Vidas Secas foi um dos livros que mais me impactou na adolescência. O filme consegue trazer parte da essência da história, que não é só sobre a seca do sertão nordestino e o êxodo rural decorrente disso. A meu ver a história é sobre todo o brasileiro pobre que vive à margem de qualquer dignidade. Que experimenta a fome, a exploração pelo patrão, a violência policial, a falta de perspectiva de vida, a incerteza do futuro dos filhos e mesmo assim sonha que um futuro melhor há de vir e que nele finalmente possa deixar de ser bicho e passe a ser gente.
O personagem Billy (Rapaz da biblioteca) é chato, incha a história, sem ele acho que o filme ficaria mais enxuto. A única importância dele é gerar a inspiração necessária para a Bella começar a escrever. Mas esta inspiração poderia ter vinda de algo relacionado às filhas do Vernon, por exemplo. O Vernon e as filhas poderiam ter mais impacto na trama com isto. Pior de tudo, o desencontro do par romântico baseado na confusão entre os irmãos gêmeos foi barato demais, nem trama de novelão brega se sustenta numa besteira batida dessas.
Se você conhece o diretor, seu estilo, suas referências e está mais aberto para certas experiências cinematográficas, vá lá. Resumindo: filme para poucos. Eu não estou entre esses poucos, então achei só um exercício pretencioso.
Já há um tempo que me interesso mais por documentário que ficção. Um longa como esse nos apresenta personagens que são infinitamente mais complexos, trágicos, imprevisíveis e, por vezes, cômicos, que qualquer um inventado na ficção dramática do cinema.
Ah, e pra quem gostou deste, veja também "Vou Rifar Meu Coração" 2012 Dirigido por: Ana Rieper. Outra pérola no mesmo nível.
Assisti a esse filme na época do lançamento, não gostei muito. A trama parecia deixar uns buracos. Agora saiu na Netflix uma versão com maior duração, foram adicionados trechos que tinham sido cortados na edição original. Assisti novamente, nessa versão maior a história foi melhor contada.
Atuações memoráveis, fotografia sensacional, figurino, ambientação, roteiro, direção, trilha sonora, tudo ao meu ver no terreno da excelência cinematográfica que poucos podem aspirar. Mesmo a criticada longa duração, achei pertinente, se não necessária.
Maaaaas o rejuvelhecimento dos atores...
A isso me incomodou, me tirou da imersão na história em vários momentos. Muitas vezes o corpo e seus movimentos, ou suas limitações de movimento, não combinavam com a idade que se queria indicar pelos efeitos visuais de rejuvenescimento do rosto. Pra mim só funcionaram os efeitos práticos quando a maquiagem mostrava os atores mais velhos do que realmente são. Quando se tratou do digital para mostrá-los mais jovens aí não deu não. Até a lente de contato do DeNiro foi dureza.
Não sei a versão brasileira se chama ou chamará: "link perdido", mas acho que seria bem mais adequado "Elo Perdido". A palavra link, da forma que é falada e usada no Brasil, se inseriu em nossa cultura no contexto da tecnologia informática. Quando li o título achei que tinha alguma ligação com isso.
Eu fiquei emocionado em alguns momentos, mais pelo retrato do que é o Brasil; do que é majoritariamente o povo deste lugar. Senti familiaridade com a sensação de quando, nas viagens, se passa por essas cidades do interior do nordeste, que em essência não são tão diferentes de outras cidades pequenas de outras regiões do país.
Que barra que é enfrentar essa maneira de viver que os homens inventaram pra si. Quanta beleza se pode ter em encontrar alternativas de existência baseadas na sabedoria que acumulamos, mas não praticamos. Este filme expressa isso com uma poesia danada de boa.
Um vilão insuspeito cria uma série de situações incriminadoras com a intenção de jogar um herói contra o outro para que se destruam, já que suas próprias forças não bastam para enfrentá-los. Cá entre nós, tá ficando tudo parecido, ou é impressão minha?
Para quem ficou curioso sobre o excêntrico pianista, personagem do filme Shine - Brilhante, este documentário se encontra no Netflix e conta a história de vida de David Helfgott, com entrevistas suas e de sua esposa Gillian, além de acompanhar uma turnê de concertos seus pela Alemanha, Austrália e Suíça.
Para quem ficou curioso sobre o personagem, no Netflix tem um documentário chamado "Hello I Am David" de 2015, que conta a história de vida de David Helfgott, com entrevistas suas e de sua esposa Gillian, além de acompanhar uma turnê de concertos seus pela Alemanha, Austrália e Suécia.
Não sei se fui só eu, mas não entendi a cena final. O casal sobe a colina com vista pra cidade, por de trás antenas de transmissão. Um áudio indecifrável, um pequeno diálogo e fim.
Will Ferrell é um bom ator, quem já assistiu a Stranger than Fiction pode verificar como ele é capaz de atuar bem. Mas eu gosto mesmo é desta persona non sense, descontrolada e ridícula que ele assume em algumas de suas comédias. Acho divertidíssimo, não é qualquer ator que realizaria isso bem. Mas fora o nonsense e as incorreções políticas do filme, ele trata surpreendentemente de uma coisa séria: como o jornalismo televisivo se degradou ao optar pelos índices de audiência como parâmetro para se fazer um programa jornalístico.
Muito pertinente ao nosso atual momento político e social. Poderíamos ter uma versão brazuca. "Ela está de volta" - E se a ditadura militar de 64 voltasse ao Brasil atual?
Vidas Secas
3.9 304Vidas Secas foi um dos livros que mais me impactou na adolescência. O filme consegue trazer parte da essência da história, que não é só sobre a seca do sertão nordestino e o êxodo rural decorrente disso. A meu ver a história é sobre todo o brasileiro pobre que vive à margem de qualquer dignidade. Que experimenta a fome, a exploração pelo patrão, a violência policial, a falta de perspectiva de vida, a incerteza do futuro dos filhos e mesmo assim sonha que um futuro melhor há de vir e que nele finalmente possa deixar de ser bicho e passe a ser gente.
Sonic 3: O Filme
3.5 168 Assista AgoraO primeiro filme que o meu filho viu no cinema. Assistimos juntos, o mais divertido foram as reações dele.
Vibrou muito no momento em que o Sonic se une ao Shadow.
Um Homem Diferente
3.5 171 Assista AgoraAssisti achando que o Adam Pearson, o ator que interpreta o Oswald,
era um ator com maquiagem, não sabia de sua história nem que aquela era sua aparência real.
Uma Beleza Fantástica
3.7 292 Assista AgoraO Billy, ah que chato... além disso,
O personagem Billy (Rapaz da biblioteca) é chato, incha a história, sem ele acho que o filme ficaria mais enxuto. A única importância dele é gerar a inspiração necessária para a Bella começar a escrever. Mas esta inspiração poderia ter vinda de algo relacionado às filhas do Vernon, por exemplo. O Vernon e as filhas poderiam ter mais impacto na trama com isto. Pior de tudo, o desencontro do par romântico baseado na confusão entre os irmãos gêmeos foi barato demais, nem trama de novelão brega se sustenta numa besteira batida dessas.
Uma Beleza Fantástica
3.7 292 Assista AgoraO Fabuloso destino de Amélie Poulain + Karatê Kid.
Zeros e Uns
2.3 18Se você conhece o diretor, seu estilo, suas referências e está mais aberto para certas experiências cinematográficas, vá lá. Resumindo: filme para poucos.
Eu não estou entre esses poucos, então achei só um exercício pretencioso.
2000 Nordestes
3.5 11 Assista AgoraJá há um tempo que me interesso mais por documentário que ficção.
Um longa como esse nos apresenta personagens que são infinitamente mais complexos, trágicos, imprevisíveis e, por vezes, cômicos, que qualquer um inventado na ficção dramática do cinema.
Ah, e pra quem gostou deste, veja também "Vou Rifar Meu Coração" 2012
Dirigido por: Ana Rieper. Outra pérola no mesmo nível.
O Lobisomem
2.9 1,0K Assista AgoraAssisti a esse filme na época do lançamento, não gostei muito. A trama parecia deixar uns buracos.
Agora saiu na Netflix uma versão com maior duração, foram adicionados trechos que tinham sido cortados na edição original.
Assisti novamente, nessa versão maior a história foi melhor contada.
Code 8: Renegados
2.8 173 Assista AgoraParece o piloto de uma série pra tv que não foi aprovada.
O Irlandês
4.0 1,5K Assista AgoraAtuações memoráveis, fotografia sensacional, figurino, ambientação, roteiro, direção, trilha sonora, tudo ao meu ver no terreno da excelência cinematográfica que poucos podem aspirar. Mesmo a criticada longa duração, achei pertinente, se não necessária.
Maaaaas o rejuvelhecimento dos atores...
A isso me incomodou, me tirou da imersão na história em vários momentos. Muitas vezes o corpo e seus movimentos, ou suas limitações de movimento, não combinavam com a idade que se queria indicar pelos efeitos visuais de rejuvenescimento do rosto.
Pra mim só funcionaram os efeitos práticos quando a maquiagem mostrava os atores mais velhos do que realmente são.
Quando se tratou do digital para mostrá-los mais jovens aí não deu não. Até a lente de contato do DeNiro foi dureza.
Link Perdido
3.4 153Não sei a versão brasileira se chama ou chamará: "link perdido", mas acho que seria bem mais adequado "Elo Perdido". A palavra link, da forma que é falada e usada no Brasil, se inseriu em nossa cultura no contexto da tecnologia informática. Quando li o título achei que tinha alguma ligação com isso.
A Casa Torta
3.2 89 Assista AgoraFantástica fotografia.
Vou Rifar Meu Coração
4.1 223Eu fiquei emocionado em alguns momentos, mais pelo retrato do que é o Brasil; do que é majoritariamente o povo deste lugar. Senti familiaridade com a sensação de quando, nas viagens, se passa por essas cidades do interior do nordeste, que em essência não são tão diferentes de outras cidades pequenas de outras regiões do país.
Desvendando o Pé Grande
1.6 3 Assista AgoraSó rindo deste absurdo.
O Nariz
3.7 4Até a presente data, está disponível no Netflix.
Capitão Fantástico
4.4 2,7K Assista AgoraQue barra que é enfrentar essa maneira de viver que os homens inventaram pra si. Quanta beleza se pode ter em encontrar alternativas de existência baseadas na sabedoria que acumulamos, mas não praticamos. Este filme expressa isso com uma poesia danada de boa.
O Convite
3.3 1,1KSempre que se fantasia sobre uma existência após a morte, se desvaloriza um pouco a vida antes da morte.
Capitão América: Guerra Civil
3.9 2,4K Assista AgoraUm vilão insuspeito cria uma série de situações incriminadoras com a intenção de jogar um herói contra o outro para que se destruam, já que suas próprias forças não bastam para enfrentá-los. Cá entre nós, tá ficando tudo parecido, ou é impressão minha?
Shine: Brilhante
4.0 147https://filmow.com/hello-i-am-david-t216206/
Hello I Am David!
4.2 3Para quem ficou curioso sobre o excêntrico pianista, personagem do filme Shine - Brilhante, este documentário se encontra no Netflix e conta a história de vida de David Helfgott, com entrevistas suas e de sua esposa Gillian, além de acompanhar uma turnê de concertos seus pela Alemanha, Austrália e Suíça.
Shine: Brilhante
4.0 147Para quem ficou curioso sobre o personagem, no Netflix tem um documentário chamado "Hello I Am David" de 2015, que conta a história de vida de David Helfgott, com entrevistas suas e de sua esposa Gillian, além de acompanhar uma turnê de concertos seus pela Alemanha, Austrália e Suécia.
Golpe de Gênio
2.8 73 Assista AgoraNão sei se fui só eu, mas não entendi a cena final. O casal sobe a colina com vista pra cidade, por de trás antenas de transmissão. Um áudio indecifrável, um pequeno diálogo e fim.
[spoiler][/spoiler]
Tudo por um Furo
3.2 344Will Ferrell é um bom ator, quem já assistiu a Stranger than Fiction pode verificar como ele é capaz de atuar bem. Mas eu gosto mesmo é desta persona non sense, descontrolada e ridícula que ele assume em algumas de suas comédias. Acho divertidíssimo, não é qualquer ator que realizaria isso bem. Mas fora o nonsense e as incorreções políticas do filme, ele trata surpreendentemente de uma coisa séria: como o jornalismo televisivo se degradou ao optar pelos índices de audiência como parâmetro para se fazer um programa jornalístico.
Ele Está de Volta
3.8 682Muito pertinente ao nosso atual momento político e social. Poderíamos ter uma versão brazuca. "Ela está de volta" - E se a ditadura militar de 64 voltasse ao Brasil atual?