Baita filme! Coprodução de Walter Salles. Ótimas atuações, inclusive com alguns dos coadjuvantes sendo pessoas de dentro de penitenciárias argentinas. É bem realista, sem ter um apelo melodramático. Achei apenas que um final foi um pouco "viajado"; não tão plausível na vida real.
Co-produção da Argentina, Brasil, Espanha e Coréia do Sul da Matanza Cine, Patagonik Film Group, Cineclick Asia, Instituto Nacional de Cine y Artes Audiovisuales e Programa Ibermedia indicado à Palma de Ouro de melhor filme no Festival de Cinema de Cannes, além de ter participado de diversos festivais de cinema latinos.
Este drama policial foi filmado na Penitenciária de Batán, em Batán, Buenos Aires, Distrito Federal, na Argentina. O filme foi rodado em prisões reais e muitos atores são prisioneiros reais, como em Olmos, Los Hornos, San Isidro e San Martín. O filme teve a Inscrição oficial da Argentina para a categoria melhor filme estrangeiro do 81º Oscar em 2009. A história aborda a maternidade dentro do sistema prisional. "Leonera" em espanhol quer dizer "Leoa", e "Lion's day", do título em inglês, "Cova dos leões".
Uma abordagem interessante do subgênero das mulheres na prisão. O tom é seco, realista e evita truculências. A dinâmica homossexual é retratada com dignidade e maturidade. Apresenta-nos o mundo carcerário com um realismo surpreendente, sem enfatizar, sem sublinhar, sem moralizar, sem julgar, sem manipular emocionalmente quem o recebe. E provoca angústia e medo.
Julia acorda em seu apartamento em Buenos Aires, capital da Argentina. O local está coberto de sangue e no chão estão os corpos de dois homens. A jovem vai trabalhar em transe, e quando volta para casa toma conhecimento do que aconteceu pedindo ajuda. Um dos dois morreu, enquanto o outro, Ramiro, continua vivo. Julia é presa e acusada de assassinato. A jovem vivia com os dois homens, em uma relação conturbada, polêmica e estafante. Agora ela está grávida e decide dar à luz ao bebê, Tomas, na degradação de uma prisão. Até que sua mãe consegue a guarda e o tira do convívio com a mãe. A partir desse momento, Júlia terá apenas um objetivo: reencontrar o bebê. Um filme com cores fortes sobre maternidade e inocência que convive com a degradação do diretor, Trapero. O que, no entanto, talvez, e devido à coprodução, ou por envolver como protagonista a jovem esposa realmente grávida no momento das filmagens, parece incerto sobre a virada a ser dada à narrativa, acabando por misturar muitos planos e oferecer ao filme um final tão "participativo" quanto pouco crível em seu desenrola, e por isto mesmo muito genial. No entanto, o espectador permanece aos olhos da denúncia de um sistema prisional que simula a humanidade (a ala 'aberta' das mães) enquanto mergulha tanto as mulheres quanto seus filhos na perda progressiva de contato com a realidade externa. Leonera encontra em Martina Gusman, uma atriz capaz de sustentar intensamente um papel difícil que poderia ser comparado, obviamente com as diferenças necessárias, com o interpretado por Crissy Rock em Joaninha Joaninha de Ken Loach. Como a Maggie daquele filme de 1994, Julia desperta a empatia do espectador "apesar de" sua personagem. Ou seja, somos progressivamente impelidos a tentar conhecê-la, a compreender seu sofrimento e suas razões. Entender por que ele acabou se encontrando nessas situações nos ajuda a avaliar suas ações subsequentes de forma diferente e nos lembra que se deveria ter andado alguns quilômetros no lugar de outras pessoas antes de fazer julgamentos radicais. De toda a sorte é mais um belo exemplo da qualidade absurda que o cinema argentino tem...recomendadíssimo!
Baita filme! Coprodução de Walter Salles.
Ótimas atuações, inclusive com alguns dos coadjuvantes sendo pessoas de dentro de penitenciárias argentinas.
É bem realista, sem ter um apelo melodramático. Achei apenas que um final foi um pouco "viajado"; não tão plausível na vida real.
Criar um filho dentro de uma penitenciária não é fácil, um relato seco e cruel de uma mãe desvalida, gostei do filme.
Hiperrealismo. Filme muito bom
Co-produção da Argentina, Brasil, Espanha e Coréia do Sul da Matanza Cine, Patagonik Film Group, Cineclick Asia, Instituto Nacional de Cine y Artes Audiovisuales e Programa Ibermedia indicado à Palma de Ouro de melhor filme no Festival de Cinema de Cannes, além de ter participado de diversos festivais de cinema latinos.
Este drama policial foi filmado na Penitenciária de Batán, em Batán, Buenos Aires, Distrito Federal, na Argentina. O filme foi rodado em prisões reais e muitos atores são prisioneiros reais, como em Olmos, Los Hornos, San Isidro e San Martín. O filme teve a Inscrição oficial da Argentina para a categoria melhor filme estrangeiro do 81º Oscar em 2009. A história aborda a maternidade dentro do sistema prisional. "Leonera" em espanhol quer dizer "Leoa", e "Lion's day", do título em inglês, "Cova dos leões".
Uma abordagem interessante do subgênero das mulheres na prisão. O tom é seco, realista e evita truculências. A dinâmica homossexual é retratada com dignidade e maturidade. Apresenta-nos o mundo carcerário com um realismo surpreendente, sem enfatizar, sem sublinhar, sem moralizar, sem julgar, sem manipular emocionalmente quem o recebe. E provoca angústia e medo.
Julia acorda em seu apartamento em Buenos Aires, capital da Argentina. O local está coberto de sangue e no chão estão os corpos de dois homens. A jovem vai trabalhar em transe, e quando volta para casa toma conhecimento do que aconteceu pedindo ajuda. Um dos dois morreu, enquanto o outro, Ramiro, continua vivo. Julia é presa e acusada de assassinato. A jovem vivia com os dois homens, em uma relação conturbada, polêmica e estafante. Agora ela está grávida e decide dar à luz ao bebê, Tomas, na degradação de uma prisão. Até que sua mãe consegue a guarda e o tira do convívio com a mãe. A partir desse momento, Júlia terá apenas um objetivo: reencontrar o bebê. Um filme com cores fortes sobre maternidade e inocência que convive com a degradação do diretor, Trapero. O que, no entanto, talvez, e devido à coprodução, ou por envolver como protagonista a jovem esposa realmente grávida no momento das filmagens, parece incerto sobre a virada a ser dada à narrativa, acabando por misturar muitos planos e oferecer ao filme um final tão "participativo" quanto pouco crível em seu desenrola, e por isto mesmo muito genial. No entanto, o espectador permanece aos olhos da denúncia de um sistema prisional que simula a humanidade (a ala 'aberta' das mães) enquanto mergulha tanto as mulheres quanto seus filhos na perda progressiva de contato com a realidade externa.
Leonera encontra em Martina Gusman, uma atriz capaz de sustentar intensamente um papel difícil que poderia ser comparado, obviamente com as diferenças necessárias, com o interpretado por Crissy Rock em Joaninha Joaninha de Ken Loach. Como a Maggie daquele filme de 1994, Julia desperta a empatia do espectador "apesar de" sua personagem. Ou seja, somos progressivamente impelidos a tentar conhecê-la, a compreender seu sofrimento e suas razões. Entender por que ele acabou se encontrando nessas situações nos ajuda a avaliar suas ações subsequentes de forma diferente e nos lembra que se deveria ter andado alguns quilômetros no lugar de outras pessoas antes de fazer julgamentos radicais. De toda a sorte é mais um belo exemplo da qualidade absurda que o cinema argentino tem...recomendadíssimo!