É um bom documentário, inicialmente eu tinha ficado incomodado pelo ênfase nas teorias conspiracionistas, porém o documentário soube equilibrar bem as diferentes visões e opiniões sobre o que de fato aconteceu. A terceira teoria pareceu a menos absurda pela postura da jornalista, onde ela apresenta alguns questionamentos muito bons sobre a versão oficial, apesar te ter forçado na sua tese do que aconteceu, pelo menos a postura foi bem diferente do Jeff Wise, ele forçava demais até nos questionamentos, pelo menos a jornalista não tinha reputações que eram um tapa na sua cara, fiquei feliz que ele tenha perdido credulidade depois desse caso, já a repórter francesa não sei o que pensar dela, parece séria demais para ser conspiracionista, porém forçada demais para ser uma jornalista confiável, até eu posso usar o argumento de “tenho fontes”.
Deveriam ter focado mais nas inconsistências das investigações do que nessas teorias, principalmente com a dramaticidade colocada em cima delas, pelo menos o documentário dá um bom contexto para esse ser um dos maiores mistérios da aviação e as inúmeras ideias sobre o que possivelmente aconteceu. Impressionante o quanto a falta de informação e a brecha para o desconhecimento abrem margem para tantas coisas, sendo algumas absurdas. A única conclusão que podemos chegar desse caso é desejar que o avião seja totalmente achado para dar um verdadeiro encerramento a essas pobres famílias.
Que filme da hora, essa é a melhor definição que se pode descrever sobre essa obra. Ele tem uma proposta e executa ela bem, não tenta ser mais do que isso, um mega drama desnecessário ou hiper focado em aspectos mega técnicos da Fórmula 1. É um filme de corrida para você ver e se divertir, além de servir como propaganda para quem não acompanha a categoria.
Foi divertido ver como eles pegam o enredo do filme e se auto inserem em certos acontecimentos da temporada de 2024, teve vários momentos que eu estava procurando ver rostos conhecidas da Fórmula 1 ou me lembrando que tal coisa aconteceu em alguma corrida, desde que você que acompanha a categoria não procure um ultra realismo, vai achar que eles fizeram um bom trabalho, ainda bem que se focaram nas corridas, esse não é um filme que tem corridas, realmente é um filme de corrida, ela é o principal motor do filme.
Esqueça Max Verstappen, Fernando Alonso, Michael Schumacher, Alain Prost e Ayrton Senna, o piloto mais sujo que já existiu foi Sonny Hayes, adorei tudo que ele fez no filme, já na vida real, ele teria era sido banido, por isso que falo para não cobrarem realismo demais. Nenhuma classificação foi mostrada, o que foi um grande acerto pro ritmo do filme, apesar de que poderia ter cortado uma coisinha aqui ou ali como o romance que nem fede ou cheira.
Uma boa propaganda que te diverte, não vai se aprofundar tanto nas questões técnicas ou corporativas da F1, nem como esse mundo competitivo é extremamente cruel, então pode vir achar o desfecho feliz e irrealista, porém se quer realismo vai ver alguma documentário e que não seja Drive to Survive, pelo menos o filme não cometeu nenhum crime de interpretação da categoria, o que já vale a pena sua existência.
“A melhor história live action de Star Wars ” é meio que o subtítulo dessa série por muitas pessoas. Devo dizer que elas estavam certas, caralho que série boa, Mandaloriano para mim, tem mais fantasia/magia, o tom mais aventuroso desse universo, Andor vai justamente ao lado contrário, antes para mim nada superava o Império contra ataca, nenhuma série live action ou mesmo Rogue One, mas essa série conseguiu.
O maior problema é justamente o começo, que é bem qualquer merda, assisti Rougue One a uns 8 anos atrás, então não lembrava direito nem do próprio Cassian, então entre muitas aspas foi introduzido na história como alguém sem o conhecimento prévio. O ritmo dos dois primeiros episódios são bem lentos, o que não seria um problema se fossem interessantes, mas não são, a forma como o Cassian foi descoberto foi meio idiota e um pouco forçada, por causa de ciúmes! Me poupe roteiro. Pelo menos isso serviu pro caldo engrossar no terceiro ep, onde aí então as coisas começaram a ficar interessantes.
Impressionante o quanto pegam o conceito inicial da trilogia clássica é expandem tão bem aqui, o sentimento do porque a rebelião é formada junto a opressão do Império, você vai criando cada vez mais asco desses ditadores de merda e passa a vibrar quando atos de insurreição acontecem e dão certo, achei que tentariam humanizar eles um pouco como um dos episódios de Mandaloriano, porém lá não eram exatamente imperiais e sim trabalhadores que acreditavam no império, aqui mostra como toda a organização é algo rígido, opressivo e que é cada um por si lá dentro, todo oficial é alguém que você passa a sentir um desgosto tremendo.
Isso vale tanto pros novatos, Dedra Meero e Syril Karn, que tem uma rigidez beirando a nervosismo, pois claramente não tem tanta experiência quantos aos que estão a sua volta, quanto pros veteranos, todos eles tem um certo sadismo ou completa falta de empatia beirando a um estoicismo emocional (e não estou falando da corrente filosófica); Sempre o império é desconfortável de ver, conseguem expandir eles muito bem, uma única TIE fighter que era insignificante nos filmes, consegue ser extremamente assustadora, mostrando o poder do império e a paranoia que se cria por quem não o apoia, todas as cenas da Mon Mothma parece que ela está num gelo fino, e realmente ela está, não pode confiar em ninguém.
Além desse clima tenso gerado, a serie consegue introduzir vários personagens interessantes com ótimos dramas, com exceção do drama idiota que fez a história andar no início e o esquisito do Syril, todos os personagens introduzidos na trama são interessantes. Em pouco tempo passei a me importar com o pessoal de Ferrix e sua história, a Maarva e o Bee, deu para sentir tudo o que aconteceu depois, a revolta foi do caralho e triste porque a cidade provavelmente foi massacrada, AI se a série do Obi-wan tivesse tido esse cuidado todo na construção de personagens e diálogos, que pena.
A Debra mesmo é uma ótima vilã, sendo um exemplo de uma pessoa jovem que acredita no império, tenho um asco só de ver a cara dela, atriz mandou muito bem. O pessoal da rebelião claramente não estavam preparados para o que estavam por vir, tinham o desejo, mas os culhões para fazer? Apenas o Luthen, que se mostrou algo bem único, ele faz atrocidades pelo que acredita, representado ali tanto para si quanto para a rebelião em si, um caráter mais cinzento, não é apenas os rebeldes bonzinhos contra os maus imperialistas, pela rebelião muita merda tem que ser feita ou sacrificada diante o inimigo opressor.Saw Gerrera de Rougue One era sobre o radicalismo, Luthen Rael se mostrou ser outra coisa, seja para melhor ou para pior.
Tirando os problemas que eu citei anteriormente, o que mais falar dessa série? Boa demais, o episódio do roubo é lindo e épico, mas o da rebelião foi pra min o ápice de tudo que eu vi de Star Wars, que episódio do caralho, nesse eu vibrei demais, toda a temporada foi basicamente para despertar a chama da rebelião dentro de todos e no Cassian, conseguem atiçar também em nós os telespectadores, então digo com muito gosto “foda-se o império! Viva a rebelião!”
Me surpreendi com a enorme carga por trás desse documentário, não conhecia a história dele, só sabia sobre os 11 títulos, fui ver o documentário achando que seria “apenas” mais uma história sobre o basquete, tipo o The Last Dance Sobre o Michael Jordan ou o Legacy: The True Story of the LA Lakers, porém não foi isso, foi um registro histórico sobre a questão racial e luta contra a segregação presente na história do Estados Unidos.
Fui assistir um documentário sobre o Basquete dos anos 60, sobre Bill Russell Vs Wilt Chamberlain, sobre o início de Boston Celtics vs Los Angeles Lakers, recebi bem mais que isso. Só posso dizer, caralho, nem dá para imaginar estar no lugar dele, no contexto dessa época, ser o principal e melhor jogador de uma equipe que vive numa das cidades mais racistas daquele tempo, o homem realmente tinha bolas e um saco enorme para ter aguentado tudo isso.
Recomendo esse documentário até pra quem não sabe nada sobre basquete, além do esporte, toda a carga que ele trás e mostra, já vale a pena.
Muito bom! Sempre tive curiosidade sobre a Nascar, então quanto mais material sobre sua história melhor! Que tenha mais conteúdo sobre suas figuras lendárias, tipo o Richard Petty, que apenas sei que ele inspirou o Rei da animação Carros, saber mais sobre a categoria, principalmente por meio de suas lendas, pode ser um ótimo atrativo para introduzir mais pessoas na categoria, então que tenha mais! Sobre os circuitos, sobre os pilotos, sobre tudo!
Documentário muito bom, é impressionante o quanto em todas essas lendas de esportes (falo em geral englobando tudo) o lado familiar acaba sempre sofrendo, ver a ascensão de Earnhardt e a forma como a fama afeta todos a sua volta, foi muito intrigante de ver, não tem uma glamourização de sua figura, mostra como ele era a lenda, o piloto incrível, mas também como ele era, o pai, a figura familiar não tão presente, numa situação bem complexa.
Esse documentário também é bom para vermos como cada um de nós vive nos nossos mundinhos, a morte dele teve uma comoção nacional em todo o país, mas se perguntamos a alguém sobre Dale Earnhardt aqui no Brasil, muita gente provavelmente não iria conhecer. Nesse ponto tenho uma certa inveja do automobilismo americano, devido sua forte presença local, aqui não temos isso, se pode falar de Senna, Piquet, Fittipaldi, Massa, Rubinho, mas todos eles correram e fizeram fama fora do país, a Stock Car nunca conseguiu chegar nesse nível aqui.
Realmente um “E se?” interessante, pois a ida do homem à lua primeiro pelos Estados Unidos, foi mais uma vitória simbólica, pois eles não tinham vencido de fato a corrida espacial coisa nenhuma, a união soviética estava muito à frente deles no seu programa espacial, porém o fato de um ser humano conseguir pisar em outro local fora da terra, é por si só um evento poderoso, deve ter sido uma loucura pra quem pode acompanhar isso, além de servir como uma ótima propaganda de “Nós somos os primeiros, somos melhores”, então ver uma linha do tempo alternativa onde os soviéticos foram primeiros, é muito instigante.
Gostei muito da atenção aos detalhes, pois por mais que um soviético tenha ido a lua em vez de um americano, o mundo continua girando, é até um serviço gostoso de se fazer, principalmente pra quem não viveu nessa época, pesquisar quando eles citam alguma coisa, tipo os sete de Chicago em 1968, escândalo do Kennedy, situação do Vietnã, citaram previamente até o caso Watergate do governo Nixon, foi interessante a atenção aos eventos físicos e não físicos também, como a mentalidade da época, não teve uma demonização ou apontamento de dedo moralista, apenas mostraram como eram os anos 60/70.
A parte social, principalmente na vida dos personagens, poderia ter sido muito chata, porém não foi o caso, podemos ver como o espaço de tão longe afetava a vida de todo eles aqui na terra, mostrou que ser astronauta é algo grandioso, porém não glamorizou nada, pois vemos os problemas psicológicos que você pode desenvolver ficando lá em cima por muito tempo por meio do Gordon, ou como pode destruir a sua vida familiar, Trancy, Gordon e Ed quase não tem tempo com os próprios filhos, tudo isso caído no colo da Karen, enquanto as duas crianças crescem problemáticas devido à ausência dos pais.
Os personagens são muito bons, principalmente seus conflitos, em muitos momentos não dava pra simplesmente falar “esse aqui está certo, este está errado”, não teve nenhum deles, pelo menos os relevantes, que você pudesse não pudesse ver suas qualidades e falhas, em todos eles, não teve nenhum que era alguém 100% desprezível ou 100% amável, um é um ótimo soldado e um péssimo pai, outro consegue ser bem empático apesar de ter traído a esposa, uma foi patriota até demais apesar de ser uma boa amiga, todo a situação da Pam com o Eliiot e a Ellen, Margot sendo muito racional e isso causando problemas, Aleida, Deke sendo um cara foda, mas produto do seu tempo, Karen aguentado o enorme peso de ser a dona de casa ideal e isso destruído ela, etc, muitos personagens com tramas pessoais muito boas, poderia ter sido um tiro no pé, mas foi um acerto.
Apesar dessa parte social bem interessante, os melhores momentos são quando o foco está totalmente nas missões espaciais, não sei como é nas missões da vida real, mas na série, talvez para dar uma maior dramatizada, sempre acontece algo inesperado, que te deixa de cabelo em pé, pois um errinho pode significar uma morte certa, toda a operação dos veículos espaciais, enquanto vemos a sala de controle, tomando suas decisões em meio a tensão, às vezes tendo que tomar cuidado pra não mexer no vespeiro político, bom demais, principalmente o episódio 7, que foi o que melhor equilibrou de mostrar a parte da missão espacial ao mesmo tempo que tinham um enorme drama pessoal, que também poderia se tornar político, muito bom.
Uma boa série de drama e uma ótima de ficção científica, ver um mundo onde a corrida espacial tomou mais força, é interessante, principalmente porque que na atualidade as pessoas não demonstram tanto interesse pelo espaço, então um mundo onde esse vai ser o norte principal, é muito bom de ser visto, os conflitos que isso irá gerar. Será que a URSS desse mundo vai durar mais? E a posição de outros países? Como serão as leis espaciais? Deve ter mais política nas próximas temporadas, espero que continuem mantendo a posição política que vem demonstrando, de ter um patriotismo contra o entre aspas inimigo, porém quando o inimigo fala, ele também expõe os podres da nação teoricamente boa, tomara que tenha mais disso. Essa primeira temporada foi muito boa, que as outras mantenham o mesmo nível.
O começo desse filme é bem monótono e até um pouco arrastado, se não fosse por saber que a obra é o aclamando O Poderoso Chefão e o ritmo dos filmes dessa época serem mais lentos, talvez eu desistisse de continuar assistindo. Todo o início no casamento serve para apresentar um pouco as dinâmicas da família Corleone, por ser bem devagar, ganha um ar de naturalidade nas interações, porém não é instigante, pois convenhamos que ninguém realmente quer simplesmente assistir uma família vivendo sua vida, até mesmo as pequenas pinceladas que dão no início sobre eles serem mafiosos não são interessantes até o fim do casamento, depois só melhora.
Tive que dizer isso para caso alguém acabar sendo afastado da obra nos primeiros 25 minutos dela, não é de ação, é um produto de sua época, o ritmo hoje seria considerado muito calmo, tenha um pouco de paciência para ser recompensado depois. Falar que é um marco no cinema é chover no molhado, realmente depois vou pesquisar mais a fundo, pois deu pra sentir que muitas obras beberam de Godfather, eu assisti a um tempo atrás um pouco de Sopranos, tem claramente inspiração, mesmo quem não tenha visto o filme foi influenciado por ele, essa visão meio “fina” da máfia.
O filme é muito bom como um todo, não tenho conhecimento técnico para falar sobre fotografia ou direção, então o que posso dizer é que é um filme de mais de 50 anos atrás, pros dias de hoje não tem nada que já não tenhamos visto, provavelmente influenciado por esse filme, pra nós hoje não é diferentão com uma característica especial, porém tudo que ele faz, é muito bem executado em alto nível. Uma trilha sonora que grita Itália, dinâmicas interessantes entre personagens, e um enredo muito bom que ainda consegue surpreender, não tem um “o meus deus” talvez na época, mas ainda é bem amarrado, é “previsível” em vários aspectos porque ele influenciou inúmeras outras obras, o que mostra o brilhantismo desse filme.
Sim, existe uma certa romantizada da máfia, honra entre criminosas é o meu ovo, isso não existe entre criminosos, a produção desse filme teve dedo da própria máfia, óbvio que eles queriam sair um pouco bem na fita, e talvez tenha funcionado na cultura pop, pois ainda tem várias obras que exaltam um pouco de honra nesse universos de gângsteres. O Coppola conseguiu equilibrar bem isso pra mim a romantização, pois por mais que eu tenha torcido pelos Corleones terem sua vingança, eu queria que o Michael se ferrasse, o que mostra que o diretor pelo menos não fez o personagem um herói da história, muito pelo contrário, ele se torna um escroto canalha.
Al Pacino consegue fazer uma cara de desprezo/amargura muito boa, isso é bem refletido na mudança do personagem, começa todo sorridente e leve, chega no final está sempre sério como se tivesse chupado um limão azedo, além de ser um canalha mentiroso, tadinha da Kay, ela amou um canalha, que é o Michael, e no final, só sobrou o Don Corleone, maluco mergulhado de ponta a cabeça do crime, a cena do batismo é bem irônica, pois realmente ali o Michael se tornou realmente o verdadeiro líder com o seu batismo de sangue.
A figura de Don do Marlon Brando ter se tornando icônico ao meu ver não foi algo proposital, pois ele parece como se fosse uma figura antiquada que não aceita a mudança, além de ser a representação física da glamourização da máfia. Ambos os sentidos pro personagem são rechaçados, o crime mudou ele aceitando ou não, e a vida real não tem espaço para romances/honras, aquilo ali são apenas negócios, não importando quando sujo seja, se você está no topo você ganhou, crime organizado não bonito ou chique, é podre e sujo de todas a forma, Michael no final mostra bem isso, tem o respeito de todos mas é um ser desprezível.
Filme é muito bom, não tem nada inovar pra atualidade, porém sua qualidade atravessa o tempo, só pude avaliar bem o filme depois de ver ele completo e assim analisá-lo, pois ele não possui um super clímax que o define, sua qualidade está em como ele é redondo, o ritmo pode ser um pouco datada, mas a obra não. Consigo entender porque muitos consideram um dos melhores de todos os tempos, ele não me pega assim tão forte, mas é inegável sua qualidade.
Agora tenho que ver The Offer (2022), série bibliográfica sobre a produção desse filme, espero que valha a pena.
Gostei mais da segunda temporada, porém acho a primeira melhor por ser mais redondinha e fechada em suas tramas. O gostar mais da segunda é porque tem muito mais conteúdo que a primeira, mas não sendo muito bem equilibrado, tudo que foi apresentado na narrativa ficou extremamente rápido, acontece muita coisa em pouco tempo.
Como posso me importar com certos acontecimentos e consequências se eles são apresentados em um episódio para eles então serem resolvidos em uns 2 ou 3 episódios depois? Além é claro das várias tramas e alguns elementos desnecessários, a trama da Rosa Negra por exemplo, extremamente descolada da história principal. A personagem Nolen (garota de cabelo laranja) não serve pra praticamente nada, além de ser péssima trabalhada.
Se existisse um foco mais em Piltover vs Zaun, para então numa terceira temporada vir todas as loucuras sobre o arcano, acho que seria melhor, pois faltou mais desenvolvimento para o conflito ter um peso maior, a VI se tornar uma Defensora tão rápido foi ridículo, se existisse um trabalho melhor e mais devagar em humanizar mais o Povo de Piltover, ai sim eu poderia comprar a decisão dela, mas em um único episódio!? Foi ridículo, tirando personagens chaves, não temos motivos para nos importarmos com Piltover.
Novamente ressaltando o problema do ritmo extremamente frenético, Ekko foi o salvador no episódio final, mas ficou jogado de escanteio a maior parte da temporada, sendo que teve um enorme papel no final, principalmente por meio dele e do Heimerdinger, de apresentar uma fodendo linha do tempo alternativa, isso tinha que ter sido mostrado com mais calma e em mais de um único episódio.
Posso estar batendo muito nessa tecla do ritmo, mas é porque eu vejo algo muito bom, podendo ter sido ainda melhor. Arcane além da ótima trilha sonora, é uma espetacular porta de entrada para o universo de League of Legends, depois de ver a primeira temporada caí de cabeça na lore, tem muito conteúdo nesse universo e Arcane consegue ser uma adaptação muito boa, fico triste com o ritmo que prejudicou a série, mas fico feliz que a partir dela se possa ter mais conteúdos adaptados.
Eu sei da desculpa que deram de não esticar a obra pra ela não perder a qualidade, mas rushar também não é uma ideia tão boa assim, até as lutas sofreram com isso, esteticamente são lindas, já na coreografia deixou um pouco a desejar, ficando um pouco confusas em certas partes. Espero que futuros projetos sejam mais cuidadosos.
Christian Bale é um maluco de fazer essas loucuras pra interpretar um personagem, se não me engano, engordou uns 20 quilos para fazer esse papel, o sacrifício em performance pelo menos valeu a pena, estava quase irreconhecível. Não fico impressionado fácil, até agora apenas Lupita Nyong'o em “Nós” (2019) e o Andrew Garfield em “Até o Último Homem”(2016), tinham me impressionante, Bale fez o mesmo, não apenas à transformação corporal, mas os trejeitos e entonação de voz, era outra pessoa.
Se está esperando um filme com muitas nuançais políticas ou relações internacionais, não veja, isso não é um documentário, é um filme bibliográfico bem satírico, não tinha como ser “profundo” no que ele estava contando, fala um pouco sobre a figura do Dick Cheney em sua ascensão ao poder, mas sendo algo muito rápido e bastante dramatizado, isso ajuda pelo menos em não tornar o filme maçante, agora se é preciso pelo pouco que pesquisei, não é, o próprio filme sabe disso, aquelas maravilhosas palavras bem no começo, resumem “tentamos, porra!”.
Diria que os dois primeiros terços da história são muito bons, contando resumidamente a carreira política do Cheney, em uma linha cronologia bem emendinha, mostrando o maluco conseguindo ter a casa branca da mão, foi bom de assistir, principalmente porque ai que soltava algumas críticas bem ácidas e sarcásticas, a cena do jantar é muito boa, garçom oferecendo pratos de como contornar as leis do país como se fosse um banquete a ser degustado, sendo que algumas minutos antes, foi solto um “os EUA não torturam” kkkk, nem tentaram disfarçar o cinismo, até o Steve Carell que falou a frase, parecia dizer ela em um tom irônico, esses foram meus momentos favoritos.
Agora o ato final do filme é uma bagunça, mesmo que fosse pra ser uma crítica a figura do Cheney, é feito de uma péssima maneira, em vez de até tentar dramatizar quando era o fim do poder para ele, resolvem fazer um corte seco e ir pra cena da cirurgia ao mesmo tempo que contam o que aconteceu na vida dele após vice presidência, é uma bagunça. O final dá uma desvalorizada bem grande no filme, sendo uma broxada, pois ele estava bem organizado seguindo uma estrutura e tentou no final ser nariz em pé com a sátira, apenas para se tornar algo mal executado.
É um bom filme para se assistir, diria até divertido se as consequências do que foi mostrado não representassem de fato que elas aconteceram. Agora boa bibliográfica aí eu não posso opinar, quer saber o quanto disso realmente aconteceu e como aconteceu? Pesquise. A única certeza desse filme é que na política, sempre os engravatados ganham algo enquanto pessoas que não tem nada a haver com isso se lascam.
Cena pós créditos representa a nossa política também, alguns brigam como loucos, outros cagam pra isso enquanto a maioria apenas observa.
Primeiro de tudo, isso é uma série baseada em um livro bibliográfico e não um documentário, é também uma homenagem para a Easy Company, especificamente os paraquedistas da 101ª Divisão, então não se pode cobrar uma super fidelidade historiográfica, pois ainda é um produto de drama, então detalhes ou mesmo acontecimentos podem ser alterados para contar a narrativa. Não li o livro no qual a série se baseia, porém consigo notar que talvez o formato da história, se encaixa melhor em páginas de livros do que em episódios para a tv.
Se você espera muitas cenas de combate você terá, porém posso garantir que vai se cansar, pois por relatar a campanha desses soldados, tem muita repetição de acontecimentos, com exceção do primeiro e dois últimos episódios, todos os outros seguem uma estrutura um pouco repetitiva de combate, ao ponto de cansar, o que na minha opinião é um sentimento proposital devido ao que os soldados passaram, porém em um formato de série poderia ter sido melhor feito para amenizar um pouco o sentimento de maçante e ser mais palatável para todos, talvez uma variação da forma de filmagem, não sei.
Se por um lado essa repetição é um pouco cansativa por outro é também um ponto alto, pois transmite o efeito que essas batalhas tiveram nos soldados, a confusão que é estar dentro de uma trincheira durante um bombardeio, Bastogne foi duro de ver, as constante lutas ou momentos em que tem que apenas esperar algo acontecer, vai desanimando o telespectador, imagina os soldados que passaram por isso então. Se você maratonar a série como eu, chega no último episódio cansado, o que é um mérito e um demérito da série.
O mais impressionante para mim é a forma como a obra ao mesmo tempo não glorifica a guerra mas também homenageia esses soldados, não é algo como “Esses caras são incríveis, quero ser como eles” e sim “Esses caras passaram por muita merda, tem que ser exaltados”, passa um sentimento de admiração mas não de inspiração, porque guerra como todos sabem é uma merda, a própria obra tem noção disso e demonstra na cena do Percone sendo duro com um substituto/novato, um veterano descansando no seu posto que não quer ouvir um novato que não sabe o terror da guerra falando sobre querer ver ação ou se provar no campo de batalha, ser soldado é uma bosta e não algo admirável.
A obra acerta bastante também na não demonização dos alemães, muitos deles são apenas civis ou soldados morrendo cumprindo ordens, não tem aquela vinalização que obras mais ficcionais costumam ter, mas não quer dizer que seja benevolente com tudo que aconteceu, na hora de bater, ela bate com forma, o episódio 9 é todo sobre isso, as consequências e o mal que o partido nazista causou, nada ali é adocicado, tanto que você consegue entender o que o soldado judeu fez no episódio seguinte com uma pessoa que era suspeita (ênfase na palavra suspeita e não confirmada) nazista, mesmo nessa situação a obra não o condena ou o absolve, você apenas entende.
Ver como essas pessoas vão sofrendo uma degradação tanto física quanto mental é acentuada quando eles conhecem novos recrutas, existe um laço forte entre os veteranos e uma certa rispidez com os novatos, pois não passaram pelas mesmas coisas, até em cenas mais normais e cotidianas, você nota que existe um vão/tensão entre os dois grupos, tanto que tem muitos momentos que os mais experientes acabam sendo babacas, não por serem realmente babacas mas pelas experiências que sofreram, enquanto os novatos deslumbrados com seus ídolos e a guerra, percebem que as coisas não são como eles pensavam e idealizavam.
O último episódio tem lufadas de ar fresco quando vocês nota que eles estão relaxados por finalmente não terem que lutar mais, porém mesmo nesse relaxamento existe negatividade, ansiedade para quando a guerra acabar, o que fazer depois, os que têm escolha permanecer ou não no exército, tem pessoas que são obrigadas a continuar, o episódio 10 não tem nenhuma batalha e ainda sim, o combate parece não deixar a vida dessas pessoas, o alívio só vem quando sabem sobre a rendição dos japoneses e o fim derradeiro da guerra, porém as cicatrizes que carregam, nunca irá deixar os seus corpos, tanto as visíveis quando as que não podemos ver.
Obra muito boa, talvez a que melhor retrata a vida de um soldado em meio à guerra, por isso se você maratona, pode sentir cansaço, pois assim como na guerra o ritmo na série é algo demorado, não é frenético e cheio de ação, é algo repetitivo, constante e cansativo. Incrível sua qualidade, porém não acho que é pra todos, pois como eu disse a “história” é devagar, por um lado é bom na retratação da experiência dos soldados, por outro lado é ruim como um produto para se consumir. Não é pra todos.
Primeiramente, a resposta é não! Não é melhor que O Cavaleiro das Trevas do Spielberg, e nem vem usar aquele argumento de “Ai, esse é um filme mais do Batman” que não cola, o debate pode já ter sido esquecido mas ainda vou bater na tecla que esse não é o melhor filme do Batman, está longe de ser ruim, na verdade é muito bom, mas o melhor não, o de 2008 ainda é pra mim é o melhor de todos eles.
Esse é mais um enredo de um thriller policial com elementos do Batman, do que um filme de super herói, se você estiver esperando muita ação, esqueça. O longa possui uma trama bem devagar, um pouco lenta demais, por isso a reclamação de alguns com a duração do filme, a trama vai tão lenta no começo, que se não fosse pela figura do charada, seria desinteressante de assistir, o ritmo só começa pegar e acertar mesmo quando o Bruce vai encontrar o Carmine, onde a partir dali, que tanto seu lado Batman quanto Bruce Wayne se envolvem por completo na trama.
Um formato em série, poderia ser mais benéfico para ditar um ritmo melhor, uns 8 ou 10 eps de 35 minutos, funcionariam melhor, porque é muito interessante de ver o mistério do charada, porém a parte do submundo de Gotham é ainda mais intrigante. Os Falcone, os Maroni, O pinguim, todo esse universo de gangsters pra mim roubaram cena, por mais que o plano mirabolante do charada era interessante, foram eles que me atraíram mais atenção, não é à toa que saiu uma série focada nisso, Pinguim 2024.
Além desse submundo de Gotham, o que eu mais gostei foi que o Matt Reeves não endeusou o Batman, aqui mostra como ele é um perturbado da cabeça, tem o seu momento de enaltecer a figura dele mais pro final, porém não o trata como algo messiânico, é um maluco vestido de morcego que sai por aí combatendo o crime com as mãos nuas , um maluco atrai outros malucos, que foi o que aconteceu, nessa parte achei até um pouco real, pareceu que o diretor cutucou as pessoas que exaltam personagens justiceiros, sem refletir no que isso em um cenário real poderia acarretar, a merda que justiça com as próprias mãos podem provocar.
O mesmo se aplica ao Charada, ele tem suas motivações, um passado bem merda, porém também é um doente maluco que, queria sim atenção e gostava do que estava fazendo, sua vida merda não justificava o que ele estava fazendo, se o objetivo dele fosse só expor as mentiras, tinha outros jeitos de jogar a merda no ventilador do que ele sabia. Queria sim atenção e companhia, tanto que pensou que teria isso com o Batman, outro maluco das ideias que ele achava que era igual ele, tanto que quando ele é exposto e rejeitado, tem um surto e começa a choramingar, mostrando que nada mais é do que uma pessoa sozinha.
De toda forma, gostei muito de tudo que aconteceu, teve seu começo lentinho, mas depois você é recompensado com a revelação de um grande esquema, que meu deus hein! Essa corrupção de Gotham kkkkk lembra o nosso brasilzão, até mesmo na parte onde um grande golpe contra a corrupção na verdade ser uma fachada que beneficiava alguém, kkkk coincidência? Representou muito bem Gotham e a luta eterna do Batman contra uma cidade que apenas apodrece na corrupção, uma luta impossível para um homem, que mesmo assim irá tentar até o fim.
Muito bom! A trama é incrível, tanto do submundo quanto sobre o mistério do charada, a parte final é boa demais, diria quase frenética. Super vale a pena ver, principalmente se você quer ver um bom thriller policial, relevando algumas coisas que todo filme de super-herói tem, independentemente do quão realista tenta ser, recomendo muito.
Eu entendo que as 500 milhas são o evento principal da INDY, mas acho que eles cometeram um erro em se focar nela, poderiam ter emulado o formato do Drive to Survive de acompanhar a temporada completa, pois eu fiquei muito curioso em saber mais sobre a categoria, saber mais sobre os outros circuitos, a Indy se passa toda nos Estados Unidos (as vezes tem uma ou outra corrida fora do país), essas pistas de corrida, devem ter muitas historias locais interessantes, queira ter sido apresentando a mais delas.
A formula 1 cresceu muito por causa da Netflix, eles estão pretendo oportunidade com a paramout ao se focar só no seu evento principal, sinceramente eu caguei pra 500 milhas, fiquei muito mais interessado nas outras corridas, nas equipes, nos pilotos, na categoria em si, porém só vão até Indianapolis e acabou, a categoria tem uns 15/16 corridas por temporada, a indy costuma ser 6 corrida no ano, perdem material pra fazer mais uns 4 eps pelo menos. Sinceramente não entendo, a serie documental é só pros norte-americanos ou é pra promover a categoria?
Muito louco, existe todo um universo em volta das pimentas, no inicio pensei que seria um reality show de quem aquenta as pimentas mais fortes, porém foi muito mais do que isso. Estou impressionado, já sabia sobre as competições de comer pimenta mas não que tinha uma indústria/comunidade gigantesca por trás, a forma como conta sobre o cultivo das pimentas, da indústria de molhos, dos "superstars" que existem como referencia sobre pimentas, até o impacto social e mercadológico que podem ter sobre varias pessoas, fui completamente surpreendido.
Recomendo demais para curiosos, e os amantes de pimenta, o que não é o meu caso, iram amar. Vale muito a pena, seja para conhecer mais sobre esse mundo da pimenta que vai muito além de só ardência, ou apenas pra ver algo diferente mesmo, acho bem difícil você ver um documentário focado em pimentas como algo comum, principalmente por não ter foco na gastronomia, garanto para você que não é chato.
Até agora o Villeneuve não me decepcionou, só tinha visto A chegada e os dois filmes do Duna, basicamente ótimas ficções científicas. Quando foi ver esse filme, fiquei curioso pelo gênero ser diferente, não sabia que ele tinha feito thriller antes, e caramba, ele soube fazer um ótimo mistério, peca pra min levemente no ritmo que poderia ser um pouco mais rápido ao cortar uma coisinha ou outra, mas ainda sim muito bom.
Uma situação realmente complicada, não sou pai, então não tenho como saber como reagiria num cenário desses, mas caramba, realmente fica o questionando, o quão longe você pode ir para salvar a vida de uma pessoa que você ama? Cometeria algo abominável? Mesmo que fosse com alguém que pode ou não ser o culpado?
O filme não romantiza o que o Keller fez, porém cria um cenário onde ele não poderia duvidar que o Alex fosse realmente o culpado, ele indiretamente tinha sim envolvimento. Para tornar a situação do Keller mais moralmente ambígua, poderiam ter feito um cenário onde o Alex, fosse alguém incriminado, que não tinha realmente nada a ver com a história, pois tem muitas situações que o filme cria para o Keller acreditar que o Alex tinha envolvimento, só depois de descobrirmos sobre a velha, que mostra realmente que ele não era o culpado.
Quando eu disse que o ritmo me incomodava um pouco, seria por causa de elementos demais que tinha no filme, os sequestros das crianças, a velha ser uma desgraçada, o Alex uma vítima desse casal psicopata, todo o desenvolvimento do Keller, a investigação do Loki, já era mais que o suficiente, achei aquele mano lá do labirinto e das cobras, um elemento que poderia ser retirado da história, claro que com algumas modificações, que tornariam o filme uns 10/15 minutos mais curto, o que melhoraria mais o seu ritmo, que não é maçante só acho que tem elementos demais.
Eu diria que esse seria os problemas que tive com a trama, pois fora isso, é muito bom, ver o Keller ficando cada vez mais desesperado, nunca tinha visto o Hugh Jackman atuando antes sem ser como Logan, e ele mandou bem demais, dava para ver estampada na cara dele, o desespero e a fúria, a tristeza quando pensa que a filha morreu, os momentos de fúria, que atuação incrível.
Sério, nessa situação acho que eu seria o Franklin, eu não aprovaria o que o Keller fez ainda mais se eu pensasse que o Alex talvez fosse inocente, mas por causa do “talvez”, eu deixaria o Keller continuar fazendo aquilo, aposto que o arrependimento bateu forte depois que eles descobriram o que aconteceu, ficou a dúvida, o Franklin e a esposa deles não seriam considerados cúmplices? Se sim, eles não seriam presos? Ou será que ficaram pianinhos sobre saberem o que o Keller fez.
Agora falando sobre o que o Keller realmente fez, ele torturou um inocente, não vou entrar na discussão de que se fosse inocente ou não teria outro peso, o fato é que independente do motivo, o que fez foi errado, depois que ele for encontrado, vai sim ser preso, deve pegar pelo menos uns 10 anos por sequestro e tortura. O caso dele é pra refletir sobre aquilo de se fazer “justiça” com as próprias mãos, e se o cara é inocente? E ai? Por mais que possamos achar a lei e a polícia às vezes frustrantes e ineficientes, temos que deixar isso nas mãos deles, pois se erramos, é algo que não tem volta.
Porém, ao mesmo tempo que falo isso, não consigo simplesmente condenar o Keller, assim como todos nós, na situação dele, no cenário que ele estava, dá pra realmente apenas culpá-lo? Fica a reflexão e questionamento, a única certeza que podemos ter sobre esse filme é de que o Loki era um ótimo detetive/boa pessoa e a Velha era uma desgraçada. Um filme muito bom, mas forte por ser bem cru, não recomendo para qualquer um assistir.
É possível sentir nostalgia de alguma que você numa viveu?
Esse filme tem muito cara de ter passado na sessão da tarde. Devo dizer que me surpreendi, esperava uma trasheira muito ruim, mas foi bem divertido, não tem nada surpreendente ou coisa assim, apenas é um simplesinho bem feito para as limitações que tinha, gostosinho de ver, algo rápido para ver quando não tem nada para fazer ou assistir. Tenho até curiosidade em continuar vendo a franquia, mas né, fica aquele receio, pois é nessas continuações que inventam demais. De toda forma, pelo menos o primeiro, eu realmente gostei.
Não tenho muito o que falar sobre o filme, saber que essa história aconteceu, ainda não mensura o acontecimento em si. Só posso especular. Como eu reagiria no lugar deles? Eu sobreviveria? Quanto tempo iria levar para eu ceder a fome completa? Conseguiria fazer o que eles fizeram? Não entro nem no campo da questão moral, e sim se eu teria coragem de fazer o que eles fizeram, provavelmente não, não sei se teria a resiliência para suportar o que esses sobreviventes passaram. Como seria minha vida depois de passar por uma coisa dessas?
Os estágios de como eles vão se degradando, seja fisicamente ou mentalmente, nos mostra como o ser humano consegue se tornar extremamente adaptativo nas piores condições, a forma de como eles encontram meios até para conseguir fazer com que as pessoas menos receptivas à ideia de comer a carne pudessem fazer isso, para depois, todos eles ficarem resignados com que estão fazendo, mostra a noção assustadora do quando conseguimos nos “acostumar” a qualquer coisa. Palmas para a direção que foi bem respeitosa, ao mesmo tempo que mostrou o que aconteceu, evitou de ser gore ou excessivamente dramática.
Não consigo imaginar como foram as vidas deles depois disso, só podemos dizer que todos eles morreram naquela montanha, os que retornaram eram pessoas completamente diferentes. Novamente falo, o filme foi bem respeitoso ao retratar sobre o que os sobreviventes passaram até serem resgatados, e deixou outras questões de fora mesmo. O que eles fizeram para sobreviver, hoje geraria muitos debatidos, 50 anos atrás então, duvido que tiveram uma vida fácil depois, seja pelas sequelas físicas e psicológicas, ou como a sociedade e a mídia os trataram depois.
Pergunto para você, seja sincero e reflita. O que você faria no lugar deles?
Ainda acho que a primeira temporada é uma história completa, bem redonda, com começo, meio e fim bem amarrados. Estava receoso da série se tornar maçante, pois ela tinha uma certa fórmula que, já sentida na primeira temporada, poderia cansar bem rápido, o que não foi o caso, continua muito boa, só parece que resolveu abraçar o surrealismo de vez, até demais para uma série que tem como gênero ser um thriller policial, acho que perdeu um pouco o tom que tinha antes.
Essa teatralidade surreal, tinha na primeira mas não ao ponto de me incomodar, aqui ultrapassou muito o nível, o maluco dos fungos na primeira temporada, ok suspensão de descrença, até o cara da paleta de cores, já as abelhas eram o limite, porém você realmente quer me comprar que acharam um cadáver dentro de um cavalo, e dentro desse cadáver no tórax, tinha um pássaro vivo, que depois saiu voando? Não tem como levar isso a sério, a própria série leva, eu não consegui, acho que exageraram na alegoria.
O próprio Hannibal também, ele é quase onisciente, está sempre um passo à frente, sobrenaturalmente sabe quando começam a desconfiar dele ou exatamente o que estão procurando dele, comete assassinatos extravagantes/trabalhosos muito rápido, o roteiro quase que endeusa ele. Sério que ele deixou a Mirian 3 anos presa para usar ela depois? Beleza se ele estivesse guardando ela como se fosse um estoque de comida, mas por três anos? Trabalheira danada isso hein, nem o Batman tem esse nível de preparo.
Esses elementos que eu critiquei existiam na primeira temporada, mas aqui perderam muito a mão, ao ponto de me incomodar, por isso a série perdeu alguns pontos comigo nisso. Em contrapartida, o ritmo é melhor que na primeira, todo o arco do Will preso e esperando o julgamento foi incrível, menos o Hannibal onisciente. Interessantíssimo ver que preso, o Will se fortalece tentando provar sua inocência, sendo totalmente neutralidade pelo Hannibal, que enquanto isso vai se aproximando do Jack e da Alana, quase que se inserindo mais e mais no espaço onde antes o Will ocupava.
Toda a trama terminando com o Chilton se dando mal, enquanto abre portas para o confronto final, é muito gratificante de se ver. Após isso a série perde um pouco de ritmo, por uns 2 ou 3 eps, inserindo um pouco de caso da semana com a trama dos Vergers, mas na reta final, quando volta para Will e Hannibal, recupera mais do ritmo de antes, com um episódio final espetacular, a reta final da primeira temporada e a chegada do seu clímax podem ser melhores, porém Mizumono, é provavelmente o melhor episódio da série até agora, esse eu bati palmas.
A relação Hannibal e Will continua extremamente interessante e complexa, ironicamente um o Hannibal é que afunda o Will cada vez mais na escuridão, mas também ele é o alicerce que o impede de se afogar de vez, pois a atenção do Will está toda nele, se ele conseguir impedir o Hannibal, o que acontece com o Will? Ele matou uma pessoa por escolha própria, indo além de auto defesa ou para salvar outra vida, comeu conscientemente carne humana, fez a “arte” um cadáver em uma cena de crime, manipulou alguém que tinha sentimentos por ele (seja a Alana ou o próprio Hannibal), tudo isso para chegar num fim, ele foi num ponto onde não tem retorno.
Na primeira temporada o que segura o Will de cair completamente na escuridão era sua moralidade e salvar vidas, na segunda é pegar o Hannibal, depois disso e aí? Não tem como ele trabalhar de novo para o FBI, ele não pode mergulhar na escuridão dos outros sem um norte o guiando (pegar o Hannibal), isso o afundaria. Will Graham se tornou um assassino por causa de Hannibal Lecter, porém se não fosse a obsessão o mesmo tem em capturá-lo, ele poderia realmente se tornar um serial killer, sendo que ironicamente é isso que o Hannibal mais quer, a relação desses dois é difícil de pôr em palavras, causam dando dor um no outro, mas não conseguem ficar longe, o único jeito desse ciclo acabar é com a morte de um deles ou que o Will aceite o convite do Hannibal, que é aquele mais dá direção a sua vida.
Se o Mads Mikkelsen roubou a cena na primeira temporada, nessa é toda do Hugh Dancy, ele foi incrível como Will Graham, todo o crescimento do personagem, de uma pessoa frágil instável e insegura para alguém que pode realmente se tornar um perigo em potencial, só foi possível por causa dessa interpretação impecável, deu pra sentir que apesar da série se chamar Hannibal, quem realmente é o protagonista é ele, mostrando que apesar de tudo que aconteceu, ainda não cedeu a tentação do demônio, o personagem e o ator foram incríveis, espero que esse “protagonismo” continue forte na trama.
Adorei a segunda temporada, acho que a primeira é melhor apesar desta ter um ritmo melhor, o descontrole no tom surreal me pegou, o Hannibal andando para lá e pra cá naquela rouba envolvida em plástico era sacanagem, todo mundo nessa série só vive em local isolado, na casa do Chilton pra mim foi o ápice, até ri do que aconteceu. Ainda vou ver a terceira temporada, porém mais cauteloso ainda, espero que não aumentem a escala das coisas ou exagerem de novo na teatralidade.
Sacanagem o que fizeram com a Beverly, gostava tanto da personagem, era minha favorita depois do Will e o Hannibal.
muito interessante, achei cativante, porém não algo realmente profundo, que mergulhe de forma muito detalhada, sobre o que é o gênero terror, ou mesmo os filmes e temáticas que foram citados. Sinto que os fãs mais hadcores do gênero, vão achar esse documentário nada demais. Pelo menos conheci alguns filmes antigos que irei ver depois.
É bizarro a forma como a criminalidade no Rio de Janeiro extrapola a de outros lugares, não por ser o mais violento, tem estados/cidades que são piores, mas sim porque o crime está entranhado de uma forma tão profunda que se torna algo natural, a serie mostra, os próprios cariocas quando contam alguns relatos, a naturalidade de como eles falam sobre crime organizado, como se fosse algo banal, algo que está ali e pronto, e não como algo preocupante, não chega nem a ser resignação, parece mais aceitação.
Não conhecia nada sobre o jogo do bicho, achei o documentário sensacional, tem tantas reviravoltas, que realmente só na realidade pra isso acontecer mesmo, se fosse ficção, o roteiro seria cheia de furos, uma realidade bem mais complexa do que eu esperava. Parabéns ao Globoplay, não deve em nada para documentários de outras plataformas estrangeiras, recomendadíssimo, a galera que curte True Crime vai receber de braços abertos, muito bom.
Esse filme me decepcionou um pouco, mais de uma vez ouvi alguém dizer que esse era o melhor filme do Godizilla, o que discordo complementarmente. Um bom filme onde a reta final dele melhora muito a obra, porém não acho que seja o melhor da franquia, Shin Godzilla e o Godzilla Original (1954) são melhores como um todo, o que destaca nesse é o fator humano, que realmente é bem trabalhado, fazendo com que outras partes como o próprio Godzillia, sejam enfraquecidas durante a história.
A atmosfera criada no longa de 1954 tem uma atmosfera muito mais pesada quando o bicho aparecia, tinha uma trilha bem de suspense e até um pouco de terror, enquanto o Shin Godzilla em alguns momentos, invocava uma atmosfera de destruição beirando ao quase divino, em ambos os filmes, a trama girava totalmente em torno monstro e sua ameaça aterrorizante, o que senti um pouco de falta nesse filme, por que eles tentam desenvolver mais a parte humana.
Não estou dizendo que ver o bicho destruindo tudo não era ameaçador, mas nesse filme, eu senti que ele foi deixando um pouco de lado. Se por um lado isso é negativo, por outro, permite desenvolver os humanos, que caramba! Conseguiram fazer a gente se simpatizar com eles, ver aquela pequena família se formando e seguindo suas vidas, foi gostosinho de assistir, faz a gente realmente se importar com eles. ALERTA DE SPOILER, a suposta morte da Noriko, realmente me abalou pela forma abrupta que foi feita, fiquei extremamente chocado mas feliz que depois mostrou que ela sobreviveu, FIM DO SPOILER.
O que acho que senti falta nesse filme, foi o que o Godzilla representava nessa trama, todo mundo está cansado de saber que ele representa a bomba atômica e bla bla, mas e esse? Mais senti que esse filme usou o Kaiju como desculpa para falar sobre consequências de guerra, do que um filme onde o monstro representava algo, o longa é claramente uma crítica a forma como o Japão se comportava na segunda guerra mundial, honra sobre a própria vida, cutucou bastante esses assuntos, criticando como o governo e a cultura japonês, se portava durante a guerra, basicamente falando, se importar e valorizar sua própria vida não é um erro.
As únicas outras coisas que me incomodaram no filme foram, que o ator principal não convence muito, achei ele meio fraquinho, a Noriko estava bem melhor, e que em alguns partes, esse Gozdilla estava meio toqueirão e se movimentava muito parado, tinha isso por exemplo no filme Shin, mas lá não me incomodou como aqui, talvez seja porque mostravam muito o kaiju de corpo inteiro? Sei lá, mas aqui acabou incomodando, principalmente os pés dele, coisinha feia, acabou tirando um pouco da imersão.
Fora isso, um bom filme onde talvez se tivesse sido assistido no cinema, talvez tivesse sido uma experiência melhor. A forma como acabou, deixa pontas para uma continuação onde elas podem ser respondidas, porém acho que não precisa de uma continuação, se tiver ainda verei, torcendo para pelo menos ser tão bom quanto o primeiro.
Eu particularmente prefiro o primeiro, não que esse seja ruim, pelo contrário, acho muito bom, porém eu talvez tenha sido influenciado pela forma como falavam sobre essa parte 2, é sim um filme muito bom, mas alguns falam dele como se fosse uma masterpice, algo espetacular em todos os quesitos, o que não concordo, o primeiro para mim no seu momento mais alto, durante e após invasão Harkonnen, é melhor que essa batalha final contra o exército Harkonnen e Sardaukar.
De novo tive a mesma sensação, que essa história poderia ser melhor apresentada em uma série, senti que a primeira hora do filme, onde vai nos mostrando o Paul entrando cada vez mais fundo na sociedade dos Fremens e se tornando uma figura importante para eles, foi uma parte muito picotada, eu entendo a decisão pelo formato de mídia, mas deu pra perceber (pelo menos eu acho, nunca li os livros) que muita coisa foi deixada de fora da tela. Não que eu sabia algo de edição ou coisa parecida, mas no futuro, acho poderiam pegar e juntar os dois filmes, enfiar tudo que possivelmente tenha sido cortado, e lançar Duna em um formato de série.
Achei incrível a forma como essa obra trabalha a questão do escolhido, do messias, o próprio Paul, algo simplesmente forjado para acontecer, porém ao mesmo tempo destinado. O Paul por causa das ações da Jessica, foi feito para ser o Salvador, mesmo que isso tenha sido algo artificial e equivocado, ele ainda não pode escapar do seu “destino”, pois ele também está preso a suas próprias previsões do futuro. A história faz uma crítica a forma como a religião pode ser utilizada como forma de controle, porém ao mesmo tempo brinca com os conceitos de escolhido e destino, milhões de pessoas vão morrer por causa das ações de um salvador/líder religioso, que sabe que isso viria a acontecer mas que ficou refém ao caminho que escolheu, uma existência um tanto quando patética.
Fica a reflexão sobre o que o Paul se torna, o que vale a liberdade de escolha perante o poder de ver múltiplos futuros? Esse futuro acontece porque eu vi ele vindo, ou optei por seguir ele porque ele é a opção menos danosa? Se eu não souber as ações que determinam o que vai acontecer, talvez poderia criar um caminho inteiramente novo? Ironicamente os Fremens (Liberalmente homens livres) se tornam reféns de uma profecia/religião onde seguem um salvador, mas esse mesmo salvador também não é livre, sendo refém do que torna ele especial. Paul Atreides, basicamente destruiu toda a tradição e forma como aquele povo vivia, condenando a si mesmo a um caminho manchado de sangue e idolatria, e ainda sim, esse talvez tenha sido um dos “melhores” caminhos que ele enxergou, como eu tinha dito, uma existência patética e miserável.
Apesar de toda essa abordagem interessante sobre religião e política, o que mais peca em Duna para que a obra não se torne O épico que marca gerações, seriam as batalhas, não sei se é um ponto fraco do Villeneuve ou da obra original, mas por mais que essa última batalha tenha sido grandiosa (pelo menos visualmente), em nenhum momento, senti que era uma batalha por causa de um império interplanetário, mais pareceu povos nativos contra invasores, a sensação que tem um universo inteiro fora de Arrakis, não foi passada, nem quando mostraram o planeta dos Harkonnen, que mais pareceu uma localidade do que planeta, a batalha/guerra pelo quê ela deveria representar, achei muito fraca. Apenas o duelo final que foi legal, a batalha entre os exércitos tirando a parte dos vermes, foi bem sem sal.
Somente no quesito batalha, faltou um tempero a mais para ser, pelo menos pra mim, um super épico de ficção científica. De qualquer forma, ainda sim um filme muito bom, onde espero satisfeito pela continuação seja lá quando ela vier, finalizou até bem, talvez a expansão de universo que eu queira ver possa estar na continuação dessa história, mas por enquanto estou tranquilo com o que vi, até porque o drama em relação a Chani, o próprio Paul falou que enxergou que ela iria entender depois. Foi uma ótima experiência ver esses dois filmes.
Não a muito o que dizer, me interessei tem pouco tempo por beisebol, nem as regras eu sei direito, mas quis ver esse filme depois de saber sobre a historia de Jackie Robinson, confesso que me decepcionei um pouco com o filme, porque além de já saber sobre a história de vida do Jackie, pude ver o quando foi deixado de fora, tipo como ele é referenciado pelo Montreal Royals, o que ele fez depois do fim da carreia, que foi levemente referenciando nos créditos do filme, ele ainda foi muito importante e voz ativa contra o rascismo, mesmo depois que deixou o esporte.
Por isso digo que me decepcionou um pouco, pois a história de Jackie Robinson é muito foda, e na minha opinião o filme, que é até bom, não faz jus a quem ele foi. Talvez uma mega produção de uma ou duas temporadas, abrangido toda sua vida pudesse fazer isso. Apesar do que falei, ainda é um bom filme, mais do que recomendado, pois essa é uma história que deveria ser muito mais conhecida, o cara era foda demais.
Esse filme na minha opinião, o seu ponto principal, Freddy Krueger, não envelheceu muito bem, por isso me causa um pouco de sentimentos contraditórios, pois a qualidade da história continua boa, principalmente a premissa dele atacar as pessoas no sonho, além daquela mistura entre o que é realidade e o que é sonho, então posso dizer, que o filme é bom enquanto o Freddy Krueger não, tudo bem que é de uns 40 anos atrás mas por exemplo, o Michael Mayers (Halloween de 1978) e até mesmo os efeitos de O Exorcista (1973), me convenceram mais do que esse Freddy Krueger.
Consigo entender porque se tornou um clássico, talvez se eu tivesse assistimos mais cedo, tivesse me pegado mais, pois a premissa é muito interessante, foi muito interessante de ver a história se desenrolando, principalmente vendo a Nancy quase enlouquecer enquanto seus amigos morrem e ninguém acredita nela, foi algo convincente e não forçado, saiu natural o declínio mental que ela estava passando enquanto tentava convencer os pais que ela não estava apenas sonhando e imaginando coisas.
Serio mesmo, é uma situação realmente terrível, você ser atacando enquanto está dormindo, basicamente o seu momento mais vulnerável, não podendo escapar, pois ficar acordado é apenas protelar o inevitável, ao mesmo tempo que fica o questionamento, como provar que o infeliz é real e você não está louco? Ficar acordado vai te deixar cada vez mais estressado enquanto você fica tentando provar aos outros que não é coisa da sua cabeça, imagina que situação merda. Por isso digo que a premissa continua muito boa.
A ideia é espetacular, mas o Freddy Krueger em si, pelo mesmo para min, não conseguiu escapar dos efeito do tempo, suas cenas de perseguição não são mais tão impactantes, aquela cena da língua foi bem tosca, acho que um novo remake seria uma boa, mostrando mais como esse tipo de situação impacta os personagens, Vecna de Stranger things, onde os próprios criadores já falaram que é uma inspiração no Freddy, mostrou que dá para fazer algo incrível com esse tipo de história, o impacto psicológico, saúde mental, se for dado para um diretor que saiba trabalhar isso bem, pode surgir uma obra prima.
Voltando a falar do filme, fiquei impressionado com algumas coisas, por exemplo, esses adolescentes não me irritaram, ou fizeram coisas incrivelmente burras, estavam longe de serem personagem espetaculares mas até que eram bons, a Nancy então, foi guerreira até o fim, eu diria que até os adultos foram bem, pois não teve nenhum momento do enredo que eu pensei com raiva “Essa atitude só existe para dificultar a vida do personagem”, eles não são empecilhos e sim tem reações mais naturais do que estava acontecendo, spoiler, tanto que eu fiquei extremamente feliz quando a Nancy conseguiu provar pro seu pai que o Freddy existia.
O filme sobre ter uma dosagem certa no drama dos personagens, eu achei que seria irritante os pais da Nancy, seriam apenas empecilhos que dificultavam a trama, porém isso ainda bem que isso não aconteceu, foi na medida certa, tanto com o pai quanto com a mãe. Já com os outros personagens, como o namorando da Nancy, senti um pouco de falta de desenvolvimento mas ele realmente estava com cara que iria morrer logo, então tubo bem, só me incomodou que parecia que o Freddy tinha uma certa ordem para seguir matando, mas que resolveu deixar a Nancy por último, pois não pareceu que e o Freddy atormentou tanto os garotos antes de mata-los quanto ele tinha feito com a Nancy e a amiga dela.
De toda forma, um bom filme, onde é completamente entendível porque virou um clássico, recomendadíssimo, pois a premissa ainda hoje renderia uma ótimo história, aquela cena final é sensacional. O Freddy só precisa ser atualizado, Stranger Things e o novo IT a coisa, provaram que dá pra fazer isso bem.
Ultimamente eu tenho assistido series documentais e estou planejando ver inúmeras outras, quando eu passei o olho por Welcome to Wrexham, na hora pensei "Só mais um documentário pra assistir", como eu estava errado, é surpreendentemente boa, não tenho muito o que falar, apenas recomendar, seja pra quem acompanha ou não futebol, a serie mostra como esse é um esporte frustrante, que vai muito além do campo, mostrando os desafios de gerir uma equipe do futebol, além de evidenciar como esse esporte para algumas pessoas e lugares, transcende de ser apenas 11 caras correndo atrás de uma bola.
Eu ia assistir despreocupadamente, mas agora, vou realmente acompanhar os documentários, que o Wrexham tenha muito sucesso, para podermos ver mais da história desse clube, que consegue passar bem como o futebol onde ser algo gigantesco e apaixonante.
Voo 370: O Avião que Desapareceu
3.1 57 Assista AgoraÉ um bom documentário, inicialmente eu tinha ficado incomodado pelo ênfase nas teorias conspiracionistas, porém o documentário soube equilibrar bem as diferentes visões e opiniões sobre o que de fato aconteceu. A terceira teoria pareceu a menos absurda pela postura da jornalista, onde ela apresenta alguns questionamentos muito bons sobre a versão oficial, apesar te ter forçado na sua tese do que aconteceu, pelo menos a postura foi bem diferente do Jeff Wise, ele forçava demais até nos questionamentos, pelo menos a jornalista não tinha reputações que eram um tapa na sua cara, fiquei feliz que ele tenha perdido credulidade depois desse caso, já a repórter francesa não sei o que pensar dela, parece séria demais para ser conspiracionista, porém forçada demais para ser uma jornalista confiável, até eu posso usar o argumento de “tenho fontes”.
Deveriam ter focado mais nas inconsistências das investigações do que nessas teorias, principalmente com a dramaticidade colocada em cima delas, pelo menos o documentário dá um bom contexto para esse ser um dos maiores mistérios da aviação e as inúmeras ideias sobre o que possivelmente aconteceu. Impressionante o quanto a falta de informação e a brecha para o desconhecimento abrem margem para tantas coisas, sendo algumas absurdas. A única conclusão que podemos chegar desse caso é desejar que o avião seja totalmente achado para dar um verdadeiro encerramento a essas pobres famílias.
F1: O Filme
3.7 441 Assista AgoraQue filme da hora, essa é a melhor definição que se pode descrever sobre essa obra. Ele tem uma proposta e executa ela bem, não tenta ser mais do que isso, um mega drama desnecessário ou hiper focado em aspectos mega técnicos da Fórmula 1. É um filme de corrida para você ver e se divertir, além de servir como propaganda para quem não acompanha a categoria.
Foi divertido ver como eles pegam o enredo do filme e se auto inserem em certos acontecimentos da temporada de 2024, teve vários momentos que eu estava procurando ver rostos conhecidas da Fórmula 1 ou me lembrando que tal coisa aconteceu em alguma corrida, desde que você que acompanha a categoria não procure um ultra realismo, vai achar que eles fizeram um bom trabalho, ainda bem que se focaram nas corridas, esse não é um filme que tem corridas, realmente é um filme de corrida, ela é o principal motor do filme.
Esqueça Max Verstappen, Fernando Alonso, Michael Schumacher, Alain Prost e Ayrton Senna, o piloto mais sujo que já existiu foi Sonny Hayes, adorei tudo que ele fez no filme, já na vida real, ele teria era sido banido, por isso que falo para não cobrarem realismo demais. Nenhuma classificação foi mostrada, o que foi um grande acerto pro ritmo do filme, apesar de que poderia ter cortado uma coisinha aqui ou ali como o romance que nem fede ou cheira.
Uma boa propaganda que te diverte, não vai se aprofundar tanto nas questões técnicas ou corporativas da F1, nem como esse mundo competitivo é extremamente cruel, então pode vir achar o desfecho feliz e irrealista, porém se quer realismo vai ver alguma documentário e que não seja Drive to Survive, pelo menos o filme não cometeu nenhum crime de interpretação da categoria, o que já vale a pena sua existência.
Star Wars: Andor (1ª Temporada)
4.2 194 Assista AgoraAVISO DE SPOILERS
“A melhor história live action de Star Wars ” é meio que o subtítulo dessa série por muitas pessoas. Devo dizer que elas estavam certas, caralho que série boa, Mandaloriano para mim, tem mais fantasia/magia, o tom mais aventuroso desse universo, Andor vai justamente ao lado contrário, antes para mim nada superava o Império contra ataca, nenhuma série live action ou mesmo Rogue One, mas essa série conseguiu.
O maior problema é justamente o começo, que é bem qualquer merda, assisti Rougue One a uns 8 anos atrás, então não lembrava direito nem do próprio Cassian, então entre muitas aspas foi introduzido na história como alguém sem o conhecimento prévio. O ritmo dos dois primeiros episódios são bem lentos, o que não seria um problema se fossem interessantes, mas não são, a forma como o Cassian foi descoberto foi meio idiota e um pouco forçada, por causa de ciúmes! Me poupe roteiro. Pelo menos isso serviu pro caldo engrossar no terceiro ep, onde aí então as coisas começaram a ficar interessantes.
Impressionante o quanto pegam o conceito inicial da trilogia clássica é expandem tão bem aqui, o sentimento do porque a rebelião é formada junto a opressão do Império, você vai criando cada vez mais asco desses ditadores de merda e passa a vibrar quando atos de insurreição acontecem e dão certo, achei que tentariam humanizar eles um pouco como um dos episódios de Mandaloriano, porém lá não eram exatamente imperiais e sim trabalhadores que acreditavam no império, aqui mostra como toda a organização é algo rígido, opressivo e que é cada um por si lá dentro, todo oficial é alguém que você passa a sentir um desgosto tremendo.
Isso vale tanto pros novatos, Dedra Meero e Syril Karn, que tem uma rigidez beirando a nervosismo, pois claramente não tem tanta experiência quantos aos que estão a sua volta, quanto pros veteranos, todos eles tem um certo sadismo ou completa falta de empatia beirando a um estoicismo emocional (e não estou falando da corrente filosófica); Sempre o império é desconfortável de ver, conseguem expandir eles muito bem, uma única TIE fighter que era insignificante nos filmes, consegue ser extremamente assustadora, mostrando o poder do império e a paranoia que se cria por quem não o apoia, todas as cenas da Mon Mothma parece que ela está num gelo fino, e realmente ela está, não pode confiar em ninguém.
Além desse clima tenso gerado, a serie consegue introduzir vários personagens interessantes com ótimos dramas, com exceção do drama idiota que fez a história andar no início e o esquisito do Syril, todos os personagens introduzidos na trama são interessantes. Em pouco tempo passei a me importar com o pessoal de Ferrix e sua história, a Maarva e o Bee, deu para sentir tudo o que aconteceu depois, a revolta foi do caralho e triste porque a cidade provavelmente foi massacrada, AI se a série do Obi-wan tivesse tido esse cuidado todo na construção de personagens e diálogos, que pena.
A Debra mesmo é uma ótima vilã, sendo um exemplo de uma pessoa jovem que acredita no império, tenho um asco só de ver a cara dela, atriz mandou muito bem. O pessoal da rebelião claramente não estavam preparados para o que estavam por vir, tinham o desejo, mas os culhões para fazer? Apenas o Luthen, que se mostrou algo bem único, ele faz atrocidades pelo que acredita, representado ali tanto para si quanto para a rebelião em si, um caráter mais cinzento, não é apenas os rebeldes bonzinhos contra os maus imperialistas, pela rebelião muita merda tem que ser feita ou sacrificada diante o inimigo opressor.Saw Gerrera de Rougue One era sobre o radicalismo, Luthen Rael se mostrou ser outra coisa, seja para melhor ou para pior.
Tirando os problemas que eu citei anteriormente, o que mais falar dessa série? Boa demais, o episódio do roubo é lindo e épico, mas o da rebelião foi pra min o ápice de tudo que eu vi de Star Wars, que episódio do caralho, nesse eu vibrei demais, toda a temporada foi basicamente para despertar a chama da rebelião dentro de todos e no Cassian, conseguem atiçar também em nós os telespectadores, então digo com muito gosto “foda-se o império! Viva a rebelião!”
Bill Russell: Lenda da NBA
4.3 4 Assista AgoraMe surpreendi com a enorme carga por trás desse documentário, não conhecia a história dele, só sabia sobre os 11 títulos, fui ver o documentário achando que seria “apenas” mais uma história sobre o basquete, tipo o The Last Dance Sobre o Michael Jordan ou o Legacy: The True Story of the LA Lakers, porém não foi isso, foi um registro histórico sobre a questão racial e luta contra a segregação presente na história do Estados Unidos.
Fui assistir um documentário sobre o Basquete dos anos 60, sobre Bill Russell Vs Wilt Chamberlain, sobre o início de Boston Celtics vs Los Angeles Lakers, recebi bem mais que isso. Só posso dizer, caralho, nem dá para imaginar estar no lugar dele, no contexto dessa época, ser o principal e melhor jogador de uma equipe que vive numa das cidades mais racistas daquele tempo, o homem realmente tinha bolas e um saco enorme para ter aguentado tudo isso.
Recomendo esse documentário até pra quem não sabe nada sobre basquete, além do esporte, toda a carga que ele trás e mostra, já vale a pena.
Earnhardt
4.0 2Muito bom! Sempre tive curiosidade sobre a Nascar, então quanto mais material sobre sua história melhor! Que tenha mais conteúdo sobre suas figuras lendárias, tipo o Richard Petty, que apenas sei que ele inspirou o Rei da animação Carros, saber mais sobre a categoria, principalmente por meio de suas lendas, pode ser um ótimo atrativo para introduzir mais pessoas na categoria, então que tenha mais! Sobre os circuitos, sobre os pilotos, sobre tudo!
Documentário muito bom, é impressionante o quanto em todas essas lendas de esportes (falo em geral englobando tudo) o lado familiar acaba sempre sofrendo, ver a ascensão de Earnhardt e a forma como a fama afeta todos a sua volta, foi muito intrigante de ver, não tem uma glamourização de sua figura, mostra como ele era a lenda, o piloto incrível, mas também como ele era, o pai, a figura familiar não tão presente, numa situação bem complexa.
Esse documentário também é bom para vermos como cada um de nós vive nos nossos mundinhos, a morte dele teve uma comoção nacional em todo o país, mas se perguntamos a alguém sobre Dale Earnhardt aqui no Brasil, muita gente provavelmente não iria conhecer. Nesse ponto tenho uma certa inveja do automobilismo americano, devido sua forte presença local, aqui não temos isso, se pode falar de Senna, Piquet, Fittipaldi, Massa, Rubinho, mas todos eles correram e fizeram fama fora do país, a Stock Car nunca conseguiu chegar nesse nível aqui.
For All Mankind (1ª Temporada)
4.2 46 Assista AgoraRealmente um “E se?” interessante, pois a ida do homem à lua primeiro pelos Estados Unidos, foi mais uma vitória simbólica, pois eles não tinham vencido de fato a corrida espacial coisa nenhuma, a união soviética estava muito à frente deles no seu programa espacial, porém o fato de um ser humano conseguir pisar em outro local fora da terra, é por si só um evento poderoso, deve ter sido uma loucura pra quem pode acompanhar isso, além de servir como uma ótima propaganda de “Nós somos os primeiros, somos melhores”, então ver uma linha do tempo alternativa onde os soviéticos foram primeiros, é muito instigante.
Gostei muito da atenção aos detalhes, pois por mais que um soviético tenha ido a lua em vez de um americano, o mundo continua girando, é até um serviço gostoso de se fazer, principalmente pra quem não viveu nessa época, pesquisar quando eles citam alguma coisa, tipo os sete de Chicago em 1968, escândalo do Kennedy, situação do Vietnã, citaram previamente até o caso Watergate do governo Nixon, foi interessante a atenção aos eventos físicos e não físicos também, como a mentalidade da época, não teve uma demonização ou apontamento de dedo moralista, apenas mostraram como eram os anos 60/70.
A parte social, principalmente na vida dos personagens, poderia ter sido muito chata, porém não foi o caso, podemos ver como o espaço de tão longe afetava a vida de todo eles aqui na terra, mostrou que ser astronauta é algo grandioso, porém não glamorizou nada, pois vemos os problemas psicológicos que você pode desenvolver ficando lá em cima por muito tempo por meio do Gordon, ou como pode destruir a sua vida familiar, Trancy, Gordon e Ed quase não tem tempo com os próprios filhos, tudo isso caído no colo da Karen, enquanto as duas crianças crescem problemáticas devido à ausência dos pais.
Os personagens são muito bons, principalmente seus conflitos, em muitos momentos não dava pra simplesmente falar “esse aqui está certo, este está errado”, não teve nenhum deles, pelo menos os relevantes, que você pudesse não pudesse ver suas qualidades e falhas, em todos eles, não teve nenhum que era alguém 100% desprezível ou 100% amável, um é um ótimo soldado e um péssimo pai, outro consegue ser bem empático apesar de ter traído a esposa, uma foi patriota até demais apesar de ser uma boa amiga, todo a situação da Pam com o Eliiot e a Ellen, Margot sendo muito racional e isso causando problemas, Aleida, Deke sendo um cara foda, mas produto do seu tempo, Karen aguentado o enorme peso de ser a dona de casa ideal e isso destruído ela, etc, muitos personagens com tramas pessoais muito boas, poderia ter sido um tiro no pé, mas foi um acerto.
Apesar dessa parte social bem interessante, os melhores momentos são quando o foco está totalmente nas missões espaciais, não sei como é nas missões da vida real, mas na série, talvez para dar uma maior dramatizada, sempre acontece algo inesperado, que te deixa de cabelo em pé, pois um errinho pode significar uma morte certa, toda a operação dos veículos espaciais, enquanto vemos a sala de controle, tomando suas decisões em meio a tensão, às vezes tendo que tomar cuidado pra não mexer no vespeiro político, bom demais, principalmente o episódio 7, que foi o que melhor equilibrou de mostrar a parte da missão espacial ao mesmo tempo que tinham um enorme drama pessoal, que também poderia se tornar político, muito bom.
Uma boa série de drama e uma ótima de ficção científica, ver um mundo onde a corrida espacial tomou mais força, é interessante, principalmente porque que na atualidade as pessoas não demonstram tanto interesse pelo espaço, então um mundo onde esse vai ser o norte principal, é muito bom de ser visto, os conflitos que isso irá gerar. Será que a URSS desse mundo vai durar mais? E a posição de outros países? Como serão as leis espaciais? Deve ter mais política nas próximas temporadas, espero que continuem mantendo a posição política que vem demonstrando, de ter um patriotismo contra o entre aspas inimigo, porém quando o inimigo fala, ele também expõe os podres da nação teoricamente boa, tomara que tenha mais disso. Essa primeira temporada foi muito boa, que as outras mantenham o mesmo nível.
O Poderoso Chefão
4.7 3,0K Assista AgoraO começo desse filme é bem monótono e até um pouco arrastado, se não fosse por saber que a obra é o aclamando O Poderoso Chefão e o ritmo dos filmes dessa época serem mais lentos, talvez eu desistisse de continuar assistindo. Todo o início no casamento serve para apresentar um pouco as dinâmicas da família Corleone, por ser bem devagar, ganha um ar de naturalidade nas interações, porém não é instigante, pois convenhamos que ninguém realmente quer simplesmente assistir uma família vivendo sua vida, até mesmo as pequenas pinceladas que dão no início sobre eles serem mafiosos não são interessantes até o fim do casamento, depois só melhora.
Tive que dizer isso para caso alguém acabar sendo afastado da obra nos primeiros 25 minutos dela, não é de ação, é um produto de sua época, o ritmo hoje seria considerado muito calmo, tenha um pouco de paciência para ser recompensado depois. Falar que é um marco no cinema é chover no molhado, realmente depois vou pesquisar mais a fundo, pois deu pra sentir que muitas obras beberam de Godfather, eu assisti a um tempo atrás um pouco de Sopranos, tem claramente inspiração, mesmo quem não tenha visto o filme foi influenciado por ele, essa visão meio “fina” da máfia.
O filme é muito bom como um todo, não tenho conhecimento técnico para falar sobre fotografia ou direção, então o que posso dizer é que é um filme de mais de 50 anos atrás, pros dias de hoje não tem nada que já não tenhamos visto, provavelmente influenciado por esse filme, pra nós hoje não é diferentão com uma característica especial, porém tudo que ele faz, é muito bem executado em alto nível. Uma trilha sonora que grita Itália, dinâmicas interessantes entre personagens, e um enredo muito bom que ainda consegue surpreender, não tem um “o meus deus” talvez na época, mas ainda é bem amarrado, é “previsível” em vários aspectos porque ele influenciou inúmeras outras obras, o que mostra o brilhantismo desse filme.
Sim, existe uma certa romantizada da máfia, honra entre criminosas é o meu ovo, isso não existe entre criminosos, a produção desse filme teve dedo da própria máfia, óbvio que eles queriam sair um pouco bem na fita, e talvez tenha funcionado na cultura pop, pois ainda tem várias obras que exaltam um pouco de honra nesse universos de gângsteres. O Coppola conseguiu equilibrar bem isso pra mim a romantização, pois por mais que eu tenha torcido pelos Corleones terem sua vingança, eu queria que o Michael se ferrasse, o que mostra que o diretor pelo menos não fez o personagem um herói da história, muito pelo contrário, ele se torna um escroto canalha.
Al Pacino consegue fazer uma cara de desprezo/amargura muito boa, isso é bem refletido na mudança do personagem, começa todo sorridente e leve, chega no final está sempre sério como se tivesse chupado um limão azedo, além de ser um canalha mentiroso, tadinha da Kay, ela amou um canalha, que é o Michael, e no final, só sobrou o Don Corleone, maluco mergulhado de ponta a cabeça do crime, a cena do batismo é bem irônica, pois realmente ali o Michael se tornou realmente o verdadeiro líder com o seu batismo de sangue.
A figura de Don do Marlon Brando ter se tornando icônico ao meu ver não foi algo proposital, pois ele parece como se fosse uma figura antiquada que não aceita a mudança, além de ser a representação física da glamourização da máfia. Ambos os sentidos pro personagem são rechaçados, o crime mudou ele aceitando ou não, e a vida real não tem espaço para romances/honras, aquilo ali são apenas negócios, não importando quando sujo seja, se você está no topo você ganhou, crime organizado não bonito ou chique, é podre e sujo de todas a forma, Michael no final mostra bem isso, tem o respeito de todos mas é um ser desprezível.
Filme é muito bom, não tem nada inovar pra atualidade, porém sua qualidade atravessa o tempo, só pude avaliar bem o filme depois de ver ele completo e assim analisá-lo, pois ele não possui um super clímax que o define, sua qualidade está em como ele é redondo, o ritmo pode ser um pouco datada, mas a obra não. Consigo entender porque muitos consideram um dos melhores de todos os tempos, ele não me pega assim tão forte, mas é inegável sua qualidade.
Agora tenho que ver The Offer (2022), série bibliográfica sobre a produção desse filme, espero que valha a pena.
Arcane (2ª Temporada)
4.3 161AVISO TEM SPOILERS
Gostei mais da segunda temporada, porém acho a primeira melhor por ser mais redondinha e fechada em suas tramas. O gostar mais da segunda é porque tem muito mais conteúdo que a primeira, mas não sendo muito bem equilibrado, tudo que foi apresentado na narrativa ficou extremamente rápido, acontece muita coisa em pouco tempo.
Como posso me importar com certos acontecimentos e consequências se eles são apresentados em um episódio para eles então serem resolvidos em uns 2 ou 3 episódios depois? Além é claro das várias tramas e alguns elementos desnecessários, a trama da Rosa Negra por exemplo, extremamente descolada da história principal. A personagem Nolen (garota de cabelo laranja) não serve pra praticamente nada, além de ser péssima trabalhada.
Se existisse um foco mais em Piltover vs Zaun, para então numa terceira temporada vir todas as loucuras sobre o arcano, acho que seria melhor, pois faltou mais desenvolvimento para o conflito ter um peso maior, a VI se tornar uma Defensora tão rápido foi ridículo, se existisse um trabalho melhor e mais devagar em humanizar mais o Povo de Piltover, ai sim eu poderia comprar a decisão dela, mas em um único episódio!? Foi ridículo, tirando personagens chaves, não temos motivos para nos importarmos com Piltover.
Novamente ressaltando o problema do ritmo extremamente frenético, Ekko foi o salvador no episódio final, mas ficou jogado de escanteio a maior parte da temporada, sendo que teve um enorme papel no final, principalmente por meio dele e do Heimerdinger, de apresentar uma fodendo linha do tempo alternativa, isso tinha que ter sido mostrado com mais calma e em mais de um único episódio.
Posso estar batendo muito nessa tecla do ritmo, mas é porque eu vejo algo muito bom, podendo ter sido ainda melhor. Arcane além da ótima trilha sonora, é uma espetacular porta de entrada para o universo de League of Legends, depois de ver a primeira temporada caí de cabeça na lore, tem muito conteúdo nesse universo e Arcane consegue ser uma adaptação muito boa, fico triste com o ritmo que prejudicou a série, mas fico feliz que a partir dela se possa ter mais conteúdos adaptados.
Eu sei da desculpa que deram de não esticar a obra pra ela não perder a qualidade, mas rushar também não é uma ideia tão boa assim, até as lutas sofreram com isso, esteticamente são lindas, já na coreografia deixou um pouco a desejar, ficando um pouco confusas em certas partes. Espero que futuros projetos sejam mais cuidadosos.
Vice
3.5 486 Assista AgoraChristian Bale é um maluco de fazer essas loucuras pra interpretar um personagem, se não me engano, engordou uns 20 quilos para fazer esse papel, o sacrifício em performance pelo menos valeu a pena, estava quase irreconhecível. Não fico impressionado fácil, até agora apenas Lupita Nyong'o em “Nós” (2019) e o Andrew Garfield em “Até o Último Homem”(2016), tinham me impressionante, Bale fez o mesmo, não apenas à transformação corporal, mas os trejeitos e entonação de voz, era outra pessoa.
Se está esperando um filme com muitas nuançais políticas ou relações internacionais, não veja, isso não é um documentário, é um filme bibliográfico bem satírico, não tinha como ser “profundo” no que ele estava contando, fala um pouco sobre a figura do Dick Cheney em sua ascensão ao poder, mas sendo algo muito rápido e bastante dramatizado, isso ajuda pelo menos em não tornar o filme maçante, agora se é preciso pelo pouco que pesquisei, não é, o próprio filme sabe disso, aquelas maravilhosas palavras bem no começo, resumem “tentamos, porra!”.
Diria que os dois primeiros terços da história são muito bons, contando resumidamente a carreira política do Cheney, em uma linha cronologia bem emendinha, mostrando o maluco conseguindo ter a casa branca da mão, foi bom de assistir, principalmente porque ai que soltava algumas críticas bem ácidas e sarcásticas, a cena do jantar é muito boa, garçom oferecendo pratos de como contornar as leis do país como se fosse um banquete a ser degustado, sendo que algumas minutos antes, foi solto um “os EUA não torturam” kkkk, nem tentaram disfarçar o cinismo, até o Steve Carell que falou a frase, parecia dizer ela em um tom irônico, esses foram meus momentos favoritos.
Agora o ato final do filme é uma bagunça, mesmo que fosse pra ser uma crítica a figura do Cheney, é feito de uma péssima maneira, em vez de até tentar dramatizar quando era o fim do poder para ele, resolvem fazer um corte seco e ir pra cena da cirurgia ao mesmo tempo que contam o que aconteceu na vida dele após vice presidência, é uma bagunça. O final dá uma desvalorizada bem grande no filme, sendo uma broxada, pois ele estava bem organizado seguindo uma estrutura e tentou no final ser nariz em pé com a sátira, apenas para se tornar algo mal executado.
É um bom filme para se assistir, diria até divertido se as consequências do que foi mostrado não representassem de fato que elas aconteceram. Agora boa bibliográfica aí eu não posso opinar, quer saber o quanto disso realmente aconteceu e como aconteceu? Pesquise. A única certeza desse filme é que na política, sempre os engravatados ganham algo enquanto pessoas que não tem nada a haver com isso se lascam.
Cena pós créditos representa a nossa política também, alguns brigam como loucos, outros cagam pra isso enquanto a maioria apenas observa.
Irmãos de Guerra
4.7 639 Assista AgoraPrimeiro de tudo, isso é uma série baseada em um livro bibliográfico e não um documentário, é também uma homenagem para a Easy Company, especificamente os paraquedistas da 101ª Divisão, então não se pode cobrar uma super fidelidade historiográfica, pois ainda é um produto de drama, então detalhes ou mesmo acontecimentos podem ser alterados para contar a narrativa. Não li o livro no qual a série se baseia, porém consigo notar que talvez o formato da história, se encaixa melhor em páginas de livros do que em episódios para a tv.
Se você espera muitas cenas de combate você terá, porém posso garantir que vai se cansar, pois por relatar a campanha desses soldados, tem muita repetição de acontecimentos, com exceção do primeiro e dois últimos episódios, todos os outros seguem uma estrutura um pouco repetitiva de combate, ao ponto de cansar, o que na minha opinião é um sentimento proposital devido ao que os soldados passaram, porém em um formato de série poderia ter sido melhor feito para amenizar um pouco o sentimento de maçante e ser mais palatável para todos, talvez uma variação da forma de filmagem, não sei.
Se por um lado essa repetição é um pouco cansativa por outro é também um ponto alto, pois transmite o efeito que essas batalhas tiveram nos soldados, a confusão que é estar dentro de uma trincheira durante um bombardeio, Bastogne foi duro de ver, as constante lutas ou momentos em que tem que apenas esperar algo acontecer, vai desanimando o telespectador, imagina os soldados que passaram por isso então. Se você maratonar a série como eu, chega no último episódio cansado, o que é um mérito e um demérito da série.
O mais impressionante para mim é a forma como a obra ao mesmo tempo não glorifica a guerra mas também homenageia esses soldados, não é algo como “Esses caras são incríveis, quero ser como eles” e sim “Esses caras passaram por muita merda, tem que ser exaltados”, passa um sentimento de admiração mas não de inspiração, porque guerra como todos sabem é uma merda, a própria obra tem noção disso e demonstra na cena do Percone sendo duro com um substituto/novato, um veterano descansando no seu posto que não quer ouvir um novato que não sabe o terror da guerra falando sobre querer ver ação ou se provar no campo de batalha, ser soldado é uma bosta e não algo admirável.
A obra acerta bastante também na não demonização dos alemães, muitos deles são apenas civis ou soldados morrendo cumprindo ordens, não tem aquela vinalização que obras mais ficcionais costumam ter, mas não quer dizer que seja benevolente com tudo que aconteceu, na hora de bater, ela bate com forma, o episódio 9 é todo sobre isso, as consequências e o mal que o partido nazista causou, nada ali é adocicado, tanto que você consegue entender o que o soldado judeu fez no episódio seguinte com uma pessoa que era suspeita (ênfase na palavra suspeita e não confirmada) nazista, mesmo nessa situação a obra não o condena ou o absolve, você apenas entende.
Ver como essas pessoas vão sofrendo uma degradação tanto física quanto mental é acentuada quando eles conhecem novos recrutas, existe um laço forte entre os veteranos e uma certa rispidez com os novatos, pois não passaram pelas mesmas coisas, até em cenas mais normais e cotidianas, você nota que existe um vão/tensão entre os dois grupos, tanto que tem muitos momentos que os mais experientes acabam sendo babacas, não por serem realmente babacas mas pelas experiências que sofreram, enquanto os novatos deslumbrados com seus ídolos e a guerra, percebem que as coisas não são como eles pensavam e idealizavam.
O último episódio tem lufadas de ar fresco quando vocês nota que eles estão relaxados por finalmente não terem que lutar mais, porém mesmo nesse relaxamento existe negatividade, ansiedade para quando a guerra acabar, o que fazer depois, os que têm escolha permanecer ou não no exército, tem pessoas que são obrigadas a continuar, o episódio 10 não tem nenhuma batalha e ainda sim, o combate parece não deixar a vida dessas pessoas, o alívio só vem quando sabem sobre a rendição dos japoneses e o fim derradeiro da guerra, porém as cicatrizes que carregam, nunca irá deixar os seus corpos, tanto as visíveis quando as que não podemos ver.
Obra muito boa, talvez a que melhor retrata a vida de um soldado em meio à guerra, por isso se você maratona, pode sentir cansaço, pois assim como na guerra o ritmo na série é algo demorado, não é frenético e cheio de ação, é algo repetitivo, constante e cansativo. Incrível sua qualidade, porém não acho que é pra todos, pois como eu disse a “história” é devagar, por um lado é bom na retratação da experiência dos soldados, por outro lado é ruim como um produto para se consumir. Não é pra todos.
Batman
4.0 1,9K Assista AgoraPrimeiramente, a resposta é não! Não é melhor que O Cavaleiro das Trevas do Spielberg, e nem vem usar aquele argumento de “Ai, esse é um filme mais do Batman” que não cola, o debate pode já ter sido esquecido mas ainda vou bater na tecla que esse não é o melhor filme do Batman, está longe de ser ruim, na verdade é muito bom, mas o melhor não, o de 2008 ainda é pra mim é o melhor de todos eles.
Esse é mais um enredo de um thriller policial com elementos do Batman, do que um filme de super herói, se você estiver esperando muita ação, esqueça. O longa possui uma trama bem devagar, um pouco lenta demais, por isso a reclamação de alguns com a duração do filme, a trama vai tão lenta no começo, que se não fosse pela figura do charada, seria desinteressante de assistir, o ritmo só começa pegar e acertar mesmo quando o Bruce vai encontrar o Carmine, onde a partir dali, que tanto seu lado Batman quanto Bruce Wayne se envolvem por completo na trama.
Um formato em série, poderia ser mais benéfico para ditar um ritmo melhor, uns 8 ou 10 eps de 35 minutos, funcionariam melhor, porque é muito interessante de ver o mistério do charada, porém a parte do submundo de Gotham é ainda mais intrigante. Os Falcone, os Maroni, O pinguim, todo esse universo de gangsters pra mim roubaram cena, por mais que o plano mirabolante do charada era interessante, foram eles que me atraíram mais atenção, não é à toa que saiu uma série focada nisso, Pinguim 2024.
Além desse submundo de Gotham, o que eu mais gostei foi que o Matt Reeves não endeusou o Batman, aqui mostra como ele é um perturbado da cabeça, tem o seu momento de enaltecer a figura dele mais pro final, porém não o trata como algo messiânico, é um maluco vestido de morcego que sai por aí combatendo o crime com as mãos nuas , um maluco atrai outros malucos, que foi o que aconteceu, nessa parte achei até um pouco real, pareceu que o diretor cutucou as pessoas que exaltam personagens justiceiros, sem refletir no que isso em um cenário real poderia acarretar, a merda que justiça com as próprias mãos podem provocar.
O mesmo se aplica ao Charada, ele tem suas motivações, um passado bem merda, porém também é um doente maluco que, queria sim atenção e gostava do que estava fazendo, sua vida merda não justificava o que ele estava fazendo, se o objetivo dele fosse só expor as mentiras, tinha outros jeitos de jogar a merda no ventilador do que ele sabia. Queria sim atenção e companhia, tanto que pensou que teria isso com o Batman, outro maluco das ideias que ele achava que era igual ele, tanto que quando ele é exposto e rejeitado, tem um surto e começa a choramingar, mostrando que nada mais é do que uma pessoa sozinha.
De toda forma, gostei muito de tudo que aconteceu, teve seu começo lentinho, mas depois você é recompensado com a revelação de um grande esquema, que meu deus hein! Essa corrupção de Gotham kkkkk lembra o nosso brasilzão, até mesmo na parte onde um grande golpe contra a corrupção na verdade ser uma fachada que beneficiava alguém, kkkk coincidência? Representou muito bem Gotham e a luta eterna do Batman contra uma cidade que apenas apodrece na corrupção, uma luta impossível para um homem, que mesmo assim irá tentar até o fim.
Muito bom! A trama é incrível, tanto do submundo quanto sobre o mistério do charada, a parte final é boa demais, diria quase frenética. Super vale a pena ver, principalmente se você quer ver um bom thriller policial, relevando algumas coisas que todo filme de super-herói tem, independentemente do quão realista tenta ser, recomendo muito.
100 Days To Indy (1ª Temporada)
3.5 1Eu entendo que as 500 milhas são o evento principal da INDY, mas acho que eles cometeram um erro em se focar nela, poderiam ter emulado o formato do Drive to Survive de acompanhar a temporada completa, pois eu fiquei muito curioso em saber mais sobre a categoria, saber mais sobre os outros circuitos, a Indy se passa toda nos Estados Unidos (as vezes tem uma ou outra corrida fora do país), essas pistas de corrida, devem ter muitas historias locais interessantes, queira ter sido apresentando a mais delas.
A formula 1 cresceu muito por causa da Netflix, eles estão pretendo oportunidade com a paramout ao se focar só no seu evento principal, sinceramente eu caguei pra 500 milhas, fiquei muito mais interessado nas outras corridas, nas equipes, nos pilotos, na categoria em si, porém só vão até Indianapolis e acabou, a categoria tem uns 15/16 corridas por temporada, a indy costuma ser 6 corrida no ano, perdem material pra fazer mais uns 4 eps pelo menos. Sinceramente não entendo, a serie documental é só pros norte-americanos ou é pra promover a categoria?
Loucos Por Pimenta
4.0 1Muito louco, existe todo um universo em volta das pimentas, no inicio pensei que seria um reality show de quem aquenta as pimentas mais fortes, porém foi muito mais do que isso. Estou impressionado, já sabia sobre as competições de comer pimenta mas não que tinha uma indústria/comunidade gigantesca por trás, a forma como conta sobre o cultivo das pimentas, da indústria de molhos, dos "superstars" que existem como referencia sobre pimentas, até o impacto social e mercadológico que podem ter sobre varias pessoas, fui completamente surpreendido.
Recomendo demais para curiosos, e os amantes de pimenta, o que não é o meu caso, iram amar. Vale muito a pena, seja para conhecer mais sobre esse mundo da pimenta que vai muito além de só ardência, ou apenas pra ver algo diferente mesmo, acho bem difícil você ver um documentário focado em pimentas como algo comum, principalmente por não ter foco na gastronomia, garanto para você que não é chato.
Os Suspeitos
4.1 2,7K Assista AgoraAVISO DE SPOILERS
Até agora o Villeneuve não me decepcionou, só tinha visto A chegada e os dois filmes do Duna, basicamente ótimas ficções científicas. Quando foi ver esse filme, fiquei curioso pelo gênero ser diferente, não sabia que ele tinha feito thriller antes, e caramba, ele soube fazer um ótimo mistério, peca pra min levemente no ritmo que poderia ser um pouco mais rápido ao cortar uma coisinha ou outra, mas ainda sim muito bom.
Uma situação realmente complicada, não sou pai, então não tenho como saber como reagiria num cenário desses, mas caramba, realmente fica o questionando, o quão longe você pode ir para salvar a vida de uma pessoa que você ama? Cometeria algo abominável? Mesmo que fosse com alguém que pode ou não ser o culpado?
O filme não romantiza o que o Keller fez, porém cria um cenário onde ele não poderia duvidar que o Alex fosse realmente o culpado, ele indiretamente tinha sim envolvimento. Para tornar a situação do Keller mais moralmente ambígua, poderiam ter feito um cenário onde o Alex, fosse alguém incriminado, que não tinha realmente nada a ver com a história, pois tem muitas situações que o filme cria para o Keller acreditar que o Alex tinha envolvimento, só depois de descobrirmos sobre a velha, que mostra realmente que ele não era o culpado.
Quando eu disse que o ritmo me incomodava um pouco, seria por causa de elementos demais que tinha no filme, os sequestros das crianças, a velha ser uma desgraçada, o Alex uma vítima desse casal psicopata, todo o desenvolvimento do Keller, a investigação do Loki, já era mais que o suficiente, achei aquele mano lá do labirinto e das cobras, um elemento que poderia ser retirado da história, claro que com algumas modificações, que tornariam o filme uns 10/15 minutos mais curto, o que melhoraria mais o seu ritmo, que não é maçante só acho que tem elementos demais.
Eu diria que esse seria os problemas que tive com a trama, pois fora isso, é muito bom, ver o Keller ficando cada vez mais desesperado, nunca tinha visto o Hugh Jackman atuando antes sem ser como Logan, e ele mandou bem demais, dava para ver estampada na cara dele, o desespero e a fúria, a tristeza quando pensa que a filha morreu, os momentos de fúria, que atuação incrível.
Sério, nessa situação acho que eu seria o Franklin, eu não aprovaria o que o Keller fez ainda mais se eu pensasse que o Alex talvez fosse inocente, mas por causa do “talvez”, eu deixaria o Keller continuar fazendo aquilo, aposto que o arrependimento bateu forte depois que eles descobriram o que aconteceu, ficou a dúvida, o Franklin e a esposa deles não seriam considerados cúmplices? Se sim, eles não seriam presos? Ou será que ficaram pianinhos sobre saberem o que o Keller fez.
Agora falando sobre o que o Keller realmente fez, ele torturou um inocente, não vou entrar na discussão de que se fosse inocente ou não teria outro peso, o fato é que independente do motivo, o que fez foi errado, depois que ele for encontrado, vai sim ser preso, deve pegar pelo menos uns 10 anos por sequestro e tortura. O caso dele é pra refletir sobre aquilo de se fazer “justiça” com as próprias mãos, e se o cara é inocente? E ai? Por mais que possamos achar a lei e a polícia às vezes frustrantes e ineficientes, temos que deixar isso nas mãos deles, pois se erramos, é algo que não tem volta.
Porém, ao mesmo tempo que falo isso, não consigo simplesmente condenar o Keller, assim como todos nós, na situação dele, no cenário que ele estava, dá pra realmente apenas culpá-lo? Fica a reflexão e questionamento, a única certeza que podemos ter sobre esse filme é de que o Loki era um ótimo detetive/boa pessoa e a Velha era uma desgraçada. Um filme muito bom, mas forte por ser bem cru, não recomendo para qualquer um assistir.
O Ataque dos Vermes Malditos
3.3 697 Assista AgoraÉ possível sentir nostalgia de alguma que você numa viveu?
Esse filme tem muito cara de ter passado na sessão da tarde. Devo dizer que me surpreendi, esperava uma trasheira muito ruim, mas foi bem divertido, não tem nada surpreendente ou coisa assim, apenas é um simplesinho bem feito para as limitações que tinha, gostosinho de ver, algo rápido para ver quando não tem nada para fazer ou assistir. Tenho até curiosidade em continuar vendo a franquia, mas né, fica aquele receio, pois é nessas continuações que inventam demais. De toda forma, pelo menos o primeiro, eu realmente gostei.
A Sociedade da Neve
4.2 783 Assista AgoraNão tenho muito o que falar sobre o filme, saber que essa história aconteceu, ainda não mensura o acontecimento em si. Só posso especular. Como eu reagiria no lugar deles? Eu sobreviveria? Quanto tempo iria levar para eu ceder a fome completa? Conseguiria fazer o que eles fizeram? Não entro nem no campo da questão moral, e sim se eu teria coragem de fazer o que eles fizeram, provavelmente não, não sei se teria a resiliência para suportar o que esses sobreviventes passaram. Como seria minha vida depois de passar por uma coisa dessas?
Os estágios de como eles vão se degradando, seja fisicamente ou mentalmente, nos mostra como o ser humano consegue se tornar extremamente adaptativo nas piores condições, a forma de como eles encontram meios até para conseguir fazer com que as pessoas menos receptivas à ideia de comer a carne pudessem fazer isso, para depois, todos eles ficarem resignados com que estão fazendo, mostra a noção assustadora do quando conseguimos nos “acostumar” a qualquer coisa. Palmas para a direção que foi bem respeitosa, ao mesmo tempo que mostrou o que aconteceu, evitou de ser gore ou excessivamente dramática.
Não consigo imaginar como foram as vidas deles depois disso, só podemos dizer que todos eles morreram naquela montanha, os que retornaram eram pessoas completamente diferentes. Novamente falo, o filme foi bem respeitoso ao retratar sobre o que os sobreviventes passaram até serem resgatados, e deixou outras questões de fora mesmo. O que eles fizeram para sobreviver, hoje geraria muitos debatidos, 50 anos atrás então, duvido que tiveram uma vida fácil depois, seja pelas sequelas físicas e psicológicas, ou como a sociedade e a mídia os trataram depois.
Pergunto para você, seja sincero e reflita. O que você faria no lugar deles?
Hannibal (2ª Temporada)
4.5 810AVISO DE SPOILERS
Ainda acho que a primeira temporada é uma história completa, bem redonda, com começo, meio e fim bem amarrados. Estava receoso da série se tornar maçante, pois ela tinha uma certa fórmula que, já sentida na primeira temporada, poderia cansar bem rápido, o que não foi o caso, continua muito boa, só parece que resolveu abraçar o surrealismo de vez, até demais para uma série que tem como gênero ser um thriller policial, acho que perdeu um pouco o tom que tinha antes.
Essa teatralidade surreal, tinha na primeira mas não ao ponto de me incomodar, aqui ultrapassou muito o nível, o maluco dos fungos na primeira temporada, ok suspensão de descrença, até o cara da paleta de cores, já as abelhas eram o limite, porém você realmente quer me comprar que acharam um cadáver dentro de um cavalo, e dentro desse cadáver no tórax, tinha um pássaro vivo, que depois saiu voando? Não tem como levar isso a sério, a própria série leva, eu não consegui, acho que exageraram na alegoria.
O próprio Hannibal também, ele é quase onisciente, está sempre um passo à frente, sobrenaturalmente sabe quando começam a desconfiar dele ou exatamente o que estão procurando dele, comete assassinatos extravagantes/trabalhosos muito rápido, o roteiro quase que endeusa ele. Sério que ele deixou a Mirian 3 anos presa para usar ela depois? Beleza se ele estivesse guardando ela como se fosse um estoque de comida, mas por três anos? Trabalheira danada isso hein, nem o Batman tem esse nível de preparo.
Esses elementos que eu critiquei existiam na primeira temporada, mas aqui perderam muito a mão, ao ponto de me incomodar, por isso a série perdeu alguns pontos comigo nisso. Em contrapartida, o ritmo é melhor que na primeira, todo o arco do Will preso e esperando o julgamento foi incrível, menos o Hannibal onisciente. Interessantíssimo ver que preso, o Will se fortalece tentando provar sua inocência, sendo totalmente neutralidade pelo Hannibal, que enquanto isso vai se aproximando do Jack e da Alana, quase que se inserindo mais e mais no espaço onde antes o Will ocupava.
Toda a trama terminando com o Chilton se dando mal, enquanto abre portas para o confronto final, é muito gratificante de se ver. Após isso a série perde um pouco de ritmo, por uns 2 ou 3 eps, inserindo um pouco de caso da semana com a trama dos Vergers, mas na reta final, quando volta para Will e Hannibal, recupera mais do ritmo de antes, com um episódio final espetacular, a reta final da primeira temporada e a chegada do seu clímax podem ser melhores, porém Mizumono, é provavelmente o melhor episódio da série até agora, esse eu bati palmas.
A relação Hannibal e Will continua extremamente interessante e complexa, ironicamente um o Hannibal é que afunda o Will cada vez mais na escuridão, mas também ele é o alicerce que o impede de se afogar de vez, pois a atenção do Will está toda nele, se ele conseguir impedir o Hannibal, o que acontece com o Will? Ele matou uma pessoa por escolha própria, indo além de auto defesa ou para salvar outra vida, comeu conscientemente carne humana, fez a “arte” um cadáver em uma cena de crime, manipulou alguém que tinha sentimentos por ele (seja a Alana ou o próprio Hannibal), tudo isso para chegar num fim, ele foi num ponto onde não tem retorno.
Na primeira temporada o que segura o Will de cair completamente na escuridão era sua moralidade e salvar vidas, na segunda é pegar o Hannibal, depois disso e aí? Não tem como ele trabalhar de novo para o FBI, ele não pode mergulhar na escuridão dos outros sem um norte o guiando (pegar o Hannibal), isso o afundaria. Will Graham se tornou um assassino por causa de Hannibal Lecter, porém se não fosse a obsessão o mesmo tem em capturá-lo, ele poderia realmente se tornar um serial killer, sendo que ironicamente é isso que o Hannibal mais quer, a relação desses dois é difícil de pôr em palavras, causam dando dor um no outro, mas não conseguem ficar longe, o único jeito desse ciclo acabar é com a morte de um deles ou que o Will aceite o convite do Hannibal, que é aquele mais dá direção a sua vida.
Se o Mads Mikkelsen roubou a cena na primeira temporada, nessa é toda do Hugh Dancy, ele foi incrível como Will Graham, todo o crescimento do personagem, de uma pessoa frágil instável e insegura para alguém que pode realmente se tornar um perigo em potencial, só foi possível por causa dessa interpretação impecável, deu pra sentir que apesar da série se chamar Hannibal, quem realmente é o protagonista é ele, mostrando que apesar de tudo que aconteceu, ainda não cedeu a tentação do demônio, o personagem e o ator foram incríveis, espero que esse “protagonismo” continue forte na trama.
Adorei a segunda temporada, acho que a primeira é melhor apesar desta ter um ritmo melhor, o descontrole no tom surreal me pegou, o Hannibal andando para lá e pra cá naquela rouba envolvida em plástico era sacanagem, todo mundo nessa série só vive em local isolado, na casa do Chilton pra mim foi o ápice, até ri do que aconteceu. Ainda vou ver a terceira temporada, porém mais cauteloso ainda, espero que não aumentem a escala das coisas ou exagerem de novo na teatralidade.
Sacanagem o que fizeram com a Beverly, gostava tanto da personagem, era minha favorita depois do Will e o Hannibal.
Eli Roth's History of Horror (1ª Temporada)
4.2 15muito interessante, achei cativante, porém não algo realmente profundo, que mergulhe de forma muito detalhada, sobre o que é o gênero terror, ou mesmo os filmes e temáticas que foram citados. Sinto que os fãs mais hadcores do gênero, vão achar esse documentário nada demais. Pelo menos conheci alguns filmes antigos que irei ver depois.
Vale O Escrito - A Guerra do Jogo do Bicho
4.5 144É bizarro a forma como a criminalidade no Rio de Janeiro extrapola a de outros lugares, não por ser o mais violento, tem estados/cidades que são piores, mas sim porque o crime está entranhado de uma forma tão profunda que se torna algo natural, a serie mostra, os próprios cariocas quando contam alguns relatos, a naturalidade de como eles falam sobre crime organizado, como se fosse algo banal, algo que está ali e pronto, e não como algo preocupante, não chega nem a ser resignação, parece mais aceitação.
Não conhecia nada sobre o jogo do bicho, achei o documentário sensacional, tem tantas reviravoltas, que realmente só na realidade pra isso acontecer mesmo, se fosse ficção, o roteiro seria cheia de furos, uma realidade bem mais complexa do que eu esperava. Parabéns ao Globoplay, não deve em nada para documentários de outras plataformas estrangeiras, recomendadíssimo, a galera que curte True Crime vai receber de braços abertos, muito bom.
Godzilla: Minus One
4.0 565Esse filme me decepcionou um pouco, mais de uma vez ouvi alguém dizer que esse era o melhor filme do Godizilla, o que discordo complementarmente. Um bom filme onde a reta final dele melhora muito a obra, porém não acho que seja o melhor da franquia, Shin Godzilla e o Godzilla Original (1954) são melhores como um todo, o que destaca nesse é o fator humano, que realmente é bem trabalhado, fazendo com que outras partes como o próprio Godzillia, sejam enfraquecidas durante a história.
A atmosfera criada no longa de 1954 tem uma atmosfera muito mais pesada quando o bicho aparecia, tinha uma trilha bem de suspense e até um pouco de terror, enquanto o Shin Godzilla em alguns momentos, invocava uma atmosfera de destruição beirando ao quase divino, em ambos os filmes, a trama girava totalmente em torno monstro e sua ameaça aterrorizante, o que senti um pouco de falta nesse filme, por que eles tentam desenvolver mais a parte humana.
Não estou dizendo que ver o bicho destruindo tudo não era ameaçador, mas nesse filme, eu senti que ele foi deixando um pouco de lado. Se por um lado isso é negativo, por outro, permite desenvolver os humanos, que caramba! Conseguiram fazer a gente se simpatizar com eles, ver aquela pequena família se formando e seguindo suas vidas, foi gostosinho de assistir, faz a gente realmente se importar com eles. ALERTA DE SPOILER, a suposta morte da Noriko, realmente me abalou pela forma abrupta que foi feita, fiquei extremamente chocado mas feliz que depois mostrou que ela sobreviveu, FIM DO SPOILER.
O que acho que senti falta nesse filme, foi o que o Godzilla representava nessa trama, todo mundo está cansado de saber que ele representa a bomba atômica e bla bla, mas e esse? Mais senti que esse filme usou o Kaiju como desculpa para falar sobre consequências de guerra, do que um filme onde o monstro representava algo, o longa é claramente uma crítica a forma como o Japão se comportava na segunda guerra mundial, honra sobre a própria vida, cutucou bastante esses assuntos, criticando como o governo e a cultura japonês, se portava durante a guerra, basicamente falando, se importar e valorizar sua própria vida não é um erro.
As únicas outras coisas que me incomodaram no filme foram, que o ator principal não convence muito, achei ele meio fraquinho, a Noriko estava bem melhor, e que em alguns partes, esse Gozdilla estava meio toqueirão e se movimentava muito parado, tinha isso por exemplo no filme Shin, mas lá não me incomodou como aqui, talvez seja porque mostravam muito o kaiju de corpo inteiro? Sei lá, mas aqui acabou incomodando, principalmente os pés dele, coisinha feia, acabou tirando um pouco da imersão.
Fora isso, um bom filme onde talvez se tivesse sido assistido no cinema, talvez tivesse sido uma experiência melhor. A forma como acabou, deixa pontas para uma continuação onde elas podem ser respondidas, porém acho que não precisa de uma continuação, se tiver ainda verei, torcendo para pelo menos ser tão bom quanto o primeiro.
Duna: Parte Dois
4.2 861 Assista AgoraEu particularmente prefiro o primeiro, não que esse seja ruim, pelo contrário, acho muito bom, porém eu talvez tenha sido influenciado pela forma como falavam sobre essa parte 2, é sim um filme muito bom, mas alguns falam dele como se fosse uma masterpice, algo espetacular em todos os quesitos, o que não concordo, o primeiro para mim no seu momento mais alto, durante e após invasão Harkonnen, é melhor que essa batalha final contra o exército Harkonnen e Sardaukar.
De novo tive a mesma sensação, que essa história poderia ser melhor apresentada em uma série, senti que a primeira hora do filme, onde vai nos mostrando o Paul entrando cada vez mais fundo na sociedade dos Fremens e se tornando uma figura importante para eles, foi uma parte muito picotada, eu entendo a decisão pelo formato de mídia, mas deu pra perceber (pelo menos eu acho, nunca li os livros) que muita coisa foi deixada de fora da tela. Não que eu sabia algo de edição ou coisa parecida, mas no futuro, acho poderiam pegar e juntar os dois filmes, enfiar tudo que possivelmente tenha sido cortado, e lançar Duna em um formato de série.
Achei incrível a forma como essa obra trabalha a questão do escolhido, do messias, o próprio Paul, algo simplesmente forjado para acontecer, porém ao mesmo tempo destinado. O Paul por causa das ações da Jessica, foi feito para ser o Salvador, mesmo que isso tenha sido algo artificial e equivocado, ele ainda não pode escapar do seu “destino”, pois ele também está preso a suas próprias previsões do futuro. A história faz uma crítica a forma como a religião pode ser utilizada como forma de controle, porém ao mesmo tempo brinca com os conceitos de escolhido e destino, milhões de pessoas vão morrer por causa das ações de um salvador/líder religioso, que sabe que isso viria a acontecer mas que ficou refém ao caminho que escolheu, uma existência um tanto quando patética.
Fica a reflexão sobre o que o Paul se torna, o que vale a liberdade de escolha perante o poder de ver múltiplos futuros? Esse futuro acontece porque eu vi ele vindo, ou optei por seguir ele porque ele é a opção menos danosa? Se eu não souber as ações que determinam o que vai acontecer, talvez poderia criar um caminho inteiramente novo? Ironicamente os Fremens (Liberalmente homens livres) se tornam reféns de uma profecia/religião onde seguem um salvador, mas esse mesmo salvador também não é livre, sendo refém do que torna ele especial. Paul Atreides, basicamente destruiu toda a tradição e forma como aquele povo vivia, condenando a si mesmo a um caminho manchado de sangue e idolatria, e ainda sim, esse talvez tenha sido um dos “melhores” caminhos que ele enxergou, como eu tinha dito, uma existência patética e miserável.
Apesar de toda essa abordagem interessante sobre religião e política, o que mais peca em Duna para que a obra não se torne O épico que marca gerações, seriam as batalhas, não sei se é um ponto fraco do Villeneuve ou da obra original, mas por mais que essa última batalha tenha sido grandiosa (pelo menos visualmente), em nenhum momento, senti que era uma batalha por causa de um império interplanetário, mais pareceu povos nativos contra invasores, a sensação que tem um universo inteiro fora de Arrakis, não foi passada, nem quando mostraram o planeta dos Harkonnen, que mais pareceu uma localidade do que planeta, a batalha/guerra pelo quê ela deveria representar, achei muito fraca. Apenas o duelo final que foi legal, a batalha entre os exércitos tirando a parte dos vermes, foi bem sem sal.
Somente no quesito batalha, faltou um tempero a mais para ser, pelo menos pra mim, um super épico de ficção científica. De qualquer forma, ainda sim um filme muito bom, onde espero satisfeito pela continuação seja lá quando ela vier, finalizou até bem, talvez a expansão de universo que eu queira ver possa estar na continuação dessa história, mas por enquanto estou tranquilo com o que vi, até porque o drama em relação a Chani, o próprio Paul falou que enxergou que ela iria entender depois. Foi uma ótima experiência ver esses dois filmes.
42 - A História de uma Lenda
4.1 202 Assista AgoraNão a muito o que dizer, me interessei tem pouco tempo por beisebol, nem as regras eu sei direito, mas quis ver esse filme depois de saber sobre a historia de Jackie Robinson, confesso que me decepcionei um pouco com o filme, porque além de já saber sobre a história de vida do Jackie, pude ver o quando foi deixado de fora, tipo como ele é referenciado pelo Montreal Royals, o que ele fez depois do fim da carreia, que foi levemente referenciando nos créditos do filme, ele ainda foi muito importante e voz ativa contra o rascismo, mesmo depois que deixou o esporte.
Por isso digo que me decepcionou um pouco, pois a história de Jackie Robinson é muito foda, e na minha opinião o filme, que é até bom, não faz jus a quem ele foi. Talvez uma mega produção de uma ou duas temporadas, abrangido toda sua vida pudesse fazer isso. Apesar do que falei, ainda é um bom filme, mais do que recomendado, pois essa é uma história que deveria ser muito mais conhecida, o cara era foda demais.
A Hora do Pesadelo
3.8 1,2K Assista AgoraEsse filme na minha opinião, o seu ponto principal, Freddy Krueger, não envelheceu muito bem, por isso me causa um pouco de sentimentos contraditórios, pois a qualidade da história continua boa, principalmente a premissa dele atacar as pessoas no sonho, além daquela mistura entre o que é realidade e o que é sonho, então posso dizer, que o filme é bom enquanto o Freddy Krueger não, tudo bem que é de uns 40 anos atrás mas por exemplo, o Michael Mayers (Halloween de 1978) e até mesmo os efeitos de O Exorcista (1973), me convenceram mais do que esse Freddy Krueger.
Consigo entender porque se tornou um clássico, talvez se eu tivesse assistimos mais cedo, tivesse me pegado mais, pois a premissa é muito interessante, foi muito interessante de ver a história se desenrolando, principalmente vendo a Nancy quase enlouquecer enquanto seus amigos morrem e ninguém acredita nela, foi algo convincente e não forçado, saiu natural o declínio mental que ela estava passando enquanto tentava convencer os pais que ela não estava apenas sonhando e imaginando coisas.
Serio mesmo, é uma situação realmente terrível, você ser atacando enquanto está dormindo, basicamente o seu momento mais vulnerável, não podendo escapar, pois ficar acordado é apenas protelar o inevitável, ao mesmo tempo que fica o questionamento, como provar que o infeliz é real e você não está louco? Ficar acordado vai te deixar cada vez mais estressado enquanto você fica tentando provar aos outros que não é coisa da sua cabeça, imagina que situação merda. Por isso digo que a premissa continua muito boa.
A ideia é espetacular, mas o Freddy Krueger em si, pelo mesmo para min, não conseguiu escapar dos efeito do tempo, suas cenas de perseguição não são mais tão impactantes, aquela cena da língua foi bem tosca, acho que um novo remake seria uma boa, mostrando mais como esse tipo de situação impacta os personagens, Vecna de Stranger things, onde os próprios criadores já falaram que é uma inspiração no Freddy, mostrou que dá para fazer algo incrível com esse tipo de história, o impacto psicológico, saúde mental, se for dado para um diretor que saiba trabalhar isso bem, pode surgir uma obra prima.
Voltando a falar do filme, fiquei impressionado com algumas coisas, por exemplo, esses adolescentes não me irritaram, ou fizeram coisas incrivelmente burras, estavam longe de serem personagem espetaculares mas até que eram bons, a Nancy então, foi guerreira até o fim, eu diria que até os adultos foram bem, pois não teve nenhum momento do enredo que eu pensei com raiva “Essa atitude só existe para dificultar a vida do personagem”, eles não são empecilhos e sim tem reações mais naturais do que estava acontecendo, spoiler, tanto que eu fiquei extremamente feliz quando a Nancy conseguiu provar pro seu pai que o Freddy existia.
O filme sobre ter uma dosagem certa no drama dos personagens, eu achei que seria irritante os pais da Nancy, seriam apenas empecilhos que dificultavam a trama, porém isso ainda bem que isso não aconteceu, foi na medida certa, tanto com o pai quanto com a mãe. Já com os outros personagens, como o namorando da Nancy, senti um pouco de falta de desenvolvimento mas ele realmente estava com cara que iria morrer logo, então tubo bem, só me incomodou que parecia que o Freddy tinha uma certa ordem para seguir matando, mas que resolveu deixar a Nancy por último, pois não pareceu que e o Freddy atormentou tanto os garotos antes de mata-los quanto ele tinha feito com a Nancy e a amiga dela.
De toda forma, um bom filme, onde é completamente entendível porque virou um clássico, recomendadíssimo, pois a premissa ainda hoje renderia uma ótimo história, aquela cena final é sensacional. O Freddy só precisa ser atualizado, Stranger Things e o novo IT a coisa, provaram que dá pra fazer isso bem.
Bem-vindos ao Wrexham (1ª Temporada)
4.2 23 Assista AgoraUltimamente eu tenho assistido series documentais e estou planejando ver inúmeras outras, quando eu passei o olho por Welcome to Wrexham, na hora pensei "Só mais um documentário pra assistir", como eu estava errado, é surpreendentemente boa, não tenho muito o que falar, apenas recomendar, seja pra quem acompanha ou não futebol, a serie mostra como esse é um esporte frustrante, que vai muito além do campo, mostrando os desafios de gerir uma equipe do futebol, além de evidenciar como esse esporte para algumas pessoas e lugares, transcende de ser apenas 11 caras correndo atrás de uma bola.
Eu ia assistir despreocupadamente, mas agora, vou realmente acompanhar os documentários, que o Wrexham tenha muito sucesso, para podermos ver mais da história desse clube, que consegue passar bem como o futebol onde ser algo gigantesco e apaixonante.