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Últimas opiniões enviadas

  • Roberto Monteiro da Silva

    Perto do final da Segunda Guerra Mundial, Taro e sua mãe Kazue (Fumie Kashiyama) deixam Tóquio, que os americanos têm bombardeado. Eles se refugiam em segurança no norte do Japão para ficar com a avó de Taro (Hiromi Nakahara) e duas tias (Meiko Kaji como Futae e Aiko Mimasu como Miyo) que administram uma empresa de tofu de feijão enquanto os homens partem para a guerra. Sua avó diz para ele nunca ir ao celeiro, porque é assombrado, então é claro que ele dá uma olhada e descobre Emi, a filha escondida de tia Futae. Como seu pai era o inimigo, Emi corre o risco de ser levada pelas autoridades, então as mulheres a protegem e escondem sua existência, nunca tendo registrado seu nascimento para que ela não exista legalmente. Taro odeia profundamente o inimigo devido à sua suscetibilidade ao tom xenófobo da época, e foi ensinado que quem não odeia os americanos não pode amar o Japão, e quem pode culpar alguém de cada vez, quando Tóquio estava sendo incendiada de um lado ao outro em uma política intencional de "matar tantos civis quanto possível!" Mas sua amizade com Emi quebra seu preconceito, em um campo idílico lindamente fotografado.

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  • Roberto Monteiro da Silva

    A grande invocação de “O Que Terá Acontecido a Baby Jane?” É, sem dúvidas, a portentosa atuação Bette Davis. Sem hesitação uma das melhores atrizes “ever”, Davis domina a tela com sua Baby Jane. O que a torna uma vilã tão fascinante não é ela ser capaz de atos de crueldade ou perversidade, e sim o fato de, no limite, não passar de uma criança. De alguma maneira, Jane jamais cresceu, acreditando possuir o mesmo brilho de outrora. Com isso, ela arrepende-se de seus atos, apesar de não hesitar em cometê-los. É uma figura trágica; misto de tristeza, melancolia e, claro, ódio, mas nos brinda com cenas magistrais. As cenas nas quais ela apresenta para Flagg o número da infância é tão apavorante que é de partir o coração. Nessa complexidade psicológica dos personagens que a tensão cresce, culminando em cenas que poderiam soar sem a menor graça se o espectador não estivesse tão envolvido na história. É o caso da surpresa no jantar de Blanche, por exemplo, que funciona exatamente pela plateia acreditar que Jane é capaz de fazer aquilo. O mesmo ocorre no final na praia, que nada tem de apoteótico ou climático ao extremo, mas assombra e perturba pelo aspecto doentio de tudo aquilo que o envolve.

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