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Últimas opiniões enviadas

  • Lucas

    Como já era de se esperar, La Lectrice é um filme inerentemente literário, mas confesso que não comprei muito a ideia do cineasta.
    Não me entendam mal, eu amo a literatura e já a vi ser retratada de forma espetacular por outros realizadores, como Manoel de Oliveira, por exemplo. Mas este exercício narrativo de Michel Deville causa uma estranheza negativa em sua condução, e possui um desenvolvimento anedótico que torna o ritmo muito truncado e de difícil envolvimento para o espectador.
    Salvo da experiência a voz encantadora de Miou-Miou que compõe a narração constante do filme, e a inserção de um belíssimo conto no meio da trama sobre um homem que leva sua mulher para um passeio no distrito da luz vermelha de Paris.

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  • Lucas

    Kent Jones pode ser um estreante no cinema de ficção, mas está bem longe de ser um estranho ao cinema. Jones, antes de embarcar nesta empreitada em A Vida de Diane, foi escritor de diversas obras sobre cinema e crítico de cinema, algo não muito difícil de se identificar pela sua trama que flerta em muitos momentos com o olhar poético do prosaico, aspecto bastante presente na literatura ocidental moderna.
    A forma como o roteiro trata as passagens do tempo na vida da personagem-título, de forma a construir um estudo que se estende pelo tempo, lembra de certa forma o universo da escritora canadense Alice Munro, da mesma forma que os raros momentos de distanciamento da realidade e utilização do fluxo de consciência na narrativa se assemelham à literatura de Clarice Lispector.
    Assim, podemos concluir que A Vida de Alice soa de certo modo como um romance sobre a passagem do tempo e o peso que esta tem nas escolhas feitas por uma mulher ao longo de sua vida. E já adianto aqui, o resumo da ópera não poderia mais comovente e brilhante.
    É de se esperar de estreias de críticos cinematográficos na direção uma maturidade maior na condução em relação à autores com menos experiência na área. Mas o que Kent Jones nos entrega aqui é um exemplar admirável de primeiro filme, com um roteiro de enorme sensibilidade na forma como aborda dramas familiares (talvez seja o mais próxima que eu já vi de um Kenneth Lonnergan no cinema estadunidense que não o próprio), além de um respeito impressionante pelos seus atores.
    Mary Kay Place volta aos holofotes pela primeira vez desde os anos 90 e mostra uma atriz que talvez ninguém sabia que existia, em uma performance absolutamente humana, compassiva, imensa na dimensão que a sua personagem assume para a obra. O elenco secundário, por sua vez, é afiadíssimo e oferece momentos para quase todos brilharem, sobretudo as maravilhosas atrizes veteranas que interpretam as amigas de Diane, atrizes estas com rostos conhecidíssimos por todo mundo, mas nomes sempre esquecidos (Estelle Parsons, Andrea Martin, Deirdre O'Connell e Phyllis Somerville).
    Por fim, cabe dizer que "A Vida de Diane" emociona pela universalidade da história que pretende narrar. Apesar do título dar um nome à personagem, não é difícil de se colocar em seu lugar e imaginar a si mesmo como Diane, e isto não se deve somente pelo fato da construção da personagem ser feita de forma bem-sucedida, mas também porque todos nós, enquanto seres humanos, devemos encarar todos os dias uma única certeza: nós, e todos a nossa volta, um dia vamos morrer.

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  • Lucas

    Li em alguma crítica por aí que "Varda por Agnès" é um grande TED Talk apresentado por Varda, e como o título já diz, sobre ela mesma.
    A crítica não está errada, é inegável, o documentário soa muito menos com cinema do que eu esperava desta grande autora. Mas quer saber? Se tem um TED Talk no mundo que eu gostaria de ver, este seria, sem dúvida, um TED Talk apresentado por Agnès Varda, e sinceramente, tem forma melhor de se despedir do mundo do que em uma retrospectiva gloriosa como esta? Eu, pessoalmente, acredito que não.

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  • Celly
    Celly

    Oi, Lucas. Claro, qual a melhor forma de compartilhar a legenda contigo? Quer me passar seu contato por uma mensagem no filmow?

  • godoi
    godoi

    love is too weak a word for what i feel - i luuurve you, you know, i loave you, i luff you, two f's, yes i have to invent, of course i - i do, don't you think i do?

  • Salmon
    Salmon

    etaa bixo
    3000 e poucos filmes, me pergunto como deve ser sua imaginação e as extensões quem vem dela...

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