preso a suas próprias previsões do futuro. A história faz uma crítica a forma como a religião pode ser utilizada como forma de controle, porém ao mesmo tempo brinca com os conceitos de escolhido e destino, milhões de pessoas vão morrer por causa das ações de um salvador/líder religioso, que sabe que isso viria a acontecer mas que ficou refém ao caminho que escolheu, uma existência um tanto quando patética.
Fica a reflexão sobre o que o Paul se torna, o que vale a liberdade de escolha perante o poder de ver múltiplos futuros? Esse futuro acontece porque eu vi ele vindo, ou optei por seguir ele porque ele é a opção menos danosa? Se eu não souber as ações que determinam o que vai acontecer, talvez poderia criar um caminho inteiramente novo? Ironicamente os Fremens (Liberalmente homens livres) se tornam reféns de uma profecia/religião onde seguem um salvador, mas esse mesmo salvador também não é livre, sendo refém do que torna ele especial. Paul Atreides, basicamente destruiu toda a tradição e forma como aquele povo vivia, condenando a si mesmo a um caminho manchado de sangue e idolatria, e ainda sim, esse talvez tenha sido um dos “melhores” caminhos que ele enxergou, como eu tinha dito, uma existência patética e miserável.
Apesar de toda essa abordagem interessante sobre religião e política, o que mais peca em Duna para que a obra não se torne O épico que marca gerações, seriam as batalhas, não sei se é um ponto fraco do Villeneuve ou da obra original, mas por mais que essa última batalha tenha sido grandiosa (pelo menos visualmente), em nenhum momento, senti que era uma batalha por causa de um império interplanetário, mais pareceu povos nativos contra invasores, a sensação que tem um universo inteiro fora de Arrakis, não foi passada, nem quando mostraram o planeta dos Harkonnen, que mais pareceu uma localidade do que planeta, a batalha/guerra pelo quê ela deveria representar, achei muito fraca. Apenas o duelo final que foi legal, a batalha entre os exércitos tirando a parte dos vermes, foi bem sem sal.
Somente no quesito batalha, faltou um tempero a mais para ser, pelo menos pra mim, um super épico de ficção científica. De qualquer forma, ainda sim um filme muito bom, onde espero satisfeito pela continuação seja lá quando ela vier, finalizou até bem, talvez a expansão de universo que eu queira ver possa estar na continuação dessa história, mas por enquanto estou tranquilo com o que vi, até porque o drama em relação a Chani, o próprio Paul falou que enxergou que ela iria entender depois. Foi uma ótima experiência ver esses dois filmes.
42 - A História de uma Lenda
4.1 202 Assista AgoraNão a muito o que dizer, me interessei tem pouco tempo por beisebol, nem as regras eu sei direito, mas quis ver esse filme depois de saber sobre a historia de Jackie Robinson, confesso que me decepcionei um pouco com o filme, porque além de já saber sobre a história de vida do Jackie, pude ver o quando foi deixado de fora, tipo como ele é referenciado pelo Montreal Royals, o que ele fez depois do fim da carreia, que foi levemente referenciando nos créditos do filme, ele ainda foi muito importante e voz ativa contra o rascismo, mesmo depois que deixou o esporte.
Por isso digo que me decepcionou um pouco, pois a história de Jackie Robinson é muito foda, e na minha opinião o filme, que é até bom, não faz jus a quem ele foi. Talvez uma mega produção de uma ou duas temporadas, abrangido toda sua vida pudesse fazer isso. Apesar do que falei, ainda é um bom filme, mais do que recomendado, pois essa é uma história que deveria ser muito mais conhecida, o cara era foda demais.
A Hora do Pesadelo
3.8 1,2K Assista AgoraEsse filme na minha opinião, o seu ponto principal, Freddy Krueger, não envelheceu muito bem, por isso me causa um pouco de sentimentos contraditórios, pois a qualidade da história continua boa, principalmente a premissa dele atacar as pessoas no sonho, além daquela mistura entre o que é realidade e o que é sonho, então posso dizer, que o filme é bom enquanto o Freddy Krueger não, tudo bem que é de uns 40 anos atrás mas por exemplo, o Michael Mayers (Halloween de 1978) e até mesmo os efeitos de O Exorcista (1973), me convenceram mais do que esse Freddy Krueger.
Consigo entender porque se tornou um clássico, talvez se eu tivesse assistimos mais cedo, tivesse me pegado mais, pois a premissa é muito interessante, foi muito interessante de ver a história se desenrolando, principalmente vendo a Nancy quase enlouquecer enquanto seus amigos morrem e ninguém acredita nela, foi algo convincente e não forçado, saiu natural o declínio mental que ela estava passando enquanto tentava convencer os pais que ela não estava apenas sonhando e imaginando coisas.
Serio mesmo, é uma situação realmente terrível, você ser atacando enquanto está dormindo, basicamente o seu momento mais vulnerável, não podendo escapar, pois ficar acordado é apenas protelar o inevitável, ao mesmo tempo que fica o questionamento, como provar que o infeliz é real e você não está louco? Ficar acordado vai te deixar cada vez mais estressado enquanto você fica tentando provar aos outros que não é coisa da sua cabeça, imagina que situação merda. Por isso digo que a premissa continua muito boa.
A ideia é espetacular, mas o Freddy Krueger em si, pelo mesmo para min, não conseguiu escapar dos efeito do tempo, suas cenas de perseguição não são mais tão impactantes, aquela cena da língua foi bem tosca, acho que um novo remake seria uma boa, mostrando mais como esse tipo de situação impacta os personagens, Vecna de Stranger things, onde os próprios criadores já falaram que é uma inspiração no Freddy, mostrou que dá para fazer algo incrível com esse tipo de história, o impacto psicológico, saúde mental, se for dado para um diretor que saiba trabalhar isso bem, pode surgir uma obra prima.
Voltando a falar do filme, fiquei impressionado com algumas coisas, por exemplo, esses adolescentes não me irritaram, ou fizeram coisas incrivelmente burras, estavam longe de serem personagem espetaculares mas até que eram bons, a Nancy então, foi guerreira até o fim, eu diria que até os adultos foram bem, pois não teve nenhum momento do enredo que eu pensei com raiva “Essa atitude só existe para dificultar a vida do personagem”, eles não são empecilhos e sim tem reações mais naturais do que estava acontecendo, spoiler, tanto que eu fiquei extremamente feliz quando a Nancy conseguiu provar pro seu pai que o Freddy existia.
O filme sobre ter uma dosagem certa no drama dos personagens, eu achei que seria irritante os pais da Nancy, seriam apenas empecilhos que dificultavam a trama, porém isso ainda bem que isso não aconteceu, foi na medida certa, tanto com o pai quanto com a mãe. Já com os outros personagens, como o namorando da Nancy, senti um pouco de falta de desenvolvimento mas ele realmente estava com cara que iria morrer logo, então tubo bem, só me incomodou que parecia que o Freddy tinha uma certa ordem para seguir matando, mas que resolveu deixar a Nancy por último, pois não pareceu que e o Freddy atormentou tanto os garotos antes de mata-los quanto ele tinha feito com a Nancy e a amiga dela.
De toda forma, um bom filme, onde é completamente entendível porque virou um clássico, recomendadíssimo, pois a premissa ainda hoje renderia uma ótimo história, aquela cena final é sensacional. O Freddy só precisa ser atualizado, Stranger Things e o novo IT a coisa, provaram que dá pra fazer isso bem.
Duna
3.8 1,7K Assista AgoraO começo é realmente devagar, tem um ritmo mais parado, porém não tanto quando eu imagina, do jeito que eu tinha escutando as pessoas falando, parecia que seria incrivelmente lento e maçante, o que não aconteceu, era apenas construção de mundo e introdução ao universo, acho que alguns exageraram, se você sentiu sono vendo o começo do filme, na minha opinião é muito mais você estando cansado ou em um mau momento para assistir ao filme do que o ritmo em si.
Não conheço nada dos livros, então esse filme foi o meu primeiro contato com o universo Duna, então realmente não deu pra extrair muita coisa, mas ainda bem que eu assisti esse filme em casa, pude voltar em algumas partes ou pausar pra entender melhor, e mesmo assim ainda não consegui mensurar direito o quanto essa especiaria é tão importante, ou entender melhor a estrutura organizacional do Império e das grandes casas, a parte 2 eu espero, deve tocar mais nesses assuntos.
Apesar dos termos apresentados no filme ainda não terem pegado muito forte, eu sinto que não fiquei perdido, claro que um conhecedor dos livros deve absorver bem mais, porém sinto que a introdução até que foi boa, ainda mais pra quem já consumiu Star Wars, dá pra perceber claramente o papel que o livro de Frank Herbert deve sobre a criação de Star Wars, se eu não me engano (não confirmo nada) o próprio George Lucas já apontou Duna como uma de suas inspirações para fazer Star Wars,
Agora falando do filme em si, eu gostei muito, a história por si só, não tem o “Ho! meu deus”, é bem previsível, porém é aquele feijão com arroz extremamente bem feito, principalmente a parte técnica, até leigos vulgo eu conseguem perceber que essa obra tem um primor técnico muito grande. Os personagens são apresentados muito rápidos e os seus destinos são bem claros, “Nossa o governante pai do protagonista respeita os habitantes locais diferente do governante anterior que era um tirado, o que poderia dar errado?”, o doutor traidor morrer, o escolhido começar a aceitar o seu papel, não nada muito novo, porém é muito bem feito.
Quanto aos personagens principais, eu ri muito depois que o filme acabou, por causa da “presença” da Zandaya, pelos trailers do primeiro filme, parecia que ela teria grande participação (tempo de tela) s, mas só apareceu no finalzinho, então não dá pra ter uma opinião formada a respeito dela, diferente do Paul, onde até o momento eu até gostei do personagem, só espero que isso de ser o escolhido não suba muito a cabeça dele e ele se torne alguém chato, por enquanto estou gostando.
Recomendo esse filme principalmente para quem adora uma ficção cientifica, tem vários momentos que é um plano aberto mostrando o enorme e magnifico maquinário desse universo, ao mesmo tempo que tem uma trilha sonora maravilhosa de fundo. Temos que lembrar que a obra original é 1965, então não espere encontrar uma obra "diferentona" pros dias de hoje (na verdade ela deve ter influenciado muita coisa), porém ainda sim, mais de 50 anos depois essa historia consegue demonstrar sua enorme qualidade, Villeneuve cumpriram muito bem o seu papel de nos apresentar essa maravilha. Estou muito curioso com o que esse universo pode nos proporcionar, partiu ver a parte 2.
O Mal Que Nos Habita
3.5 810 Assista AgoraSeco, se o filme pudesse ser definido em uma única palavra, seria seco, é um terror cheio de gore, porém não é aquele core ultra exagerado com rios de sangue, é seco, como uma porrada, literalmente em alguns casos, as mortes podem até ter construção de tensão, mas são muito diretas sem enfeitar, é algo cru, bem explicito, de uma forma diferente do convencional, tanto que sim vale a pena assistir, pelo menos para ver algo que com certeza não é muito comum da gente ver, um filme de terror argentino.
Agora falando mesmo do filme, assisti hoje no cinema, foi uma experiência que eu gostei, por ser terror, talvez ela possa ser melhor aproveitada no silêncio de casa, mas no geral foi bom, principalmente pela parte da tensão gerada, fiquei extremamente curioso de como o universo desse filme funciona, gostaria que fosse explorado mais para poder entender como aquela sociedade enxergava os possuídos, não acho que o filme fez isso muito bem, tinha momentos que invés de parecer os personagens estavam acreditando que o Pedro estava mentindo mais parecia que eles não acreditavam que o sobrenatural existia, a cena da discussão dele com a ex-mulher me causou essa impressão.
Esse filme tem cenas marcantes, a cena do cachorro atacando a criança, a cena do cara matou a cabra apenas para logo em seguida um machado ser fincado no rosto dele pela esposa apenas para ela fazer o mesmo com si mesma, a cena do Jaime no carro passando do lado da mãe que devorava o próprio filho, a cena do atropelamento e do jair conversando normalmente com a avó, todos ótimos momentos que fazem valer a pena, porém ao mesmo tempo que temos esses ótimos momentos, temos a reta final do filme, que na minha opinião é bem fraquinha, parecia incompleta, meio confusa, faltou mostrar mais em tela como esse universo funciona, estava tudo indo muito bem até irem para a escola, aí desandou pra mim.
O filme não precisa ser expositivo com diálogos explicado as coisas, mas mostre em tela algumas coisas, por exemplo, o papel das crianças achei muito mal explicado, tipo elas parecem diferente dos outros possuídos, mas apenas fala que o cramunhão gosta de crianças e as atrai mas só fica por isso mesmo, o bicho lá nasceu, e então? O filme apenas apresenta o medo disso acontecer, o bicho mesmo foi bem mal explicado, tipo o quão assustador ele pode ser? O real perigo que isso representa? Você não sabe, em vez de um final aberto para imaginação, mais pareceu um final incompleto.
Também tem a questão de como a possessão progride, tipo o cachorro foi muito rápido, mas tem momentos que eu ficava, o Pedro e o seu Irmão não se infectaram? Tipo ele encostar no sangue, ou o irmão parecer enxergar algumas coisas (falam que isso pode ser um “sintoma”) e parecer ter levado alguma coisa de casa (parecia, não lembro se levou mesmo.). No início existia todo um enorme cuidado para não tocar em nada relacionados aos possuídos ou sobre sair à noite sozinho, a parte da noite pode relevar um pouco por conta da situação mas a do toque não, isso parece que foi deixado de lado, tipo na reta final quando o Pedro está lá mexendo na mão seca, um monte de cadáveres, ai depois rolou aquilo tudo, e tipo ele permaneceu humano, mas pelo o que a história induzia, deveria acontecer alguma coisa com ele.
Recomendo pela experiência de ver um terror argentino, pois como um todo, ele me divide em duas opiniões, a primeira achar que seja um bom filme por causa das cenas impactantes além da atmosfera ser muito boa, e a segunda opinião é achar um filme apenas legal, por causa da reta final, que para mim foi mal executada.
Cães de Aluguel
4.2 1,9K Assista AgoraFinalmente resolvi assistir um filme desse renomado Diretor que é o Tarantino, confesso que esperava muita ação e sangue, o que não aconteceu tanto assim, porém agora mesmo fiquei sabendo que esse foi o primeiro filme dele como diretor, então talvez a excelência pelo que ele é conhecido está em outras obras, sei que mais que a violência ele é conhecido pelos seus ótimos diálogos, mas ainda acho que fui com a expectativa muito alta para esse filme, por isso ele me decepcionou um pouco, tem também o fato deu ter tomado um pequeno spoiler sobre quem era o infiltrado, isso acabou influenciando também, mas ainda gostei.
Quanto a trama, aí é que esta, não achei que ela foi algo espetacular, apenas boa, tem a questão da expectativa alta sobre o diretor então esperava mais, porém o que não posso reclamar são os diálogos, a abertura do filme realmente é icônica, era uma conversa muito estupida e especifica porém crível, soa como algo natural em uma conversa bem privada com seus amigos onde idiotices são ditas e discutidas, dava para sentir que era uma conversa real entre conhecidos, tipo o Mister Pink, uma hora ele parecia um babaca e outra ele parecia ter razão sobre o argumento dele, essa cena é incrível.
Realmente o profissional tinha razão no final, aquela sequência final, na minha opinião quem ficou mais devastado foi o Mister White, pequeno spoiler, sério ele foi o personagem que mais gostei, porém teve talvez o desfecho mais merda, olhando do ponto de vista dele, ele acabou matando alguém que ele confiava e até considerava um amigo, por outra pessoa que no final era um traidor que colocou todo mundo naquela situação, único quem eu simpatizei e senti um pouco de pena no final, o resto nem ligo, todo mundo se ferrou, até o Mister Pink, pois o tempo dele sair da porta e os policiais chegaram, é muito curto, acho que ele foi preso final, mas pelo menos ficou vivo, isso eu gostei, pois normalmente em histórias comuns os personagens que acabam parecendo babacas por serem mais racionais ou profissionais morrem, o que não foi o caso aqui, único outro filme que eu vi acontecer isso foi o Alien de 1979.
Bom filme, talvez eu tivesse com muita expectativa, mas acho que quem tem conhecimento zero do filme, até da sinopse, pode ter uma experiência melhor.
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4.0 1,3K Assista AgoraAVISO DE SPOILERS
O filme meio que me ganhou no primeiro segundo dele ao ver a tela do Windows Xp, bateu uma nostalgia enorme, já sabia que a narrativa dele seria contada por meio de vídeos, câmera, textos, etc, mas não nesse nível, até emularam uma versão antiga do Youtube, achei incrível. Impressionante como esse filme consegue contar sua história mesmo quando não tem ninguém aparecendo na tela, apenas as mensagens e imagens, dava para saber o que o Pai estava sentindo, mesmo sem a gente ver o rosto dele.
Agora quanto ao plot, me pegou de jeito, cada momento que passava e se aprofundava mais e mais no mistério, eu ia ficando tenso e mais intrigado, querendo saber o que tinha acontecido, pela construção da história parecia que terminaria em um final trágico, onde a garota que parecia ser inocente tinha segredos e acabou se envolvendo com algo perigoso, morrendo no processo, porém isso não aconteceu, teve na verdade um final feliz, o que foi uma grata surpresa, quando apareceu a foto da mulher ruiva, pensei em um monte de coisas mas não em um desfecho feliz, então depois de tudo que o Pai tinha passado, achei esse final bem satisfatório.
Esse vai ser um filme para poder rever de novo com gosto, pois o plot twist foi muito louco, quando falou do cara que confessou, tinha ficando na cara que tinha algo errado, porém o caminho que a história levou foi inesperado, mas bem construído, o comportamento da detetive em algumas partes, depois que você sabe o plot, ganha outro significado, vai ser bom ver em uma segunda assistida mais dessas pequenas pistas que são deixadas na nossa cara, a forma como ela falou sobre certos assuntos e a reação dela quando o filho apareceu no quarto quando ela estava conversando com o David, apenas torna esse filme melhor.
Recomendo demais principalmente pra quem quer ver algo um pouco diferente, só posso agradecer ao Gaveta por ter feito o vídeo “As narrativas mais ÚNICAS do cinema”, graças a isso pude conhecer essa maravilha.
O Predestinado
4.0 1,7K Assista AgoraAVISO ESTA CHEIO DE SPOILERS
Ainda bem que eu assisti Dark primeiro e tomei spoiler sobre o plot desse filme, porque se eu tivesse assistido antes sem ter uma “base”, eu iriar ficar um pouco perdido, porém ao mesmo tempo que o spoiler ajudou, ele também tirou a experiência da revelação do plot twist. A pessoa que não sabia de nada sobre a história ou ficou super perdida ou deve ter achado algo do caralho, posso ter perdido a parte emocionante da revelação mas pelo menos me permitiu ver em detalhes como essa história muito louca foi se encaixando, e tenho que dizer, ela até que é bem amarradinha.
Nesse tipo de história ficaria fácil de se perder, mas conseguiu conectar todo direitinho no que é essencial, explicando de maneira que tapa praticamente todos os buracos envolvendo a linha do tempo pessoal da Jane/John, achei uma ótima sacana sobre ela passar a não se olhar no espelho, pois não é algo forçado e sim devido a vida problemática da personagem, assim como também a conexão/paixão que ela sentiu ao encontrar outra versão dela mesma, que verdadeiramente tanto fisicamente quando metaforicamente a única pessoa que a compreende de verdade, mesmo sendo estranho, você acaba ficando feliz pela personagem encontrar alguma felicidade na vida merda que ela teve.
Agora em relação a conversa no bar, em que algumas pessoas acharam chata ou que droparam o filme por causa disso, eu particularmente discordo que foi algo chato, talvez eu estivesse influenciado por saber sobre o grande plot, mas achei a parte do bar muito boa, cada vez que era contado sobre a vida da jane/John, eu ficava cada vez mais instigado, chegou num ponto em que eu pensei “Nossa! Que vida merda, e eu pensei que não podia piorar”, drama foi muito bem trabalhado, pelo menos para min, não pareceu algo que poderia ser maçante.
Agora os problemas de verdade, eu diria que na linha do tempo pessoal da Jane/John, tudo era bem amarradinho, menos o estágio que ele passa do agente para se tonar o terrorista que ele tanto queria pegar, achei que o filme poderia mostrar um pouquinho mais dessa transição, pois a passagem de Jane – John – Agente, dá para ser vista claramente, enquanto Agente – Terrorista maluco, apenas de você forçar um pouquinho a barra, um tempo a mais para desenvolver isso poderia ser melhor, mostrar o ponto de vista dele como o Terrorista durante alguns eventos do filme, talvez não tenham mostrando isso visualmente porque iria comprometer a história e correr o risco de se perder na narrativa, então você presume que o agente ficou maluco com a revelação do que ele se tornaria e com as consequências de continuar viajando no tempo, ,mas mostrar isso, na minha opinião seria melhor.
Outro problema, é que tirando a linha do tempo da vida da Jane/John, o resto você tem que dar o braço a torcer e deixar de pensar a respeito, tipo como funciona a organização que mexe com o tempo? Como ela veio a ser criada? Como e onde o Robert fica localizado na linha do tempo da Jane/John? Essas perguntas e outros detalhes menores sobre o universo do filme, alguma conveniências, a gente tem que relevar um para não enfraquecer um pouco a experiência, pois a história acerta na proposta e no que é de grande importância pra trama, outros detalhes menores, melhor ignorarmos, pois como toda ficção que trabalha viajem no tempo, ela tem furos se a gente caçar eles.
Recomendo muito, principalmente pra quem já tem experiência com obras de viagem no tempo, principalmente quando se tem uma única linha do tempo. Inacreditável que essa história maluca se inspirou em um conto de 1959, se o filme de 2014 já era algo bem louco quando lançou e até mesmo agora, com todas as referências que temos, imagina algo um pouco parecido a mais de 60 anos atrás? Palmas pro autor Robert Heinlein, cara pensou nisso naquela época, inacreditável.
Ford vs Ferrari
3.9 735 Assista AgoraTenho a mesma opinião de quem acha que o filme não deveria se chamar Ford vs Ferrari, porém discordo também quem fala que o filme deveria se chamar Ford vs Ford, o filme deveria se chamar Ken Miles, por mais que o Carroll Shelby tenha um papel central, é o Miles que principalmente no final ganha os holofotes, toda a construção para chegar no final das 24 Horas de Le Mans, se torna decisão dele como ela acaba, isso ou a incrível atuação do Cristian Bale roubou toda a atenção do filme.
Não tenho nenhum conhecimento sobre corridas, apenas Formula 1 e formula Indy, e mesmo assim a história, principalmente as cenas de corrida, me prenderam do começo ao fim, e me fizeram ter um maior interesse para esse tipo de corrida, realmente não faço ideia do quanto as 24 horas de Le Mans é valorizada no meio automobilístico mas deve ser tipo as 500 milhas de Indianápolis, vou pesquisar depois, se a obra também procurava trazer pessoas de fora da bolha, acho que conseguiu.
Filmaço! Como eu disse apesar de não ser o principal na reta final, é muito bom ver o processo, mesmo que superficial (ainda bem, se fosse técnico demais talvez ficasse maçante) de como o carro vai sendo construído e aprimorando ao longo do tempo, a rivalidade com a Ferrari mais parecia um ego ferido do que rivalidade em si, teve um pouco com os pilotos mas não foi algo intenso, me pergunto como realmente era esses relacionamentos na vida real, principalmente o Miles, mesmo um pouco glamorizado no filme, devia ser um sujeito chato de conviver e conversar.
Recomendo para qualquer um assistir, o filme tem 2 horas e meia, porém com um bom ritmo que faz a história passar bem rápido, o tornando gostoso de se assistir. Penso que esse mesmo tipo de história, poderia ser abordada tranquilamente em uma serie, onde então poderia aprofundar nas relações dos personagens, detalhar mais as corridas, e melhorar o drama, pois fico me perguntando se o Leo Beebe era realmente um cuzão invejoso como o filme retrata, com mais tempo de tela, deixar a história mais cinza, pois por mais que seja uma história biográfica, dá pra se notar que vilanizam algumas pessoas enquanto colocam como heróis outras.
Pessoal que tem muito conhecimento seja de series/filmes ou do meio automobilístico, poderiam indicar outras obras como essa.
Seven: Os Sete Crimes Capitais
4.3 2,8K Assista AgoraInfelizmente eu já tinha levado spoiler sobre o plot twist do filme então a minha experiência não foi a melhor possível, deve ter sido incrível para quem não sabia de nada e foi pego de surpresa com o que aconteceu, tendo uma epifania, por causa disso pude ver de maneira mais fria a construção do momento, ainda foi muito boa, eu entendo quem considerar um plot brilhante, filme é de quase 30 anos atrás, pra nós hoje deve ser considerado previsível mas antes não, ainda mais que o artifício de plot twist se tornou algo famoso, mas tenho certeza que se eu não tivesse recebido o spoiler, não teria notado o plot vindo, foi muito bem feito.
Um bom filme, que poderia ser melhor em certos aspectos mais especificamente trabalhar melhor o Mills, porque ele nó início é insuportável, ele depois se torna tolerável por conta do Somerset, mas incialmente gera apatia, sei que foi proposital o jeito do personagem, mas poderia ter sido feito melhor, uma coisa séria ser imprudente ou idealista demais, outra ser um pé no saco igual era no começo, ele contrapunha muito o Somerset em aspectos errados, poderia ser melhor feito a dinâmica de veterano se aposentando e novato mais idealista, mas em muitas partes o Mills mais saia como um idiota (porque ele estava sendo) do que um contraponto.
Tirando isso, acho que foi um bom filme, novamente digo que a experiência poderia ter sido melhor sem levar spoiler, que é bastante instigante de se assistir, o processo da investigação é muito bom, com um ritmo até que rápido para um filme de 2 horas, ficando a sensação que poderiam trabalhar mais em algumas coisas (Mills!). Eu indico para qualquer um assistir.
Interestelar
4.4 5,8K Assista AgoraEsse eu enrolei pra ver, já vi bastante gente falando que Interestelar e A Origem, são os tops filmes do Nolan, mas nunca me interessei por ele até agora, quase 3 horas de filme e me prendeu até o fim, ultimamente quando estou assistindo filmes acabo pausando eles e indo fazer alguma outra coisas, porem esse não foi o caso aqui.
O filme não é algo complexo, você só tem que prestar atenção, tanto que na próxima vez que eu assistir, vou ver dublado, recomendo principalmente porque as vozes computadorizada em inglês do TARS e do CASE, me causavam confusão as vezes, acho que dublado teve ficar melhor, principalmente para absorver as conversas quando estão falando de algo cientifico.
Talvez me impressionaria mais e me deixaria confuso de eu tivesse assistindo esse filme a uns 5 anos atrás, quando eu não tinha visto outras obras de ficção cientifica como Perdido em Marte, Alien, A Chegada, Dark da Neftlix, etc. Se você assistiu Dark, então Interestelar vai ser fichinha, pois o Nolan explica tudo na sua cara.
Cara falando mesmo do filme, ele é muito bom, mas tem duas coisas que me incomodou. Primeiro o Matthew McConaughey, desculpa mas não acho que ele entregou uma boa atuação, os momentos dramáticos do filme poderiam ter sido melhores se fosse outro ator, teve uma hora que parecia que ele estava chorando por fazer força para poder cagar, além de ter o fato de parecer que ele só falar sussurrando, espero que na dublagem Br seja melhor.
A outra parte que me incomodou, foi todo o Plot do Dr.Mann, achei desnecessário, fez o filme decair, a exploração espacial e tudo que envolvia ela era muito interessante, desviar uma parte do filme para poder ter esse plot na minha opinião foi um erro, poderiam ter arrumado outro jeito para chegar no segmento final, essa foi a parte mais fraca do filme.
Chega a ser interessante que a Jessica Chastain e o Matt Damon, estrelaram interestelar (2014) e um ano depois, os dois estrelaram Perdido em Marte (2015), quando vi os rostos dos dois na hora reconheci, então sabia que seria bem difícil não gostar no filme, que por sinal também é um ótimo filme, se você assistiu esse filme, assista Perdido em Marte, principalmente se você gosta de um filme de sobrevivência.
Recomendo demais.
Círculo de Fogo
4.0 468 Assista AgoraTalvez devido a sinopse, eu tenha ido com a expectativa errada em relação a esse filme, não que seja ruim, muito pelo contraio, é um bom filme mas pensei que seria algo maior, talvez por pensar que seria algo como um grande suspense devido ao embate entre os dois Snipers, porém não foi isso o que aconteceu, o que não seria um problema se não fosse esse romance que enfraquece o filme, pior ainda, existir um certo triangulo amoroso, tive o mesmo sentimento com Pearl Harbor do Michael Bay, existir romance não é o problema e sim o drama feito em cima dele, sendo que está acontecendo a porra de uma guerra (quer alo mais dramático que isso?).
Um bom filme de guerra? Sim. Um bom romance? Não. Algo descolado demais do que é mais importante, um pequeno drama bem besta. Existe alguém que achar interessante uma amizade azedar com causa de uma garota, sendo que está rolando uma guerra? Novamente digo o problema não o romance e sim o drama desnecessário em cima dele, pois podiam ter focado em outros aspectos do conflito, seja dos dois Snipers ou de detalhar mais sobre como o Vasily Zaitsev estava se tornando meio que um símbolo para os russo, infelizmente isso não aconteceu, e teve essa trama bem medíocre. Me decepcionou, mas inda um bom filme.
John Wick 4: Baba Yaga
3.9 731 Assista Agoracom a possibilidade do personagem voltar, sei que vai ter um quinto filme mas para min já deu, acho que enjoei da formula, o primeiro foi um bom filme, o segundo (melhor filme) foi uma expansão incrível, o terceiro decaiu um pouco por não apresentar novidades, já o quarto poderia se dizer que é um bom fechamento, apesar deu achar que foi desnecessariamente grande, umas duas horas de filme seria melhor, acabei achando um filme recheado de ação, cansativo.
Apesar de tudo foi uma boa franquia de acompanhar, não vou continuar mas para os amantes de ação, o que o Chad Stahelski está fazendo é um prato cheio. Vai ficar na memória, provavelmente virando no futuro um clássico de ação, pois John WIck tem muita tosqueira, se você parar para pensar nas conveniências de como John sai vivo de certas situações principalmente nesse quarto filme ou a forma como o universo funciona, vai dar boas risadas, é inegável que tudo relacionado ao submundo seja maneiro e estiloso, mas não faz sentido nenhum, e por isso é divertido de assistir.
O Silêncio dos Inocentes
4.4 2,8K Assista AgoraTirando a primeira temporada da série de 2013, não tinha nenhum outro conhecimento sobre a figura de Hannibal Lector, apenas que O Silêncio dos Inocentes é considerado um clássico e que por causa desse filme, o canibal se tornou uma das figuras mais icônicas do cinema, ganhando vários prêmios. Então mesmo que tenha sido dito na sinopse do filme, foi uma surpresa tremenda descobrir que ele não é o plot central do filme, o que mostra ainda mais a força e impacto do personagem.
O filme é de 30 anos atrás, possuindo um ritmo muito diferente de obras atuais, mas mesmo assim ele cativa rapidamente, você é instigado até o final em um filme de mistério e suspense policial que não possui muita ação ou uma trilha sonora estridente que serve para causar tensão, por isso se pode dizer entre aspas que é um filme calmo nesse quesito, só tem uma cena em que as coisas aceleram, depois volta para o tom mais lento e cativante porém tenso, não por causa de uma trilha sonora intensa e sim por causa da situação.
Anthony Hopkins está sensacional, se o Mads Mikkelsen mais de 20 anos depois trouxe um Hannibal incrivelmente sedutor e exótico, nesse filme Hopkins fez uma versão aterrorizante do personagem, você se caga de medo com esse maníaco, era quase agoniante ver ele chegando cada mais perto do vidro enquanto sorri, mesmo o personagem sendo todo educado, a presença que o ator impõe junto a toda a construção que é feita da imagem dele na visão dos outros personagens fora a Clarice, gera uma sensação de perigo constante, mesmo ele estando preso.
Tudo é mais interessante quando Hannibal Lector está em cena, veria tranquilamente mais de duas horas de filme onde apenas o doutor e a Clarice conversavam, achei meio esquisito a “conexão" dos dois mas cativante de se observar, ainda bem que não foi para um lado mais romântico. Os melhores momentos do filme são sempre quando Hannibal está presente, ao ponto que a trama principal envolvendo o outro assassino se torna menos interessante, não porque ela é ruim mas sim porque estar com Lector é melhor.
Filme muito bom, já indicaria apenas pela cena icônica do Hannibal todo amarrado e com uma focinheira na boca, é assustadora e marcante. Gosta de um bom filme policial? Gosta de filmes sobre psicopatas? Um bom suspense não exagerado ou forçado? Então super recomendo esse clássico.
Star Wars, Episódio III: A Vingança dos Sith
4.1 1,2K Assista AgoraReassistindo a trilogia prequal posso dizer que não merece a fama que tem, se bem que o ódio agora está mais redirecionada para a trilogia sequel da Disney. Dois filmes ok com o último filme sendo bom e uma ótima conclusão. A Vingança dos Sith é muito superior ao O Retorno de Jedi tanto como filme quanto conclusão de saga, fecha muito bem a história sendo o segundo melhor filme dos seis primeiros episódios.
Parece que o Hayden Christensen acordou pra vida, pois melhorou sua atuação em comparação a aquela coisa horrível que foi em Guerra dos clones, não é algo incrível mas pelo menos não tira sua vontade de ver o filme. Até mesmo suas interações com a Natalie Portman como Padmé melhoraram, talvez seja porque o texto melhorou também, ainda tem uma ou outra frase de novela mas incomparável com que era o sofrimento de ver o casal interagindo no filme anterior, aqui é algo mais normal e não desconfortável de ruim. O casal não parece algo forçado goela abaixo.
Não só ator melhorou como também o personagem do Anakin, uma pessoa muito emocional porem não sendo mais tão irritante (filme anterior), mostrando como ele é ignorante em relação à política, construindo bem um certo radicalismo por parte dele enquanto tem ao mesmo tempo desprezo pela burocracia/democracia, pois apesar de crescer, a guerra contribui para ele continuar impaciente e imediatista, não aguentando a pressão caída em cima dos seus ombros, se tornando mais instável e manipulável.
Foram um pouco mais de duas horas bem rápidas, o filme tem um bom ritmo que já começa com a ação desacelerando um pouquinho antes de entrar na ascensão total, que é lá para o meio do filme, depois que o Anakin cai para as trevas o filme só melhora, seu ato final com a batalha de mustafar é incrível e épico, digno de um último filme de trilogia que a clássica não conseguiu fazer.
Rever a trilogia muda muita a visão que se tem em relação a tudo, principalmente sabendo as consequências, antes eu odiava o Mace Windu pela forma como ele tratava o Anakin, hoje não, se ele fosse um pouco menos frio e arrogante talvez as coisas teriam sido diferentes, chega ser irônico que por causa dessa desconfiança e apreensão em relação ao Anakin que acabou o afastando do caminho jedi e por consequência permitir Palpatine o controlar e destruir a ordem.
Independentemente do que se pode pensar sobre essa trilogia é inegável que sua reta final, a icônica seja do nascimento de Darth Vader, batalha de mustafar para frente, é algo marcante pra franquia e faz qualquer fã ir a loucura, pois esse é um dos vilões mais famosos de toda a cultura pop e o personagem mais popular de Star Wars, foi uma cena de origem digna para o personagem. (Apesar do “NNNAAAOOOO“ ser meio tosquinho).
Agora partiu ver a trilogia sequeal que é tão polemica.